Conselho para uma Pessoa Orgulhosa

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Trabalho e Dignidade

Demétrio Sena - Magé

Se no seu trabalho você exerce uma função comandada, nunca se avilte por isso. Nem se for para manter o próprio emprego. No primeiro momento, é possível que seja fácil para quem diz e difícil para quem ouve. Mas tente pensar em uma vida inteira dentro de uma empresa que não respeita seus direitos: impõe carga horária desumana, tarefas além de suas atribuições, paga salário indigno e trata os funcionários, pior ainda os mais simples, como bichos. Uma empresa cuja hierarquia mais parece de casa grande com senzala; de senhores e capatazes com escravos... ou análogos.

Cobre sempre os seus direitos; não aceite quaisquer tipos de maus tratos; considere sempre o caminho da justiça trabalhista (e de todas as outras, quando for caso de assédio moral entre outros abusos pessoais). Em nenhuma hipótese premie seu patrão! Explico: jamais peça demissão, por ser levado ao seu limite. Aliás, não se deixe levar ao limite. Responda sempre à altura (evidentemente, com respeito e civilidade), não aceite exigências ilegais, abusivas, e faça questão do salário e do registro em carteira justos para o ofício que você exerce.

E se a empresa não gostar de sua dignidade, a cobrança do que lhe é devido, ou de sua consciência social, trabalhista, o problema já não é seu. Que ela então lhe demita com todos os seus direitos, incluindo aquelas longas horas extras "esquecidas", aqueles excessos ignorados e as promoções postergadas, talvez por anos e anos... funções exercidas sem registros e salários correspondentes. Sabemos todos, que não é tão fácil conseguir outro emprego... mas também sabemos que, muitas vezes, recuperar a dignidade roubada por uma empresa injusta e arbitrária pode beirar o impossível.
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Respeite autorias. É lei

"Você não é só mais um perfil. Você é uma voz com missão e resposta para uma geração."

“Mais do que seguidores, você está formando uma geração. Uma comunidade é o campo onde o propósito se multiplica.”

“Sua comunicação é como uma semente. Quanto mais você rega, mais frutos ela gera.”

​"A verdadeira Autoridade nasce de uma Estratégia clara de Identificação, onde a Oratória se torna a ferramenta definitiva para entregar Utilidade ao mundo."

Ser ignorante é uma condição temporária; permanecer ignorante por escolha é um atraso permanente.

Aceitar o que não se pode mudar procurando conhecer a si mesmo é uma escolha libertadora.


Rita Ramos Cordeiro

Enquanto Ainda Há Tempo

Será que ninguém percebeu que a Terra se tornou uma grande ferida e que todos nós somos responsáveis por cuidar dela?

E se insistirmos nos mesmos erros, será que a extinção será o último capítulo dessa história?

Que a consciência humana desperte enquanto ainda há tempo, e que Deus esteja conosco em cada escolha que fizermos.

Enquanto ainda há tempo.

Se é para parar de escrever? Talvez um dia, mas enquanto houver uma certa magia em mim eu nunca pararei. E só para lembrar sábias palavras de uma grande escritora, a J.K Rowling: Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia.

Jardim de Pragas Antigas


Era uma quinta feira normal, fui pra escola como sempre, sentei-me em minha carteira e esperei a aula começar. Tudo estava ocorrendo normal como todos os dias, conversas sem pausa, professores pedindo por respeito e alunos que não fechavam a boca por nada. Até que chegou a aula de sociologia, a professora estava lecionando sobre cultura, e entre uma palavra e outra trouxe o exemplo do carnaval, uma cultura muito forte no Brasil. Quando que do nada percebi os diversos comentários horríveis: ‘O povo que vai pro carnaval deve ir pro inferno’, ‘esse povo da Bahia, que cultua a macumba, é do demônio’. Isso e muito mais foi o que alguns meninos falaram. O clima ficou pesado, senti como se tivesse caído uma tempestade em cima de mim, a umbanda faz parte de mim, e escutar aquilo colocou-me no tão temido inferno que eles acreditam.


