Corpo
Carla, tem dias que o corpo parece que não vai obedecer, a cabeça dói de tanto pensar e as batalhas tanto as de fora quanto as que a gente trava aqui dentro de casa parecem querer vencer a gente. Eu confesso que, às vezes, o cansaço é tanto que dá vontade de largar tudo, de parar de lutar.
Mas aí eu olho para o lado e vejo você. Eu não posso ser covarde. Eu não posso abandonar quem sempre esteve aqui, quem conta comigo e quem eu escolhi para a vida. Hoje ouvi a história de alguém que foi deixado sozinho no meio do caos, e isso me fez pensar: a gente pode até não se entender às vezes, o mundo pode estar desabando, mas a gente não se solta.
Se eu parar um segundo e olhar para o que realmente importa, eu vejo que é aqui que eu devo estar. A gente é mais forte junto, mesmo quando eu me sinto fraco. Obrigado por estar no meu lado, mesmo quando tudo parece difícil demai.
DeBrunoParaCarla
Desacelerar não é luxo.
É necessidade, autocuidado e amor-próprio.
O corpo sente. A mente responde.
O toque transforma!
Sinta a força que emana de cada parte do seu corpo agora. Daqui a 30 anos, você olhará para trás e entenderá o quão potente você era. Então, não espere: celebre, fotografe e viva a sua força hoje!
Amazonas!
A contemplação e admiração
Desta natureza esplendorosa
Que revigora o corpo e a alma
De quem tem o privilégio de respirar o ar puro da manhã
Sentindo nos poros os primeiros raios do Sol
No rosto uma brisa agradável
No horizonte um céu azul
Que reflete no espelho das águas
No encontro dos rios
Com um pôr do sol magnífico
Que faz deste lugar um encanto natural.
" Recordo teu sorriso
que minha alma tanto se encantou
teu belo corpo
e os dias que vivemos
recordo de ti
e amo tua presença
mesmo que em pensamentos
e com um pouco de lágrimas
já que partes sempre
sem dizer me adeus...
" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...
Eu queria ser forte
Eu queria ser forte,
Não forte com o corpo tonificado,
Mas com a mente preparada
Para apanhar um bocado
E, mesmo assim, voltar para o norte.
Eu queria ser forte.
Sentir o impacto do vento
E a fúria da tempestade,
Mas manter a serenidade
No meio do sofrimento.
Aceitar que a dor é oficina
Que molda o caráter do homem,
Pois as dores que nos consomem
São as mesmas que o tempo ensina.
Eu queria ser forte
Para não me perder no cansaço,
Fazer do tropeço um passo
E, da queda, um novo arranque.
Que a alma jamais desbanque
Diante do golpe da sorte,
Pois quem traz no peito o norte
Não teme o peso da morte.
Eu queria ser forte...
E, enquanto o mundo desaba,
Saber que a estrada não acaba
Para quem escolhe seguir.
Que o tombo me faça subir,
Que o erro me traga clareza,
Pois a verdadeira firmeza
É apanhar, e ainda sorrir.
O conhecimento é como o coração que bombeia sangue para o corpo, mantendo o ritmo certo e a vida em movimento ao longo de toda a nossa jornada.
São corredores da morte. São condenados que carregam a sentença cravada no próprio corpo, na própria carne. Na face, nos pulmões, no fígado, no pâncreas, na próstata, nas pernas, nos braços, enfim, onde o veredicto imposto pela cruel e desumana caneta da vida consegue alcançar. São olhos marejados que se perdem no espaço e, em silêncio, fazem perguntas, a maioria delas, sem respostas. Será culpa minha? Será um castigo? Será que sobrevivo? Será...Será...Será...E dor...Dor que faz questionar a própria essência, caráter...Os anjos? Os anjos são aqueles que acompanham os condenados por entre os corredores da morte...São aqueles que já conseguiram remissão se foram mesmo expulsos do céu pelo Criador...São aqueles para os quais não existe mais pecado, simplesmente por serem anjos...Anjos em momento de dor...Para estes e para os condenados, a vida não é somente vida, é presente, é perdão, é amor...E o Criador, por amor, desenha e redesenha o destino dos condenados...Somente por amor...
Não me culpe se meu corpo tem vontade própria,
se meu desejo desconhece o “dever ser” ou “deveria ser”!
O desejo não tem regras.
O corpo não tem regras.
O amor não tem regras.
A vida não tem regras.
O que eu tiro disso tudo?
Que não há nada mais urgente que viver!
E, sinceramente, eu tenho pressa!
Nosso dias
Todo dia cedinho o meu olhar
Contempla o teu corpo ao meu lado estável
Meu olfato inala teu cheiro amável
Os meus braços querem te abraçar.
Desejando que se mova fico eu
Minhas mãos estão quase a ti tocar
Mas pra te deixar dormir só posso olhar
A beleza da flor que Deus me deu.
Meia hora mais ou menos após mim
Acordas deslumbrante e te levantas
Vejo o Sol beijando as plantas no Jardim
Enquanto te espero na cozinha
Privilégio demais é para mim
Teu deslumbre embelezando a vida minha.
Saio pro trabalho após o teu abraço
As horas preguiçosas passam lentas
No crepúsculo da tarde a mais de oitenta
Vou correndo de volta pros teus braços
Nos finais de semanas tenho fé
Que nada poderá nos afastar
De carro, de ônibus ou sei lá
Não importa a distância que estiver
Quando me lembrar dos teus abraços
No embalo do ritmo do amor
Vou correndo de volta pros teus braços.
Voando nas asas da magia
Me aquecendo nos graus do teu calor
Assim quero que sejam os nossos dias
Ele acreditava que o amor era o corpo. E eu acreditava que o corpo era o começo.
Mas o meu amor, meu amor era a fresta. Aquela coisa que não se vê, que não se toca, que só se sente quando o silêncio se senta entre a gente e olha para nós. E ele, coitado, não entendia o silêncio. Ele o preenchia com a mão, com a boca, com o peso da presença.
Mas a presença dele, quando não tem a alma dentro, é um buraco. E eu caía. Toda vez. Ele me segurava, mas eu continuava caindo. Porque ele segurava a minha mão, e a mão segura o corpo, mas a queda... a queda ela segura a alma.
E ele não sabia segurar almas.
Eu queria lhe dizer: "Você está aqui, mas o seu isso não está aqui." E quando eu falava, ele me olhava como quem olha para o mar: achando bonito, mas sem entrar. E eu queria que ele entrasse, que afogasse um pouco, que sentisse o gosto do sal nos lábios.
Em vez disso, ele me tirava da água. E dizia: "Você está segura."
Mas eu não queria segurança. Eu queria o risco. Queria que ele se perdesse em mim para que eu pudesse, enfim, me achar.
Ele faz café, ele faz amor, ele faz planos. Mas fazer não é ser. E eu sou a coisa que não se faz. Eu sou a coisa que simplesmente é. E o que é, não cabe em xícara, nem em abraço, nem em projeto. O que é, só cabe no olho nu e na palavra atravessada.
E ele não atravessa palavras. Ele as resolve.
Como se o amor fosse uma conta a pagar.
... coisas sobre Ela e Ele
Câncer de mama
Helaine Machado
No silêncio de um susto,
o corpo fala o que a alma teme ouvir.
Um toque diferente, um sinal—
e a vida pede coragem para seguir.
Não é só dor…
é também luta, descoberta e união.
São mãos que acolhem,
abraços que fortalecem o coração.
Cada mulher carrega em si
uma força que o medo não vê,
porque mesmo em meio à incerteza
existe esperança pra florescer.
Cuidar de si é um ato de amor,
é se olhar com atenção e verdade—
porque a prevenção salva vidas
e transforma a realidade.
Helaine Machado
Me faz de lagartixa na tua parede,
colada em você, sem querer sair,
sentindo o calor do teu corpo
e o arrepio bom de te sentir.
Helaine Machado
“Homicídio de alma” não deixa marcas no corpo,
mas sangra por dentro em silêncio.
É quando palavras viram lâminas,
e o afeto se transforma em ausência.
É morrer aos poucos em vida,
perdendo a cor, a voz, o brilho,
até esquecer quem se era…
até duvidar de si.
Mas toda alma ferida ainda respira esperança,
e aquilo que tentaram destruir,
Deus sabe reconstruir inteiro
Helaine Machado
