Cora Coralina Poema do Futuro
Entremundos
Quando entro no seu mundo, eu gosto de prestar atenção. Ouvir cada detalhe e ver a sua expressão.
O que faz o seu olho brilhar? O que te faz baixar o olhar?
Eu não quero a síntese. Eu quero todo o enredo: qual o reflexo de cada momento?
Me mostre, eu quero ver. Melhor, eu quero ouvir. Me deixe descobrir qual é a SUA palavra. Sim, aquela que você sempre usa quando está muito feliz. O que faz seu corpo fluir?
Percorra lugares, caminhe até o cais. Fale onde a maré nos afoga. No silêncio, prometo não perguntar mais. Divido a minha corda. Segure a minha mão, me levanta desse chão.
Sorrio onde a luz é plena. Contorne um a um os meus espinhos. Te juro não desistir na subida. Na descida, perdoe meus tropeços. Sim, estamos sozinhos no escuro. Eu tenho uma vela. Podemos acendê-la. Que tal uma fogueira?
Me leve pro seu melhor lugar. Me deixe participar.
Fale sobre o cheiro, o som e as cores. Viu? Te trago flores.
Entre aromas e sabores, agradeço a viagem entremundos.
Mesmo que, às vezes, mudo. Ainda que um pouco surdo. Talvez cego por segundos. Todos temos nossos vultos, sombras e sussuros.
Está bem. Explorar mundos pode ser inseguro. Prometo respeitar o tempo da visita. Me disponho a retribuir a visita. JEscolhe aí: um vinho ou uma pizza.
Me despeço em bom tempo. Enaltecermos a saída. Lembre, despedida é convite.
Saio de mansinho, te solto com carinho. Um dedo de cada vez. Até que nossas mãos se soltem de uma vez.
Pela primeira vez, eu olho para trás.
Até mais.
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Mesmo que não venha mais ninguém
Ficamos só eu e você
Fazemos a festa, somos do mundo
Sempre fomos bons de conversar
Pode ser o seu tamanho
Ou o jeito que você erra
No momento em que eu te ganho
Ou no barco que te leva
Pode ser o que você quer
Ou o que eu tenho pra te dar
Uma vida inteira pra viver
Ou um só segundo pra lembrar
Um dia eu vou ficar bem
Só pra te querer mais
Onde quer que eu ande bem
Domingo é pra te dar paz
Você é tudo que eu preciso,
Amor da minha vida,
Não pode faltar
Peguei a estrela mais linda
Que existe no mundo
E guardei pra te dar
Eu não sei como o cupido me flechou
Eu só sei que estou apaixonado
E enlouquecendo de amor
Um amor tratado
como fruto de um sentimento
Quem não teve, aguarde,
pois terá o seu momento
Quando me pego parado
Fico ate me perguntando
De onde será que vem o sentimento soberano?
Que a gente não consegue controlar
Sua mãe falou
Que quando me perdesse iria dar valor
Falei que não é digna do meu amor
Pagou pra ver, quebrou a cara
memórias
aquele moleque travesso, avesso a cercas, à revelia dos pais, sem um vintém "varava" a estação de são miguel, e no balanço do trem, ganhava novos mundos, novos cheiros e aromas de mogi até o brás.
sabedor q 'manoel feio' fazia jus ao nome, e senhor absoluto das lagoas de 'ururai' até 'aracaré', aos treze já com responsabilidade de homem operário, em busca de salário, às cinco já estava de pé.
deixara para trás as peladas no campinho e o pega-pega, e na gaveta da memória o seu estilingue, suas bolinhas de god e o pião, distanciando-se temporariamente do cheiro cáustico e do apito da nitro, calçando um vulcabras apertado p pisar em outros chãos.
sonolento e sem poder dar no pé, aquele ainda menino, sem despertar do cochilo, sabia estar em ermelino ao sentir o cheiro de enxofre da matarazzo, dona de outra chaminé.
de 'eng. goulart', 'eng. trindade' e 'penha', a única memória afetiva e q pode fazer parte dessa resenha, é ter visto de longe e ao logo da linha o que seria o bucólico parque ecológico e o inalcançável clube esportivo da penha.
