Corre

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Trajando muito entendimento, sem o polimento da humildade, prudência e paciência... corre risco de ser meio sábio... que é o mais catastrófico dos indivíduos, por causa dos resultados.

Até onde o ser humano vai…
Não na medida do que possui, nem na velocidade com que corre, mas na profundidade de suas escolhas — porque cada decisão, por menor que pareça, deixa marcas em sua vida e na sociedade inteira. Cada gesto ecoa; cada silêncio influencia. Cada olhar, cada omissão constrói ou corrói, muitas vezes sem que sequer percebamos.
Dentro de cada pessoa existe um universo silencioso: memórias que moldam reações, dores que ensinam resistência, silêncios que guardam verdades e sonhos que insistem em sobreviver. Nenhum comportamento nasce do nada. Nenhuma ação é isolada. E é nessa complexidade que repousa nossa responsabilidade — mesmo o mais discreto dos atos reverbera, tocando vidas que nunca conheceremos, influenciando caminhos que nunca veremos.
A história nos confronta com extremos que desafiam a compreensão. O Holocausto revela até onde a indiferença coletiva pode levar, transformando pessoas comuns em agentes da desumanização. Mas, ao mesmo tempo, trajetórias como a de Nelson Mandela mostram que dignidade, perdão e reconciliação podem florescer mesmo após as maiores feridas. Não há aqui juízo. Há alerta, há reflexão: cada escolha tem consequências.
A psicologia nos oferece lentes para compreender essas decisões. Viktor Frankl lembrava que, mesmo em meio à dor extrema, ainda existe a liberdade de escolher nossa própria atitude. Essa liberdade é silenciosa, íntima, quase imperceptível — mas suficiente para transformar vidas e, aos poucos, influenciar sociedades.
A psicanálise nos revela que dentro de cada pessoa há uma tensão constante: impulsos, desejos, medos, consciência. Sigmund Freud nos ensina que reconhecer essas forças não é fraqueza; é maturidade. Ignorá-las ou projetá-las no mundo gera sofrimento; integrá-las gera humanidade.
E a biologia nos lembra que não somos apenas decisões conscientes. Nossos neurônios, hormônios e circuitos cerebrais moldam emoções, empatia, medo e compaixão. Somos seres sociais desde a base, e nossa própria biologia nos conecta aos outros, mostrando que o cuidado pelo próximo é tanto instinto quanto escolha consciente.
O que nos torna humanos é justamente essa interseção entre corpo, mente e inconsciente: o corpo que sente, a mente que percebe, o inconsciente que lembra. Quando conseguimos perceber esses três aspectos, nossas escolhas de agir com empatia e responsabilidade deixam de ser apenas éticas — tornam-se inevitáveis, naturais, silenciosamente poderosas.
O ser humano se expande quando olha o outro com empatia.
Se retrai quando ignora o impacto de suas ações.
Avança quando enfrenta suas próprias sombras.
Transcende quando escolhe compreender em vez de endurecer.
Há grandeza em preservar a sensibilidade em meio à dureza do mundo.
Há força em escutar antes de reagir.
Há maturidade em admitir falhas sem perder a dignidade.
Refletir sobre até onde o ser humano vai é um chamado à lucidez, à empatia e à atenção plena. Cada decisão, cada gesto, cada silêncio constrói não apenas a vida de quem age, mas a sociedade que compartilhamos, invisível e tangível ao mesmo tempo.
E talvez seja nesse equilíbrio — entre consciência e instinto, sombra e luz, corpo e mente, individualidade e coletivo — que repousa o verdadeiro limite do ser humano.
Um limite silencioso, profundo e definitivo, que não muda nem se negocia: o ponto mais alto da humanidade não se mede pelo quanto domina, mas pelo quanto escolhe amar, compreender e respeitar. É nessa escolha constante que reside a grandeza que ninguém pode tirar, nem o tempo, nem o mundo, nem nós mesmos.

"Mágoa é má água: quando não corre, apodrece dentro da gente – pensamento que parou de fluir."

O homem de hoje corre tanto para não se perder no mundo, que já nem percebeu que o mais longe que foi acabou sendo de si mesmo.

Enquanto o mundo corre atrás de ponteiros e prazos, a verdadeira conexão acontece quando paramos de olhar para o relógio e passamos a ouvir o "ritmo do coração".

Nas veias deste povoado, o sangue corre misturado ao sumo da terra; não habitamos o lugar, o lugar é que nos habita por gerações.

... Quem não faz amizade
com a própria solidão — corre o risco —
de chamar de abrigo qualquer pessoa que apareça pelo caminho ...
⁠

"Meu coração não corre atrás de ninguém, só caminha até você."

Água.


Não é recurso.


É origem.


Corre silenciosa entre raízes, rasga a terra, desenha caminhos que não pedem permissão. Sustenta o invisível, revela o essencial. Onde ela chega, a vida insiste.


Mas onde falta, o mundo se recolhe.


O que ainda chamamos de abundância já carrega sinais de exaustão. Rios interrompidos, nascentes esquecidas, ciclos rompidos. Não é sobre escassez futura. É sobre ausência presente.


