Conscientização Fumo
Olha Mãe, seu filho cresceu, não fumo, não bebo, não uso drogas, não mato nem roubo, e mesmo assim sou um Péssimo filho.
Olha pai, seu filho cresceu, e em nenhum momento da minha vida você Esteve Comigo.
Olha Vó, seu neto cresceu, não Me Corto mais, e mesmo assim você me olha com Nojo.
E toda vez que eu penso em desistir, eu lembro de suas palavras de odio ou desgosto, e me dá mais vontade e coragem de partir, porém existem pessoas diferentes de vocês, que eu não posso abandonar e decepcionar, gente que acredita que sou forte e me mantem de pé...
Acordo sozinho. Leio e escrevo sozinho. Fumo sozinho. É uma rotina pacífica, silenciosa e amarga. Ainda não me decidi se isso é ser livre. Estou em dúvidas. Essa liberdade tem um gosto terrível de solidão e tristeza.
Sozinho,de luto em luto eu luto,bebo meu vinho,fumo meu charuto... E assim sozinho eu enfrento os meus fantasmas interior todos os dias. E às vezes eu até consigo sorrir numa esperança louca de uma pequena alegria. E por linhas tortas escrevo frases e poesías. À procura do que me falta no âmago da alma caminho por aí até me cansar. Volto... Aí vem o silêncio, o medo,o nada, somente eu e os livros... E no auge sufocante da minha agonia faço uma coisa e outra para tentar disfarçar toda essa tirania melancólica que me faz questionar por que eu ainda estou vivo! E sempre dentro de mim aquele enorme vazio!... As horas são lentas... Os dias parecem que não tem fim. Em minha mente tudo está sempre turvo, chuvoso, estranho e frio. Parece que o tempo todo estou andando por sobre nuvens escuras. Sou poeta. Portanto - sou triste!... Mas adormecida em meu coração ainda resta uma pequena esperança quase sem cura que está sempre à procura de um sonho...- Que talvez já nem existe!...
Fumo a fumaça dos carros
e vago pelo teto dos prédios.
Ao meio-fio do prazer,
enquanto as ruas
caminhavam sobre mim,
transito, transando com a poesia.
O álcool, o fumo e as outras drogas deveriam ser proibidas! Somente, a partir dos 25 anos de idade que o consumo deles poderiam ser aceitos em meio a sociedade. Permitindo que o cérebro se desenvolva na sua plenitude natural.
Fumo que sobes, espetáculo divino,
Um vício antigo, um prazer passageiro.
Entre voltas de fumaça, eu me perco,
E por um instante, esqueço.
Mas, será que faz bem, essa paixão?
Ou é apenas ilusão?
Meu corpo clama por ar puro,
Mas minha alma pede um pouco mais.
Nas profundezas do meu ser,
Uma voz sussurra: "Pare!"
Mas a outra responde: "Sigo!"
E o ciclo continua.
Fumo, meu amigo e inimigo,
Meu prazer e meu castigo.
Um paradoxo que eu não entendo,
Um vício que eu não abandono
Eu fumo por que a vida me sufoca,
E o fogo que arde, me acalma a alma.
Cheiro de pecado, cheiro de tabaco,
Máscaras para esconder minha dor profunda.
Fumo para esquecer, para me perder,
No fogo que consome, minha alma cansada.
O pecado é o preço, o tabaco é o vício,
Minha escolha, minha cruz, minha sombra.
Em cada tragada, sinto meu fim,
O pecado me consome, o tabaco me mata.
Mas ainda assim, eu não paro,
Porque naquela fumaça, eu encontro um refúgio.
Um refúgio temporário, uma ilusão,
Que me deixa esquecer, por um instante,
A dor, a tristeza, a solidão,
E o vazio que me consome.
Mas quando o fogo se apaga,
E a fumaça se dissipa,
Eu me vejo novamente,
Sozinho, com meu pecado.
"Não bebo, não fumo e não uso drogas; meu único vício é admirar o que é belo. Não gosto de festas ou baladas, prefiro o aconchego do meu lar. Vivo com o propósito de evoluir constantemente e sou guiado pela minha fé em Deus."
Certa vez, havia um caipira descascando fumo, sentado, na entrada de uma cidadezinha do interior. E passou um carro com um homem da cidade grande, parou ao lado e perguntou: ôh caipira, como é a próxima cidade, é boa?
O caipira respondeu: "depende, sô!."
O homem do carro retrucou: depende de quê?
O caipira então disse: "depende se de onde você vem era bom..."
Certos dias eu fumo cigarros com marca de Batom e no dia seguinte tomo vinho com gosto de lágrimas.
Uns fuma por curiosidade, outros fumam por que gosta, eu não sei por que eu fumo, só não parei ainda por que não achei a resposta .
Drama fumo
Eu não fumo
nada eu não sinto
nada eu vivo tudo
não sofro nada
eu amo pouco
e me apaixono muito
riu por nada
e choro por
lágrimas secas
que não escorre
na face mais sangram
a alma ou será
que sorriu por tudo
e vejo por nada
ou talvez mais uma ver
este fumo me deixa
sem pensar e
meu coração
fica sem te ama
que sina tremenda
de ama a drama
da complicação,
amu ti ou
emanada senhora.
CIGARROS QUE NÃO FUMO
Antes de sair de casa eu disse e redisse:
Até logo, eu volto já
Ao meu lar,
Vou só ali ao quiosque comprar
Cigarros,
Escarros,
De grumo
Que não fumo.
E fui ao quiosque da esquina
Do meu esquinal
E, não me levem a mal:
Foi aí que encontrei
E desejei
Uma mulher pequenina
A vaguear no seu andar sem rumo,
Junto ao quiosque do meu fumo,
Que ficava naquela esquina.
Intestina
Da minha esfumada sina
Que já foi de nicotina,
Mas ao conhecer a pequenina
Deixei tão amarga amarra
O fumo, ao som de uma guitarra.
Farra,
Louca por amar
E nunca,
Nunca
Mais voltei ao meu lar...
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 05-08-2022)
A tal da insônia!
Já são 1h55.
Eu me mexo na cama, eu levanto, eu bebo água, mexo nos cabelos, fumo meu charuto de sabor chocolate...
Fico em êxtase!
Já são 2h30 da madrugada...
Fico com meus pensamentos soltos!
Não consigo dormir, minha inquietação de um dia diferente que eu tive hoje.
Fico com meus pensamentos soltos!
Ouço a música tocar, trago em minha memória lembranças da tarde de hoje.
Pensamentos soltos!
Lembro do teu sorriso sapeca, do teu olhar fixado aos meus, lembro das minhas mãos na tua pele, lembro dos meus pés encostando nos teus e lembro até da câimbra que tive do encaixe...
Risos soltos!
Pensamentos soltos!
Degusto meu charuto, sabor de chocolate e com meu bom vinho tinto cabernet Sauvignon...
Olho para minha cama e não te vejo e cheiro meu travesseiro para buscar teu cheiro!
Pensamentos soltos!
Já são 3h15 da madrugada de sexta-feira.
