Contexto da Poesia Tecendo a Manha
O Céu da tarde vestido
de Topázio Imperial
para receber a noite
parece comigo buscando
escrever um poema
que se pareça conosco,
E por ambição profunda
de abrir os teus
sentidos e colocar todos
nos meus sentidos
dançando os mesmos
passos do destino,
Não é mais segredo
que você se parece
comigo e eu pareço contigo,
a a cada dia a gente se merece.
Quando às vezes
o nosso Hemisfério Sul
se veste de Ametrino,
Não há como correr
da memória de como
um dia cada um de nós
teve orgulho de ser
hospitaleiro e amigo,
Não importa o quê
aconteceu conosco
devemos resgatar
o melhor de nós
para que o essencial
por quem quer que
seja não seja destruído,
e jamais abandonar
a fé no Deus do destino.
Aqui em pleno verdejante
Vale Europeu Catarinense
que mexe sempre com
a paixão de toda a gente,
A Lua no Céu despontando
sobre o Pico do Montanhão
desafia com o seu lindo
sorriso dourado a escuridão.
Não nego intimamente
que continuo pensando
em você o tempo todo
e nos seus jogos de sedução,
Bem aqui na silenciosa
cidade de Rodeio neste
momento está batendo
forte por você o meu coração.
Porque em você encontrei
tudo aquilo que me provoca
interesse, desejo e devoção,
É você que chegou de surpresa
para morar no meu coração,
De ti só me interessa tudo
que nos une ao amor e a paixão.
Com as cores da Alexandrita
a Via Láctea está vestida
mostrando a importância
de olhar para cima
e para todos os lados,
Cada povo tem o seu
próprio relógio histórico,
Nenhuma guerra é
capaz de trazer luz
perfeita a consciência,
Não existe sociedade perfeita,
Tudo aquilo que nunca
será perfeito toda a guerra
sempre é capaz de piorar,
Por isso é importante buscar
o entendimento para nada
nesta vida se agravar
e não fechar a porta na cara
de quem apenas só está
querendo na vida caminhar.
Um caminho claro
como Ambligonita
que poderia ser
mais aproveitado
com outra energia,
Muito longe de ser
poesia e que insiste
na ironia em vez
do entendimento
não pode oferecer
um bom futuro,
Só não entende isso
que não faz questão
de querer entender,
Quem quer solução
sabe que qualquer
nó se desfaz aos poucos.
Quando olhei a minha
própria imagem
no lago cor de Jade,
Gostaria mesmo estar
olhando no fundo
dos seus lindos olhos
e entregar o meu
amor com profundidade,
Espero que comigo
um dia você se encontre
e sinta o mesmo de verdade,
Quero o seu embalo sem compromisso com a sanidade.
A memória mesmo
a mais dolorosa
faz parte da nossa
identidade nacional,
Para que crimes
e erros do passado
não mais sejam repetidos,
Se eu pudesse sairia
em busca dos corpos
dos heróis caídos.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reconstrução
pela memória histórica
dos nossos heróis caídos.
Ah! Se eu pudesse
pediria profundamente
perdão público com
devido cerimonial por tudo
aquilo que não tem perdão;
E como sou pequena
apenas posso pedir perdão
dedicado neste poema.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reunião
de líderes religiosos
para sempre orarem
por nossos heróis caídos.
Não é pedir demais
que alguém da nossa Pátria
se lembre que é preciso
construir um memorial
para que a História
do Massacre dos Porongos
se torne por todos conhecida
e nunca mais seja esquecida.
Parecem até crisoberilos
as folhagens dos arbustos
do campo de altitude
sob o sopro da ventania,
Ter a certeza que és meu
na poesia e na vida
sempre me faz renascida.
Não dou ouvidos para tudo
aquilo que destrói
da pior maneira a vontade
de seguir adiante em nome
do quê realmente importa,
Ser existência que toca
inquietude doce que devota
arrebanha as multidões
habitantes do teu mundo.
Para que continuemos
altivos, firmes e de pé,
sigo firmando o pacto
profundo de resistência
porque quero que nossos
nomes sejam lembrados
na História por todos
aqueles que virão depois
de nós da melhor forma possível,
Por isso embalo tudo com amor
mais forte, inabalável e incrível.
O meu coração já foi
partido em milhões de pedaços,
E estes pedaços que foram confundidos com cacos,
Na verdade detinham as cores próximas das andaluzitas
que cobri a minha estrada,
Quando pensaram que
eu não era de nada,
foi aí que me vesti de poesia
e deixei muita gente envergonhada.
Te coloquei no meu mistério
das mil e uma noites entre
as nuvens cor de hematita,
Conduzindo a sua atenção
para aquilo que fascina,
Não precisarei ir longe
porque eu sei que moro dentro;
Não tenho pressa de nada
e sei que não tenho
nem mesmo a necessidade
de pedir que venha,
porque eu tenho certeza
que você virá a tempo.
