Corda
Não dê corda para te enforcar, não doe coração pro umbigo, não entregue verdade para mentira, não se aproxime da distância, não esquente o que deve ficar frio, não crie expectativas para decepção. A medida da vida é proporcional à intensidade que se vive.
A sarjeta como corda bamba,
O coreto lhe empresta o estrado,
Os postes, os fios e a caçamba,
São auditório pro sapateado.
Metade do tempo
sou eu!
Metade de mim
é o tempo!
Eu sou esta corda bamba
Sou o equilíbrio entre a pilha
de coisas da vida
e a queda desmedida!
Sou a espiritualidade e o tormento
Sou a doença e o unguento
Sou a leveza e a vazão
Sou a subida e o escorregão!
Enquanto alguns escolhem o seu lado neste cabo de guerra político, o povo rói a corda pra não morrer de fome.
Quem já foi crinça um dia? já bricou de pular corda, pique esconde, pirauta ,coca cola, bola é peteca soutar pipa pelo ar, brincar com os amigos é dar aquele sorriso sem ter medo de sonhar.
O Brasil está parecido com aquele jogo infantil cabo de guerra,onde cada um puxa a corda para um lado.Acredito que isso foi obra e intenção dos nossos políticos que inteligentemente (Para o lado deles é claro) jogaram as pessoas umas contra as outras. No momento tudo que precisamos e de união para exigirmos as mudanças que precisam acontecer, mas como não estamos atentos a isso, eles fazem o que querem, deixando-nos como "guerreiros" em campo de batalha.
Sonho com o dia em que estaremos em busca do mesmo ideal, exigindo um país melhor para todos,sem essa de cada um puxar a corda para qualquer lado. Como disse John Lennon "talvez eu não seja o único" Espero...
Barra do Corda, Joia do Sertão
Barra do Corda, terra de encantos mil,
Entre rios que dançam sob o céu anil.
Corda e Mearim, em sagrado enlace,
Guardam tua história, que o tempo não desfaz.
Berço ancestral, de tribos primeiras,
Ecoam teus mistérios pelas ribanceiras.
Antes mesmo de seres fundada,
Já eras sagrada, já eras amada.
Manoel de Melo, em teu seio chegou,
E diante de ti, seu coração se encantou.
Viu nos teus rios um espelho do céu,
Na tua paisagem, um poema fiel.
Colinas te abraçam, chapadões te guardam,
Teus caminhos vermelhos memórias resguardam.
Tua cultura é viva, tua alma é forte,
Barra do Corda, és do Maranhão o norte!
Hoje, ao soprar teus cento e noventa janeiros,
Celebro contigo, entre cantos e festeiros.
És sertaneja, és centro, és raiz,
Terra que pulsa, terra feliz.
Que os teus dias sigam em paz e progresso,
Com teu povo altivo, firme e promesso.
Barra do Corda, orgulho e paixão,
Eterna estrela do meu coração!
À Mui Nobre e Leal Barra do Corda, Terra de Antanho Encanto
Ó Barra do Corda, gleba veneranda,
Onde os rios Corda e Mearim se entrelaçam qual serpentes de prata,
Nasceste do seio da selva antiga,
Antes mesmo que mãos humanas te nomeassem.
Em teu berço de mistérios e lendas,
Habitavam as almas primígenas das tribos,
Guardando, com silente altivez,
Os segredos dos matos, dos ventos e das águas.
Foi então que o destino, em sua vereda tortuosa,
Conduziu Manoel de Melo Uchôa —
Varão destemido, de espírito fundante —
Que, deparando-se com a paisagem formosa,
Estacou sua jornada e contemplou a obra do Altíssimo.
Rios se abraçavam, colinas vigiavam,
Chapadões vastos, feitos muralhas de barro e sol.
E ali se firmou o primeiro marco,
Ali nascia, na alma da terra, a mui nobre Barra do Corda.
Ó cidade sertaneja, centro pulsante do Maranhão,
Tuas veredas foram trilhadas por outros nomes imortais:
Frederico Figueira, destemido no verbo e na ação;
Dunshee Abrantes, voz que ecoou em tua ribalta;
Isac Martins, pilar da memória e da justiça;
Galeno Brandes, mestre das letras e da honra.
Sois filha dileta do tempo e da luta,
Teu povo, forjado no barro e na fé,
Ergue-se altivo em cada alvorada,
Guardião de tua história, teu nome, tua fé.
Agora, que celebras teus 190 janeiros,
Recebe esta humilde lira,
Como quem oferece à rainha um ramo de mirra:
Canta-te meu peito, exulta minha alma!
Salve, ó Barra do Corda, terra de bravura!
Que teus dias sejam longos e tua memória eterna.
Que em cada alvor renasça tua glória,
E que o tempo jamais te vença.
Ser mulher
É como andar na corda bamba
Sem cair e nem perder a pose
Ser mulher é ser melhor
Mas ser melhor sem o saber
Ser porque é
Sonha com lindos sapatos
Mas a sua alma anda descalça
Com a calma de quem valsa ao som de um samba
Mulher é descolada, nem dá bola
Tira retrato distraída e sai bonita
Quer, mas não quer para ela
Ela é mulher, é bela sem ter nada disso
Tem viço de mulher
Basta-lhe um laço de fita
Um olhar de ternura e um abraço.
É pensar em fazer uma coisa
E na tarefa de pensar...ela faz doze
...e nem se estressa
Ser mulher é já nascer
Cumprindo um monte de promessas que não fez
E depois dela nascida, ainda faz mais algumas
É cumprir todas em paz
Às vezes, mais de uma...e ela faz todas de uma vez
Ah...se for mulher, ela faz
Ela consegue aparecer
Sem parecer aparecida
Assim, no seu dia-a-dia
A mulher saber ser Maria
Ser Margarida, ser Rose e ser Cida
Ser irmã, ser mãe, ser amiga
E além de trazer a paz
Ainda separa algumas brigas
É ser eterna, ser terna, ser linda
e depois ser mais linda ainda...e nem ligar
Mulher de verdade nem liga
Escreve seu nome na eternidade
E vive sonhando em ter para si
Um dia pra ser mulher
Sendo mulher todo dia.
Edson Ricardo Paiva.
Um homem é considerado livre a partir do momento que pode pular corda junto com seus ideais, e ao dar às costas, não ser enforcado com essa mesma corda por suas ideias
O amor é andar na corda bamba, uma mão a segurar o coração e a outra o cérebro, sem tempo para pensar e nem fraquejar, somente amar
Não é necessário somente lançar a corda a quem está no fundo do poço, é preciso puxá-la de volta para ter a oportunidade de conseguir apreciar o pôr-do-sol
A vida é frágil, a vida é uma menina de porcelana andando numa corda bamba sobre um precipício - e ela, a vida, está bêbada!