Fiquei pensando naqueles meninos, esses atos não são de agora, remetem ao passado, são como ervas daninhas em um jardim florido, mas que apesar de destruir todos os diferentes à sua volta, tem raízes profundas, tão fundas que remetem ao descobrimento das terras que conhecemos hoje. São plantas tão bem estruturadas que não são mortas com qualquer veneno, a cada novo ser que nasce nesse jardim, ele é brutalmente infectado, fazendo-o proferir a mesma praga de seus antecessores. Aqueles que não são contaminados, sofrem com essa praga, combatem-na com toda a sua força, são pessoas que ainda acreditam na salvação desse canteiro. Esses novos seres que nascem, são os únicos que podem acabar com o padrão de contaminação, já que estas plantas jovens têm seus caules mais puros e se olhassem para outro lado, poderiam se agarrar em vegetações firmes, assim seriam livres dessas ervas daninhas.


O silêncio ecoava pelos corredores, era uma quietude que doía e ao mesmo tempo ardia na alma, tudo aquilo estava sem controle, nenhuma palavra vinha para acalmar aquela tempestade, e nem se quer uma tentativa de segurar aquelas pragas. Tudo estava já danificado, eu teria de ser forte, já que ninguém estava lá para arrancar as ervas daninhas. Mas mesmo que calassem-nas, não adiantava mais, raízes profundas não morrem com o corte do caule, devem ser tratadas em essência.


Quando bateu o sinal para finalmente ir para casa, fechei a mochila e fui caminhando para casa. O peso da mochila era gigante, o silêncio amedrontador da escola misturado com todas aquelas ervas daninhas ao meu redor, e aquela tempestade imensa em cima da minha cabeça. Refleti o caminho todo, não sou como eles, pensei, e é isso que importa. Enquanto mergulham em águas turbulentas, eu vivo a minha fé, e caminho por jardins límpidos. Claro, tenho muita vontade de curar suas pragas, mas não sou capaz, só eles próprios podem acabar com um padrão imposto em seu interior. Só sei de uma coisa, algum dia a própria terra em que estão plantadas, cobrará o preço, o inverno chega e só fica quem é verdadeiro e saudável por dentro.

A CADEIRA DO DENTISTA



Quem nunca teve que ficar sentado em uma cadeira de dentista por horas? Pois bem, acho que todo mundo já teve uma cárie. Isso foi o que me ocorreu dias atrás. Lá estava eu, com a boca aberta, quase deslocando a mandíbula, olhando aterrorizada para o semblante nada agradável da dentista, que examinava meus dentes. Eu me sentia deveras angustiada. O medo corria em minhas veias, o suor começou a escorrer na minha testa e o nervosismo tomou conta de meu ser. Me parecia mais como uma tábua, de tão tenso que meu corpo ficara. Afinal, ninguém nesse mundo gosta de ir ao dentista, ou se sente bem em uma cadeira daquelas, só se a pessoa em questão, sofre de algum problema mental, pois esse lugar é um dos piores para se estar.




Nesse sentido, a ansiedade era enorme, mas a dentista nem sequer tinha encostado um dedo em minha boca; enquanto isso na minha mente acontecia uma batalha intensa. Quando avistei a agulha da anestesia, meu mundo desabou, queria sair correndo dali e nunca mais voltar. “A dor está próxima”, pensava eu, e de repente aquela coisa enorme e pontiaguda já estava fincada em mim. O pior de tudo isso, é que a minha cara de sofrimento tinha começado há uns vinte minutos atrás, antes mesmo de eu me sentar naquela cadeira sufocante. Ou seja, a minha “dor” já tinha começado há muito tempo, como algo meio inconsciente. Contudo, em um piscar de olhos, a terrível anestesia já tinha passado. Fiquei pasma! Como não senti dor alguma? Alguns minutos antes ela já existia, então o que aconteceu ali foi loucura.




Loucura? Eu não diria desse modo. Chegando em casa, pensei: meu medo era tão grande que na minha cabeça tudo seria horrível. Mas não foi bem assim. Era apenas meu cérebro criando futuros tenebrosos. A nossa mente é o que de mais poderoso nós temos, ela simplesmente inventa cenários terríveis, que provavelmente nunca ocorrerão. Desse modo, ela nos conduz a “sentir a dor antes da facada”, sentir medo de um momento fictício tornar se realidade, tudo isso impulsiona uma desordem imensa em nossos sistemas corpóreos. A mesma coisa se passa ao sonharmos com animais peçonhentos: no despertar noturno, achamos que nossa cama está cheia deles, sentimos cócegas por todo o corpo, mas, quando olhamos, nada tem embaixo das cobertas. O que quero dizer é que: não deixe sua mente te dominar, não morra antes do tiro, não sofra por antecedência, deixe para sentir a dor no instante em que ela se passa, isso se você chegar a senti-la.

