Contexto da Poesia Tecendo a Manha
você é impiedosa, assombrosa e calma, olhe todos ao seu redor...qual o critério que você tem? Qual é a sensação de estar possivelmente gostando do que vê? você sempre foi assim, sempre foi..triste e medíocre, sempre foi algo que dava pena e era um sentimento diferente dos outros, você chorava com aquelas lágrimas negras e sujas.
Sempre olhei pra você como uma incógnita no meio do túnel, tapando a luz que eu via e você apenas estava parado esperando alguma coisa? como eu disse você sempre era diferente, um sentimento diferente e escuro. O mar era um caminho sem volta, você gosta de dizer que está tudo bem mas você está sempre mentindo pra si mesmo, tentando transparecer sua mediocridade, lutando sem motivos.
trilhando algo que nem sequer é uma garantia, abrindo mão do que lhe é sagrado, desejando um coração puro e com esperanças para no fim esmaga-lo com suas próprias mãos, andando sem seu amigo pela noite que lhe acalma nas profundezas do seu abismo, olhe pra mim e diga que nada disso é real, que nada disso é um truque seu para me manter preso nessa droga de lugar. Olhe...por si só, como é revoltante sua volta a este recinto que um dia foi sua casa, sempre tudo é melancólico e sem vida? por que escrever sobre coisas que você sequer vivência para descrever?
O luto, a tristeza, a angústia, a mágoa tudo isso é algo que no seu céu cinzento te faz ser o que é, sem um teto, sem um espaço, sem um mundo. Tudo é sempre tão triste né? seu amigo ainda volta hoje pra você? eu espero que sim, ele é uma boa pessoa, uma pessoa com esperanças e desejos... você realmente quer sugar isso dele né? sua inveja é distorcida e incerta, você escreveu tão forte que a folha rasgou, seus punhos cerraram e sua raiva tomou conta do seu ser e em meio a tamanho devaneio e mobília quebrada, sua mente ainda é a mesma né? a mesma que sempre dizia pra si mesmo o quão insignificante você é pro mundo injusto lá fora, seu medo de pessoas é algo realmente perturbador...você sequer consegue conviver com alguém? o que te faz pensar que é um merecedor?
Não olhe mais pela porta pra me dizer que é a última vez, que é apenas um jogo, que é apenas seu jeito... no fundo você sabe que eu não quero seu mal.
saudades de algo que jamais terei, saudades de algo que está extremamente longe do meu alcance e provavelmente feliz por isso. Não nego que por mais que as coisas tendem a serem desastrosas, no fundo não existe certeza de que tudo vai ficar bem não tem como garantir isso, a vida sempre foi assim incerta com apenas uma única certeza da qual eu sequer preciso citar.
Penso que no alto da sua complexidade molecular ainda sim existem coisas que não entendemos, coisas que talvez demorem muitos anos pra finalmente serem compreendidas mas talvez, sem propósito? Você não precisa de muito pra não conseguir entender você mesmo porém você não é obrigado a compreender TUDO em você, seja como for somos únicos mas com traços parecidos. Só uma louca ideia sem rumo.
pergunte ao andarilho que nada teme, pergunte ao marujo que enfrentou tempestades, pergunte ao sábio sobre seus conhecimentos ou até mesmo pergunte a si. Por que? porque você é assim? não é algo ruim ou algo que você deva ter medo, apenas um apreço por coisas simples e boas na vida, é como se a luz do mundo fosse infinitas estrelas radiantes em um céu completamente negro e sem vida, você olha pra direções e mais direções tentando encontrar algo que lhe agrade a visão mas em vão, todos dirão que você é louco ou quiçá uma mera pessoa incompreendida com visões de um passado tortuoso e sem esperanças mas veja só, você deu a volta por cima de tudo isso e cá estamos sentados em uma velha cadeira com uma mesa de madeira maciça da qual você tomou aquele vinho com você mesmo.
Foram tempos dos quais eu e você sequer queremos lembrar mas o que tinha que ser feito, foi feito e por nossas mãos, ande repreendido e um dia você é quem os vai repreender, sei que muito do que falo não faz sentido algum, não tem coerência ou sequer uma linha a se seguir mas aí que mora a graça nisso tudo, pelo normal ser sem graça e com poucas alternativas em sua essência, seja incompreensível pois quem dirá o que é ou não compreensível é vosso leitor, buscando referências de algo da qual eles querem muito entender. Não se sinta frustrado ou triste com tais palavras no fundo sabemos que uma árvore frutífera sempre dará seus frutos aos mais famintos de conhecimentos e livres de seus árduos trabalhos porém fartos da mesma e velha cidade com seu poder de nunca mudar e estacionar no tempo.
