Crônica sobre Política

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Quando você alimenta seus dias apenas com notícias de conflitos, política e guerras, a graça da vida lentamente se transforma em desgraça. Quem se nutre do peso do mundo dificilmente encontra espaço para a alegria. Há coisas que sabemos que vão acontecer, mas não precisamos permitir que elas dominem o que sentimos.

A política é como uma peça de teatro... Os políticos são um conjunto de atores que interpretam, falam e agem conforme os diretores e roteiristas querem. E os diretores e roteiristas são os banqueiros, investidores, megaempresários, financiadores de campanha, que não se expõem ao público, que estão atrás da cortina, nas sombras, no escuro, apenas escrevendo, ditando e orientando o que os políticos, os atores, devem fazer para entreter e fantasiar a peça para o público. E o público somos nós, que pagamos para ver essa peça diariamente, influenciados pelos cartazes que divulgam essa peça: a mídia. Uma peça que nos distrai, distorce e muda a realidade, para que fiquemos abobalhados, assistindo ao teatro e comentando, intelectualizando apenas o que estamos vendo, que são os atores, esquecendo que quem escreveu, ditou e orientou esses atores, está atrás das cortinas, planejando, investindo, financiando, chantageando e criando novas peças para fantasiar, iludir, enganar, superficializar e imbecilizar o público cada vez mais com um teatro barato, visando o lucro à custa dos seus espectadores.

Todo sistema de segurança publica deve estar interligado a uma boa politica publica penitenciária. Não adianta diminuir as penas para tentar mascarar a falência do sistema prisional pelo contrario deve tornar las mais severas, temidas e construir mais presídios bem afastados dos grandes centros urbanos.

No Brasil, para termos melhor representatividade politica, nas esferas municipais, estaduais e federal, a cada eleição a população ativa e coerente deve optar pela escolha de candidatos, negros, pobres e dos povos originários, comprometidos com seus semelhantes pares e suas culturas originais e invisibilidade, e muito menos com suas colorações politicas. Sem isto, cada vez mais distanciamos, da denominação verdadeira de nação.

Na política, esquerda e direita representam não polos opostos, mas sim duas asas do mesmo pássaro, carregando-o na mesma direção limitada. Ambas surgem do mesmo corpo, com ideais que às vezes divergem em aparência, mas convergem na manutenção do sistema que as sustenta. Não importa qual asa alce voo mais alto ou mais baixo, o pássaro permanece preso ao seu voo circular, incapaz de alcançar altitudes verdadeiramente renovadoras. Assim, a luta entre esquerda e direita torna-se, na prática, um movimento estéril, uma dança mecânica onde se troca o cenário e as palavras, mas o desenho permanece inalterado. O voo do pássaro político é árido, desprovido de novas paisagens, onde o horizonte é uma mera repetição do passado, indivisível das mesmas estruturas que alimentam seu existir.

Ah, a criatividade da política brasileira! É fascinante como alguns representantes encontram tempo, entre uma votação e outra, para criar fanfics de terror dignas de Hollywood. Inventar que medicamentos usam pedaços de bebês não é apenas uma "opinião diferente", é uma obra de arte da ficção científica. Que bom que nossos impostos financiam mentes tão férteis, focadas em resolver os problemas reais do país com histórias para boi dormir. Parabéns aos envolvidos, o Oscar da imaginação é de vocês.

Mentiras grotescas na política não são apenas Fake News; são sintomas de um caráter que faliu. Usar histórias cruéis e bizarras, como inventar o uso de crianças para atacar vacinas ou remédios, mostra uma incapacidade moral severa. Quem tem a coragem de inventar ou espalhar esse tipo de perversão deixa evidente que não possui estabilidade emocional ou honestidade para cuidar do bem público. A nossa sociedade adoece quando aceita que a liderança política seja movida pela manipulação do medo. Uma pessoa que precisa descer a esse nível de baixeza prova que é indigna de confiança e, principalmente, do voto de cidadãos conscientes.

A grande contradição dessa aliança é o uso da política para criticar a política. Ao deixarem a OMS sob o pretexto de buscar uma "ciência sem ideologia", os governos de Trump e Milei tomam uma decisão profundamente ideológica. Afirmam combater o controle global, mas criam um filtro político próprio que isola a saúde internacional. Romper com a governança multilateral para atender a discursos domésticos não é garantir transparência, é apenas trocar uma burocracia internacional pelo controle nacional. No fim, a ciência perde a neutralidade para virar palanque.

