Conto Amor de Clarice Lispector
Em tempos litúrgicos, nas escrituras sagradas há o registro de que "somos pó e voltaremos ao pó". Lembrando a transitoriedade da vida e o que realmente importa; fé e caridade. Não há transformação sem renúncia, misericórdia sem caridade, esmola sem partilha, amor sem comunhão, fraternidade sem compaixão, força sem virtude, afeto sem sentidos, cura sem libertação, corpo sem espírito, seres angélicos sem Deus. No entanto, registros de 40 dias e 40 anos sempre marcaram períodos de reflexões bíblicos como a arca de Noé, Moisés e o Monte Sinai, Jesus no deserto e a peregrinação do povo de Israel. Mas, o princípio da Quaresma em período de "quarentena", nos tempos atuais, traz a reflexão das cinzas até o Tríduo Pascal que é preciso atravessar o deserto para limparmos as terras em nossos corações e lembrarmos que Deus habita dentro de cada um de nós.
Me conecto com o sagrado no meu ser integrado e disponível à vida. Sou grata aos céus e a terra pela maravilha que é sentir a realização do servir e seguir o meu caminho. Sendo a minha essência em tudo com gratidão e compaixão. O amor, a natureza, o universo é, enquanto nós estamos. Não há fórmulas para integrar-se, já compomos o todo. O estado do ser é inteiro, a mente que precisa esvaziar tudo que cobra do externo, porque tudo está dentro - amor.
Não somos melhores nem piores que alguém. Estamos todos em evolução. Somos livres para achar o que devemos de acordo com nossas experiências e por isso mesmo é difícil agradar a todos. Não podemos e nem temos o direito de responsabilizar as pessoas pelos nossos sentimentos, porque somos nós os responsáveis. Só o amor liberta, onde houver amor há compreensão. Estamos na escola da vida para aprendermos a amar, sofremos por não saber amar.
A criação está em toda existência. A essência da vida, universo e galáxia é o poder da criação. A natureza manifesta em harmonia com cada ser. A beleza do céu, da terra, das águas, do sol, da lua, estrelas, vento, flores, animais, tudo. Tudo é Deus! Não há condição para se elevar ao Pai que está no céu, Deus está em tudo. Deus não é inalcançável. Deus está dentro de nós. Ame tudo e estará amando a Deus, amando a ti mesmo.
Há quem goste de ser sombra do que o outro reflete. Vive buscando se acender com a luz dos outros. Há quem precisa sentir a luz do próximo para acender a sua. Há quem brilha sua própria luz. Escolha onde quer estar. Você ser quem você é não apaga a luz de ninguém, e o que os outros projetam em você não apaga o que você acende. Então, continue a brilhar que assim tudo se ilumina. Seja a luz que quer ver no mundo e o mundo iluminará ☆
É maravilhoso ser um instrumento de Deus sem se importar quem é e o que fez. Deus é quem tem o direito de julgar quem merece ser salvo. E nós o dever de ajudar a encontrar o caminho da salvação. QUE CAMINHO? — "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim". Disse Jesus
O som das ondas do mar quebrando, clamando por algum nome. O vento corre a superfície da terra, levando e trazendo nossos amores, nossas certezas e nossas perguntas. Ecoando todas as palavras sem sons, todas as pressas oradas ao ar livre. Afine seus ouvidos, escute o som que as folhas fazem nas copas das arvores, ou o som do vento levando as folhas secas que tiveram o chão como seu leito. Deite no chão gramado, olhe profundo o infinito estrelado, pense em todas coisas boas que fez, sentiu e ouviu, talvez assim verás o prestígio e a pequenez de fazer parte desse indistinto universo.
Eu gosto de me fazer feliz, de fazer escolhas que fazem sentido pra mim. Não tenho que ser servil nem bacana para os outros, mas para mim. Eu sou livre e a cada minuto da minha vida eu escolho onde deposito a minha atenção. Não vou sorrir se não estou achando graça, não vou a lugares que não quero ir... Eu estou preferindo escolher o que tem sentido pra mim. Hoje já não sou dependente da aprovação do outro. Eu dependo apenas das minhas escolhas. Eu gosto de ser eu independente de reações externas.
Você já se imaginou sendo “água”? Você já parou para pensar que tem muito chão precisando dessa “água” por aí? Que tem muita gente com o coração com sede de amor? E que há pessoas que vale a pena matar a sede? Então, não se derrame na pedra regando-a, porque pedra é pedra e terra é terra.
é incompreensível os maus ventos que afastam pessoas imprescindíveis da vida do ser humano, sustentando um monologo interno que reflete a incompletude e inexatidão da ausência de alguém. É irrefutável a teoria de que a saudade decompõe paulatinamente o individuo, alimentada pelas lembranças do que ocorrera em outrora. Todavia oportunamente, num momento sóbrio é nítido que essas situações enriquecem e esclarecem que no final de tudo tinha que ser. E sorrir diante das recordações: daquela dança, o beijo roubado, a centralização dos olhares, surte o efeito da tranquilidade. É um pontual remédio.
