Crônicas de Amor

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⁠Ave mítica da Mata Atlântica
desta nossa Pátria romântica
do coração de quem jamais
esquece ou desaparece
com os próprios símbolos;
O Mutum-do-nordeste
nas pontas das suas penas
carrega a cor das estrelas
azuis que no ar escrevem poemas
que a incivilização conspirou deter.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio lá no Gávea

Rodeio lá no Gávea
um casario antigo,
Clima de romantismo.

Rodeio lá no Gávea
um sabor de padaria,
Prosa de poeta.

Rodeio lá no Gávea
uma lembrança
da gávea herança
portuguesa de navio,

Rodeio lá no Gávea
outra lembrança
que no Rio de Janeiro
por causa de uma pedra
também há outro bairro.

Rodeio lá no Gávea
uma tranquilidade sem igual
num recanto muito especial.

Rodeio lá no Gávea
a música suave
nos leva, a brisa
e o tempo nos harmoniza.

Rodeio lá no Gávea
uma recordação de que
na vida tudo passa,
Só não passa essa ternura
que aqui nos abraça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio Romântica

Após longos dias de chuvas
ver o jardim do céu
desabotoando as flores
azuis do tempo aos poucos
sobre nós reforça que nesta
cidade devo pelo teu amor
esperar demore o tempo
que tenha que demorar.

Vivo na Rodeio Romântica
onde o Pico do Montanhão
os meus olhos ele beija
com poesias pro coração.

Estar a sua espera não
me faz carente ou infeliz,
apenas mantenho viva
a chama tal qual os luzeiros
do Universo brindam
o Médio Vale do Itajaí:
certa disso te espero aqui.

Vivo na Rodeio Romântica
onde os pássaros cantam
brindando a manhã
e borboletas nos saúdam.

Certa de tudo o quê está
a escrito no destino
tanto as sementes levadas
pelo vento e florescem
neste caminho catarinense,
a poesia da espera ando
repartindo irmamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Em algum lindo lugar
do Oceano Atlântico
há alguém feito de mar
extremamente romântico
que com expectativa aguarda
num lugar no meio do nada
para passar bronzeador
no meu corpo com amor
intenso sem se importar
com o quê segue ao redor
para me acompanhar,
proteger de tudo
e a cada novo mergulho
virá com uma toalha
macia e perfumada
para me sentir bem amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sob a Lua Crescente
na serena Rodeio
em pleno romântico
Médio Vale do Itajaí,
Ofereço a minha oração
devotada pela nossa
América Austral
para pedir que
nos livre sempre
do Deus da Guerra
e de todo o Mal,
E que abençoe
a nossa amada terra,
A minh'alma de Condor
também é de poeta,
orgulhosa e brasileira
apegada a nossa terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tenho como imperativo
romântico para toda
a vida seguir aprendendo,
até com o giro da orbe
e com os apelos do tempo.

Minha Santa Catarina
sigo na trilha da sua
poesia contínua
que em mim escreve
porque de ti tudo
sempre me maravilha.

O Jacarandá que enfeita
por aqui a nossa vista
é chamado de Jacarandá-vermelho
e também de Sacambu,
o seu florescimento envolve
com total encantamento
que faz parar até o tempo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bailam as correntes do Atlântico,
sobrevive um refúgio romântico
e o indômito em mim como tal
qual os lobos-marinhos que cruzam.

No farol da Ilha dos Lobos tenho
o meu ponto de orientação
nesta noite no meio da escuridão
e a convicção para onde ir.

Tudo me leva aos teus olhos
e a ciência dos meus sonhos
que alguns chamam de utópicos.

Realmente não me importo
nem se vou de fato alcançar,
só sei que me importo em não parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A luz da Lua Crescente envolvente
no Médio Vale do Itajaí com as luzes
da romântica Cidade de Rodeio
trazem à tona memórias do peito.

A alma, a mente e o coração
pertencem a América do Sul
e a nostalgia da guerra das Malvinas
escrevem juntas poesias engolidas.

O quê carrego não vai passar
porque toda esta Pátria Austral
também é o meu sagrado lar.

Abrir mão da liberdade é algo
que jamais vou abdicar,
porque assim sou e não vou mudar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Em todas as cenas românticas
vivo te incluindo mesmo
sem saber se está escrito
pela pluma poética do destino.

Trago os sinais da Pátria Grande
nas mãos pelas ribeiras do Uruguai
e enquanto aprecio um 'ceibal',
porque amar a terra é fundamental.

