Corpo
A DOR DO CORPO
Meu coração dói meu mundo se destrói
ao sentir o silêncio em meu peito.
E sentir um grande aperto dentro de mim
fazendo com que meu prazer
por amar e por viver se acabe por fim
Me abalo em uma tristeza profunda
que se inunda de lágrimas ao saí dos meus olhos.
Escorre pelo rosto e vai deslizando
lentamente em meu corpo
até cair no chão uma tristeza
que mecerca que me aperta
a cada minuto que respiro
Uma tristeza que me faz parar
e me deixa na escuridão
entro em desespero sozinho e solitário
numa imensa ilusão.
O silêncio envade a alma
o tempo simplesmente para
as horas ficam lentas
e o dia custa acabar
Choro por dentro.
entro depressão profunda.
A vida pra mim já não tem mais sentido
tudo está perdido.
Sinto que já não tenho mais valor
e tento tirar do mundo uma simples interrogação.
um grande peso que sou eu
isso será um favor.
O mundo me faz escravo
descartavel sem devolução
ja não tenho mais razão pra sorrir
e sim pra chorar.
"É na alma que nasce a força
Cresce no coração fortalecendo o corpo
Uma chama que se almemte no calor da
confiança. E se renova na esperança e na fé"
Depois de machucar, o corpo cicatriza, constrói um tecido mais grosso, e você não sente mais dor onde machucou. Assim também é a vida.
Filho, cuide do seu corpo, pois ele é o seu veículo nessa terra, cuide da sua alma, pois cura-la exige muito trabalho (emoções), cuide do espírito que o Eterno te emprestou, e busque aprimorar o que eu aprendi.
Filho, preocupe-se mais em fortalecer o seu corpo do que em moldá-lo. Busque a integridade de caráter acima da reputação e empenhe-se mais em refinar a sua alma do que em satisfazê-la.
Refinar a alma, no Judaísmo, significa aperfeiçoar o caráter (Midot), vencer a inclinação para o mal (Yetzer Hará) e buscar a santidade (Kedushá). Esse refinamento ocorre pelo estudo da Torá, prática das mitzvot e arrependimento sincero (Teshuvá). Diferente de satisfazer a alma, que busca conforto imediato, refiná-la exige esforço, disciplina e conexão com Deus, elevando o ser humano espiritualmente. No Cristianismo, refinar a alma significa ser moldado à imagem de Cristo, buscando santidade, maturidade espiritual e comunhão com Deus. Esse processo ocorre através da renovação da mente (Romanos 12:2), do fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e da purificação pelo fogo das provações (1 Pedro 1:7). Diferente de satisfazê-la, que busca conforto terreno, refiná-la exige arrependimento, disciplina e entrega a Deus, para viver segundo Sua vontade.
A medicina cura o corpo. A psicanálise cura a mente. Mas só o amor de Jesus cura a alma; e a cura da alma restaura o corpo e a mente.
A alma não é imortal? Como pode ser ferida?
A alma sente onde está ligada, como o cérebro sente o que acontece ao corpo.
Portanto, corpo curado não garante mente curada; mente curada não garante alma curada.
Se a alma sente onde está ligada, ligue-a a Cristo!
O que dizer do amor? Este amor que nos invade a alma e domina o coração.
Arrepia todo o corpo e faz sofrer de ilusão.
Amor que nos faz rir, suspirar e faz chorar.
Amor de ilusões, de paixões e de amar.
Transpassa o corpo, arrepia a pele, faz palpitar o coração.
Refletido num sorriso, numa lágrima caída.
Amor que invade que domina que machuca, me fascina, mas não posso o amor deixar.
O amor é minha sina, e viver sem amor não dá.
O sono é demasiado em mim
Sinto o corpo cansado
Sentimentos misturam-se
Aflição
Procuro um lugar seguro
Onde meu coração possa bater sem pressa
As portas, elas podem me ajudar
Qual porta me levará para a paz que procuro?
O jardim hoje está mudo
Nem as flores falam comigo
Estou só, no adiantado das horas
Será que estou perdendo o equilíbrio?
O apartamento não tem elevador
Preciso subir os degraus
Talvez eu pare no oitavo andar
Meus pés já não agüentam os sapatos
Calças justas sufocam meu caminhar
Quero água
Terá alguém para saciar minha sede?
Meu cabelo está despontado
Meu lábio sente falta de um brilho
Madrugada chegou seca
Na esquina tem trapaças
E hoje nem para lua eu olhei
Quero um cobertor de plumas leves
Não sei do vestido vermelho
Mas encontro na bolsa um bilhete delicado
Tomei banho de mar e fiquei febril
Conchas tinham segredos
Quero olhar o mar
Pisar na areia e olhar o mar.