Pedi emprestada
a beleza das musas
porque a vontade
não pode ser represada,
Convicta pedi a audácia
das poetisas porque
nada mais se cala,
Coloquei a minha
pulseira de Sodalita
e com a caneta de ponta
fina escrevi a minha poesia
de entrega, devoção e amor,
para que eu te flutue
e você me leve para onde for.
O verde dos pampas
da memória recordam
que as suas cores
pareciam de Titanita,
O gaúcho sabe que tem
também origem indígena,
A sua cultura surgiu
ainda quando as suas
fronteiras ainda
não eram estabelecidas,
As influências de outros
povos na música e na dança
sempre são reconhecidas,
Nas veias do gaúcho ninguém
desfaz o tropeirismo,
e nada apaga o romantismo
que vibra no peito faça Sol
ou até mesmo a pior chuva,
Porque a coragem é o seu maior
traço e inquebrantável laço,
Não há como negar que
o gaúcho é pela América do Sul completamente apaixonado,
é filho de Sepé Tiaraju devotado.
O teu amor seja
no Céu ou na Terra
é mais valioso
do que ser coberta
por todas as pérolas
dos mares do Sul,
Não deixo nenhum
minuto de pensar
no teu sentir profundo
que coincide com o meu,
Como rito afetivo e lento
tenho ignorado o calendário,
porque o quê sinto optei
preservar e deixar pronto
para quando você chegar.
Você queira ou não queira,
eu nasci e sou brasileira,
A minha Língua Portuguesa
é a língua latina e nativa,
A minha memória reconhece
que na veia corre a herança
da Pátria Pindorama
que foi ocupada pela colonização,
ainda sofro as dores da escravidão
e assim nasci latino-americana
alma, corpo e todo o meu coração.
Saiba que nas danças do Norte
ou nas danças do Sul
temos influências caribenhas
e da integração cultural
com as Nações das fronteiras.
Sou filha de um continente
beijado pelo Oceano Atlântico
e pelo Oceano Pacífico,
Em mim tenho o oceano
romântico e hospitaleiro
que abraça quem escolher
este torrão continental
para chamar de lar e por
todos se entregar por inteiro.
Orgulhosamente latino-americana,
sou nacionalista romântica,
filha do Brasil Brasileiro
e não há em mim outro
entendimento mais perfeito.
(Quem não me reconhece
como brasileira e latino-americana
com certeza não pode ser
na vida chamado de bom sujeito).
Corais aconchegados
na foz do Rio Amazonas
abrigam peixes recifais,
Corais chifre-de-veado
são catedrais atemporais
assim como o amor
perene que tenho guardado
e preservado em paz
para quando você chegar
no seu tempo e dele
você eleger como refúgio:
Corais sempre ensinam
aos que sabem observar
e obter a sabedoria preservar
com o sagrado sentimento.
Tocados pelo Sol os fascinantes
Corais chifre-de-alce com suas delicadas bordas brancas como porcelanas se parecem com
catedrais feitas de metal precioso;
Certamente somos oceanos totais,
em nós mora o franco encontro,
o tempo cria o devocionário,
o amor escreve com todo requinte
o poemário sobre o nós
no absoluto e não tenho dúvida
que um para o outro significa tudo.
Dançam os galhos
do Coral Xênia Pulsante,
O mergulho é absoluto,
o desejo é intenso,
tudo isso é novo,
implacável e vertiginoso,
O pertencer é mútuo,
livre e profundo,
Um não prende o outro,
e sim um deixa a cada
dia um mais livre que o outro,
A liberdade é a senha,
a chave e a guarda do tesouro.
Fascinante Médio Vale do Itajaí
A minha bela cidade de Rodeio
tem a sua serenidade protegida
pelo fascinante Médio Vale do Itajaí
onde no caminho permite
soprar amavelmente o sublime
Dente-de-Leão com toda
a tranquilidade a espera do amor
mais romântico que existe,
pois tudo o quê em mim
vive desistir jamais me permite.
Um Acropora Tenuis Blue
se revela como uma safira
gigante para brindar o olhar,
É no oceano poema
que iremos nos encontrar,
Longe de um mundo
que tergiversa tudo
para alguma vantagem levar
ou apenas para posar,
Longe de um mundo que
prefere julgar em vez de pensar,
Longe de um mundo
que só olha para o próprio
umbigo e que ignora
a dor do semelhante
que sente na própria
pele a mesma dor
que foi sentida outrora
ou a dor igual a do seu presente.
(As preferências e apoios
relativos as soberanias
territoriais falam tudo
sobre este teatro de desumanidade).
Onde as correntes se encontram
sempre prefiro sentir o momento
de calma para mergulhar
para quem sabe encontrar
as acroporas muricatas
esplendendo como esferas
na parte mais profunda do mar
e na paz nos teus braços
o meu coração se deixar levar.
(É óbvio que quero te amar!)
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