Olhe para si, em meio ao devaneio mais profundo e distorcido da sua mente, procurando por respostas impossíveis de serem respondidas de uma forma coesa e com certezas. Tudo nesse bendito mundo é sem explicação, nós humanos achamos que temos controle de tudo porém não. Nós somos apenas as peças comuns e sem propósitos, entretanto apesar de tudo isso que escrevo ser uma grande ironia ao destino certeiro que todos nós temos... que é a morte. Viva do seu jeito, sem ligar pra tudo que a sociedade impõe visando ser o jeito certo de achar a felicidade. Não existe um jeito certo ou errado, existe apenas escolhas.
Julgar ou ser julgado, ser o centro das atenções?! Olha, ninguém liga pra isso, nós não estamos em um palco com um grande público para assistir nossas escolhas, burradas ou questionamentos mais profundos. Sempre se pergunte: isso realmente importa?
Vagar em um dilema, abstrato de ideias infundadas sem relevância alguma, acreditar que o amanhã sempre será um dia melhor que o anterior, anda de cabeça erguida diante da dor e do ódio.
As vezes a apatia surge, do imenso nada... Dizendo que tudo que você estava sentindo até então, não importa. Os gritos agonizantes da alma e da mente se cessaram por um período entretanto em contra partida isso veio a ser uma faca de dois gumes... Uma confusão é tudo que resta, uma mente vazia, uma indiferença no interior da sinapse humana, do absoluto nada... As palavras não surgem, a mente tenta mas logo se cansa e encerra qualquer pensamento ou até mesmo sentimentos, quando isso acontece o jeito de tratar os semelhantes se torna oblíquo e muitas das vezes você quer evitar esses encontros, se retrair ou deixar de lado, a estranheza caracterizada pela confusão mental que se tem em momentos assim é completamente indecifrável aos olhos de quem está passando por isso e para os outros. O triste disso é não saber lidar de uma forma adequada quando acontece, o sentimento de querer algo e não querer ao mesmo tempo corrói a alma em uma agonia lacerante.
O corpóreo encanto da vida tem o seu trágico fim no meio dos escombros escolhidos pelo destino, vagar pelo vale sem lei da terra tornar-se o momentâneo suspiro do adeus incorporado a alma distorcida do ser humano que sequer pôde uma vez, ver o que se chama de paraíso.
"O NOME
O nome que se encerra em meus lábios
não é de gente, nem de bicho,
nem cabe no estampido
de um fonema solto ou comum.
O nome que meus lábios sepultam
está além da palavra,
por isso se cala e se cola em minha boca
na saliva espessa do silêncio.
Que nome é esse que me queima a língua
e se deita frouxo
na monotonia do grito cansado,
carente de vida e de voz?
Esse mesmo nome cheio de pecado
e da nociva perplexidade
é aquele nome abstrato, quase sêmen,
quase um mantra, quase sagrado,
que cura toda a tribo quando se evoca
e entra na dança, entra na história,
e se faz verso, se faz lido
na capa negra de um livro.
O nome que caminha
entre a alvura dos meus dentes
e neles se senta
porque nas pernas não se sustenta
como se um velho fosse
sendo uma tenra criança ainda.
Louco de fazer-se ideia.
Código de guerra
num vasto tapete de procissão.
O nome que sufoca o ‘não’,
que desmancha o ‘sim’,
que desfaz o tempo impreciso do ‘talvez’
e salta à tez...
E amanhece mulher
na palma da minha mão.
Poesia errante
Que às águas do papel se precipita.
E se afoga na intenção obscura
do sentido.
E vira mito.
O nome que morre sem nunca ter sido,
Sem nunca saber quem foi,
para o poema poder nascer."
me tolerando
Viva ao meu lado, mesmo que não encontre amor nisso.
Sustente o olhar nas noites sombrias,
Ainda que seus olhos desejem fugir para longe de mim.
Teus suspiros, mais claros que palavras,
Expressam verdades que hesitas revelar, mas por quê?
Malas sendo preparadas, olhos revirados,
Este lar parece agora uma prisão.
Oh Mara, oh Mara, tentei tanto,
Por que o amor escorreu como água entre os dedos?