da 'carlos de campos', ja livre da busca pelo feijão e arroz, soube tempos depois que o governador de são paulo, patrono da estação, a fez quartel general na revolução de trinta e dois.
já na quarta e quinta paradas, área mais industrializada, aliás, até o brás, o cheiro o remetia à usinagem; a uma montanha de cavaco do ferro descascado, imagem que o menino não esquece jamais.
tudo mudava no tatuapé e no belém, quando o cheiro da fábrica de bolachas, e o aroma da café seleto, produtos às vezes arredios à mesa daqueles passageiros, tomava o trem por inteiro.
aos operários apenas cheiros que vão e que vêm, e aquele moleque, agora com mais idade, relembra Solano Trindade, e em noites insone ainda ouve no ranger das ferragens do trem: "tem gente com fome / tem gente com fome / tem gente com fome".
15/04/2017
Sinto que a vida passou
E ainda não vivi
Cada pessoa que amo
Se vai e leva um pouco de mim
Djanira do Carmo Lopes
Homenagem a Belchior
30 de Abril 2017
" O PODER DO AMOR "o
" O amor é como o oceano,
Cabe todos seres humanos e sobra espaço,
Muitos tem deixado essa dadiva de lado,
Não o recebendo no coração,
Não transmitindo alegria ,
E não libera perdão ,
Fazendo coisas que somente agradam a você ,
Não se preocupando com o que há de vir,
O amor transforma vidas e ambientes ,
Tornando-os mais felizes conscientes ,
Consciente que todos somos iguais ,
Seja rapaz ou moça ,
Não feche a boca ,
Quando lutares pelo amor ,
Pois através dessa luta ,
Nessa vida dura ameniza a dor ,
Na estrada que trilhamos ,
Ganhamos experiencias ,
Amadurecendo o corpo físico ,
E também a consciência ,
Gravando oque é bom ,
Para não guarda o errado ,
Pois com o amor ,
Tudo fica mais fácil ,
Fantástico o poder do amor ,
Não levando dor ,
Transmitindo paz ,
Tendo união entre todos ,
Acabando com o pedido de socorro ,
Esse é o poder do amor , "
Vivo a vida com tranquilidade porque me limito a viver com aquilo que me é necessário .
Se tenho ambições ? Sim as tenho ,mas não as deixo sobrecarregar minha alma ;cada coisa a seu tempo.
E se a ambição de hoje for realmente a necessidade de amanhã chegará até mim sem neuras e ansiedades ,simplesmente acontecerá.
OI GENTE BOM... COMO O NOME DO SITE É MENDIGAR QUEM PUDER SE INXCREVER NO MEU CANAU
O NOOME E MARCELIN CRAFT
FAÇO GAMEPLAI DE MAINICRAFETE E TB JOGO OUTROS JOGO MÓ DOIDÃO SE INXCREVE LA TU N VAI SE AREPENDER :DDDDD
Corrente, fivela, argola,
Picinez, óculos, anel,
Livro, revista, papel,
Arame, bordão, viola,
Mala, maleta, sacola,
Perfume, lenço, troféu,
Roupa, sapato, chapéu,
Eu não posso conduzir
Quando for para eu subir
Na santa escada do céu.
O GÁUCHO 05/02/18
O gáucho ama um bom churrasco e um chimarrão quente.
O gáucho com sua bombacha seu lenço no pescoço e uma bota de couro.
O gáucho com seu Cavalo crioulo , um grande parceiro para dar seus passeios e cavalgadas.
O gáucho com prazer no rodeio com seu laço e seu cavalo forte e bonito .
O Gáucho com sua coragem de montar em um cavalo no pelo para a ginetiada.
O prazer do gáucho em ser tão feliz junto com quem o ama e seu parceiro crioulo .
O prazer do gáucho em acordar na madrugada para escquentar uma agua para seu chimarrão e escovar seu cavalo e incilhar -lo para dar um passeio .
E la se vai o gáucho indo para o rodeio.
E la se vai o gáucho com minhas palavras.