No meu peito e no pensamento
rotas intermináveis tenho feito
para ser parte do seu sentimento.

Sem ao certo saber a direção
que me faça te encontrar,
vou adiante devagar e sem parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Maria-leque-do-sudeste
voa pela Mata Atlântica,
Ave rara da minha Pátria
amada, gentil e romântica,
peço me leve nas tuas
asas para me afastar de tudo
que me afaste de ser amável
e afável mesmo que seja
só por um instante para que
nada que me afaste de mim
tenha poder sobre a ótica
pelas lentes da bondade
e da minha identidade própria.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Bituqueira esplendente
na Mata Atlântica
da minha Santa Catarina
fascina romântica

Meu coração insistente
busca carinhosamente
caminhar contigo
com devoção e afeto

Tu és tudo o quê em mim
que tenho e carrego
o quê existe de mais belo

No ritmo das auroras potentes devotos sonetos de amor, brio
e paixão deixo escritos no destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu canto é de ave livre
sob a proteção do Mituqueiro
da Mata Atlântica da minha
romântica Santa e Bela Catarina.

Você queira ou não queira
no teu coração ja fiz ninho,
porque tudo se encarrega
para que eu seja o seu caminho.

Tenho certeza que mexo contigo
do jeito que você mexe comigo
com todo o maior cuidado e carinho.

Tudo de ti celebra as auroras
em feito festa antecipada,
e não nego que estou apaixonada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠TEÚDAS E MANTEÚDAS?!
Do alto do romântico tanque das canelas, aonde eu ia todas as vezes que visitava o meu saudoso “Beneficio”, só para espiar as “caboclinhas” como eram chamadas pelos seus patrões e que ali lavavam suas roupas e da vizinhança. As nossas, porque se usufruíam das benesses da água, por obrigação tinham que lavar também as roupas da patroa, minha avó.
Todas elas de pele negra e poucos sonhos, mas donas de belos corpos, muito embora, visivelmente sofridos. Ainda assim, lindas por natureza. Por trás das moitas que surgiam não se sabe como, entre as gretas dos lajedos dos tanques de pedras, eu que naquele contexto iniciava-se à puberdade, me escondia por trás das mesmas, apenas para cubar a beleza sútil daquelas lavandeiras que vinham quase todos os dias ao tanque das canelas cumprindo o mesmo ritual. Muitas delas, dado à calmaria do lugar, ou quiçá, por espontaneidade, se sentiam à vontade durante a labuta aproveitando o sol que queimava vossa pele.
Ora! Eu apenas um guri se iniciando na puberdade, e filho inocente de uma formação patriarcal, não somente deixava aflorar a inocente curiosidade de me perguntar por que aquelas moças eram tão “diferentes” de mim como ensinava meus avós? Também deixava aflorar um sentimento de paixão infanto/juvenil, ainda que platônico. Assustado, ficava a me perguntar: Por que meu vô as chamava de teúdas e manteúdas, além de caboclinhas. E, ali ficava horas após horas a ouvir suas melodias que se harmonizavam com a batida das roupas sobre as rochas. Tudo aquilo para mim era motivo de alegria e diversão, muitas vezes tentando rabiscar suas caricaturas usando cacos de telhas sobre a rocha ou nas folhas verdes do agave (Sisal) nativo da região.
Já no final da manhã, apresentando os primeiros sintomas de fome, porem ali pregado, não podia sair sem antes assistir ao que se repetia quase que cotidianamente. As lindas lavandeiras num gesto natural exibindo seus belos corpos. Lavando-os como se estivera lavando aquelas malfadadas roupas. Aquele gesto me despertava muita curiosidade. Para meu desatino e frustração, logo se ouvia um grito... Ei moleque! Era meu vô a me procurar, instante em que as donzelas cor de canela mergulhavam nas águas do épico tanque das canelas, não sei se pelo fato de ali está alguém à espeita a lhes observar, ou pela súbita chegada de meu avô o que já era corriqueiramente e para mim estranhamente de praxe.
E o menino inocente e sonhador se embrenhava nos arbusto a procura da casa grande onde acometido de enorme ansiedade ansiava o raiar de um novo dia.
Agora já crescido não há mais dúvidas sobre a beleza anatômica e subjetiva daquelas inspiradoras e belas mulheres.
Todavia, aquele guri agora feito “homem” mutila-se ao indagar-se – O que de verdade existira entre meu vô e aquelas belas magricelas, se não a exploração de corpos e segregação de sonhos. Teúdas e Manteúdas jamais, execradas e torturadas. O bastante para a grande desilusão de meus sonhos pueris.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠O Inverno em gradação
romântica chegou
no Médio Vale do Itajaí,
um contentamento inefável
embalador, incontestável
mesmo escuro e cinzento.

