Criação e inspiração
📌 "Não existe liberdade e não existe determinismo. Isso foi criado pela humanidade. Existe a pura realidade — uns têm recursos, outros não. Devemos viver a realidade como ela é, sem criar dogmas. E a partir dela, cada um cria o seu próprio conceito de realidade."
O destino é escrito nas linhas tênues do livro da vida, que nos conduz a um mundo criado por nós, realizado à medida que componhamos nossa história.
O peso desse mundo machuca porque escolhemos virar as costas para o Criador, e enquanto a humanidade não se voltar para Deus, continuaremos a colher a tempestade dessa desgraça que semeamos uns nos outros.
Deixamos o Criador de lado, abandonamos o amor e a igualdade social para dar espaço ao medo, à raiva e a tudo que há de pior na nossa essência corrompida.
Carência é o sentimento basal dos desocupados que não conseguem ser criativos com relação às horas vagas que têm.
Cicatrizes Sob o Comando
Você quer tirar minha paz?
Caia fora!
Você tira o melhor de mim.
Caia fora!
Eu me quero de volta.
Saia das minhas veias!
Sim, eu me quero de volta.
Eu desejo isso ao universo.
Eu me quero por completo.
Eu quero a minha alma inteira.
Os moribundos cantam:
Caia fora!
Eu me quero por completo!
Você quer tirar minha paz?
Caia fora!
- Ramile Godon
Êxodo da Alma
Surgindo de um lugar hostil,
imaginar como um meio de saída,
sem ser como eles.
Contaminação!
Eu não quero ser um monstro também.
Minha alma se perturba:
onde está a justiça?
Minha mente se perturba.
Papel e caneta,
Escrevo com este sangue.
Indo para um lugar distante.
Minha juventude está no ápice da revolta!
Minha mente se perturba!
Eu vejo morte.
Eu vejo a morte.
Indo para um lugar distante.
Seja para a vida,
ou para a morte.
Há uma fuga daqui!
Minha mente se perturba!
— Ramile Godon
QUANDO FRANKL ENCONTROU C. S. LEWIS
Imaginei certa manhã que Viktor Frankl e C. S. Lewis estavam sentados diante de uma velha janela. Do lado de fora, a vida seguia indiferente: pessoas apressadas, folhas levadas pelo vento, alguma coisa começando enquanto outra terminava. Sobre a mesa, apenas duas xícaras de café e uma pergunta antiga demais para pertencer a qualquer um deles: por que continuamos quando a vida dói?
Frankl olhou demoradamente pela janela. Ele conhecia um tipo de sofrimento que poucas palavras seriam capazes de carregar. Tinha visto o homem perder nome, liberdade, família, dignidade e quase tudo aquilo que acreditava possuir. Ainda assim, aprendera que, mesmo quando não podemos escolher nossas circunstâncias, alguma coisa dentro de nós continua procurando uma razão para permanecer.
Lewis permaneceu em silêncio. Também conhecia a dor. Sabia que a fé não impede que o coração se despedace e que acreditar em Deus não significa receber explicações para todas as perdas.
— Talvez — pensei ouvindo aquele silêncio — o sofrimento não faça perguntas sobre aquilo em que acreditamos antes de entrar em nossa casa.
Frankl pareceu concordar.
Para ele, a questão não era perguntar apenas por que a vida havia permitido determinada dor, mas descobrir o que ainda poderia ser feito com a existência depois dela.
Lewis acrescentaria outra inquietação: talvez algumas respostas estejam além daquilo que conseguimos compreender enquanto estamos dentro da própria história.
E então percebi que os dois, apesar de caminharem por estradas diferentes, chegavam perigosamente perto de uma mesma porta.
Frankl chamava aquilo de sentido.
Lewis talvez chamasse de esperança.
Um procurava aquilo que permite ao homem continuar mesmo diante do absurdo da dor. O outro procurava aquilo que existe além daquilo que os nossos olhos conseguem alcançar.
Fiquei pensando nos dois e compreendi uma coisa: talvez a vida nunca tenha prometido explicar-se completamente.
Existem perdas que não compreenderemos.
Existem despedidas para as quais nenhuma filosofia será suficiente.
Existem noites em que até a fé parece falar muito baixo.
Mas talvez viver não seja receber todas as respostas.
Talvez viver seja descobrir uma razão para levantar quando algumas respostas nunca chegam.
Frankl encontrou essa força no sentido.
Lewis encontrou-a também na esperança de que nossa história seja maior do que aquilo que conseguimos enxergar.
E nós?
Talvez estejamos exatamente entre os dois.
Carregando nossas cicatrizes, nossas perguntas, nossos amores e nossas ausências, tentando compreender por que algumas coisas aconteceram e outras jamais acontecerão.
Até percebermos que a pergunta mais importante talvez não seja:
“Por que isso aconteceu comigo?”
Mas:
“O que farei com a vida que ainda permanece em minhas mãos?”
E naquele instante imaginei Frankl olhando para Lewis, Lewis olhando novamente pela janela e nenhum dos dois dizendo mais nada.
Porque algumas perguntas não foram feitas para receber uma resposta.
Foram feitas para nos ensinar a viver.
A rejeição de líderes e intelectuais nas universidades à verdade de Jesus e à criação divina afasta a juventude dos caminhos da salvação.
Religião nunca fez de ninguém uma pessoa melhor...só em cargos... ...religião educa , orienta à seguir um melhor caminho,mas suas escolhas e atitudes ,que poderão transformar-se para evoluir ou destruir ...
Na história de quem cria ,para a cópia,...
O mais triSte nao foI quem criou,maS quem copiou...
Pois não passas, de uma peça manipulada em uma esTratégia dE uM tAbuleiro.
Verdade...nada pode ser criado ao vento...tudo é preciso de uma base e estudos para nos tornar fortes.
Sim já fiz algumas graduações ,assim como muitos têm seus diplomas e são iguais...
A melhor faculdade é a vida que nos dá, quando contemplamos a natureza, essa sim é uma selva que precisamos lutar para chegar às suas verdadeiras fontes.
Se um dia pudesses ser
aquilo que um dia imaginei,
ainda assim não serias tu,
serias apenas o sonho
que antes de ti inventei.
Porque o que imaginei
cabia inteiro nos meus pensamentos,
mas tu chegaste sem caber
em nenhuma medida,
em nenhum desejo,
em nenhum dos meus intentos.
Se fosses exatamente
aquilo que um dia sonhei,
talvez eu te admirasse,
talvez até te amasse,
mas jamais te reconheceria
como única e especial.
Pois foi justamente o inesperado,
o que não previ,
o que não desenhei,
que fez de ti alguém
que nenhum sonho meu
jamais conseguiria ser.
E talvez seja essa a beleza:
não seres aquilo que imaginei,
mas aquilo que jamais soube imaginar e, ainda assim,
a única pessoa
que meu coração escolheu reconhecer.
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