Ah, a coerência política é uma coisa linda. Passam o ano inteiro dizendo que o Estado é ineficiente, que tudo deveria ser privado e que o cidadão não deve depender do governo. Mas, na primeira emergência, adivinhe quem corre para os braços acolhedores do SUS? Aparentemente, o "comunismo" da saúde universal só incomoda na hora de votar o orçamento; na hora da necessidade, a carteirinha do plano privado misteriosamente some.

"É fascinante a previsibilidade da cartilha da política. Se o candidato é apenas mal-intencionado, o vilão da história sempre será a imprensa livre. Mas se o caso já passou para a esfera criminal, a culpa passa a ser, magicamente, dos juízes e das leis. O culpado é sempre quem investiga ou quem julga; o réu é apenas uma vítima incompreendida."

E o cara que incluiu formação em ciência política no currículo? O sujeito se formou por Wi-Fi e esqueceu de avisar a faculdade! O erro foi tão feio que os sites acreditaram de primeira. Quando a fofoca tomou conta, a desculpa foi o clássico: "ah, foi a internet que inventou, eu nem sabia". Se o currículo dele fosse um filme bancado por Vorcaro, com certeza seria um daqueles blockbusters de pura ficção científica! Mas a piada pronta vem agora: no fim, ele jura que é honesto e disse que se for eleito, pretende governar o país com honestidade.

"Quer conhecer a verdade de uma religião? Olhe com quem ela se deita na política. O mal não se esconde, ele desfila. Deixe de ser ingênuo: Deus não é seu devedor e não tem obrigação de cumprir seus caprichos. Se você tem preguiça até de raciocinar sozinho e prefere que o pastor pense por você, parabéns: você transformou a sua fé em pura covardia mental."

Infelizmente, as pessoas dizem não gostar de política. Eu também não gosto, mas não me omito, muito menos deixo de me indignar. Quando as pessoas se omitem, elas simplesmente se voltam para uma afinidade que não existe, para uma narrativa que as lesa e para uma indignação superficial, mas depois dizem que político é tudo igual, sem assumirem a própria irresponsabilidade.

O Ibram, Instituto Brasileiro dos Museus, deveria em uma nova politica nacional de inclusão museal, publicar uma nota e sugerir que as antigas e equivocadas denominações de museus do índio, espalhados por todas as regiões, sejam reformuladas para indígenas ou dos povos originários. A antiga denominação do índio, não significa nada e é amplamente desqualificada e equivocada.

As novas eleições na democracia não deveriam ter campanhas milionárias de propaganda politica eleitorais pelos canais de comunicação com candidatos prometendo o que não vão fazer, se justificando como vitimas pelos erros do passado e desfilando como falsos personagens nativos populares.Os candidatos, deveriam apenas ser listados por partidos, e receberiam seus votos pelo passado de suas trajetórias civis, cidadã e compromissos com a verdade e suas participações em ações politicas efetivas, frente as defesas e as correções das maiores e agravantes necessidades de todo estado brasileiro.

Na atual politica publica de segurança no Brasil, percebe se que os agentes públicos representantes do estado, desempenham uma dramaturgia severa e violenta contra os invisíveis, humildes e inocentes. Por que quando diante da verdadeira violência da criminalidade, muitas das vezes não tem a ampla autorização politica para guiar seus possíveis comportamentos constitucionais, pela lei, pela justiça e autoridade.

Se o povo soubesse o poder que tem nas mãos, acabaria com essa zona na política de uma vez por todas! O problema é que muitos ainda preferem votar por migalhas, vendendo o futuro por um favor momentâneo. Enquanto o povo aceitar ser comprado, esses políticos vão continuar tratando a nossa cidade como se fosse o quintal da casa deles. Acorda, povo! O político tem que ter medo do povo, e não o contrário. Chega de clientelismo e de promessas vazias!

Em política, costumo dizer que a convergência estratégica dos antagonismos frequentemente se sobrepõe àqueles relacionamentos alicerçados exclusivamente na afeição, na lealdade personalista ou na reciprocidade circunstancial, pois é justamente da primeira que emerge uma zona de intersecção entre antagonismo e conveniência, capaz de reconfigurar substancialmente a correlação de forças.

O brasileiro é fanático demais, com religião e política, sempre arruma um jeito de te impor uma verdade; vivem apontando o dedo e acusando os outros de criarem narrativas, o que até pode ser verdade, mas nem sempre , e não passam cinco minutos e estão fazendo exatamente a mesma coisa para empurrar a própria visão de mundo."

0294 "Os Faladores não percebem, mas Notoriedade, na Política, ocorre quando não conseguem deixar de pensar e de falar em Alguém, todos os dias, dia e noite... Como fazem com o Presidente, com a Primeira Dama, com o Ministro Que Não Se Intimida. Mas os Faladores não percebem, HeHeHe!"