Corda
Quando existe uma arma apontada para a sua cabeça, uma corda para o enforcar, uma fogueira para o queimar e ainda assim conseguir filosofar em meio a tanta ameaça, compreenda o que tornou possível.
“Existem olhos que não se fecham somente ao dormir; um exemplo é a corda, cuja versatilidade depende das mãos que a manipulam.”
Amor é como a corda de um instrumento musical estendida entre dois corações vibrando na mesma frequência quando tocadas pelo tempo.
Precisamos ter coragem de nos livrarmos de algumas pessoas que desequilibram demais a corda bamba de nossa vida, para que não venhamos a cair quando menos esperamos.
Às vezes, a tentativa de depender apenas de Ti é como andar na corda bamba. No entanto, não preciso ter medo de cair porque teus braços eternos são uma rede de segurança que me protege.
"A vida é como uma corda. Um dia ela se rompe sozinha ou nós a rompemos com as nossas próprias mãos."
“A Mentira como Corda Bamba”
Infidelidade não é só um ato, é um comportamento que se enraíza. Quem trai não só atravessa a linha da confiança: aprende a morar na terra da mentira. E como bem disse Fabrício Carpinejar, “O infiel não muda dentro daquela relação. Só aprende a mentir melhor.”
A frase tem o peso de uma verdade inconveniente. Porque, por mais que quem foi traído queira acreditar no arrependimento, no recomeço, o infiel raramente muda enquanto ainda está ali, no mesmo palco da traição. Ele se adapta. Como um equilibrista na corda bamba, não busca sair da situação, apenas aprender a não cair.
A infidelidade cria um ciclo vicioso. Não é só o beijo ou a mensagem escondida que fere; é o teatro que vem depois. O infiel se torna um ator exímio, ensaiando álibis, inventando histórias, medindo palavras para parecer inocente. E quanto mais ele se aperfeiçoa nessa arte, mais se distancia do que é verdadeiro. Ele não reconstrói a relação, apenas remenda os próprios atos para não ser descoberto novamente.
O problema é que mentir melhor não é amar melhor. Pelo contrário, é uma forma de fugir do amor. Porque amar de verdade é despir-se de máscaras, é enfrentar a vulnerabilidade. Quem trai e continua mentindo escolhe o caminho da fuga, não da mudança.
E quem está do outro lado? Muitas vezes, permanece na esperança de que o amor seja suficiente para transformar o outro. Mas amor não salva quem não quer ser salvo. Você pode oferecer sua confiança de novo, mas se o infiel não estiver disposto a encarar a dor que causou, ele continuará a andar na corda bamba. Não para equilibrar a relação, mas para sustentar a própria mentira.
Carpinejar nos faz enxergar que mudança real exige ruptura, não conveniência. O infiel só muda quando sai do jogo — quando é confrontado pela perda, pela solidão, pela necessidade de se encarar no espelho. E mesmo assim, nem sempre muda. Porque mudar não é sobre o outro, é sobre si mesmo.
A verdade é que não dá para amar com a sombra do engano por perto. Ou o amor é inteiro, ou é apenas um disfarce de algo que já não é. E, no fim, quem ama de verdade não precisa aprender a mentir. Ama porque é livre, porque a verdade basta.
E você, vive em um palco de mentiras ou em um lar de verdades?
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Sexóloga/ Comunicadora/ encorajadora da Liberdade Feminina
O cabo de guerra é uma brincadeira antiga: dois lados puxando uma corda para ver quem é o mais forte. Na vida, não é muito diferente. Você puxa para um lado, o destino para outro, e isso acontece automaticamente, todos os dias, no amor, com os filhos, os amigos, no trabalho, e assim por diante.
A grande diferença é que, na vida, o cabo pode se romper. E, quando isso acontece, não adianta tentar dar um nó; ele nunca será tão forte quanto antes. Em algum momento, será preciso trocar a corda.
"Os segundos se transformavam em uma corda fina que apertava lentamente o meu pescoço, estrangulando-me aos poucos.
Minha cabeça borbulhava enquanto a corda corroía minha garganta: 'Não viu minha mensagem? Não quer falar comigo?'
Lá estava eu, enfrentando o silêncio cortante da rejeição."
Só burro não vê nossa vida de gado
O povo é marcado igual diz Zé Ramalho
Deram corda pra tu se enforcar
Bonecos de corda são todos iguais
Desatei o nó da minha garganta
Pra usar melhor minhas cordas vocais
Me puseram na forca, desfiei minha corda
Em várias linhas que são imortais
Não foi o fim dessa linha do tempo
Avisa o Fukoyama que ainda tem mais…
Caminho em Corda
Eu e você, na corda esticada,
seguimos juntos, sem saber a parada.
Há um destino, mas é mistério,
um lugar oculto, incerto, etéreo.
Passo a passo, sem direção,
levo no peito essa intenção:
quero te ver feliz, brilhante,
fazer de ti alguém importante.
Serás única em cada estação,
meu norte, minha inspiração.
E quando enfim o fim chegar,
juntos iremos descansar.
Que corda amarraram tua alma?
Me diga para que eu possa salva lá
Ou me dê pistas para eu encontra lá.
Tantos perigos à espreita ao longo desta jornada. Viver é como caminhar numa interminável corda bamba ligando abismos sucessivos!
Trama
Os pontos, ligados por tramas.
O fio faz roupa,
faz tapete voador,
corda de amarração.
O fio é forca —
no suicídio,
ou na punição.
O fio é cordão que alimenta
a vida em formação,
a informação.
O ponto é a partida.
O corte, a separação.
O choro, a notícia:
chegou nova estação.
Queria que o palco fosse uma corda esticada onde nenhum incompetente ousasse caminhar.
A criança que não tem
Videogame ou celular
Joga a amarelinha
Pega corda pra pular
Faz a bolha de sabão
Brinca de adivinhação
No papel vai desenhar
O segredo da criança
Para ter felicidade
É viver de bem com a vida
Mesmo na adversidade
Se o brinquedo lhe faltar
Ela passa a inventar
Usa criatividade
