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Contexto da Poesia Tecendo a Manha

Cerca de 30100 frases e pensamentos: Contexto da Poesia Tecendo a Manha

Existe um vai-e-vem infinito de palavras,
um trânsito inquieto
onde nem todas sobrevivem ao próprio nascimento.


Algumas se perdem
no labirinto das intenções mal resolvidas,
girando em falso,
como pensamentos abortados
antes de tocar o território da consciência.


São ruídos disfarçados de linguagem,
ecos que não encontram corpo,
sons que se esfarelam
antes de se tornarem sentido.


Mas há outras, raras,
que atravessam o silêncio
como quem rompe
uma membrana invisível,
e mergulham fundo
na gravidade do que é essencial.


Essas não se dispersam
e nem pedem permissão ao caos.


Elas se erguem
e deixam de ser palavras.


Tornam-se ideia que pulsa,
verdade que inquieta,
permanência que resiste
ao desgaste inevitável do tempo
e à fragilidade transitória
da linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta

😊 O melhor da vida🧬hoje amanhã e sempre é aproveitar cada momento!
🌟 A vida🧬é feita de escolhas e oportunidades, e hoje é o dia perfeito para transformar seus sonhos em realidade. Lembre-se de que a felicidade não é um destino, mas uma jornada que começa agora ¹ ² ³.
Não deixe para amanhã o que é prá hoje.
Agradeça pelas coisas boas que você tem.
Encontre atividades que te tragam alegria.
Valorize seus relacionamentos.
Cuide de si mesmo.
Priorize sua saúde física e mental.


Lembre-se, o melhor da vida é o agora! 😊 ¹ ² ⁴

Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
eu me inclino,
e ali,
sem ruído algum,
tua palavra me atravessa
como raio de luz.


E me descubro,
não como quem observa,
mas como quem pertence
à mesma língua muda
que o vento sussurra
e as folhas compreendem.


Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
reflito-me na tua palavra.


E, nesse instante suspenso,
sou menos voz
e mais escuta,
menos forma
e mais essência.


Como se, em ti,
eu me lembrasse
daquilo que sempre fui
antes de me dizer.
✍©️@MiriamDaCosta

O medo da morte


Antes a morte não me causava angústia, não ligava pra quando muito menos de qual maneira.
Depois que você apareceu na minha vida, que eu tomei conhecimento de que nesse mundo tu estás..


Agora a morte me causa angústia, medo de viver pouco e talvez não aproveitar algo nesse mundo o qual tu faz parte.


Isso era antes, agora tanto faz, a morte já é algo esperado as vezes até anseio por sua chegada...

Oh! Oceano Atlântico!
Que feitiço é esse
que me invade por dentro
quando fecho os olhos
e respiro as Vossas ondas
como se fossem pulmões antigos
que já foram meus?


Há uma saudade líquida
escorrendo nas minhas veias,
um eflúvio salgado
de tudo o que fui
antes de ser corpo.


Oh! Oceano Atlântico!
E quando abro os olhos,
não sou eu quem vê,
é o mar que transborda
em mim.


Minha boca verte maresia,
meus versos nascem úmidos,
e há uma serenidade funda, abissal,
que me acalma como quem reconhece
o próprio berço.


Eu sei,
Vós sabeis,
não há distância entre nós,


a minha alma
não apenas é bordada,
ela é tecida, encharcada,
entalhada
com o Vosso sal.
✍©️@MiriamDaCosta

Nesses meus anos de vida
pude perceber que as pessoas
que mais encheram a boca para falar
de Jesus ou de Deus...


foram as que mais
(de um modo ou de outro)
tentaram infernizar o meu viver...


e as que mais demonstraram ser
as concorrentes do diabo
nesse meu trilhar a vida.


Visto e considerado esse dado de fato,
perdi a total confiança em qualquer pessoa
que em qualquer tipo de proferimento inclui o nome de Jesus ou de Deus.


