Conto Amor de Clarice Lispector
São Vicente e Granadinas
é onde a Soufriere floresce
infinita e aguardo passear
com o amor da minha vida.
Quero ver o tempo passar,
nos braços dele os desejos
aninhar e a mente dele no colo
descansar ouvindo o mar cantar.
Do mundo iremos nos desligar,
fazer dos nossos beijos o centro
no mundo e ali nós dois parar.
Em qualquer hora começar
sem ter hora de parar,
e na tranquilidade repousar.
Pelo caminho contar
cada Wanglo em flor,
E de mãos dadas por
Aruba declarar o meu amor.
É uma cena que prevejo
com os olhos fechados,
Porque sem você perceber
também está apaixonado.
No coração ninguém manda,
dentro de ti sou aquilo
que mantém acesa a chama.
O seu sorriso não engana,
sei que anda até cantando
do nada o meu nome Anna.
A ventania oceânica tece
um fino tapete branco com
as flores do White Cedar
só para o meu amor passar.
Nas Ilhas Virgens Britânicas
será uma festa quando
o meu amor por chegar
e por aqui comigo ficar.
Espalharemos romance e folia
por todo o lugar e poesia
escreveremos na beira do mar.
O presente e o futuro nos
encontrará no mesmo lugar
o melhor do oceano de amar.
Proteger o seu interior
com doçura, paz e amor
e deixar-se envolver
pelo azul de Mayreau.
Lembrar do sonho,
dos afetos, da prece
feita na igreja no alto
e de cada passo dado.
Permitir ter a mente
sob o teto estrelado,
poético e ensolarado.
Dar-se a dádiva ilhoa
de agradecer por tudo
porque a vida no fundo é boa.
No descanso de uma rede
diante de uma bonita vista
o coração canta o meu nome
com amor e toda a maior folia.
Na Ilha Bacolet entre nós
o quê impera é o encanto
e a música que nos traz
balanço é a que vem do mar.
A cada dia é um dia para não
pensar outra coisa na vida
a não ser amar ou amar.
Não temos mais o quê se
preocupar a busca mítica
nunca mais vai nos ocupar.
Ir pelo Arquipélago das Granadinas,
permitir que o Mar do Caribe
me leve descobrir se amor existe
e não deixar que nada me domine.
Próxima da Mushroom Island
em Granada estar pronta
para um novo embarque que
me leve ser a sua tripulante.
Para juntos navegar no mar
do nosso amor e deixar que
o mundo lá fora nos deixem amar.
O quê importa é só quê fica,
e preservar o melhor é o quê importa
para quando chega a nossa hora.
Deslizando do mar do destino
embarcação feita para dois
e vivendo nosso amor bonito
rumo sereno à ilha perdida.
Em La Blanquilla sem querer
mais nada desta vida,
no paraíso desabitado
nos tornar parte da poesia.
O quê realmente importa
sempre chega na hora,
e sem nenhum impedimento.
O amor como oceano cabe
na embarcação leve do peito,
e com ele sempre tem um jeito.
O sentimento de desembarque
de um romance que tudo foi feito
para que o amor sobrevivesse
não conhece mais o regresso.
Agora só cabe é deixar-se levar
pelas correntes do Mar do Caribe
e na Ilha de Fraile Grande aportar
e nem mais para o relógio olhar.
Quem escolheu desdenhar
ficou lá para trás e no seu
devido lugar nunca irá mudar.
O quê realmente importa é estar
onde de fato há um amor que verdadeiramente se permita amar.
Coleciono mergulhos
e histórias de pescador
na Ilha Mata Fome
para chamar o teu amor.
Nas águas calmas dali
quero contigo mergulhar
enquanto nós dois não
vemos o tempo passar.
Quando tiver como sair
e voltar de caiaque,
o Sol contigo aplaudir.
Planos românticos muito
além de apenas um dia
para dar o toque de poesia.
Não existe nada de errado
comigo ou contigo,
o amor florescerá no tempo
certo como foi previsto
O Ipê-branco-do-cerrado
despontará pleno no meio
do sonetário dos ipês
que está sendo escrito
Com total paz embaladora
e poesia amável e sedutora
para a gente se aproximar
Até as estrelas já sabem
e estão indicando o lugar
onde vamos nos encontrar.
Tenho pétalas de Piúva-branca
nas mãos, meus doces lábios
e os poemas das emergências
de amor dos eternos apaixonados.
Os meus olhos moram nos seus
porque o teu coração construiu
um divinissímo santuário
para o nosso amor sagrado.
O ritmo do seu coração em festa
que de muito longe escuto supera
as sete maravilhas do mundo.
O quê neste momento desejo
mesmo é que tudo se encaminhe
para que me torne os seus cinco sentidos.
Encontrar nos teus lábios
o meu céu sob a Planta-do-mel,
um magnífico sonho de amor
a ser vivido pelo destino.
Deixar nas mãos do Divino
para que tudo seja encaminhado
e assim seja d'Ele o desiderato
porque serei sua e você amado.
