Convite a Amizade
Aí você lembra que, ao chegar em casa, ninguém vai estar lhe esperando. É só você, o controle remoto, suas contas, e as vezes algo para colocar no microondas enquanto você escuta o barulho do vento bater na janela. Mais um dia que poderia muito bem ser apagado. Gritaria no trânsito, um almoço sem gosto, a correria de sempre. Desperdício de vida... Onde está o sorriso que a propaganda de margarina prometeu vir incluso na compra? Quando foi realmente a última vez que eu me diverti, dancei até cair, esqueci meus problemas, ou, ao menos, comprei uma roupa nova, uma calça jeans? Mas aí chega o dia de pegar a sua filha que você não vê faz uma semana, e ela sai do elevador e corre na sua direção gritando "papá, papá, papá", desesperada de alegria, e você percebe que o motivo é você. É...você mesmo! Dá vontade de chorar de sei lá o quê; a garganta parece que fecha, dá um nó, sabe? Qualquer palavra fica agarrada como um soluço e tudo volta a fazer algum sentido...
A definição dos grupos está nos dicionários. Nada mais é do que uma reunião de pessoas. Objetivos são dois: um imediato, conversar e "bater papo" sobre os mais variados assuntos; outro mediato, o de divulgar pontos de vista pessoais resultantes de conversas mantidas e, não só isso, passar para o papel ou apenas difundir por qualquer meio de divulgação, o que se assimilou ou se vem assimilando na vida. Não é necessário escrever um livro para ser considerado um componente de grupo. Há pessoas que nunca escreveram um livro, e se escreveram, não foram editados por causas que não vem a furo citar. Mas nem por isso deixam de ser considerados como eminentes divulgadores de cultura, pelas palavras, pelas atitudes e comportamentos exemplares. São mestres por índole e por finalidade de vida. Cultura pode ser divulgada no verso de um soneto, na síntese de uma quadrinha, num haicai ou num simples bilhete. Há um livro sobre os bilhetes de Jânio Quadros que pode ser considerado como aulas de administração e de gramática. A experiência de vida de um homem cultuado pela admiração dos seus contemporâneos, vale mais do que uma biblioteca. É claro que o livro fixa no tempo o estado de alma de quem o escreve, é consagrado ou não na época do lançamento, pode resistir ao tempo ou morrer ao nascer. O certo é que, inexoravelmente, como na vida, sofrem os efeitos da velhice e acabam sendo enfileirados numa estante sem o manuseio dos leitores do futuro que, certamente, dispensarão suas informações, na melhor das hipóteses, transformados em disquetes de computador.Porém, em importância cultural, não há como desconsiderar o que já foi considerado. Ao mesmo tempo, no passado, livros convergiram escritores e poetas, criando o hábito da leitura. Obviamente, com a convergência digital, a época digital vai divulgando, cada vez mais atuante, atraindo gente nova e da terceira idade, nos mantendo numa vida de difusão cultural no nosso meio tão carente disso. E a política também está diretamente ligada a essa questão. Nossas mudanças não podem ser imunes à política. É com a política que, através dos desníveis sociais e culturais que, naturalmente, com todas as diferenças, conseguimos nos nivelar e nos estruturar nessa vida caótica. Isso porque o câmbio de amizades supera qualquer forma de desnível. Aqui são aplicadas regras de matemática, relacionadas com a obtenção do máximo e do mínimo de divisores comuns. E como na matemática, o resultado é perfeito e exato, como não podia deixar de ser.