Sobretudo aquelas que como fossem, de alguma forma, superiores aos demais,
estufam o peito , levantam o rosto e exclamam como fosse uma intimidação:


- Eu tenho Jesus!
- Eu vivo em Jesus!
- Jesus vive em mim!
E por aí vai...


E eu?!
Aprendi a observar,
escutar
e "sofrer" de afonia.
✍©️@MiriamDaCosta

Oh, Itaipu!
reconheço as raízes profundas
dos meus pés
entre o vosso mar, vossa lagoa,
vossas dunas, ilhas e igarapés.


Os meus passos eu sei de cor
nesse sereno andejar a compor
o meu singrar o tempo,
o vento e o sol
mansamente a se pôr...


Oh, Itaipu!
Em vós reconheço
que o movimento dos meus pés
não são passos,
são raízes que caminham.


Entre o vosso mar salgado
de eternidades,
a lagoa que espelha silêncios,
as dunas que guardam
segredos do vento,
as ilhas que flutuam
como pensamentos antigos
e os igarapés que sussurram histórias
que só a poesia da terra entende...
eu me reconheço.


Os meus passos, eu sei de cor,
não porque os decorei,
mas porque fui escrita por eles.


Nesse sereno andejar
que me atravessa,
vou compondo o que sou
com o que me antecede.


E singro,
não apenas o tempo,
mas o sopro invisível das horas,
o vento que me desarruma e arruma
inteira por dentro,
e esse sol que, ao se pôr,
não morre,
me dissolve em serena luz.


Oh, Itaipu!
Há raízes nos meus pés
que só em ti reconhecem
o seu lugar.


Entre o mar, a lagoa,
as dunas que respiram
e os caminhos de água
que murmuram,
eu caminho lentamente,
como quem se escuta.


Sei de cor os meus passos
(versos tatuados de brisa e areia),
porque eles já me conheciam
antes mesmo de eu existir.


E nesse manso caminhar,
vou singrando o tempo,
o vento
e o sol que se despede,
como quem aprende,
em silêncio, a pertencer
mais do que já pertence.


Óh! Itaipu!
Posso até distanciar-me de vós,
mas nunca serás distante de mim.
✍©️ @MiriamDaCosta

Me faça ver Tire minha cegueira
Me faça entender
Que eu sou rico
E não tô falando do que tem na minha carteira
É que eu tenho Você
Deus, Você me dá tudo que eu preciso em mim
Só Você me dá paz
Agora foi que eu entendi
Entendi que pra mim
Você é a Cura
Majo y Dan

Quando eu louvo
O medo se afasta
Tua voz me acalma
Eu não vou mais temer Quando eu louvo Eu sinto o Teu soprar Trazendo vida em mim Cadeias vão quebrar Babi G./ Carlos B./ Daniel S. / Elaine T. / Hananiel/ Heminy R./ Ohana M./ Simone D.

Foi pela Graça que eu resisti
Foi pela Graça que eu não desisti
Foi pela Graça que eu me levantei
Foi pela Graça que eu continuei
Foi pela Graça que eu busquei chorando
Foi pela Graça que eu me vi lutando
Foi pela Graça que eu cri nos Teus planos Flávio Henrique / Bruno Marinho.

Já tive que ser mão estendida
Quando eu precisei de alguém
Pra me estender as mãos Já tive que dizer: Vai tudo bem
Enquanto tudo estava errado
Eu tive que olhar pro céu
Confiar e crer
Que o Meu Socorro vem do Alto Flávio Henrique / Bruno Marinho.

A Senhora Inspiração


Pedi à senhora Inspiração
para guiar a minha escritura
e me fazer escrever algo belo,
profundo, marcante e visceral.


Ela me respondeu que
não é serva de vaidades apressadas,
nem ornamento para desejos de grandeza.


Disse-me, com a calma
de quem conhece o tempo,


que o belo não se pede,
revela-se.


Que o profundo não se inventa,
escava-se.


Que o marcante não se força,
atravessa.


E o visceral?!
ah, o visceral,
não se escreve com canetas ou teclas,
mas com aquilo que pulsa
e que sangra no âmago.


