Convites para Festa de 70 anos de Idade

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A idade me trouxe a certeza: ignorar minhas dúvidas e viver a vida que me sobra.

TERCEIRA IDADE

Feliz de poder envelhecer
Com saúde e disposição
Que nunca para no tempo
Deixa o tempo acontecer.

Envelhecer é uma poesia
Escrita escrita com experiência
Já não existe pressa
Apenas calmaria.

Na doce terceira idade
Valorizamos o silêncio
Sem deixar que as cicatrizes
Se transformem em tempestade.

Envelhecer com sabedoria
Não significa ficar velho
Nunca desistir dos sonhos
Fazer da vida uma poesia.

A juventude não precisa ser esquecida
A idade traz mais segurança
Tudo que vier a acontecer
Precisa ser compreendido.

É preciso aplaudir o que se faz
Envelhecer é um presente
Viver novos mundos
Sem olhar para trás.

Não é a força da idade
que faz alguém florescer;
é viver com dignidade
e nunca deixar de crer.

Não é o rosto sem marcas,
nem a juventude fugaz;
são as lutas que embarcas,
e a paz que a alma refaz.

Os cabelos prateados
não anunciam o fim;
são capítulos dourados
que Deus escreveu em mim.

Há beleza na experiência,
há nobreza em prosseguir;
quem cultiva a consciência
sempre encontra um porvir.

Pois o tempo não destrói
quem aprendeu a amar;
quanto mais a vida corrói,
mais ensina a recomeçar.

E assim segue a caminhada,
entre a esperança e a luz;
uma existência honrada
é a mais bela que reluz.

Não se mede a mocidade
pela idade a aparecer;
vale mais a dignidade
e a vontade de viver.

Sandro Paschoal Nogueira

Feliz é sempre quem mantém a alma alimentada pela energia e alegria de viver independente da idade

Muito além de um rosto, sou presença de aristocrata. Minha idade é um mistério; minha autoridade, um fato

Você conhece essa mágica da matemática? Pegue o número 125 e dele diminua (subtraia) a idade que você tem hoje. O resultado será exatamente o ano que você nasceu. Gostou?

Quanto se é jovem queremos conquista o mundo depois de uma idade a nós mesmo.

Depois de uma certa idade queremos apenas estabilidade paz amor.

O tempo passa tão depressa, a idade avança para nós, seres humanos, e o tempo continua jovem. O progresso tecnológico evolui e muitos de nós estão ficando para trás, o uso dos telemóveis e das redes sociais deslumbra nesta época, sem nos consciencializarmos de que ler assiduamente em aparelhos com que têm por base radiações e fontes luminosas faz mal aos olhos. Por maioria de razão ao olhar e ler regularmente no telemóvel é o tope do momento. “Este é um tempo de tempo obscurecido / tempo sem a certeza do amanhã / as flores que vais colher hoje, podem murchar / antes que na palavra o Sol desponte”. Há a repetição de uma busca vã para muitos de nós, e a canção torna-se triste/ a “noite anoitecida”. É um “tempo de já ter visto e de já ter sido reformulado/ há sombras nas metáforas e na vida” sem sentidos. Afinal de conta, a ignorância humana é histórica, não é mais do que ignorância cega.

A idade chega para todos.
E a mudança de um coração verdadeiro e sincero também.
Mas Ah, uma verdade sem hipocrisia.
Por você ser trabalhador, honesto,
Muitos Terão asco e desprezo de você.

Eu aconselho-te a não namorar aos 18 anos. Essa é a idade de escolher as pessoas erradas e criar obstáculos para o teu próprio futuro

Sentir-se jovem é um estado da alma,
Que a idade não pode apagar nem limitar.
Cada dia traz nova esperança e energia,
Como se o tempo fosse um amigo a nos renovar.

Ela tem rosto de menina, mas um encanto que não cabe na idade. O sorriso chega primeiro, depois o olhar faz o resto: bagunça a calma de quem encontra o dela. É daquelas belezas leves, que não precisam chamar atenção — porque naturalmente iluminam tudo ao redor.

“A idade não define seus limites.
Seus cuidados ajudam a definir suas possibilidades.”


— Yuri Silva Portela

⁠O QUE É A IDADE?

O que é a idade?
mas uma medida obsoleta
Ó agridoce.
Se a sua idade é uma desordem
de ontem
de dúvida
e amanhãs cautelosos
você pode precisar
para crescer no presente. (Caso contrário, suas rugas
vão ficar estranhas)

No entanto, se a sua idade é onde
você junta seus tesouros
onde a tristeza e o prazer
se encontram
então seus anos
deixarão de se amontoar.

Perderá a conta.
Você não terá idade. •

A GRANDE FRAUDE DA IDADE

Há uma mentira vendida em cada espelho.

Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.

Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.

As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.

Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.

São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.

Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.

É uma vitória improvável.

Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.

Foi aberto a golpes.

Cada perda arrancou um pedaço de inocência.

Cada traição deixou um corte profundo.

Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.

Enterramos amigos.

Enterramos amores.

Enterramos versões inteiras de nós mesmos.