Rodeio nos teus braços
verdejantes e coroada
pelas cores cinzas
do céu da estação
convida a uma íntima
e devota declaração.

Rodeio não te amo
da boca para fora,
E sim do lado de dentro
vestida de inverno
é a própria beleza em esbanjamento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O encontro das Cheganças
vem rompendo o silêncio
desta cidade romântica,
As pessoas pouco a pouco
estão aparecendo acenando
das janelas das suas casas,
Estas Cheganças nascidas
da fé e do nosso inspirado
povo que compõem
saudações ao Padroeiro
trazem o condão e a poética;
Um olhando para o outro
cumprem do mesmo jeito
o gostoso efeito de festa,
porque nossos corações
fazem música de orquestra,
e deixamos nos envolver por
este amor que a gente venera.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desta Pátria romântica
onde é terra da única
heroína de dois mundos,
vivo para acender
os luzeiros do Universo,
e a escrever poesias
só para levantar multidões.

No teu tempo você vem
e teus olhos lindos
me pertencem além
da razão que a própria
sempre desconhece
quando o coração
está no centro da questão.

E quando você chegar
nós dois não teremos
tempo para pensar,
como o luar e as perseidas
fazem festa no Universo
para um amor que
está escrito nas estrelas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Agronômica

Da Agronômica romântica
recordo que da pastagem
que os ancestrais levavam
os animais se fez a primícia
da História e do nome.

Da Agronômica romântica
pelos imigrantes erguida
do pasto, da lavoura e da fábrica
é de Nossa Senhora de Caravaggio
a terra abençoada e escolhida.

Da Agronômica romântica
onde foram os destinos
de Rodeio e de Rio dos Cedros
entrecruzados e escritos
nas estrelas estão meus versos.

Da Agronômica romântica
erguida o meu coração
se transforma em poesia
de gaita melodiosa do cair
da noite até o raiar do novo dia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Letra do poema
de Lindolf Bell
espalhado no chão,
Rima inabalável,

Canção romântica
tocando na rádio,...

Sonho possível
da constelação,
Maruja pós-abolição,
e estrela-do-mar
no mistério do coração;

Mural artístico
da tranquila cidade;

Atlântica verdade
do verde do Montanhão,
Da Lua a personificação,
dizendo não aos últimos
campos de concentração,

Beijos de namorados
no banco da praça,...

Um futuro de libertação
para a América do Sul
insistindo crer sem ver,
mesmo neste anoitecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Há quem tente mudar
a alma deste poemário
feminino, romântico e feito
de espera sob o céu austral;
e as oitenta e oito galáxias
estão para lá e para cá
ondeando em minhas mãos.

Nada pode apagar o quê
está escrito nas estrelas
o quê pertence a História
aos caribenhos ritmos onde
o Cruzeiro do Sul é o guia
mesmo num mar convertido
na salvação dos desterrados.

Das minhas mãos escapuliu
a Constelação do Boieiro
que guarda o nosso amor secreto
de Hemisfério a Hemisfério,
porque mesmo que eu olhe
para o céu onde as Galáxias
podem ser contempladas:

O teu amor por mim sempre
se encontrará onde as estrelas
serão sempre mais visíveis
e sem a necessidade de lunetas;
estou presente em todas elas,
e no prelúdio da madrugada
que nem o destino pode deter.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Da lembrança nada
apaga as memórias
nem tão românticas,
nas linhas atlânticas
tenho me distraído
porque sei que tudo
na vida pode mudar.

Com a esperança
convivo com o quê
insiste em caçar
as minhas utopias,
a fé e a leal crença
de que não se deve
perder a essência
de tudo o quê me
fez resistir até aqui.

Da temperança nada
e ninguém me tira,
do desejo de ter você
comigo além desta
Lua Cheia de abril
plantada como rosa
no jardim sidéreo:
do destino és mistério.

Longe de quem insiste
em furtar no mundo
a misericórdia, o sorriso
e a bondade da gente;
resolvi quebrar a corrente
com o quê faz respirar
para o coração continuar
como um refrão de amor
para você me encontrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt