Cores
Notei teus olhos com tal brilho em diamantes, fiz da essência fartas cores cintilando e adorei-te pelos dias, meses, anos. Corri por terras mais inóspitas e distantes, e na procura achei-te inteira, sorridente e amante.
As emoções são as cores da alma. São espetaculares e incríveis. Quando não sentimos, o mundo fica opaco e sem cor. A maioria de nós tem suas próprias tristezas, sonhos partidos e corações feridos, cada um viveu perdas únicas. E todas as nossas “grandes” tristezas reduzem a gama de cores, em nossa vida, para matizes monótonos, cinza e pretos. Por esse motivo, devemos praticar o perdão. Perdoar não significa esquecer, significa soltar a garganta da outra pessoa, entregando-a ao amor do PAI. O perdão existe em primeiro lugar para nós que perdoamos, pois nos liberta de algo que vai destruir-nos, que vai acabar com nossa alegria e nossa capacidade de amar integral e abertamente. Todas as vezes que perdoamos o universo muda. Cada vez que estendemos a mão e tocamos um coração ou uma vida, o mundo se transforma. A cada gentileza praticada e serviço ao próximo, visto ou não visto, nossos propósitos são realizados e nada mais será igual e uma árvore de vida crescerá em cada nós! O universo já está repleto de lágrimas e lamentações e agindo assim, com sabedoria, nos livraremos das dores e nos aproximaremos do amor, transformaremos o que é escuridão em luz e coloriremos, novamente, a nossa existência inteira de emoções e sentimentos singulares.
Existe um limite para as cores que podem ser criadas pelos seres humanos.
As cores que os seres humanos captam não passam de ilusão de ótica criada pela luz
Em outras palavras são cores falsas.
Não é maravilhoso ver que as cores ganham expressões diferentes com a refração da
luz igual aos corações humanos?
Eu adoro esse mundo por ele não possui uma cor igual à outra.
Palmira
Tenho maior apreciação por flores
Flores que inspiram cores
Passos cobertos de coragem
O que vale percorrer uma estrada,
Tenho minha vida é cultivar respeito,
Do fruto doce ainda tenho Palmira
Coragem com milhas e beleza,
Do que foi ainda tenho inteiro
Corpo esbelto, desejo de ser
Aquela mulher Palmira dos sonhos,
Escolho seus prazeres de viver
Embalo para uma caminhada nos desejos escondidos
Diversidade das Cores
"A vida se torna um poema, escrito com as tintas da alma, sobre um papel velho e manchado."
Frases
Sim, nesse palco original, onde a natureza lhe dará todos os aromas, cores e sabores...
Então, tempere bem seu dia!
di matioli
O que é a vida?
A vida é um emaranhado de fios
Ela é um pulsar no peito, um arrepio
Ela tem cores, sabores e desamores
Ela é certo e errado, ela é presente e passado
Ela é claro ou escuro
Ela é presente e futuro
O que é a vida?
A vida é uma grande fusão
Mistura de ódio, amor e paixão
Mistura de surpresas, destinos e pressão
Mistura de coisas que se escorrem pelas mãos
O que é a vida?
A vida é um começo meio e fim
Tem nela dores, amores e medo
Tem nela beleza, liberdade e desejo
Tem nela rotina, cansaço e apego
O que é a vida?
A vida é ampulheta
A vida é arte
A vida é bela
A vida é parte
A vida é luz
É sol, é mar
É frio é calor
É saber amar
É feia e linda
É aqui, é agora e ainda
É ser ou estar
É ir ou ficar
É crescer e viver
É pertencer e crê
É nascer e morrer
É dádiva é prazer
É pra mim e pra você
A vida é viver.
No jardim nasce a poesia,
numa encantada flor;
as cores trazem magia,
paixão de um grande amor.
Uma flor vermelha
no campo a brilhar,
divina centelha,
beleza sem par.
Quem disse que as flores
não podem criar suas próprias cores?
Que suas danças
não possam ter suas próprias formas?
Ritmam, ao perambular
com seu amante, o vento.
E o vento?
Esse, que amaria também o mar,
ao se reproduzirem no próprio som,
todos eles orquestrados
por seu senhor, o Tempo.
E o Tempo,
com sua nuance de amor,
dono de toda composição
da letrada vida,
traz o que se vive para ser livre…
para se viver a vida.
A vida é um quadro, de cores vibrantes,
Com pequenos detalhes, que a tornam tão bela.
A madrugada silenciosa, com estrelas brilhantes,
Um momento de paz, antes do mundo acordar.
Mas no fundo do peito, uma dor ainda lateja,
Um amor que se foi, uma lembrança que permanece.
Não dói mais como antes, mas ainda sinto,
Um eco de saudade, que às vezes me visita.
Nos pequenos detalhes, encontro um pouco de paz,
E nos momentos simples, encontro um refúgio.
Então vou apreciando, cada minuto que passa,
E encontrando um pouco de calma, nesse mundo caótico.
Tem tempo que os dias deixaram de ser azuis e perderam todas as cores. É que por um tempo eu tinha esquecido o que era sentir falta de mim. Hoje a falta veio, e como sempre silenciosa, disfarçada, como quem não quer nada e me deixa mesmo, sem nada. Sem sonhos, sem desejos, sem amor, sem vida.
Naturalmente me inibo os sentidos.
Produzo sertralina.
Eu quero saber onde é que vamos chegar
Com tanto barulho neste lugar
As cores das ruas a desbotar
Ninguém tem mais tempo para olhar
Promessas de festa e euforia
Que morrem com a luz do dia
Eu fecho os meus olhos e tento entender
O que eles procuram sem nunca se ver.
Hoje o dia amanheceu assim, cheio de cores, umidade, flores e saudades. O sol se erguia lentamente no horizonte, tingindo o céu de tons alaranjados e rosados, como se quisesse aquecer não apenas a terra, mas também os corações que, como o meu, permaneciam frios e nostálgicos. Acordei lembrando meus amores, minhas paixões presas num passado distante, como espectros que produzem lágrimas. As lembranças dançavam em minha mente, figuras etéreas que se moviam entre os raios de luz que entravam pela janela. Senti o perfume das flores que enfeitavam o jardim e, por um instante, a brisa suave trouxe de volta os sorrisos de quem já se foi.
As lembranças são doces, a saudade é uma dor boa, um aperto, uma lágrima que insiste em não rolar. O tempo já passou, mas minha alma ficou encalhada algures, perdida em um mar de recordações. Lembro-me de tardes ensolaradas, risadas compartilhadas e promessas sussurradas ao vento. Cada momento vivido se tornava um tesouro, mas também uma âncora que me prendia ao passado. Num tempo em que o sol da manhã trazia sorrisos e alegria de viver, a vida parecia mais simples, mais leve. Os problemas eram pequenos diante da imensidão do amor que sentia, um amor que pulsava forte e iluminava cada canto da minha existência. Mas, como todas as coisas boas, esse tempo também passou, deixando apenas o eco de sua presença.
Vou te amar para sempre... como prometi um dia, só não sabia que essa promessa era por demais pesada e eu agora sou escravo desta dor de te amar e não te ver. Cada dia é um lembrete da ausência, um lembrete de que o amor, embora eterno, pode ser cruel. A falta que você faz é um vazio que não consigo preencher, um espaço que ecoa sua risada, seu olhar. Não te encontrar e, às vezes, nem lembrar de você é um paradoxo angustiante. Às vezes, a memória se apaga, e a dor se torna insuportável. Outras vezes, cada detalhe volta com força, como se o tempo não tivesse passado, e eu me vejo novamente preso àqueles momentos, como se ainda estivéssemos juntos, como se a distância não existisse.
E assim, neste dia colorido, continuo a viver entre sombras e luzes, entre a saudade e a esperança, sabendo que, embora você não esteja aqui, meu amor por você é a única certeza que me resta.
Será só um ponto nesse emaranhado de cores?
Absorto, invisível, indecifrável?
Percebe-se um ponto de destaque, não é cor que se mistura, sim cor que transpõe.
Na Lei, os mais fortes sobrevivem, no coração os mais humildes perseveram.
_KM_
16/04/2022
Karina dos Santos Megiato
