Contexto da Poesia Tecendo a Manha
Elas são as verdadeiras
heroínas na vida real
São vaidosas e guerreiras
Conseguiram dar a luz e criar o
mundo
Dão ânimo aos nossos estômagos
com os seus tempos profundos
Servem de pilares para qualquer
lar ou nação
Para todas as mulheres
muito obrigado do fundo do coração
Em certa audiência de pensão
alimentícia, Almeida, o promotor de
justiça se indignou com o caso e disse
bastante revoltado:
– João Augusto, você não tem
vergonha? Vive bêbado, é violento e
não quer nada com a vida!
– Doutor... Doutor... – tentou interferir
o juiz, mas o promotor continuou:
– Vou pedir sua prisão, João Augusto!
Naquele momento todos olharam
entre si bastante assustados.
– Desculpe-me doutor, Almeida! Mas
João Augusto é a criança! – concertou o
juiz.
CAVALO SOBERANO
Cavalo Soberano
Cavalo castanho
Onde tu estás?
Estava aqui
Estava ali
Estava acolá
Procurei-te aqui e lá.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo grisalho
Sai do orvalho
E vem para cá.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo pacato
Ás vezes ingrato
Pisava em mim.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo campeiro
Relincho cabreiro
Correndo pra lá e pra cá.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo ligeiro
Menino arteiro
Pulou o canteiro
E foi passear.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo moreno
De olhos pequenos
Me via de longe a ele chegar.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo ousado
Corria de lado
Com dentes cerrados
Ao ver o laço rodando no ar.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo humano rolando no chão
Descanso da lida
Descansa o peão
Cavalo sem era nem beira
Buscando a colheita em um carroção.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo aloprado
De cascos listrados
Correndo do tempo
No tempo parado.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo frenético não fica parado
Derruba o laço
E sai do curral
Olhando pra trás ele foge calado
Correndo deitado
Zombando de nós
Correndo ele sobe a ladeira
Pulando a porteira
Fazendo a poeira calar nossa voz.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo veloz
Correndo na estrada
Com carga pesada cuidando de nós
Era bonito de ver
A sua destreza e o seu proceder
Com cara tapada
As cordas amarradas
A crina voando de tanto correr.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Cavalo sabido
E bom companheiro
Além de matreiro
Ajuda o vaqueiro o gado tocar
Correndo ao lado
Vaqueiro deitado
No lombo arreado
Com laço armado
Quebrando cerrado
Querendo pegar o boi guzerá.
Cavalo Soberano onde tu estás?
Ah... Se eu pudesse no tempo voltar
Reencontrar-te correndo no pasto
Te dar um abraço
E me desculpar.
Cavalo Soberano onde tu estás?
LAGOA DA PRATA
Lagoa da prata
Na beira da mata
Molhando a estrada
Um homem pescando
Com a barra da calça dobrada
Andando descalço
Na margem molhada.
Lagoa da prata
Lugar de beleza sem igual
De águas azul cristal
Com margem larga
E uma pequena ilha no final.
Águas claras abundantes
Em meio ao cerrado extravagante
Abastece o Rêgo d’água no terreiro
Enche os rios
E mata a sede dos tropeiros.
Assim era a lagoa da prata
Hoje esquecida
Destruída
Deu lugar à plantação
Que secou as tuas águas
Fazendo rachar o chão
Acabando com a magia
Que tinha lá no meu sertão.
PORTAL DO TEMPO
Na beira da estrada
A cancela fechada
O portão na entrada
Marcando o tempo
Marcando o chão
Era bem grande
O grande portão.
De um lado passava o tempo
Do outro o tempo voltava
O grande portão
Marcava o tempo
Marcava o chão
E a nossa parada.
Era meio sombrio
Ás vezes frio
Misterioso no meio da estrada
Marcando a jornada
O vento soprando
A chuva molhando a sua fachada.
Misterioso portão
Controlava o tempo
Cortava o vento
Voltava o tempo
Brincando com a nossa imaginação
Acabou o grande portão.
O progresso chegou
A tecnologia avançou
O portão destruído
O tempo perdido
Num só se tornou.
O tempo mudado
Ficou do outro lado
Fechando a porta do mundo
encantado.
AMADO E O CÃO LEÃO
Um amigo de verdade
Não se pode desprezar
Falo do bom cão Leão
Que cansado de andar
Parou em nosso rancho
Querendo descansar.
Estava bem magro
Triste e machucado
Mas aos cuidados de Amado
Logo estava recuperado
E voltou a se alegrar.
