Corre
Minha linhagem não corre em veias azuis, mas em sulcos de suor e têmpera de aço. Não recebi um império de mãos beijadas; herdei a fúria bruta para erguer o meu sobre as cinzas do nada."
O Soneto do Fim
A luz se apaga,
A sombra vaga,
O dia finda,
A alma ainda.
O tempo corre,
A vida morre,
No chão de pedra,
Onde o mal medra.
É o fim da lida,
Noite esquecida,
Sem mais alento.
Na escuridão,
O coração,
Vira só vento.
Na noite tensa de um passo incerto,
ergue-se o medo, denso e desperto.
No peito, o pulso corre ligeiro,
entre o instinto e o mundo inteiro.
Não busca a guerra quem quer viver,
nem deseja ferir, nem quer sofrer.
Mas há momentos — duros, fatais —
em que a paz se desfaz nos vendavais.
É quando a vida, em risco iminente,
clama por força, firme e urgente.
E a mão que treme, sem desejar,
torna-se escudo para se guardar.
Não é vingança, nem ódio cego,
é o direito de não ser entregue
à sombra fria da injusta mão
que ameaça o corpo e o coração.
Legítima defesa — nome austero,
carrega o peso de um ato sincero:
proteger o sopro que insiste em ficar,
quando tudo parece desabar.
E após o eco do gesto tomado,
fica o silêncio, denso, marcado.
Pois mesmo justo, o ato em si
deixa cicatrizes dentro de quem o ouviu e o fez ali.
“O tempo muda de rosto com a idade: brinca na infância, corre na vida adulta e repousa ao nosso lado na velhice.”
"Mentalidade de trilhão: enquanto uns choram a crise, a gente foca na solução e faz o corre valer a pena."
"Tá no corre? Então respeita o corre do próximo. Quem tem mentalidade de mestre sabe que o sol brilha pra todos, mas só aquece quem é pé no chão."
"Tá sofrendo? O mundo todo tá no corre. Isso não te dá o direito de ser lixo com o próximo. Respeito é a base de qualquer prosperidade."
"O mundo corre tanto atrás do lucro que esqueceu de olhar para quem está ao lado. A pressa cegou a empatia."
Ela é a guerreira das asas de luz,
e no seu sangue corre a sinfonia da batalha.
Sua delicadeza é a precisão do seu compasso,
sua sensibilidade, a percepção do Som que a guia.
Não é apenas guiada; ela é o canal.
Da dor, ela faz verso; do amor, a sua arma.
E no compasso do seu coração, ela se torna a poesia.
----- Eliana Angel Wolf
ESPELHO
A criança corre movida pela energia que seu corpo emana
Sem perceber há uma nuvem escura em seu encalço ganhando força
Finalmente ela olha pra trás
Tardiamente ela olha pra trás
Amedrontada pelo tamanho da nuvem ela corre mais rápido
Em sua inocência atravessa o espelho
Não existe mais som
Não existe mais movimento
Somente o barulho ensurdecedor do silêncio
Seus olhos enxergam o movimento das pessoas
Mas as pessoas não a enxergam
Gritos e socos são inúteis diante da imensidão de vácuo
Cansada de lutar a criança chora
Chora lágrimas que não existem
Lágrimas que se transformam em chuva do outro lado
Chuva que se transforma em tempestade fora do espelho
Tempestade que invade a criança que agora abre os braços
Com olhos fechados ela implora para que um raio flamejante recaia sobre o espelho
Libertando-a em bola de fogo.
"Não confunda movimento com progresso. O mundo corre em círculos, enquanto a Riqueza Trilionária avança em linha reta rumo ao topo."
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