Por que não sou valorizado como mereço?
A cada dia, suporto a escuridão desta casa,
Com olhos frios e lábios secos,
Tu, que não os hidratas,
Ignoras o clamor do meu ser.
Vejo-te partir, como uma criança desamparada,
Impotente diante desse destino melancólico que minha mente formou.
Lembrará, ao menos, do amor que um dia floresceu?
Do fervor nos meus olhos quando nos encontramos pela primeira vez…
Fique e me tolere, ao menos mais uma vez apenas…
meias noites
Na meia-noite, monstros dançam,
Como sombras, somem sem paz.
Afundam em mim, como Dab Tsog,
Sufocando, deixando-me sem folego.
Acelerada: minha respiração,
Visão turva, sem direção.
Pele pálida, lábios feridos,
Em tormento, perdido, ferido.
Ergo as mãos em desespero,
Mas no eco, apenas um lamento.
Negados os pedidos, sem saída,
Será frescura essa agonia tão dolorida?
Racham as paredes em meu quarto,
Nas ansiosas meias noites, sinto o esparto.
Às 3:33, num pesadelo profundo,
Flutuo, meu ser queimando no mundo.
Lágrimas negras, em torrente,
Caindo, inundando a mente.
Meu castelo de barro se desmancha,
Na escuridão, a dor se lança.
Marcas surgem, em meu corpo, dores,
Sangue que acalma, em pulsos, fortes.
Em coma, apagado, aprisionado,
Na cela da mente, sou adolescente, condenado.
"O que é a vida?"
O que é a vida, senão um sopro ao vento,
Uma chama que arde, um eterno momento?
É o riso e o choro, a dor e o contentamento,
É o tecer do tempo, é o nosso alimento.
A vida é um rio que corre sem cessar,
É o sol que se põe, é a lua a brilhar.
É o amor que floresce, é o medo de amar,
É o sonho que nasce, é o desafio de sonhar.
A vida é um livro, cada dia uma página,
É a busca da verdade, é a mais bela viagem.
É a esperança que renasce, é a fé que nos embala,
É a força que nos move, é a paz que se instala.
O que é a vida, senão um presente divino,
Um mistério profundo, um destino tão fino?
É a arte de viver, é o maior ensino,
É a canção que ecoa, é o nosso hino.
minha pequena sombra.
eu estou perdida na minha sombra, mas ninguém percebeu, eu estou perdida a alguns dias ou meses, ninguém sabe ao certo, mas e muito difícil de sair, tem alguma coisa que me prende aqui, eu n tenho forças para ir embora...
minhas forças foram embora, eu talvez esteja me acostumando com a sombra, eu gosto dela, eu entendo ela, e no fim sei porque ela esta aqui.
nao sei para onde ir, a sombra esta indo embora, eu ja me acostumei com ela aqui, se ela se for eu chorarei, eu me apeguei a essa sombra. mas pq ela ja que ir? ela poderia ficar mas, a noite esta vindo e ira a levar, nao é justo!
porque levaram a minha sombra?.
Letrado o vivente que é filiado da simplicidade
Em tempos de aluados e rasos
No qual a vida caótica se tornou espetáculo
Foi-se de partida o Vendaval de paixão
e abrigou-se a tentação
resta-me casar a visão em esperança
Em espera do sopro que um dia já foi sincero
E parceiro
trazendo consigo a serenidade e a plenitude
que tanto anseio em meu coração inquieto.
O medo
O medo bate a porta
Será que da janela
Alguém pode me ouvir?
Será que vem um anjo
Ou alguém interceder por mim?
Na rua escura sobre o céu estrelado
Difícil ouvir algo
Com meu coração tão acelerado
Na ida ou na volta
O medo sempre nos escolta
Será que pra casa eu vou voltar?
Ou mais um caso na TV irá passar?
Um dia novo, mas tudo igual
Na TV passa
O que parece ser normal
Triste infância
Minha vó faleceu
Antes de me vê crescer
Tanta coisa eu queria e não pude lhe dizer
Minha vida seria diferente
Se estivesse ao lado dela
Uma infância violenta
Crescida na favela
Uma mãe tão imatura
O pai sempre alcoolizado
Uma família sem estrutura
8 filhos sem preparo
Dai em diante vieram os padrastos...
Sempre explorando seus filhos em troca de uns trocados
Sustentando viciado
A exploração infantil foi legalizado?