Saíam juntos procurando por Sereno
Mas o pasto era pequeno
E assim viviam lá.
Ao lado deles
Também tinha o Lampião
Que era um pequeno cão
Pra acabar de completar.
Era assim que eles viviam lá
Correndo, brincando
E não paravam de sonhar
Viviam com alegria
Até o dia se acabar.
A vaca Cumbuca
Anunciava o amanhecer
O cavalo Sereno relinchava
A bicharada se alvoroçava
Esperando Amado aparecer.
E assim
Mais um dia começava
Lampião se espreguiçava
O cão Leão se levantava
Era mais um dia
No fim de uma longa jornada.
MUNDO NOVO
Foi no dia primeiro de janeiro
Do ano gêmeo
Já vou logo relatar
Um novo tempo chegou
Fazendo o mundo parar.
Tudo parecia combinado
Nós saímos do passado
Mas não tava preparado
Pra viver neste lugar.
Em fevereiro escolheu o carnaval
Pra trazer todo esse mal
Para nos atormentar.
Esse novo tempo
Trouxe como presente a pandemia
Mas não precisava tanta rebeldia
Pois já no primeiro dia
Entendemos que a vida
Tinha que mudar.
Muitos não quiseram acreditar
Inclusive o presidente
Que de forma intransigente
Incompetente
Inconsequente
Fez chacota da nossa gente
E fez o mal se espalhar.
A crise aumentou a fome da população
Famílias pobres vivendo do lixão
Recentemente eu mesmo vi na
televisão
Uma mulher pobre reclamando
Dando sua explicação:
– É daqui que eu como, bebo e visto,
não preciso mentir!
Vivemos um governo trapalhão
Pois o tal de capitão
Governando a nação
Deixou o povo se ferrar
E com leite condensado
Começou a governar.
Infelizmente o velho tempo findou
E o tempo novo acabou de chegar
Hoje temos que concordar
Em mudar os nossos hábitos
Viver distanciado
Presos em nosso lar.
Ah... Novo tempo
Tempo novo
Dá-me um tempo
Pois eu quero respirar
Á pouco tempo no passado
Num lugar bem sossegado
Vi o povo reclamar.
Daí pra frente
O culpado foi à gente
Que vivia indiferente
Sem querer se adaptar.
No mês de março a pandemia piorou
Já em abril a crise se agravou
Mesmo assim seguimos em frente
Acreditando num presidente
Que a crise amenizou:
– Não se distancie! Não use máscara! É
apenas uma gripezinha! Rá rá rá... blá
blá blá... Tá ok!
No fim do ano muitas mortes
acontecendo
Foi muito triste ver o povo todo
sofrendo
Vi muita gente enterrando seus
parentes
E o tal do presidente ao mundo
afirmando:
– E daí? Não sou coveiro, rá rá rá... Tá
ok!
Isso é revoltante
Mas tem gente que apoia
Acredita em conspiração:
“Vacina com chip”
“Vachina comunista”
“agrava aides”
E outras baboseiras mais
Dando ouvido ao capitão
Que com leite condensado
Sorri e zomba da nação.
Todos os dias
Passa na televisão
Milhares de mortes acontecendo
Esse é o preço que temos que pagar
Por causa de um governo
incompetente
Que diz pra nossa gente:
– Morra quem tiver que morrer, rá rá
rá...
A sua perversidade não tem fim
Não importa com a vida
Não preciso nem falar
Pois as tuas asneiras
Só estão a prejudicar
O trabalho da ciência
Para a cura encontrar.
Mas é com muita luta
Que os heróis da nação
Profissionais da saúde
Estão acima do capitão
Terminou o primeiro ano
Com boa atuação.
Com a esperança renovada
O povo se alegrava
Pois no braço
As primeiras doses
De vacina já entrava.
Os cientistas alertaram
Com muita preocupação
Mas, ignorantes
Não lhes deram atenção
Com a falta de empatia
Os hospitais enchia
Muitos morriam
Nos leitos
E no chão.
Com muito esforço
Chegamos ao ano 02
Foi bem pior que o primeiro
Com centenas de mortes
Afetando o mundo inteiro
É muito triste perguntar
Mas nós queremos saber
Oh insensível mandrião
Quanto vale a vida pra você?
Quanto vale capitão?
GUERRA INSANA
A guerra foi declarada
De um lado a força desenfreada
Exterminando inocentes
Alegando emboscada.
Do outro lado a resistência
Suportando a guerra armada
Sonhando com a paz
Na guerra não desejada.
Muitos jovens se alistando
Pra defender a pátria amada
De armas não entendem
Mas se jogam de almas lavadas
Se espalhando pelos campos
Com armas empunhadas.
