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Contexto da Poesia Tecendo a Manha

Cerca de 30100 frases e pensamentos: Contexto da Poesia Tecendo a Manha

POETISA FERIDA (03/2001)

Sempre fui poetisa da alegria
Das grandes virtudes e glórias
Como um poeta deve ser.

Mas uma grande decepção
Sem compaixão e com precisão
Feriu as palavras do meu ser.

Neste momento escrevo as tristezas
Que a vida nos prega
De maneira irônica e desprezível.

Os sonhos e realidades incompletas
Por minha insensatez
Pregou-me esta peça.

Que fraqueza a minha
Cai na própria armadilha
De que tanto dava gargalhada e contestava.

Cedo ou tarde
Nunca faltará essa realidade
No íntimo de cada ser.

Esta droga maldita
Que me colocou em delírios
Que não é injetada e nem bebida.

A ânsia me devora
Mas no grito da vitória
Vou me safar dessa agonia.

Mas neste momento
Desafogo em lamentos
Minha dor contraída.

Perdoai então
Meu momento sofrível
De poetisa ferida.

Feliz Natal uma ÓVA !!! HIPÓCRITAS !!!
- O que se festeja no dia 25/12 ?!
- É mais fácil comprar, montar e admirar presépios de vários materiais do que olhar na cara dos Presépios Humanos.
E não me venham dizer que isso que digo é uma blasfêmia !!! Porque eu vos afirmo que BLASFÊMIA é essa vossa HIPOCRISIA.

O fascínio dos dias nublados e chuvosos ☁️🌧


Desde sempre,
sinto uma certa sintonia
com dias assim...


É como se fossem
um convite irrecusável
à introspecção,
à um encontro íntimo
com a inspiração...


Há algo de profundamente meu
nos dias em que o céu
se veste de cinza...


É como se a alma respirasse melhor
nesse silêncio molhado,
como se a chuva lavasse
o excesso do mundo
e deixasse o coração nu,
pronto para sentir,
pronto para escrever...


A melancolia nesses dias
não me assusta, me acolhe com doçura,
é nela que encontro a lucidez
das minhas loucas tempestades internas...


Os dias nublados têm o dom
de me chamar para dentro...


No murmúrio da chuva,
reconheço antigas emoções
que adormecem à sombra das lembranças...


Há uma ternura cinéria
que me envolve inteira,
como se o tempo sussurrasse:
“agora é só você e a inspiração”...
✍©️@@MiriamDaCosta

Foi então que me vesti
de pacata coragem
e, suavemente,
inalei a essência do fadário,
enquanto as implacáveis
trilhas da vida
desafiavam minha
resistência silente.


Essa coragem que não grita,
não sangra em praça pública,
mas sustenta.


A essência do fadário,
esse destino que insiste,
sem escolher quando e como,
apenas acontece
como um vendaval contra o rosto.


E as implacáveis trilhas da vida
se abriam em espinhos e abismos,
desafiavam, uma a uma,
a minha resistência silente,
essa que permanece
mesmo quando tudo em volta
exige rendição.


Rendição que não conheço
e não me possui.
✍©️@MiriamDaCosta

Nas argênteas páginas lunares plenas
verso os meus laivos, trêmulos de estrelas,
no silêncio onde o tempo se enreda
em véus de névoa e luz serena.


Cada traço é um eco de saudade,
sussurrado ao vento sideral,
um murmúrio da alma em liberdade,
nas margens de um sonho abissal.


Riscam-se os versos em prata e ausência,
como quem canta e já se desfaz,
na órbita lenta da consciência,
que gira entre o nunca e o jamais.
✍©️@MiriamDaCosta

30 de Janeiro - Dia da Saudade


Oh! Saudade!
És um sentimento nobre,
que nenhuma outra língua do mundo
consegue traduzir.


Morada de ausências vivas,
presença que dói e aquece,
fio invisível que nos costura
ao que foi,
e ao que nunca deixou de ser.


Saudade é amor que ficou
sem corpo,
memória que pulsa,
nome que o tempo não apaga.


É o silêncio que fala,
é o coração lembrando
aquilo que a vida tentou levar.


Oh, Saudade!
Às vezes,
és uma sensação contraditória
do meu ser.


Sinto-te
por aquilo que não tive,
não vivi e não fui.


Saudade do possível que não aconteceu,
dos caminhos abortados,
das versões de mim
que morreram antes de nascer.


Tu doês sem memória,
arde sem lembrança,
és falta sem rosto
e, ainda assim,
me habitas inteira.


Saudade é esse vazio cheio,
essa ausência que pesa mais
do que muitas presenças.


É o luto
do que nunca existiu,
mas insistiu em me sonhar.


✍©️@MiriamDaCosta

Ode à Vida


Oh! Vida!
És um enigma que nos desafia
a experimentar e enfrentar,
aprender e evoluir.