O Antropocentrismo define a geração em que vivemos, centrados nas próprias necessidades esquece a necessidade do outro, o outro é apenas um elemento decorativo no cenário da vida, o outro é apenas um degrau que leva as realizações das sórdidas ambições ,ao mecânico ao padeiro ao pedreiro Etc. eu paguei isso que importa...ele é meu serviçal pouco importa sua vida ,seus problemas.... A lei de Gerson vale quanto pesa... Eu luto contra essas influências dessa sociedade pirimidial, castradora do Amor e da dele sensibilidade
"Enquanto houver erros, haverá aprendizados a serem descobertos. Os seres humanos são inerentemente propensos a cometer erros, mas enquanto houver humanidade, existirá uma busca incansável por respostas. No final, resta-nos a compreensão de que nada no mundo é tão desolador quanto a solidão."
Todos os dias, cruzamos com milhares de pessoas, e a vida segue seu curso sem grandes alardes. Mas, quando te vi, foi como se o universo inteiro conspirasse para me arrancar da monotonia. Cada átomo do meu ser dançou em um caos harmonioso, minha respiração suspendeu-se como se o ar tivesse esquecido de existir, e meu coração, ah, ele descompassou como se descobrisse um novo ritmo. De alguma forma inexplicável, senti um fio invisível me ligando a você, e desde então, não consigo desviar o olhar da luz que você irradia. Estou completamente encantado por você.
Não há beleza em certas histórias, embora a intensidade as torne inesquecíveis. Em 2015, me vi perdido em uma paixão proibida: a namorada de um colega se tornou o meu universo por quatro meses. Era um fogo que consumia, tanto que o beijo dela se eternizou em meu pescoço, gravado na pele como um sussurro de memórias. Foi a última vez que senti algo tão avassalador... até que te vi. E então, o passado desbotou, porque você trouxe consigo o renascimento de tudo que eu pensava ter perdido.
Por desentendimentos ao longo do tempo, eles se separaram, e a vida os levou por caminhos distintos. Mas o homem, fiel ao juramento feito em silêncio, manteve sua promessa apesar dos anos. Ele conheceu outros corpos, é verdade — buscou consolo em abraços passageiros e bocas que nunca o prenderam. Contudo, seu coração permaneceu inabalável, prisioneiro de um único amor. Porque, embora o tempo apagasse rostos e desfizesse lembranças, aquela mulher continuava sendo a única poesia que sua alma sabia recitar.
Amar não é curtir uma foto no Instagram, nem se perder em gestos rasos que evaporam na superfície do dia. Amor é uma história escrita com a tinta invisível do tempo, um enredo com início, mas sem fim. É resistir às tempestades, manter promessas em silêncio e carregar no peito uma memória que jamais se apaga, mesmo quando a vida toma caminhos opostos. Amar é viver além da presença, é sentir além da ausência — é eternizar alguém dentro de si.
A vida nos transformou em estranhos que se conhecem profundamente. Eu não faço parte do seu dia, não ilumino suas manhãs nem aqueço suas noites solitárias. Somos apenas uma lembrança perfeita, uma possibilidade que nunca encontrou seu destino. Talvez sejamos isso: um amor eterno, mas condenado a existir apenas na saudade.
Quando a saudade apertar e o silêncio da noite pesar sobre teu peito, fecha os olhos devagar e deixa que teu coração me encontre no abrigo dos sonhos. Estarei lá, entre brisas e estrelas, esperando por ti com o mesmo sorriso que desenhava no teu mundo quando éramos presença. Sussurra meu nome ao vento do teu subconsciente e permita que a memória dos nossos instantes se faça viva, como se o tempo jamais tivesse nos separado. Pois, mesmo longe da tua pele, nunca estive distante do teu sentir — sou verso escondido na tua alma, abraço eterno entre os véus do sono.
Se eu pudesse saber o quanto de mim ainda vive em você... Se seu coração ainda pulsa diferente quando escuta aquela música, se sua pele ainda lembra o toque que só existia entre nós. O amor que tivemos não foi desses que o tempo leva com o vento... foi daqueles que se cravam na alma, que doem mesmo depois de tanto silêncio. Às vezes me pergunto se você também fecha os olhos e se perde nos mesmos instantes que ainda moram em mim. Porque, mesmo longe, mesmo depois, há amores que nunca dizem adeus... apenas se escondem onde ninguém mais vê.
Aprecio as estrelas... não apenas por sua beleza silente, mas por aquilo que simbolizam: a doce ilusão da permanência. Embora saiba que estão em perpétua agonia, consumindo-se em esplendores terminais, ainda assim parecem eternas aos olhos de quem, da Terra, as contempla. Lá do alto, brilham com uma serenidade que desmente o caos de sua essência. Enquanto os mundos se desfazem, os deuses se calam e os mortais esmorecem como brumas ao vento, as estrelas seguem cintilando, indiferentes à finitude que nos devora. E é nesse cenário celeste que me permito sonhar... sonhar que o tempo cessa, que os amores não fenecem, que os instantes ternos permanecem suspensos no véu da eternidade. Porque, ao fitá-las, sinto como se tudo aquilo que me é caro — um olhar, um gesto, uma memória — pudesse resistir ao tempo, envolto na luz serena de um firmamento que não se apaga.