As crianças assistindo
Toda aquela confusão
Teus pais fugindo
Para dar-lhes proteção
Atravessando as fronteiras
Em busca de outro chão.
Enquanto isso acontece
O agressor reaparece
Comendo frutas no salão
Sorrindo ele anuncia
Diante da televisão
Que o ataque continua
Até que haja rendição.
O mundo todo assistindo
De ataduras nas mãos
Pois não pode interferir
Sem que haja retaliação
Nova guerra pode surgir
E exterminar a população.
O agressor enlouquecido
Pode apertar o botão
E lançar bombas de grande destruição
Para a guerra se espalhar
Jogando nação contra nação.
O agressor não é humano
Não tem alma
Nem coração
Deve ser interditado
Tirar de circulação
Resgatando assim a paz
Trazendo mais união.
FOME DE AMAR
Eu te amo,
E te amo tanto e de tantas formas,
Que em mim já não mais cabe
O tanto que te amo.
Amo-te com fome,
Com um desejo além de mim mesmo.
Amo-te com tamanha intensidade
Que já não me sou.
E te amo por seres quem és,
Sem retoques, sem máscaras.
E te quero porque te quero,
Sem razão, senão a razão de te amar.
És bela, és doce, és mulher.
Amo-te por tudo isso.
Amo-te porque em ti sou feliz:
Em ti me encontro em quem sou.
Amo-te ainda mais,
Porque se sei que te amo,
É porque em ti e em teu corpo
Aprendi o sentido da palavra amor.
O som é o silêncio começaram disputar.
O silêncio traz a calma.
O som o alegrar.
O silêncio busca a noite.
O som o Sol para impressionar.
O silêncio a reflexão.
O som música para dançar.
Cada um sua importância.
Cada um em seu lugar.
O som tem seu momento.
O silêncio!
O silêncio ouço meu coração tocar.
Escuto bater, tocar...uma orquestra silenciosa.
O som é a mente.
O silêncio é o coração a falar.
Corpos celestes, majestosos e imponentes
O universo que os cerca, de mistérios é feito
Como se não bastasse o horizonte envolvente
Ainda existem paisagens delicadas em seus aspectos.
Vislumbrar estas belezas é complicado
Pois, as vezes, deve-se estar parado
Em um mundo em movimento, "parar não é opção"
É o que dizem, mas eu não sou um planeta
E muito menos estou em translação.
Parar não significa necessariamente cessar um movimento
Parar é o momento de perceber o que passou, de ver onde estou
E assim, aproveitar estes sentimentos
Ninguém pesca fazendo movimentos bruscos
Ou se contempla uma arte estando inquieto
O tempo é precioso demais para ser movido por vãos impulsos
Até porque, para ouvirmos a verdade
É necessário que estejamos calmos, quietos.
O Amor é algo tão belo,
Mas ao mesmo tempo é algo tão confuso.
O Amor é algo tão esplêndido,
Mas ao mesmo tempo é algo tão doloroso quando não compreendido.
O Amor é algo tão Maravilhoso quando cultivado da forma correta,
Mas ao mesmo tempo é algo tão Horrível quando cultivado da forma incorreta.
O Amor é algo tão complexo e difícil de entender...
Gabriel, o que é a vida?
Espero nunca saber, não é prudente pensar sobre, além de inútil.
Ao invés de saber o que é a vida, prefiro viver.
Amar sem me preocupar sobre o que é o amor.
Ser feliz sem saber o que é a felicidade.
É como a fé sincera, só existe na ação pois nas palavras se perverte.
O símbolo do fracasso geracional resumido em três atos:
1 - Crie um conceito vazio, sectário, com nome inglês;
2 - Atribua uma série de características dele, simplistas e inúteis;
3 - Por fim, divida as pessoas a partir desse conceito e o faça como se isso fosse importante para todo mundo.
E é isso. Ganham as empresas de comunicações, os editoriais vazios, as amenidades forçadas nas conversas de milhões de zumbis digitais. E perde a Humanidade que deveria existir no interior de cada um.
Homicídio: quem mata uma pessoa, mata o mundo inteiro. As implicações existentes em se Interromper a existência de alguém estão para além da mera ação de ferir um corpo. Nossa existência é constituída a partir das relações pessoais e interpessoais e da reciprocidade dos significados e sentido construídos nos entrelaçamentos dessas relações. A existência compreende, ainda, nossos projetos e sonhos, assim como os projetos e sonhos das pessoas que estão envolvidas nos emaranhados das relações que estabelecemos conosco mesmos, com a família, com a sociedade e com o mundo. Em outras palavras, podemos dizer que nossa existência é repleta de sentido e de significados, para nós mesmos e para os outros, próximos e mais distantes.