Das crianças... agora comecei a ter contato com uma figurassa. O filho de 4 anos do síndico do meu prédio, o Gabriel, que vai jogar bola numa parte do terraço que é colada na minha varanda. É o filho do meio de uma família bem situada na sociedade e, como natural, muito mimado pelos pais e um outro irmão. Goza de perfeita saúde e leva uma vida normal das crianças da sua idade. Está sempre aqui no terraço brincando sozinho, jogando bola, tentando, pelo o quê eu escuto, imitar os craques da seleção. Aí começo a me identificar com ele. Como eu, ele também é, pelo que percebo, controlado por uma necessidade de fazer gol que lhe acompanha, diariamente, até o momento de dormir. Como eu fui um dia, apesar do carinho dos pais e do irmão mais velho, deve-se sentir sozinho nos períodos escolares, sem parceiros para as traquinadas da idade. A não ser nos dias de domingo, quando reparo que o levam para uma vila aqui atrás, onde ganha a rua para brincar com alguns garotos da sua idade, mas jamais afastando-se do local. Cópia do que eu fui, também ele joga sua bola imaginando dribles impossíveis e gols inimagináveis dos craques de hoje. Aí que entra a questão, quando ele dá um gritinho Vai "NIUMÂ" (Neymar) e a bola cai aqui na minha varanda hahaha. Como os chutes estão frequentes nos finais de semana, ele já me chama na intimidade, com uma ousadia impressionante: "XIÔÔ (tio), "QUÉ" PANHÁ BÓIA". E lá vou eu devolver a bola para que o jogo não pare por incompetência do gandula. E daí, talvez, a gratidão manifestada pelos cumprimentos e acenos de mão com que me agracia ao passar por mim agora na portaria. Tentando avaliar o peso da cruz que cada um carrega e, sobretudo, vendo o Gabriel, nos finais de semana me posicionando como gandula na varanda, e nunca deixando de me cumprimentar ao me encontrar na portaria ou na rua, espero que ele possa crescer sem encontrar maiores obstáculos no mundo cão em que vivemos, e que este século que ele irá enfrentar adulto seja menos violento e ofereça às pessoas maiores possibilidades de realização dos sonhos de vida. Sinceramente é o que eu desejo ao meu "amigo" Gabriel...
Deus tem o poder de unir e aproximar pessoas que compartilham ideais e propósitos semelhantes, caracterizados por valores, princípios, respeito, fidelidade, lealdade, amor e sinceridade. Essa verdade se aplica a amizades e a qualquer outro tipo de relacionamento. Basta pedir e confiar em sua orientação e direção para que essas conexões se estabeleçam.
Não sinto falta das amizades que desfiz. Com o passar do tempo, sinto falta das amizades que não fiz.(Walter Sasso)
Os verdadeiros amigos são "convenience free". Não te amam por conveniência, pelo que ou quem você representa. Não te amam por motivo de parentesco, interesse, dever, obrigação ou medo do inferno. Guarde-os como tesouro, eles são raros.
O dinheiro tem o poder de compor sólidas sociedades e descompor sólidas amizades.(Walter Sasso - Autor do livro "A rua do amor roubado")
Fofocar, discutir, emocionar, rir, relembrar e reencontrar com sinceridade, dignidade e lealdade; presente que nos damos; residente na caixinha vermelha pulsante no peito e, importante, nunca esquecer a qualquer tempo, lugar e dimensão: a fraterna amizade!
Dias comuns também são importantes, não vivas de extremos.
Não e preciso lembrar aquele que você se importa só nos dias de festas ou de lágrimas.
Dias comuns que fazem as verdadeiras histórias..
Serenidade que se impõe.
“Há um ponto na travessia do espírito em que o rigor da razão cede lugar à dignidade da amizade, pois é nela que o ser humano reconhece não apenas o sentido do pensar, mas a nobreza de existir em comunhão.”
AMIGOS. TÍTULO DE DOAÇÃO SILENCIOSA.
"Já não vos chamo de servos, mas de amigos"
(João 15:15)
" Esse é o título de maior grandeza qual poderíamos esperar receber do meigo Nazareno e pelo mesmo fazermos jus em toda nossa existência no corpo ou fora dele. "
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Dentre os ensinamentos mais elevados e perenes de Jesus Cristo, há um que se destaca pela profundidade ética e pela exigência moral que impõe ao espírito humano. Em dado momento, afirmou o Mestre que “o verdadeiro amigo é aquele que dá a sua vida pela vida do amigo”.