Uma boa evidência e alerta é quando os próximos passam a ficar distantes: é o sintoma de que você virou um ‘chatão’. Aliás, que fique registrado: se os próximos não reclamaram e sumiram à ‘francesa’, nunca foram. Duas, uma: recorra à psicanálise ou ligue o ‘foda-se’, assuma o ‘chatão’ e saia do armário. Assim, quem sabe, seja realizado, feliz e passe a ter próximos, ou melhor, amigos de verdade.

A língua
indisciplinada
é uma lâmina que
corta o próprio dono.

É fácil ter uma
parceira de festas,
dificil é ter uma
parceira de oração.

Histórias bem
vividas são o
verdadeiro
património
de uma vida.

Carta para o senhor Bento.


Caro senhor Bento, estou em uma viagem até a minha antiga cidade, meu pai faleceu e minha mãe disse que deveria pegar o ônibus o mais rápido possível, eu e ela não temos contato um com o outro a uns 12 anos, parece grosseiro da minha parte nunca ter ligado uma única vez para saber como anda a tia Júlia ou se nosso cachorro, o senhor Raivoso teve uma boa vida, já que seu passatempo era rosnar para todos ou até mesmo ligar para saber como ela estava ou claro, como o papai estava. Acredito que nós dois somos orgulhosos demais para isso, mesmo que ela tenha insistido muito em dizer que eu puxei minha personalidade forte do meu pai, algo que eu descarto até mesmo como hipótese. Não é que eu não tenha pensado nisso, é que acho que nenhum de nós estava preparado para dizer aquelas dolorosas e verdadeiras palavras, e quais são elas? Bem, às vezes eu não tenho certeza quais das milhares das possíveis palavras que se encaixam no contexto, no fim das contas, eu continuo pensando que ela nunca pedirá desculpas pela forma que me fazia sentir tudo, eu ainda consigo ouvir os murmúrios dela, falando em como tudo seria tão mais fácil se eles tivessem feito escolhas melhores, minha mãe sempre falava sobre como a vida dela era boa antes de todo o resto, ela ainda teria um belo corpo, teria liberdade e não estaria trancada a algo que ela no fundo nunca quis, lembro que quando ela foi embora e deixou a mim e meu pai, ela me disse que nunca daríamos certos juntos, de alguma forma, ela estava certa sabe, eu sinto que eu nunca fui um bom filho, acho que eu devia ter me dedicado mais, se eu tivesse largado tudo pelo que eu lutei e tivesse apenas aceitado ficar, acho que seríamos bem mais próximos, mas não sei se deveria sentir culpa por isso…

⁠"Todos os dias são uma oportunidade para alcançar nossos objetivos e realizar nossos sonhos. Mesmo diante dos desafios, lembre-se de que a força que você precisa está dentro de você. Acredite no seu potencial, mantenha o foco e a determinação, e nunca subestime a sua capacidade de superar obstáculos. Cada passo dado na direção dos seus sonhos é uma vitória, e cada desafio superado é um aprendizado. Mantenha a fé, a coragem e a persistência, pois o sucesso é a recompensa daqueles que não desistem. Você é capaz de conquistar tudo aquilo que almeja. Acredite em si mesma e siga em frente com determinação!"!

"Isso é arte, uma melodia que se ouve, uma poesia que se conta, uma pintura a qual nos inspiramos e uma fotografia que nos marca em algum momento."

Com o tempo, percebi que correr atrás de alguém que não era meu estava se tornando uma perda de tempo. Então deixei esses sentimentos de lado e segui minha vida. Quando deixamos de nos importar, algumas pessoas começam a nos valorizar, e é aí que percebemos o quanto esperar nem sempre vale a pena. Mais do que uma volta por cima, isso mostra que sou capaz de seguir em frente sem depender de amores que nunca existiram.

O Elixir do Poder
O poder não é uma ferramenta, é um alquimista. Ele não transforma o mundo; transforma primeiro a alma de quem o segura. O homem que toca no cetro acredita estar moldando o metal, mas é o metal que, silenciosamente, molda sua mão e depois seu coração. A embriaguez começa com o primeiro gole da ilusão: a de que se é diferente dos que estão abaixo, imune à própria corrupção. No ápice, o bêbado de poder já não ouve os gritos do vale; só ouve o eco de seus próprios decretos.