Corre

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“A vida corre sem avisos; o tempo só segue. O instante é tudo que temos.”


Leonardo Pena

Acelera o teu coração, não apenas no compasso da paixão, mas também no ritmo da vida.
Corre para junto de mim, como quem busca abrigo, e também como quem persegue um sonho.
Que cada batida seja um passo, e cada passo seja um destino.
Assim, eu continuo — de encontro à felicidade, seja ela o abraço que me espera ou a estrada que me guia.

Tecnicamente, tudo é uma perda de tempo...


Queiramos ou não, o relógio corre para todos — e ninguém tem como segurá-lo. A grande questão não é se estamos perdendo tempo, mas como estamos perdendo. Porque, no fim, cada escolha é uma entrega, cada caminho exige renúncia, e cada segundo gasto não volta.
E se é assim, por que desperdiçar vida em lugares que nos diminuem? Por que insistir em conversas que esvaziam, em pessoas que drenam, em rotinas que matam o espírito?
Se tudo é perda, que ao menos seja uma perda que valha a pena.
Perca tempo amando intensamente, criando memórias que fazem o peito vibrar, escolhendo aquilo que traz brilho ao olhar. Perca tempo se conhecendo, se reconstruindo, se curando.
Perca tempo com aquilo que alimenta a alma — não com o que a sufoca.
Porque o tempo sempre vai embora.
A diferença é o que você escolhe deixar com ele.

⁠Vejo só você correr e te digo nem sempre quem corre muito chega ao final da corrida. Lembre -se da história da lebre apressada e da tartaruga lenta, porém esperta.

“A vida corre; siga com propósito. Enquanto você caminha, você cresce.”

Quem não revisa suas certezas corre o risco de transformá-las em muros.

Somos desejo se tornando vontade, assim sofremos pelos desejos que buscamos em nossas vontade, corremos tanto atrás de nossos desejos que esquecemos que somos movido pelas nossas vontade, vivemos querendo o mundo conguistar, e nem sabemos que aqueles que partiram também os seus desejos foram buscar, as vezes sofremos em busca de um desejo descontrolado e perdemos o sentido da vontade, vida que vivemos em tantos desejos que esquecemos do nosso maior desejo, que é amar, escrito por Armando Nascimento

Para alcançar harmonia, se faz necessário pensar grande; ao pensar pequeno, corre-se o risco que se afogar em um copo d’água, porquanto se amolda ao insignificante

"Onde corre muito dinheiro, há verdade se esconde".

Veja, o rio não é apenas água que corre — é memória em movimento. Ele arrasta lembranças como troncos partidos, mas não as guarda para contemplação. O rio sabe que recordar é prender-se, e sua essência é seguir.
Adiante, o mar do esquecimento se abre vasto, sem cais para lágrimas derramadas. Lá, não há repouso para a dor, porque o mar dissolve tudo em sua imensidão. O navegante, cansado de buscar direção, aprendeu a não olhar a bússola. Vai sem rumo, mas não sem coragem.
As ondas, que parecem formar imagens efêmeras, desfazem-se ao tocar o casco do barco. É o confronto inevitável entre o que se sonha e o que se vive. O navegante entende: não há permanência nas formas que a água inventa. Há apenas o fluxo, o instante, o agora.
O rio ensina a desapegar. O mar ensina a esquecer. E o barco, frágil mas resistente, ensina que viver é atravessar — mesmo sem destino certo.

Quem vive apenas para agradar corre o risco de nunca se encontrar.

Quem viaja demasiado tempo dentro de si mesmo, corre o risco de se perder.

Nas veias, corre o sangue de Portugal; no peito, um coração que ama; na essência, uma alma mundana.


– Nereu Alves

⁠"A vida é como um bom café, se deixar pra depois corre o risco de esfriar e perder totalmente o sabor."

Só sendo

Corre o riacho
E te vejo molhando os pés, delicadamente.
Como foi ser tão minha, em tão curto espaço de tempo?
Como compreender tamanha ternura
Em tão curto acontecimento?
Amor.

Coisas de que não entendo:
só sendo.

Caminhei por entre a multidão e percebi o grande equívoco da existência moderna. As pessoas correm desesperadas, amedrontadas pela ideia da morte, sem perceberem que o verdadeiro desastre já as consumiu. Elas lutam para não morrer, mas já perderam a vida.
​Perderam a vida no momento em que aceitaram a fantasia alheia como verdade absoluta; perderam a vida quando pararam de ouvir o que emana do próprio coração para seguir escritos e homens que prometem chaves para portas que eles mesmos nunca abriram. É uma ironia trágica: é melhor morrer do que perder a vida. Pois a morte é apenas o silêncio do corpo, enquanto perder a vida é o silêncio da alma que se tornou escrava.
​Eu me desentreguei dessa ilusão. Desconstruí cada tijolo de aprendizado imposto para que, do nada fértil, eu pudesse finalmente dizer 'eu sou isso' com destreza. Só quem não teme o fim do fôlego é capaz de encontrar a verdade que liberta.
​Eu morri sem perder a vida. Reconstruí-me pois a minha alma não estava morta. Agora, venho me reconstruindo; o homem velho em mim já não existe mais. Tornei-me amortal porque o que renasceu do zero em mim sou eu. Eu existo em mim, não na fantasia ilusória que me habitava como se fosse uma realidade.

Vivemos em uma sociedade que corre demais
e sente de menos.
Aprendemos a falar alto,
mas desaprendemos a escutar.
Compartilhamos opiniões,
mas raramente carregamos empatia.

A dor do outro virou estatística,
conteúdo que se consome e se esquece.
Sorrimos em fotos,
enquanto escondemos o cansaço
por trás de filtros e frases prontas.

Talvez o maior vazio do nosso tempo
não seja a solidão,
mas a falta de humanidade
em meio a tanta gente.

Se quiser, posso deixar o texto mais poético, mais crítico, ou mais esperançoso, mesmo mantendo o tom triste.

A ILUSÃO DA PRESSA


Dizem por aí: “aproveite enquanto há tempo”.
Mas o tempo não corre, ele observa.
Quem corre somos nós,
confundindo urgência com sentido,
atropelando instantes por medo de ficar para trás, colocando um fim naquilo que poderia ser vivido com calma.
Talvez o que nos falte não seja correr com o tempo, mas aprender a caminhar com ele.


- Iani Melo >•<

⁠⁠Tome todo cuidado possível ao dirigir a palavra a um ignorante, você corre um grande risco de ser mal interpretado, e pior, ter suas palavras transmitidas aos outros destorcidamente como sendo suas palavras.

Rato

Foge como um rato de esgoto
Corre de um jeito meio torto
Mesmo todo desengonçado
Pula com facilidade os obstáculos
De um lugar fétido para o outro,
Come o que vier ao alcance
E ainda acha que é gostoso.
Mandrião cheio de talento
Na hora da guerra
Vira herói escondido
Em meio ao que está putrefato.
Aumenta o seu portfólio de cobiça
Para ter muitas crias
Agigantando seu exército de nojo.
Seu cantar é um guinchar
De dar arrepios
Que só pode encantar
Outros ratos do mesmo escoadouro.