Proteger a água é proteger tudo o que ainda respira.


Dia Mundial da Água.

Sonhe, corre atrás, e principalmente, jamais pense em desistir.

Você é o herdeiro de mil histórias, mas não é o escravo de nenhuma delas. A linhagem que corre em suas veias oferece a força, mas não deve ditar o seu destino. Honrar os ancestrais não é repetir os erros deles, mas superá-los com a luz que eles não tiveram.

Manter as aparências pode fazer você pagar um preço muito alto. Preço esse que não vale a pena correr o risco, porque a aparência traz para quem a vive três prisões, infelicidade absoluta, a falta real de paz e o abandono total de uma vida sem abuso e história tranquila.

“O que adianta sonhar com aquilo que você não corre atrás?
Não só sonhe, faça.
Todos temos grandes sonhos; o que lhe diferencia dos outros é o primeiro passo para concretizá-los.”


-Isaac C.P. Ribeiro

EQUILÍBRIO

Quanto tempo a alma leva para entender?
Que todo coração entregue
Corre o risco de sofrer
Que nesse paraíso existem mais flores nuas
E espinhos descobertos com o tempo

O amor é o princípio que abre as portas do íntimo
O amor permite que seus valores no profundo sejam vistos
O insondável tocado
A verdade nos riscos da felicidade
E quem sabe que nada é impossivel
Que tudo tem um preço a pagar nesse invisível

O amor é sagrado em tudo que se pode ter
Em tudo que se pode entregar
O amor é um deserto de diamantes sobre a superfície do ego
E quando acaba não sabe o que se perde
O que vai entregar

O que um homem deve saber sobre o coração de uma mulher?
Qual a verdade no ouro dos seus compromissos
Uma canção sem medos
Olhos nos olhos
Brilho sem segredos
Como é triste um sonho perfeito destruído
Quando se busca luz e encontra o escuro
Quando o sentimento é enganado pelo vazio

♫

Quanto tempo a alma leva para entender?
Que amor na vida é mais que sorte
É a mais pura fé
E no calor das emoções um dever
Agora prosseguir e ser forte
Ter equilíbrio e não sofrer

O amor é sagrado em tudo que se pode ter
Em tudo que se pode entregar
O amor é um deserto de diamantes sobre a superfície do ego
E quando acaba não sabe o que se perde
O que vai entregar
Mas por toda vida existem amores intermináveis


● Carlos Alberto Blanc
® Circunstancial

Quem corre o tempo todo não percebe para onde está indo.

Aceite que Deus te livra de fracassos que você corre atrás e não desperdice mais o seu tempo com quem só te humilha!

Quem se acha justo demais corre o risco de se tornar cego para os próprios erros.
E no fim, não é o senso comum que revela a verdade…
é um coração quebrantado diante de Deus.

"Corrida da Vida"

Você tá atrasado pra quê?
Ou pra quem?


Corre como se tivesse um destino,
mas nunca parou pra escolher o caminho.
Quer chegar logo,
chegar antes,
chegar primeiro —
mesmo sem saber onde isso termina.


Em algum momento,
você entrou numa corrida que não escolheu.
Só viu todo mundo correndo,
prometendo sucesso, aplauso, dinheiro,
uma casa certa, um carro melhor,
alguém perfeito pra amar.


E você correu.


Corre atrás de um nome,
de um saldo,
de uma vida que parece completa
nas mãos de outra pessoa.


Mas toda vez que chega,
já não é mais ali.
Toda conquista vira ponte,
nunca lugar de descanso.
Você compra o sonho
e já pensa no próximo.


Nem mora na casa.
Nem dirige o carro.
Nem vive o amor.


Só corre.


E quanto mais corre,
menos sente.
Quanto mais tem,
menos aproveita.


No esforço de se tornar alguém,
vai deixando quem você é pelo caminho.
Larga o tempo,
larga o agora,
larga a si.


No fim, você entende tarde:
a vitória nunca foi chegar.
Foi permanecer.
Foi viver.
Foi não abandonar
o que te fazia inteiro.


Mas… fazer o quê?
Hoje o mundo é assim.
Corre, cobra, compara.
Transforma sonhos em metas
e pessoas em degraus.


A gente até percebe,
mas aprende a aceitar.
Diz que é a vida,
que é normal,
que amanhã a gente vive melhor.


E segue.
Cansado.
Vazio.
Chamando de progresso
aquilo que só ensinou a correr.

O que é mais livre — o rio que sempre corre para o mar ou o mar que sempre retorna para si mesmo?

Viver é Agora
A vida não espera.
Ela corre, escorre,
e às vezes, some.
O tempo não avisa,
não atrasa,
nem dá segunda chamada.
Por isso…
viva o que sente,
diga o que importa,
ame com coragem.
O agora é o único tempo que existe de verdade.
O amanhã é mistério.
O ontem, memória.
Mas o hoje…
é presente aberto nas suas mãos.
Não desperdice.


Naldha Alves