Brinque ou deixe de brincar, mas saiba que de nada adiantará levar a vida preso a preocupações com o que os outros vão pensar de você, se, por um momento resolver levar a vida de forma menos dura, expressando tudo aquilo que pensa, ou não, no momento em que você desejar, independente de quando e como, as pessoas sempre irão te ver do jeito elas querem.
E não há explicações ou atitudes que possam mudar a opinião daqueles que insistem em rotular pessoas de acordo com seus preconceitos e “achices” sem fundamentos.
Então, minha cara! Viva, conforme seu tempo, sua natureza, seus desejos, pensamentos e seus sonhos.. o resto, bom, esqueça! As pessoas esquecerão também.
Eu não era mais aquela garotinha que roubava docês para se alegrar.
E sim aquela mulher que roubava bebidas para esquecer suas magooas.
Porquê eu tinha deixado a menina de lado , e deixei a mulher crescer dentro de mim , pelos mais obscuros sentidos.
Andando em passos largos,
Sentindo a chuva despedaçar o mundo,
Consigo ouvir o que as trovoadas dizem.
Está chovendo aqui fora.
Está chovendo aqui dentro.
Meu mundo está em tempestade contrárias.
Aperto o agasalho contra meu peito.
Os meus cabelos molhados,
Já cobrem meu rosto.
E meus olhos, já chovem.
Esse céu branco e suas gotas.
Essa neblina e seus ventos gélidos.
Está frio.
Me sinto como um garoto,
Que se molha na chuva,
E se torna,
A própria,
Chuva.
"A nossa vida está dominada pelo Celular ? "
Não sei o que fazer, antigamente eu acordava sem o celular, hoje não desgruda de mim o dia todo, a semana inteira, o mês completo, o ano todo, não lembro qual foi a ultima vez que fiquei o dia inteiro sem o celular. Meu Deus perdi o domínio da minha vida, dentro da minha própria casa se vou da varanda a cozinha, o celular vai comigo, não consigo andar dez metros sem ele.
Realmente vivemos a neurose do celular, a dependência total do celular, hoje estacionei o carro na Praça da Bandeira e fiquei dentro do carro, e uma imagem me chamou atenção, várias eram as pessoas que estavam sentadas nos bancos da praça e fiquei a observar quantas delas estavam com o celular a falar e outras a jogar ou passando mensagens. Impressionante contei nada mais, nada menos do que 17 pessoas ocupadas com o celular, e o mais agravante de tudo que tinha um grupo de 5 jovens que estavam aparentemente juntos em grupo, mas que num período de uns 10 minutos não se olharam, pouquíssimas palavras pronunciaram, fiz questão de descer e observar mais de perto e me atrevi a sentar o mais próximo possível deles e vi que quase não se falaram.
Pareciam um pouco loucos, uns estavam jogando e outros mandando mensagens, e em certos momentos riam sozinhos ou faziam trejeitos com o rosto, fico a pensar o que será dessa geração de mudos, que mandam mensagens, torpedos com os vocabulários particulares, com palavras abreviadas, com uma caligrafia que faz até medo ver, porque ler já é uma odisseia.
Faz medo, a sensação de domínio do celular é óbvia, estou e estamos sendo envolvidos e carregados pelo " Canto da Sereia ", aliás " Pelo encanto do Celular ", que faz quase tudo, mas graças a DEUS que não sabe ter Fé e nem Amar!
Ainda bem !
Do outro da rua
Na esquina de seu muro hereditário
Tem um recado mosaico
São apenas palavras escritas com sereno!
AMO TODO MUNDO NO MUNDO!
Adélio do Tempo 16/11/2010
Odeio acreditar que você tem inimigos.
Odeio sentir frio,
Prefiro abraços!
Odeio guitarra desafinada.
Odeio gente abstrata.
Odeio pessoas fracas.
Prisioneiras aos matriarcas.
Odeio gente que pensa
Que a noite pode esconder as rugas e o passado.
Se vestem de bebidas
E se acham intelectuais,
Músicos, poetas, atores, pintores, cantores e ricos.
Mas gosto de todos
E para cada um,
Quero dar um presente que não tenho!
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