Então, pediu-me silêncio.


Mandou-me despir as palavras
fáceis e corriqueiras,
abandonar os enfeites,
e descer, sem garantias,
à parte de mim
onde nem eu ouso permanecer.


“Escreve dali”, ela disse.


“Do lugar onde a dor não se explica,
onde a memória não pede licença,
onde a verdade não aceita maquiagem.”


"Escreve olhando nos olhos
a inata escritora que és."


E partiu,
como partem as coisas sagradas,
sem ruído,
sem promessa,
sem retorno marcado.


Desde então,
Ela vai e vem... vem e vai...
como as ondas do mar.


E eu,
não peço mais nada à senhora Inspiração,
simplesmente, sigo obedecendo-a.


"Manda quem,
obedece quem tem juízo. "


Escrevo para ser inteira.


Simplesmente, escrevo com a alma.
©️✍@MiriamDaCosta

⁠Você é pra mim o que o amarelo era pro Van Gogh
Uma explosão de luz em minha tela escura,
Com pinceladas de amor, no coração, algo novo,
Nossas cores se misturam, numa paleta de ternura.

Você é pra mim o que a Mona Lisa foi pro Da Vinci
Um enigma encantador, um sorriso profundo em seus olhos, descubro meu mundo e princípios,
Cada traço de sua alma é meu tesouro no mundo.

Você é pra mim o que a melodia foi pro Mozart,
Notas que tocam meu ser, uma sinfonia de paixão,
Seu amor é a canção que enche meu mundo de arte,
Em sua harmonia, encontro a completa gratidão.

Assim como o amarelo inspirou Van Gogh a criar
E a Mona Lisa intrigou Da Vinci a contemplar
E como Mozart deu vida à música e ao som,
Você, meu amor, é minha inspiração, é o meu dom.

Como cores, sorrisos e canções, eternamente raro,
Para eles, cores, harmonia e sorrisos é muito mais do que podemos enxergar
Este poema é só para nós, um segredo compartilhado.

⁠⁠⁠⁠⁠⁠Eu não tenho barco
Eu não tenho lancha
Eu não tenho jetski
Eu não tenho iPhone
Eu não tenho jatinho
Eu não tenho helicóptero
Eu não tenho carro de luxo
E nunca deixei o Brasil
Vivo aqui honestamente
Nunca aliciei e nem trafiquei ninguém!
Que orgulho eu tenho de mim!

Enfermagem Psiquiátrica Forense:Saúde, Ética e Justiça

Se espelhe apenas nos bons professores.
E você conseguirá escalar todas as montanhas necessárias para alcançar o sucesso em plenitude. Bons mestres são como segundos pais aos alunos e são o motivo de inspiração que faz "reles" estudantes se tornarem profissionais e docentes de excelência.

“O cristão que olha para a situação política do Brasil e não acredita em mudança, afirmando que já está escrito na Bíblia que tudo vai piorar, certamente não tem fé no Deus Todo-Poderoso, que pode mudar todas as coisas, e simplesmente rasgou da sua Bíblia 2 Crônicas 7:14.”
— Anderson Silva

A semana dita "santa"


Chamam de santa
uma semana
onde a memória sangra.


Dizem sagrado
o que foi feito de cordas,
de açoites,
de carne rasgada
e silêncio forçado.


Eu olho,
e não vejo santidade.


Vejo mãos humanas
erguendo a própria crueldade
como espetáculo.


Vejo a multidão
(os mesmos que hoje rezam)
gritando ontem
pela condenação.


Vejo o peso da madeira
não como símbolo,
mas como instrumento.
frio, concreto,
real.


E me pergunto,
em que instante
a dor foi coroada de divina?


Em que momento
a atrocidade
ganhou nome de redenção?


Chamam de santa,
talvez porque precisem
que seja.


Talvez porque encarar
o abismo humano
sem adorno,
sem promessa,
sem justificativa,
seja insuportável.


Mas eu não consigo.