Se tomarmos essa afirmação em sua literalidade rigorosa, seremos forçados a reconhecer a escassez de amigos autênticos na Terra. Pouquíssimos seriam capazes de entregar a própria existência física em favor de outrem. Contudo, o ensino do Cristo não se restringe ao plano biológico. Ele se projeta no campo simbólico, moral e espiritual da vida. Dar a vida não é apenas morrer pelo outro, mas viver para o outro. É dedicar tempo, energia, cuidado, escuta, renúncia e presença. Eis o labor silencioso da amizade verdadeira, tarefa que somente os amigos assumem com naturalidade e nobreza.
Essas amizades profundas, viscerais e estruturantes manifestam-se com frequência no seio da própria família. Não raramente, os maiores amigos dos filhos são seus próprios pais. A mãe que se anula em favor dos filhos, o pai que abdica do descanso, do lazer e do repouso para garantir escola, alimento, vestuário e dignidade. São existências que se doam integralmente, mesmo quando os filhos ainda não possuem maturidade para reconhecer tal grandeza e transformam-se, por vezes, em exigentes inconscientes do sacrifício alheio.
Esses pais representam o arquétipo do amigo maior. Oferecem tudo sem contabilizar retornos, e há um valor pedagógico imenso quando o filho percebe que não há cobrança, apenas entrega. A amizade autêntica percorre esse caminho da gratuidade, onde o amor não exige recibos nem garantias.
Por isso a amizade não se negocia, não se impõe, não se exige. Ela nasce da sintonia, da afinidade moral, da comunhão de sentimentos e da ressonância íntima entre consciências.
Os amigos apresentam-se sob as mais variadas formas. Há amigos religiosos e amigos ateus. Amigos de fé superficial e amigos de convicção profunda. Há os expansivos e os silenciosos, os simples e os sofisticados, os que transitam nos ambientes do prestígio social e os que vivem nas periferias da existência. Não importa a origem, a aparência ou o estatuto. Quando o coração pulsa de modo diferente na presença do outro, quando há alegria mútua no encontro, ali se estabelece a amizade.
A amizade assume relevância singular porque, muitas vezes, permite uma abertura maior do que a existente entre consanguíneos. Há temas íntimos, dores profundas e fragilidades que se expressam com mais liberdade diante do amigo do que no âmbito familiar. Isso não diminui a família, mas enaltece a função terapêutica e fraterna da amizade.
Justamente por isso, a amizade exige respeito. Não é lícito ferir com palavras, humilhar com censuras ou violentar emocionalmente aquele a quem chamamos amigo. Quanto maior o afeto, maior deve ser a delicadeza. A discordância é legítima, mas jamais pode converter-se em hostilidade. O verdadeiro amigo transita livremente na intimidade do outro sem profaná-la.
Ser amigo é, portanto, estar disposto a dar a vida no sentido moral do termo. Daí a amizade aproximar-se da irmandade. O amigo verdadeiro é um irmão de escolha consciente.
Essa alma irmã merece fidelidade. A amizade autêntica manifesta-se na constância, na presença nos dias claros e nos dias sombrios. Existem os chamados amigos ocasionais, que só se aproximam enquanto há vantagens, recursos ou prestígio. Quando a fortuna escasseia ou a visibilidade desaparece, eles se afastam silenciosamente.
Também é preciso reconhecer que, por vezes, nós mesmos falhamos como amigos, procurando-os apenas nos momentos de crise e esquecendo-os nos períodos de estabilidade. A ética da amizade exige reciprocidade contínua, não conveniência circunstancial.
Valorizamos aqueles que permanecem conosco em qualquer clima da vida. A fidelidade afasta a suspeita. Onde há amizade genuína, não deve haver desconfiança sistemática.
É fundamental não confundir amigos com colegas. O coleguismo limita-se ao espaço funcional, ao convívio circunstancial do trabalho, do esporte ou do cotidiano social. A amizade, por sua vez, pressupõe confiança, transparência, abertura e compromisso moral.
Nesse sentido, o ensino do Evangelho de João ilumina a compreensão da amizade quando registra as palavras do Cristo: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Tenho vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi de meu Pai vos tenho revelado”. Jesus define a amizade pela partilha, pela verdade oferecida sem máscaras, pela sinceridade que não oculta nem engana.
Evidentemente, trata-se de uma linguagem simbólica. O Cristo revelou tudo o que podíamos assimilar, respeitando nossas limitações intelectuais, morais e emocionais. A pedagogia do amor também ensina a dosar a verdade conforme a capacidade de quem a recebe.
Assim deve proceder o amigo. Ele compartilha o que edifica, guarda o que pesa excessivamente e jamais transfere ao outro um fardo que este não possa sustentar.
A amizade é quase irmandade. Ser amigo é ser irmão por afinidade espiritual e escolha ética. Por isso, cabe-nos ampliar o círculo da amizade sincera e reduzir, tanto quanto possível, os espaços da inimizade enquanto caminhamos na Terra, pois cada amigo verdadeiro é uma ponte silenciosa entre o que somos e o que ainda podemos nos tornar.
Com a alma de criança e o encanto que tudo envolve, descubro a alegria genuína de simplesmente viver.
Se você me decepciona, tenha certeza que feriu profundamente a pessoa que mais se importaria com você se você fosse leal
Amicus certus in re incerta cernitur.
O amigo certo se manifesta na hora incerta.
Viverei em ti....
De repente me bateu uma vontade do teu abraço...
aquele abraço em que o tempo pára..parece que o universo
todo cabe num só abraço...um abraço apertado, sincero,
amigo, que fala tantas coisas sem dizer uma só palavra..
não sei dizer quantas palavras cabem em um abraço..
até porque foi de repente que me bateu a saudade do teu abraço...dois sorrisos,
o aconchego, o carinho de um momento especial...
olha só...a lua brilha lá no céu..vejo o reflexo no mar...parece até
que o mar está agasalhando a lua...que estranho...de repente
bateu essa saudade...uma vontade do teu abraço...
Como é fácil gostar de você
Como é fácil gostar de você...
Não se pode negar ou sequer esconder
O sorriso do sorrir dos olhos teus
Que, teimosos, fazem luzir os meus
Como é fácil gostar de você...
Pois transpareces por rosto angelical
Pessoa alegre, divertida e calma
Do amor a semente plantada em minh´alma
Como é fácil gostar de você...
Moça que em desalinho balança o cabelo
Faz-me julgar pássaro ver tão fascinado
Bailando a cantar da vida a canção maravilhado!
Como é fácil gostar de você...
Cujo mais que luzente sorriso encanta
E o sol faz envergonhar-se...não minto!
Já que tamanho é o brilho nesse teu rostinho
Como é fácil gostar de você...
Assumo, seu jeito menina-mulher faz-me render
A esse teu existir que não cabe explicar
Nem com mil versos, estrelas ou luar.
Se você não existisse...
Se você não existisse
Nem posso imaginar
Ausente a cascata de amor
Reflexo sem luz da dor
Se você não existisse
Eu a teria inventado
Só para ficar todos os dias
Cada segundo ao seu lado
Se você não existisse
Não haveria paz, beleza
Alegria, carinho ou sorriso
Muito menos paraíso!
Se você não existisse
Qual razão de um desejo?
Bocas secas, anseio ardente
De um pecar tão quente
Se você não existisse
Para que poesia, estrela
Lua, sol, terra e mar
Sem a felicidade à visitar?
Se você não existisse
O mundo estaria vazio
Seria triste, apagado
Viveria sempre amargurado
Se você não existisse, quer saber?
Também queria não existir!
Pois só há vida enquanto se vive
Com alguém como você
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