Conselho para uma Pessoa Orgulhosa
E uma das piores sensações, foi apagar de uma por uma cada mensagem do meu celular, e me lembrar de como foi minha reação quando á recebi.
O TEU SILÊNCIO é uma embarcação com todas as velas pandas...
Brandas as brisas brincam nas flâmulas,teu sorriso...
E o teu sorriso no teu silêncio á as escadas e as andas
Com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraíso...
Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões. Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.
Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões.Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.
-' Deu uma louca vontade de te ter aqui por perto,só pra sentir aquela sensação única e inexplicável,sabe?
-' Em algum lugar,de uma maneira inesperada,aquilo que você deseja,irá acontecer do jeito certo,persista,mantenha a fé em Deus.
Abrem mãos brancas janelas secretas
E há ramos de violetas caindo
De haver uma noite de Primavera lá fora
Sobre o eu estar de olhos fechados...
Se na vida temos com quem compartilhar nossas emoções, temos o suficiente para viver uma vida feliz.
Há uma depravação do intelecto não menos real do que a depravação do caráter, e é tão possível a uma estar associada às qualidades morais mais elevadas, como à outra coexistir com as capacidades intelectuais mais extraordinárias.
(Aforismos e afins)
"Pois é mulher! Ele não ligava, nem mandava
mensagem durante semanas. Mas tinha uma mania
sacana de aparecer quando ele já tava quase
desaparecendo da sua cabeça. Era carência, tava na
cara – e faltava vergonha na sua, porque você
sempre acabava cedendo. Não se dava valor e ainda
ficava indignada por ele não dar também. Me
desculpe a sinceridade, mas é que você aceitava ser
a última opção. Ninguém ama quem não se ama,
ninguém respeita quem não se respeita – doloroso,
mas verdadeiro. Quando você não tá na onda de ser
amada, tá tranquilo - um supre a carência com o
outro e fim de papo. Mas você estava afim de
sentimento, tava super na onda de mãozinha dada e
ligação de madrugada, só pra ouvir um ''tava
pensando em você''. E claro que ele não ligava, e por
isso, causava aquele 'nervosinho de incerteza' dentro
do seu peito. E foi aí que você mudou. Parou de
aceitar o último pedaço do bolo. E olha só que
mágico, ele nunca a chamou pra tantos lugares. A
mágica só não foi tão boa, porque você simplesmente
não queria mais. Não queria mais mágica, não queria
mais bolo, não queria mais ele. Quando você passou a
se valorizar, conseguiu enxergar nitidamente o
quanto os outros valem – e ele valia tão pouco pra
você. Você pegou seu coração e colocou ele lá no topo
de uma árvorezinha bem alta, e vou te falar, você
nunca tinha visto tanta gente disposta a escalar pra
tê-lo, não é? – tenha certeza que homem adora um
desafio. Pois bem, que vença o melhor!"
A cor das flores não é a mesma ao sol de quando uma nuvem passa ou quando entra a noite.
(Do livro Fernando Pessoa Obra Poética II, Coleção L&PM, Organização: Jane Tutikian, pág. 69.)
Abat-Jour
A lâmpada acesa
(Outrem a acendeu)
Baixa uma beleza
Sobre o chão que é meu.
No quarto deserto
Salvo o meu sonhar,
Faz no chão incerto
Um círculo a ondear.
E entre a sombra e a luz
Que oscila no chão
Meu sonho conduz
Minha inatenção.
Bem sei... Era dia
E longe de aqui...
Quanto me sorria
O que nunca vi!
E no quarto silente
Com a luz a ondear
Deixei vagamente
Até de sonhar...
(Extraído de Cancioneiro – PDF Ciberfil Literatura Digital - Página 7)
Escrevo e divago, e tudo isto parece-me que foi uma realidade. Tenho a sensibilidade tão à flor da imaginação que quase choro com isto, e sou outra vez a criança feliz que nunca fui, e as alamedas e os brinquedos, e apenas, no fim de tudo, a supérflua realidade da Vida...
(Fonte: PESSOA, Fernando. In “Correspondência (1905-1922)”, Lisboa: Assírio & Alvim, 1999, p.150. / Fonte: Templo Cultural Delfos)
Nunca sei como é que se pode achar um poente triste.
Só se é por um poente não ter uma madrugada.
Mas se ele é um poente, como é que ele havia de ser uma madrugada?
( Alberto Caeiro [Heterônimo de Fernando Pessoa])
"A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la”.
( Bernardo Soares [Semi-heterônimo de Fernando Pessoa],no Livro do Desassossego. (Org.) de Richard Zenith - Assírio E Alvim, 2008.)
“Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso”.
( in "Autobiografia sem Factos". Assírio e Alvim, Lisboa, 2006, p. 128.)