Não chamo de santo
o que nasceu da violência,
nem beijo
o que foi instrumento
de tortura e de morte.


Se há algo sagrado ali,
não está no ato,
nem nas mãos que feriram.


Talvez esteja
no que sobreviveu...
apesar de tudo.


Ou talvez…
na recusa de olhar na cara
a atualidade
das mesmas atrocidades
(e até piores)
que a humanidade
é capaz.
©️ @MiriamDaCosta

A superficialidade
estava entediada e inquieta...
e sorrindo, decidiu perguntar à profundidade por que ela era assim tão calma e triste.


a profundidade respondeu assim:


- Para saber...
basta olhar para si mesma
com a superfície dos meus olhos.


A superficialidade riu, leve,
quase distraída, como quem
não entende o peso
de uma pergunta.


- Ora, eu me vejo todos os dias, disse,
clara, brilhante, cheia de movimento e
não há mistério em mim.


A profundidade silenciou por um instante,
como quem escuta o que não foi dito,
e então falou, mansa:


- É justamente isso.
Tu te vês apenas onde a luz toca,
onde o reflexo te devolve intacta.
Mas não te conheces
onde a luz não ousa ficar.


A superficialidade hesitou,
um segundo apenas,
como se algo tivesse roçado
as margens do seu entendimento..


- E o que há lá? ( perguntou)
já sem o mesmo sorriso.


A profundidade respondeu:
- Há o que sustenta o que tu mostras.
Há o que dói, o que cria,
o que transforma.
Há silêncio,
e no silêncio, verdade.


A superficialidade então se inclinou,
curiosa e receosa, tentando enxergar
além do próprio brilho…
Mas recuou.
- É escuro demais.


E a profundidade, sem julgamento,
apenas concluiu:
- Não é escuro…
é vasto.
Imensamente vasto,
como a linha do horizonte
sobre o oceano.


A superficialidade
então ficou em silêncio,
pela primeira vez sem pressa,
sem brilho e sem resposta pronta.


Algo nela vacilou,
não como quem quebra,
mas como quem percebe
que nunca se sustentou sozinha.


E ali, à beira de si mesma,
entre o reflexo e o abismo,
sentiu um chamado
que não vinha de fora.


A profundidade apenas permaneceu,
como o mar que não insiste,
mas espera.
E, por um instante rar
a superficialidade não quis parecer,
quis entender.


Mas o entendimento,
assim como o oceano,
não se atravessa correndo.


É preciso,
com calma corajosa,
nele afundar.


©️✍@MiriamDaCosta

Se algum dia
eu envelhecer suavemente,
ou se, por alguma razão precoce,
a memória se dissipar
como névoa ao amanhecer,
se eu esquecer nomes, rostos
e até mesmo a mim…


Ainda assim,
minha memória
não estará perdida.


Ela apenas
terá recolhido o corpo
para repousar em silêncio,
entre os vales coloridos,
as montanhas verdejantes
e o mar sereno
da minhalma poética.


Ali, ela se banhará tranquila
nas águas mansas das palavras,
recebendo o perfume,
a maresia nas ondas infinitas
dos meus versos.


E ficará livre,
plena,
acolhida no abrigo íntimo
do seu próprio âmago.
©️✍@MiriamDaCosta

Minhas mãos nasceram para amar a terra ❤

Cuidar da terra é um gesto de fé,
é como entoar orações
e seguir rituais ...

Retirar, com paciência e delicadeza,
o que impede a vida de respirar
(as ervas daninhas...),
oferecer alimento , nutrientes
(adubo e fertilizantes...)
lançar sementes ao solo
e confiar no tempo
( o senhor da sabedoria...).

Regar com presença,
proteger com ternura,
aceitar o ritmo das estações,
as vontades do céu
e os ciclos da terra.

E então…
um dia,
quase em segredo,
silenciosamente
e com imensa generosidade
a vida responde...

germina, cresce,
floresce e frutifica lentamente,
como quem agradece
ao cuidado que a chamou
para existir e nutrir.

©️✍@MiriamDaCosta