Viver com os pés na Terra,
com corações entrelaçados
e doidamente apaixonados.
O mundo é dos enamorados
mesmo que insistam em dizer
que estão com os dias contados.
Bico-de-arara em flor
seja no meu canto
ou por onde eu for
me toca com amor.
Bico-de-arara com
par de asas nas matas
dá a sonetista asas
e concede revoada.
Bico-de-arara seja
em flor ou com asas
a alma sempre beija.
Bico-de-arara sempre é sinal
divino da minha Pátria sob
o céu do Hemisfério Austral.
Condor só voa com Condor
em uma história de amor
Assumo desde o primeiro
instante que me rendi
sempre te reverenciei
e nunca esqueci
Sempre nos reconheci
e de ti escapei
Ora não compreendi
até me incompatibilizei
e depois voltei
Você por nenhum minuto
deixou de estar ali
e talvez até me perdoe
porque em alguns
assuntos não amadureci
Algo me diz que continuo em ti
tudo indica sutilmente
que eu absoluta permaneci.
Abandeirada pelas amáveis
cores do seu amor filho da mais
bela Kantuta deixo-me ser
o quê você tudo o quê você quiser.
Com sagacidade doce e alada
você soube muito bem manter-me
nas palmas das mãos concentrada
não desejando mais ter ninguém.
Somos genuínos herdeiros dessa
terra que acolhe sob a proteção
do Condor e sempre seguiremos.
Há algo ancestral que não é mistério
e que uniu a nossa força austral
para não cair sobre nós o Hemisfério.
A Dança da Ratoeira
Algo em nós já morava
com amor e paixão,
De longe a Dança da Ratoeira
atrai a nossa atenção,
Entramos sem permissão
e acabaram chamando
para o centro para cantar
e dançar a tradição,
Foi assim que você de vez
entregou o seu coração.
Em vez de aguardar a solenidade fúnebre para declarar seu amor, faça isso agora, enquanto o tempo ainda nos concede a bênção da presença mútua. Abrace, beije, profira palavras de afeto, peça perdão e conceda-o. Que o amor jamais se cale em seu interior!
Aos seus pais, demonstre a imensidão de sua gratidão e admiração. Agradeça cada ensinamento, cada palavra de orientação que moldou seu ser. Celebre a sabedoria e a história que seus avós carregam, reconhecendo a importância de suas vivências. A seus irmãos, reforce os laços fraternos e a relevância que ocupam em sua vida.
Não permita que a saudade se torne um fardo. Expresse aos seus amigos o quanto sua ausência os afeta e o quanto sua amizade é valorizada. Cultive momentos de alegria e cumplicidade com aqueles que iluminam sua jornada.
Lembre-se: a efemeridade da vida é um lembrete constante da urgência em amar. Viva o amor agora, antes que o amanhã se torne incerto. Transforme palavras em ações concretas, demonstrando seus sentimentos de forma genuína e autêntica.
Enquanto o amor pesar
Mais que o mal na balança,
Haverei de renascer
No riso de uma criança!
Enquanto existir bondade,
Fé, amor e temperança
Enquanto Deus nos tocar
Ofertando-nos mudança,
Haverei de renascer
No riso de uma criança!
- Poema da obra Minhas Verdades ISBN 9786598117610
Quando o Amor Não Volta
Em Tijucas sonhei teu olhar,
teus passos comigo no mesmo lugar.
Caminhos serenos, manhãs de calor,
mas tudo era sonho — só meu, sem amor.
Te vejo sorrindo em versos que invento,
mas falta resposta no teu sentimento.
Te amo calada, sem ter teu querer,
como ama o mar aquilo que não pode ter.
Plantei esperanças no chão do talvez,
colhi o silêncio em forma de vez.
Te escrevo em segredo, em cada estação,
mas tua ausência ecoa em minha canção.
E mesmo que doa, não vou me esconder,
prefiro essa dor do que não te ter.
Pois quem ama de fato não pede, não cobra,
só sente, resiste, e no peito te sobra.
Se nunca fores minha, não há que culpar,
amar é bonito — mesmo sem par.
Ficas em mim como verso encantado,
um sonho que mora num peito fechado.
Quando faltar amor, sobra distância,
o toque esfria, morre a constância.
Quando o olhar já não busca o olhar,
é sinal que tudo vai desmoronar.
Se a cumplicidade sair pela porta,
a alma geme, a esperança aborta.
Do “nós” só resta um eco calado,
um corpo presente, mas desconectado.
Promessas viram cinza na lembrança,
e o coração já não dança, não balança.
A cama tão cheia, mas fria e vazia,
a voz já não canta, só grita agonia.
E quando o costume toma o lugar,
do que era paixão, do verbo amar,
a vida a dois, a três , a quatro ou mais vira mero teatro,
cenas sem alma, gestos de fato.
Então, que se acabe sem mais fingir,
melhor partir que ao pouco sumir.
Porque amor sem alicerce se desfaz,
e quem ama de verdade não ama pela metade jamais.
