Continuar Vivendo
Como suportar... como compreender... como continuar vivendo quando a própria alma parece cansada de existir? Tudo o que eu queria era entender o porquê de sentir uma dor tão profunda, tão fria, tão cruel, uma dor que não grita, mas corrói por dentro, que não sangra por fora, mas dilacera em silêncio, uma desesperança pesada, sufocante, como se o mundo estivesse lentamente se afastando de nós, como se tudo aquilo que um dia foi abrigo estivesse, agora, desmoronando diante dos nossos olhos, é como se uma mão fria tocasse o nosso rosto na escuridão, não para consolar, mas para nos obrigar a encarar aquilo que tentamos negar: a rejeição, o abandono, os olhares carregados de julgamento, o desprezo disfarçado de silêncio, a indiferença que fere mais do que palavras duras, aqueles que um dia chamamos de importantes, aqueles por quem estendemos as mãos, por quem lutamos, ajudamos, acolhemos… hoje nos viram as costas com uma frieza que assusta, e dói perceber que nos tornamos invisíveis para quem já foi casa, dói sentir que tudo o que fizemos parece não ter valor algum, como se fôssemos apenas mais um rosto perdido na multidão, ou talvez nem isso… talvez até um estranho, que nada sabe da nossa história, tenha mais consideração do que nós, e assim seguimos, carregando no peito o peso de uma ausência que grita, de um silêncio que machuca, tentando sobreviver a uma tristeza que parece não ter fim.
“Promessas não morrem quando são quebradas; elas morrem quando a gente continua vivendo como se nunca tivesse dito a verdade para si mesmo.”
A Terra precisa do sol para que haja vida, e eu preciso do seu amor para que eu continue vivendo feliz!
ÚLTIMAS PALAVRAS
Continuo vivendo as mesmas experiências só que sem as mesmas pessoas..
Vejo tudo se repetir na minha frente como um filme que travou no meio do percurso.
Alguns personagens mudaram, outros se foram mas o principal continua igual.
Me pergunto até quando ele vai aguentar, até onde vai suportar?
Hoje vejo que não vai ser qualquer tempestade que vai me derrubar ou me fazer parar.
É preciso muito mais que isso, mas sinceramente não estou afim de tentar descobrir...
Enquanto nós continuarmos vivendo e olhando apenas para nosso "rei interior" seremos individuais nas lutas coletivas, porém quando juntos, podemos nos ver enquanto reis e assim seremos um só pela mesma luta, um só pela luta do todo.
Sonhar é preciso, porém, não se vive de sonhos. Quero continuar vivendo a minha realidade, vencendo cada batalha, construindo uma historia real, com dificuldades mas, real. Não quero viver de aparências, não quero fingir ser outra pessoa. E se eu conquistar alguns, que sejam aqueles que me conhecendo, não me peçam para ser outro. Esses sim, eu poderei chamar de MEUS.
Isso, minta para mim, diga que não significou nada, que foi só um sonho, continue vivendo no seu mundinho de imaginação onde somos dois estranhos, treine sua indiferença e preencha sua face com um sorriso vazio... vai que um dia você se convence de verdade disso
O Novo de Novo
A ideia de fim nos instiga a continuar, vivendo o luto de tudo que foi bom para saudar aquilo que ilusoriamente temos como "novo". E este novo, se tornar a esperança nas possíveis oportunidade datadas em uma nova edição de um roteiro habitual, o calendário.
Pois bem, se o caminho é por esta ordem, nela estima-se as súplica de um clichê, do querer "tudo novo de novo".
Que as promessas de cada virada não confundam-se com os objetivos de vida e de viver na mutação humana a dádiva de ser mutável a cada ano em busca da evolução como ser.
Paradoxalmente o ano não acaba, ele continua nas consequências que cada um viverá de seus passos errantes ou acertos daquele que antecede o novo.
E na busca incessantes por algo melhor, os seres que aqui vivem, possamos realmente concretizar não apenas os sonhos pessoais, mas inteiramente pensar no coletivo que nos rodeia, para que heróis não se tornem vilões, amigos os novos inimigos, os pares os novos ex, os sonhos as novas frustrações e acima de tudo, que as promessas não seja apenas promessas de novo na festa de ano novo.
Imortais não morrem,
continuam vivendo
e recorrendo
na memória de quem os ama.
Imortais são seres
não humanos,
não mundanos,
que ecoam por aí,
insistindo em perseguir
o intelecto de quem seus livros
não querem ver ruir...
Não me lembro do que me faz sofrer, essa é uma maneira de continuar vivendo e ser feliz com as novas chances que a vida me joga em rosto.
"Um motivo para continuar vivendo?
A vida, poxa. Quer mais que isso? Tem tanta gente aí, mano, passando necessidades e nem por isso deixa de lutar. Tem tanta gente lutando contra uma doença e nem por isso desiste.
Eu sei que tem hora que é tenso, que você pensa que é muita carga, que não vai aguentar, mas tá vendo, cara, tá vendo? Me fala por quantas você já passou e pensou que fosse o fim. Me fala por quantas você passou chorando e hoje conta sorrindo. Me fala, poxa, me fala!
Deixa de marra e vai viver. A vida toda é curta demais para reclamar, invejar ou chorar o que nos foi tirado.
Já pensou que chorar o que nos foi tirado é muito pior, uma vez que podemos festejar o que foi recebido?"