Oh! Vida!
És uma dádiva,
uma escola de multiplicidades,
onde a individualidade permite
a troca de vivências,
e, infelizmente,
nem sempre somos capazes
de sermos aprovados...


Oh! Vida!
És uma biblioteca de oportunidades
e opções de leitura ( sem releituras) e interpretações mutáveis ou não...


Oh! Vida!
Livro aberto e, ao mesmo tempo,
manuscrito indecifrável,
onde escrevemos com tinta
de escolhas
e apagamos com lágrimas
de arrependimento...


Oh! Vida!
És mestra severa e mãe generosa,
que embala e, por vezes, sacode,
que acolhe no colo da esperança
e lança ao deserto das perguntas
sem respostas óbvias e claras
ao nosso entendimento limitado...


Oh! Vida!
És travessia,
ponte entre o que fomos,
podemos ser e o que ainda
ousamos ou não ser...


Oh! Vida!
És o sopro
que acende nossos sonhos
e o vento
que testa nossas raízes...


Oh! Vida!
És palco e bastidor,
és riso
que floresce sem aviso
e silêncio
que amadurece na dor...


Oh! Vida!
És o instante breve
que insiste em parecer eterno
quando vivido com presença,
e eternidade inteira
quando guardado na memória
do afeto...


Oh! Vida!
Entre quedas e recomeços,
ensinas, sem palavras,
que existir
é verbo em movimento,
é semente insistindo
mesmo sob o peso da terra árida
do mundo...


Oh! Vida!
Que eu te leia com coragem,
que eu te interprete com verdade,
e que,
ao final de cada capítulo,
eu reconheça,
(mesmo cansada...)
a tua sagrada e indomável Poesia.
✍©️@MiriamDaCosta

Por que ainda consigo sentir seus lábios, seu toque, seu cheiro, suas mãos no meu corpo?
Por que não consigo me libertar desse sentimento que me faz lembrar você?
Por que eu ainda quero você na minha vida?
Por que não lutei quando tive a oportunidade?
Eu te amo, e não sei o que fazer com esse amor, que insiste em ficar no meu coração.

⁠SOLIDÃO
"No avançar da vida aprendi a sofrer calada,
a chorar quietinha,
eu e minha alma sempre aos pedaços,
sozinhas...
Por qual razão sofreria mais agora
com teu amor tão medroso,
com teu querer mentiroso
e tuas fugas mesquinhas?
Prossigo ao meu modo, sofrendo calada
e chorando quietinha.
No meu mundo, com minha alma em pedaços,
silenciosamente eu curo minhas dores... sozinha."

Lori Damm ("Solidão", Contos, Crônicas & Poesia)

⁠"Já não te faço poesia,
Já não moras aqui dentro.
Da casa do amor, vazia,
Joguei teu retrato ao vento
Do fogo antigo que ardia,
Sobrou cinza, desalento,
E uma história tardia,
De vida e pertencimento.
Já não te faço poesia,
Não te lembro, nem lamento
Rasguei o sonho que havia
E enterrei no esquecimento."

Lori Damm ("Leaozinho", Contos, Crônicas & Poesia)

⁠Hoje sou o que você fez
De mim.
Você chegou e diluiu
meu passado.
Sendo passageiro
Veio para ficar.
Desfez quem eu era
e me reconstruiu.
Ergueu-me num pedestal
adorou-me
e depois me fez andar
na estrada
sem olhar pra trás.
Conectou
nossos corações
e assim me mantêm
presa a um encanto,
volúvel e volátil
que se tornou
necessário e permanente!
As vezes,
Dá-me as costas
Mas nunca me esquece
Com os olhos da alma
me vigia
e não me deixa
desaparecer,
Faz que me perde
e depois me acha
e me ama
além de seus limites
e de minhas permissões.
Quem eu era já não importa
nem é possível lembrar.
Foi-se aquela que eu fui
chegou a que ficará.
Gosto de mim
assim
E desse jeito ficarei
e assim agora serei.
Amo-te pelo que fez
e pelo que ainda fará
por mim
hoje, amanhã,
não sei quando
no tempo que ainda virá.
Que Deus o abençoe
e proteja.
De alguma forma sou tua
De alguma forma agora és meu.
E que assim seja.
"Sou Tua, És Meu"

⁠"Aos quatorze anos eu coloquei um chapéu de flores na cabeça e nunca mais tirei!
Lembro até hoje: era branco com rosinhas cor de rosa. Fiquei muito feliz quando o comprei, me senti o máximo porque aquele chapéu estava super na moda na minha cidade, rs
O tempo levou o chapéu físico embora mas ele prossegue na minha cabeça, enfeitando meus dias de branco e rosa e muita felicidade!
O que os outros pensam? Ah, não sei, isso é problema e direito deles, de pensar o que quiserem. Respeito. Mas meu chapéu da alegria não tiro da cabeça de jeito nenhum.
A vida é minha, a vida é bela e eu a saúdo com o meu melhor sorriso todos os dias.
Por isso prossigo com quatorze anos. E você?"