Mas que diabo
Uma infância tão ruim
Pq não foi denunciado
Investigado
Todos sabiam dos abusos
Mas preferiram ficarar calados
Deixaram aquelas pobres crianças sem amparo
Tudo outra vez
Da janela do meu quarto vejo o sol nascer
E se intristecer com o anoitecer
A lua por sua vez é toda pretensiosa
Com uma forma deslumbrante
Chega sempre a mesma hora
Horas se passam
E logo amanheceria
Dando lugar a um novo dia
O galo vai cantar sua linda melodia
E vai repetir tudo outra vez
Providência
Eu vejo cenas de um video alterado
Mudança no cenário
Não importa o pecado
Nada justifica a execução
O jovem já tinha se rendido
Pra que matar o menino
Que pediu pra não morrer
Olha lá o garoto ensanguentado
Colocaram uma arma na mão de Eduardo
E fizeram dois disparos para o lado
Três polícias acusados pela morte
Começaram a ser julgados
O que leva um crime confesso e provado
Levar dez anos para se resolver?
Justiça pelo Eduardo e outras vítimas
Que perderam suas vidas
Nessa guerra de poder
Já fiz até uma reza
Pra isso nunca mais acontecer
O menino que não desistiu de sonhar
Victor era um menino
Que tinha o sonho de conhecer o mar
Ele morava no interior
Mas isso não o impedia de sonhar
Andando pra escola
Sempre a cantarolar
Enquanto ele imaginava
os seus pés tocando o mar
Ele guardava uma foto
Que passava horas a olhar
Única ideia que ele tinha
De como realmente era o mar
Um certo dia
Ele ganhou de aniversário
Da madrinha que de longe vinha
Um presente inesperado
Era uma passagem de ida e vinda
E na sua dinda deu um abraço apertado
Chegando no Rio de janeiro
Seu intusiasmo gritava alto
Ele nem podia acreditar
Que seu sonho ia ser realizado
Quando chegou na praia
E seus pés tocaram a areia
O menino começou a chorar
Sua madrinha segurou suas mãos
E continuou a caminhar
Chegando no mar
Se jogou de cabeça
Pulava todas as ondas
E tinha um sorriso de orelha a orelha
Enquanto sua madrinha o admirava
Com tanta proeza
Uma oportunidade de sonhar
Conheci a dona Sandra
Que vem correndo do trabalho pra não se Atrasar
Todo dia uma luta
Pra ela conseguir trabalhar e estudar
Quase consigo ouvi-la respirar
Mas nunca a vi resmungar
Ela tinha um sonho
na enfermagem queria se formar
Mas como uma típica mulher brasileira
Cedo teve que trabalhar
para seus filhos poder criar
E na casa de família ela foi parar
Ela tem olhos de quem não desanima
Uma voz serena que parece cantiga
E mãos que parecem mãos de quem os seus netos acaricia
Enquanto escreve a matéria do dia
Ela transborda amor e alegria
E uma humildade e gentileza que nos contagia
Mas se engana a dona Sandra
Quando diz que o sonho era de quando ela era nova
Pois pra crescer é só plantar uma semente e regar a planta
Karma
Estou presa por correntes banhadas de injustiças
Onde se ouve o lamento de uma mãe Intercedendo pelo seu filho
Enquanto do outro lado
Pessoas vazias
Engolidas pelo próprio ego
E suas mentes doentias
Procriando gerações com uma infância sofrida
Mais um inocente pagando os pecados dessa Família
De 13 ninhada 10 vingaria
Mas apenas 1 se salvaria
Reflexos como um espelho de quem os criou
O sangue que corre em sua veia
Foi o mesmo que os envenenou
Almas vagando sem direção
Alimentando-se e de corpos frescos
Como uma enorme teia de aranha
Uma armação de fios de seda
Capturando suas presas
Que ficam totalmente sem defesa
Quem me dera
Quem me dera se com meus olhos
Eu pudesse enxergar a maldade do mundo
Ou a ingenuidade de uma ovelha
Se meus pés pudessem tocar o céu
Ao invés de caminhar nessa rua escura
Quem me dera se eu pudesse
Ir em direção ao mar
Ao invés de um pedido de socorro
Quem me dera se pelo menos mais uma vez
Eu pudesse contar sobre os meus sonhos
Mas tive a minha vida seifada
Por um monstro
Apenas por ter nascido mulher
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