O homicídio é a mais cruel e selvagem maneira de destruição não apenas da vida corporal, como também desses laços de sentidos e significados, e traz consequência de natureza tão profunda e irreparável que as leis, por mais perfeitas e justas que possam ser, não conseguem abarcar e reparar tamanho dano à humanidade, porque a punição de caráter educativo ou vingativo não fará a menor diferença diante da perda humana e das absurdas dores que provoca nos seres mais diretamente ligados a vitima.
O Estado se preocupa com a punição do criminoso, cumpre, de certa forma, seu papel diante da sociedade, mas a questão mais elementar é a seguinte: o crime não atinge apenas a pessoa vitimada, o crime se estende a outras vidas, pois a vítima continua viva na vida de muita gente, família, amigos, sociedade, mundo. Continua viva, mas não mais presente, eis o verdadeiro dano além daqueles oriundos da dependência econômica, etc..
Nosso corpo é a expressão física da nossa existência, mas esta não se resume ao próprio corpo, ela se prolonga e alarga fronteira, se ramifica e se enraíza em outros corpos dentro do contexto das nossas relações, perpassando pelos mais próximos e alcançando a sociedade e o mundo. O homicídio é, então, a violação brutal máxima da humanidade, porque a existência, a vida, é um patrimônio universal humano que deve ser protegido por todos.
Essa reflexão emerge da situação preocupante da vulgarização em que a vida se encontra em nosso País. Temos uma cultura policial de altíssima letalidade que torna o Estado brasileiro um Ente perverso e violador dos direitos humanos quando deveria protegê-lo, garanti-lo e promovê-lo, e, para piorar a situação, temos como agravante o fato de que parte da sociedade civil acaba, por ignorância até, apoiando tais arbitrariedades.
Precisamos urgentemente construir e fortalecer os instrumentos de formação social visando a promoção da cidadania, da defesa dos direitos da pessoa humana e do controle social do Estado e suas diversas faces, a fim de formar subjetivamente e objetivamente o cidadão magnânimo. Existimos para garantir a existência de todos, do particular e do universal, pois assim garantimos nossa própria existência.
O pó da terra agarra
nos rotos chinelos
desgastados pelo tempo
que ainda protegem os pés,
de jovens e crianças
que nasceram de um lar
que não possuem um par de meia
Sala ampla, mesa farta
Na casa de poucos têm!
Na maioria do povo,
a fome é o que mais convém
Pelo olhar dos poderosos,
os pobres são onerosos
dos tesouros que a Pátria tem.
Lutando por uma pátria justa.
(LUA, Pedra da. Poeira e fome. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 90).
Uma carta para um homem
Meus queridos, com muita dor venho escrever a vocês, que muitas de nós estamos feridas, por aqueles que deviam de nós curar e manter protegidas,
Nós não queremos morrer,
Nós queremos viver,
Não nos matem, aceitem o fim é assim,
Não precisamos perdoar vocês, não precisamos dar uma segunda chance a quem nao valorizou a primeira.
Não nos matem, só queremos ser amadas, queremos alguém que viva por nós
Não que tire nossas vidas.
muitas vez eu não sei o que escrever sobre o amor próprio, porque até eu como escritora
Me perdi no amor
Eu amei tanto alguém
Que no meu coração não sobrou nem uma brecha pra mim
Não posso críticas aqueles que vivem pelos outros
Mas posso dizer a vocês que
Antes que ame alguém
Se amem mais
Porque o amor próprio vem sempre em primeiro lugar
felizes são as crianças
Que não brigam por heranças
Que se magoam e perdoam e não vivem de vingança
O joelho ralado é apenas uma lembrança, de uma brincadeira de sua infância
Felizes são as crianças, que não conhecem o amor de verdade, e não vivem e não entendem de vaidade
Felizes são os pequenos do nosso senhor , que tudo que fazem é esperando amor
conselho " supondo"
Não existe desculpas para certas decisões, não se pode dizer eu fiz porque a minha " família fazia"
Supondo que se sua família se jogar de uma ponte você se jogaria?
A sua família pode se jogar do prédio, pode se jogar da ponte, na fonte, pode usar pedra, cocaína beber, mas lembre- se que o responsável pelo seu futuro é você mesmo, não seja aquilo que sua família se tornou, não use brechas para aquilo que você almeja fazer, caso contrário o culpado é você.
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