Quero parar o meu carro
Antes da festa no castelo da esquina
Prefiro chegar a pé
E vestida de trapos
Com versos nas mãos
Não quero o doce
Quero o fel para sentir o gosto bom
De adoçar o amargo
Quero o desigual o diferente
Não tenho medo dos segredos
Não tenho medo das verdades
Tenho medo apenas
De feras presas em mim.
"A mente precisa de exercício tanto quanto o corpo; talvez até mais, já que necessitamos dela para praticamente tudo, inclusive para as coisas em que usamos o corpo para realizar".
Desejos
Desejo me encaixar no teu cheiro
E ali me deixar de corpo inteiro
Desejo a sua boca beijar
E no seu beijo deixar o tempo passar
Desejo te ouvir sussurrando no meu ouvido seus segredos
E compartilhar com você os meus, sem medo
Desejo esse arrepio sempre sentir
E aquele frio na barriga conssentir
Desejo com você converter todo frio em calor
Sendo duas almas nuas cobertas com amor
Desejo na geografia do seu corpo me perder
E depois na curva dos seus braços permanecer
Desejo nesse fogo arder
Para todas as sensações de novo, reascender
Desejo nessa paixão me deleitar
E me permitir dela, aproveitar
Desejo dessa vida apenas desfrutar
E das coisas boas dela gozar
Desejo de todo bom momento curtir
E com toda satisfação, sempre, me permitir...
Se você procura perfeição entre as fendas do meu corpo, não fique...
Só o físico não me contenta, não satisfaz meus desejos, não me sa-ci-a a alma.
É que eu nasci para sentir o toque que vai além da minha carne a estremecer entre os dedos teus... E, somente o físico não há de me satisfazer. Sou viciada em intensidades.
Sua alma e seu corpo não pertencem mais a você. Seu direito de saber também não. Só vai saber o que eles quiserem que você saiba.
“Eu Me deito”, na ‘calmaria’ Da “Alma”, me “acordo na serenidade do corpo” harmonioso! Me vejo; ao“ relaxo do existencialismo” Mental, e ‘fisicamente’ me “preparo” para o formal!
O “cérebro” ‘é a pilha’ do “corpo”, ambos são “fundamentais para sua existência”! Na qual é “movida” “pela vida”, que essa “deixa” pra› ‘sí ’o controle, de como sua “viagem” “será” tomada!
O recordar, mora numa casinha lá no cimo da cabecinha de um corpo que vive em comunhão de sentimento com o próprio pensamento.
A MINHA CARTA A GARCIA
Neste corpo a quebrar, há sinais
De várias cores a assinalar
As etapas de uma vida de ais
E de outras mais coloridas de pintar
As telas rudes do meu mar.
De estrelas belas a brilhar
Sobre as negras ondas
Das marés longas
Deste viver sem ainda saber
Do vir, do estar e do que sou
Entre esferas de milhões por ter
Vergonha de ser
Incrédulo, sem primeiro ver.
Então, quero antes desaparecer
Entre as brumas
De espumas
Sem ler
O epitáfio já reservado:
"Aqui jaz um inconformado
Que da vida só leva um fado,
A sua carta a Garcia,
Na escura noite da luz do dia."
(Carlos De Castro, in Poesia Só e Chega, em 16-07-2022)
SEPULTURA
Não há sepultura
para o corpo inerte.
Somente uma prisão
terráquea
onde se expia a vida
que já foi movimento,
num silêncio
e numa calma
comoventes.
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 01-09-2022)
RESQUÍSCIOS DO CORPO
Nem te amo
Nem te reclamo
Nem por ti oro
Ou desadoro
Ruína do meu corpo
Morto,
Feito carne balofa.
Se nesta vida
Rude e sofrida
Nunca me serviste de alcofa,
Que lá na outra menos dura
Onde a fineza e rijeza perdura,
Não me envergonhes cachopa,
Com tuas esfinges de gordura.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-12-2022)
O HOMEM E O URSO
Gostam de me chamar o velho,
Por este corpo desfigurado;
Sei que inflamo por capricho
Como urso branco sem brado,
Pelo destino de ser bicho.
Sou aquele pequeno grão
De areia,
Plebeia,
Nesta teia de ilusão,
Quase no fim do percurso.
Então em último recurso
E em termos de simpatia,
Prefiro mil vezes ser urso,
Que velho por analogia.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 18-11-2023)
Curo as feridas e as dores do meu corpo, da alma e do espírito, com a água morna e salgada que brota copiosamente dos meus tristes olhos.
