Críticas
Cresci ouvindo que o que importa é a intenção e agora ninguém se contenta apenas com as minhas intenções.
Há um sofrimento mental considerável ao ter senso crítico, em uma sociedade que aceita tudo, em troca do mínimo de prazer e satisfação;
A dignidade de uma Instituição Democrática está em ela se manter fiel às atribuições constitucionais. Ao desviar-se, perde-a e torna-se passiva de críticas!
Exilado, não exílio
Minha terra não tem palmeiras
Muito menos sabiá,
Aves não cantam por aqui
E nem por lá.
Não céu não tem estrelas,
No quintal só tem queimadas,
Os bosques hoje são prédios,
E a vida um desastre.
Durante o dia,
Que se faz quarenta graus,
Não há prazer há desfrutar,
Já que sombra de palmeiras não há.
Minha terra não tem nem mato,
Foi tudo desmatado,
O ar não é fresco,
O local é árido.
Não me vou em terra bonita,
Pois na minha terra não tem palmeiras,
Muito menos sabiá.
Preferia conhecer o Brasil,
Com fauna e flora viva,
Que um dia foi colonial.
Caros escritores e poetas brasileiros,
Se há um conselho que vos posso dar é este: escrevam como quem planta árvores cujas sombras talvez nunca venham a usufruir. A literatura é um campo vasto e fértil, mas, muitas vezes, o retorno que desejamos vem muito além de nossos dias ou das expectativas imediatas. Não façam das vendas a medida de seu valor, nem do marketing o motor de sua criação.
Vender livros no Brasil é, de fato, um desafio. Muitos caem na armadilha de transformar a arte em produto, sufocando a espontaneidade e a beleza das palavras com a pressão de cifras e números. No entanto, a posteridade não se apressa, ela se alimenta do que é genuíno, do que transcende o tempo. Focar nas vendas pode desviar o olhar da verdadeira essência do que vocês são chamados a fazer: criar algo que ressoe na eternidade, um legado que possa ser descoberto por aqueles que ainda virão.
Escrevam para o coração do amanhã, sem pressa e sem pretensões desmedidas. Deixem que o reconhecimento venha, se e quando ele tiver de vir. Mas, acima de tudo, escrevam para a alegria da criação, para a satisfação de expressar o que é verdadeiro, belo, e, muitas vezes, invisível aos olhos imediatos.
Não permitam que o desgaste das expectativas mercadológicas roube a nobreza de vossa missão. Quem escreve para marcar seu nome no tempo raramente se deixa abater pelas dificuldades do presente. Afinal, o que é a posteridade senão um presente estendido às gerações futuras?
Persistam.
Jamais espere elogios daqueles que não gostam de você.
A culpa não é sua, mas começa a fazer parte quando você inicia remoer aquilo que não está impresso em você.
Quem abre um livro, físico ou digital, na solidão do transporte público, ou em casa, e que não sabe o que é “cronotopo” é mais digno da Literatura do que os mercadores literários e escreventes de teses “copia/cola” acadêmicas.
Pessoas acham que te conhecem, porém não sabem do tipo de música que você gosta, suas cores preferidas, seu perfume, seus sonhos, livros que gosta de ler, não sabem o essencial a seu respeito mas pensam que te conhecem por uma breve brecha que você deixa e por isso tem a convicção que você é aquela brecha que você deixou.
O Brasil ainda não está feito, como pátria completa. Como fazê-lo? Dar-lhe novas gerações de homens fortes e conscientes, dando-lhe estas duas necessidades, primordiais, básicas da defesa: o trabalho e a instrução.
Reconheçamos que o Brasil é um dos países mais pobres e menos instruídos do mundo. Reconheçamos isto, para que enfrentemos com denodo o mal que nos acabrunha.
Caminho de Luz e Sombra
Em meio ao caos, onde a sombra se alonga,
E a voz da injustiça ecoa estridente,
Cultivar a esperança, planta singela,
É ato de coragem, sublime e urgente.
Não se trata de negar a dor que nos cerca,
Nem de fingir que tudo está em paz,
Mas de buscar, na brecha da incerteza,
A força que nos impulsiona a avançar.
Criticar o que é errado não é pecado,
É dever de quem busca a verdade e a luz.
Quem cala diante da injustiça cometida,
É cúmplice da escuridão que nos seduz.
Não somos máquinas de sorrir,
Nem fantoches que dançam ao som da mentira.
Somos seres pensantes, capazes de sentir,
E a indignação é a faísca que nos inspira.
O otimismo não é máscara que se usa,
É chama que, acesa, ilumina o caminho.
É a certeza de que, juntos, podemos mudar,
E construir um mundo mais justo, mais digno.
Não somos pessimistas, somos realistas,
Que veem a dor, mas não se deixam vencer.
Com a razão e a esperança como guias,
Lutemos por um futuro melhor, sem esmorecer.
"Quando a ideologia busca nivelar tudo por baixo, sufoca a meritocracia e transforma a igualdade em mediocridade."
Se for surpreender, se surpreenda..
Se for fazer algo diferente, faça para você..
Chega um momento que o limite acaba, fica no negativo..
Por mais que você tente e se esforce, não adianta, nunca será o bastante, sempre terá uma crítica, sempre um questionamento..
Chega um momento que realmente CHEGA, não há mais o que fazer..
Quando deixamos de criar conteúdos com inspirações livres para escrever conteúdos críticos e textos direcionados a terceiros, deixamos de trabalhar a nossa própria literatura e perdemos o eixo principal do nosso trabalho como escritor. Mergulhar no oceano das críticas nos leva a perda de foco, identidade e paixão pelo trabalho de fazer literatura.