E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.

Isso não é decadência.

Isso é triunfo.

Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.

Mas existe outro caminho.

Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.

Talvez seja exatamente isso.

Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.

As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.

A juventude possui cartilagens resistentes.

Nós possuímos discernimento.

Ela sobe montanhas correndo.

Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.

Perdemos velocidade.

Ganhamos direção.

Perdemos elasticidade.

Ganhamos profundidade.

Perdemos a ilusão da eternidade.

Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.

E há uma ironia magnífica nisso tudo.

Os ossos já não suportam o mesmo peso.

Os joelhos protestam.

A pele já não estica como antes.

Mas o cérebro...

Ah, o cérebro.

Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.

Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.

Não porque destrói cidades.

Mas porque destrói mentiras.

Explode vaidades.

Reduz egos a poeira.

Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.

A verdadeira potência nunca esteve nos braços.

Sempre esteve na consciência.

Envelhecer não é caminhar para menos.

É caminhar para dentro.

É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.

Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.

Nem das mãos marcadas.

Nem das rugas que insistem em permanecer.

Elas não denunciam o tempo.

Elas testemunham que você atravessou o tempo.

São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.

Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.

Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.

E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.

Olhar para trás sem desejar voltar.

Olhar para frente sem temer chegar.

Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.

Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.

O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.

E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.

Os números deixam de importar.

Perdemos a conta.

E, enfim, deixamos de ter idade.

Todos dizem que é fracasso.
Que é tarde demais.
Que é perda de tempo.
Que "na sua idade" era pra ter parado.

Apontam.
Duvidam.
Riem baixinho.
Jogam pedra na sua semente.

Mas eu sigo.
Regando no silêncio.
Aprendendo na queda.
Levantando sem plateia.

Porque eu sei de uma coisa
que eles não sabem:

*_Todos dizem que é fracasso.
Deus prova que é sucesso._*

Ele não tem pressa.
Ele tem propósito.
Ele não olha a idade.
Ele olha a fé.

E enquanto eles contam os "nãos",
Deus conta os dias que eu não desisti.

Então eu vou.
Passo por passo.
Vídeo por vídeo.
Aprendizado por aprendizado.

No tempo certo,
na hora certa,
do jeito d'Ele...

O que era chamado de fracasso
vai virar testemunho.
Vai virar porta aberta.
Vai virar colheita.

Porque quando Deus escreve,
ninguém apaga.

A primeira vez que conheci a mentira eu tinha quatro anos de idade. Pedi minha irmã para eu ir na rua com ela. Mandou eu pedir minha mãe. Quando voltei ela tinha ido embora e me deixado. Entendi rapidamente que ela tinha mentido e me enganado. Até hoje tenho sérios problemas com mentiras. E ser enganada é sentido como um golpe emocional muito forte.

⁠Quando há amor entre duas pessoas não se deve olhar o sexo, a cor, a altura, nem a idade. Quando há amor não se pode colocar na balança conceitos sobre quem devemos amar e a quem devemos pertencer. Quando há amor nada mais importa, o importante é amar e ser amado na mesma medida.
💞
Feliz dia dos Namorados!

Eu tive um amigo na infância. Nossa diferença de idade era de apenas oito meses. Fomos criados juntos, compartilhamos as mesmas ruas, as mesmas descobertas e conhecíamos a essência um do outro de uma forma que só a inocência da infância permite.

Na adolescência, nossos caminhos começaram a se separar. Ele se mudou para outro bairro, depois para outra cidade e, mais tarde, para outro país. Ainda mantínhamos um contato esporádico, insuficiente para que soubéssemos o que realmente acontecia na vida um do outro. Hoje, sequer me lembro da última vez em que nos vimos. Não lembro da última conversa, do último assunto, nem se nos despedimos da maneira que duas pessoas deveriam se despedir quando não sabem que aquele será o último adeus.

Há pouco mais de um ano, recebi a notícia de sua morte. Um tumor maligno no cérebro o levou depressa demais. Não houve tempo para uma ligação, uma mensagem ou algumas palavras que, talvez, pudessem confortar seu coração. Ou talvez fossem apenas para aliviar o meu.

Curiosamente, a dor não chegou naquele dia. Ela veio muito depois.

Foi só com o passar do tempo que compreendi o verdadeiro peso daquela perda. Entendi que nunca sabemos quando será a última vez que veremos alguém que fez parte daquilo que somos. Nunca sabemos qual abraço será o derradeiro, qual conversa ficará inacabada ou qual silêncio será definitivo.

É estranho perceber que uma vida inteira pode terminar sem que tenhamos a chance de dizer tudo o que ficou guardado.

Desde então, passei a enxergar a existência de outra forma. Somos absurdamente frágeis. Fazemos planos como se o amanhã nos pertencesse, adiamos palavras como se sempre houvesse outra oportunidade e nos afastamos acreditando que o tempo nos esperará pacientemente.

Mas ele nunca espera.

A vida é cruel. Não apenas porque nos tira as pessoas que amamos, mas porque quase nunca nos avisa quando está prestes a fazê-lo.