Os sonhos quando jogados ao vento, vaga sem destino e pode se perder a qualquer momento.
Pois sonhos são como as areias do deserto, com apenas um sopro do vento ganham um rumo e um destino incerto,
Não deixe que seus sonhos sejam varridos pelos ares, se seus sonhos são grandes... corra atrás e os agarre!!!

Inserida por pjaypoesiadeconcreto

Lágrimas caem
sinto o gosto amargo no canto da boca
Mais seu gosto não é nada perto do sufoco que já passei por essa vida loca.
Hoje eu paro penso e reflito...
Só dando graças a Deus por hoje estar aqui vivo!!!
Me dando forças e inspiração
pra que de uma forma ou outra você seja tocado pela minha canção,
mais pra que isso aconteça, faço musica com a alma, musica de verdade...musica do coração!!!

Inserida por pjaypoesiadeconcreto

Engraçado como tudo pode mudar em um simples momento
quando tudo parecia bom...nosso sorriso se vai com as asas do vento.

Difícil de entender muito menos explicar
somente Deus nesse momento pra poder me confortar

Porque palavras tão pequenas tem tanto poder
essas palavras pequenas são aquelas que podem te destruir
e as mesmas te reerguer...

Inserida por pjaypoesiadeconcreto

Éramos eu e tu
Dentro de mim
Centenas de fantasmas compunham o espectáculo
E o medo
Todo o medo do mundo em câmara lenta nos meus olhos.

Mãos agarradas
Pulsos acariciados
Um afago nas faces.

Éramos tu e eu
Dentro de nós
Suores inundavam os olhos
Alagavam lençóis
Corriam para o mar.
As unhas revoltam-se e ferem a carne que as abriga.

Éramos tu e eu
Dentro de nós.

Inserida por amiltondecristo

⁠Conto do Pato

Jô Bragança




Chegou o grande dia; Pato Haroldo, criado com todo carinho pela família, ja estava no ponto para ir a panela. Era Círio em Belém do Pará:

- Haroldo! meu filho, cadê você?
- Cadê você? Sou pato, não sou pateta.

Haroldo saiu correndo, desembestado, pelo quintal. Saiu pela tangente. Pulando muro feito louco.
Família, vizinhança e amigos, e quem nem sabia da história, começaram a perseguição.
Pato Haroldo correu mais que os carros, e se duvidar mais que os aviões. Passando pela feira, derrubou tudo no chão. Se armou, criou a maior confusão. Quebrou barracas, até as crianças não escaparam, e carroças. Tamanha foi a lambança que o dito Pato causou. Também pudera, eu também não quereria ir pra panela.
Depois de mais de uma hora de caça e quebradeira. Chegou o batalhão. Tropa de choque e cavalaria. Capturaram Haroldo, o pato fujao.
Não teve acordo. O delegado decretou "Pato Haroldo, por desordem e destruição, escapou da panela. Mas não escapará da prisão".

Inserida por braganca

⁠Era truque

Caí no truque da ilusão
Nem dei por conta que a capa
De propósito, cobria o ilusionista
Para confundir o espetáculo
Da platéia ao palco
Da confiança ao engano
Do que via,agora sendo visto
Do conforto da cadeira
Ao vexatório de um palco
Deu errado
Vaias...
O que o ilusionista fez?
Fui mero alvo
Na fumaça de meias verdades
Envolvi às cegas
Quando completamente crente de sua presença
A fumaça evapora
O corpo gira, buscando olhos abertos...
No inacreditável, um vapor que desce à mente
Revirando sombras em vultos
No coração, poeira de passos marcados
Dissolvendo-se pelo vento que sopra
Na descoordenada confusão
A fatal fumaça que cobria o ilusionista era farsa
Com um único intuito:
Fazer, de um espectador, palco de uma ilusão
Que devasta...

Márcia G de Oliveira

Inserida por marciagdeoliveira

⁠"Ele veio em passos leves,
feito vento sorrateiro,
e olhei sem entender
para a rua, para o chão
vasculhei o mundo inteiro!
Eram passos, eram rastros,
Era o amor, minha paixão?
Era sim, mas ai que pena!
Não parou, passou voando
Nas asas da ilusão."
Lori Damm (Contos, Crônicas & Poesia)

Inserida por LoriDamm

⁠POESIA É CAPASSO

Poesia é compasso, com melodias
Suaves que musicam o bom viver
Suas cadências são visões luzidias
E ao ledor se torna graça a prover
E esse par, de fato, são harmonias
Que nos levam ao doce alvorecer
De quimeras, sonhos e fantasias
Que ao agrado traz o bem querer

Sussurram os diversos cotidianos
Traçados, feitos e outros planos
Do Bardo, que tira da sensação
Cada verso o ritmo a nos aninar
Adentrando a alma pra lhe falar
Dos ousas cadenciando o coração

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14 janeiro, 2022, 10’06” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol