Consciência
não era sobre força.
era sobre a consciência de não precisar se reduzir.
ela tinha o hábito de entrar em silêncio
e sair com um mundo novo no olhar.
sabia a hora de responder,
sabia melhor ainda quando não valia.
não discutia com quem ainda usava o tom de voz
pra tentar ganhar presença.
não se distraía mais com elogios.
aprendeu que o brilho que vale
não vem do aplauso,
vem do que sobra
depois que todos se vão.
tinha o corpo marcado por pausas,
não por feridas.
seus afetos moravam na nuca,
nos pulsos,
em partes onde o coração só encosta
se for com cuidado.
ela não queria mais ser compreendida.
queria ser sentida,
e isso já era difícil o bastante.
não fazia da dureza uma armadura.
fazia da lucidez um abrigo.
sabia a hora de fechar os olhos,
sabia ainda mais a hora de partir
sem fazer barulho.
não dava mais explicação
sobre a própria leveza.
foi chamada de fria por quem confundia serenidade com indiferença.
e de intensa por quem só reconhecia presença quando era barulho.
mas ela era maré funda.
não se notava na superfície.
não cabia em primeiros olhares,
em conversas rápidas,
em mãos que não sabiam parar.
carregava a própria história com precisão de quem já se ouviu.
não se envergonhava do que chorou.
mas também não usava a dor como decoração.
tinha atravessado demais
pra querer ser mártir.
sabia o que podia perder
e mesmo assim escolhia.
porque sabia o que não podia mais perder:
ela mesma.
não era sobre se bastar.
era sobre não aceitar mais a amputação como preço de amor.
sobre não achar bonito o que diminui.
sobre não negociar com o mínimo.
alguns diziam que ela era difícil.
ela sorria.
não corrigia ninguém.
tinha aprendido a diferença entre ser difícil
e ser indomável.
em algum momento da vida,
ela cansou de se ajustar.
e começou a crescer para cima.
e para dentro.
e para todos os lados
onde o mundo não cabia.
quando ela passava,
alguns a olhavam como enigma,
outros como excesso,
mas quem sabia ver...
sabia:
ali andava uma mulher que não precisava ser explicada.
só respeitada.
Juliana Umbelino
O tempo é uma jornada,
uma vivência em sua essência.
Valorize cada instante com plena consciência.
Não há quem tenha mais ou menos, é uma lei.
Cada um tem sua quota, sua própria regência.
Livro: O Respiro da Inspiração
Não é que eu não queira!
Não é que eu não queira
Se eu disser que sim
Minha consciência diz que é errado
Se minha consciência pesa
Vou ter que carregar o peso sozinho
Se eu carregar sozinho vou sofrer
E sofrer dói.
Por isso é melhor dizer não
Mas não é que eu não queira.
A verdadeira questão, não é 'O que é real?', mas sim 'Como minha consciência participa da construção desta realidade?'
Em carcaças emprestadas, a vida se entrelaça, consciência desperta, verdade que nos abraça.
Livro: O Respiro da Inspiração
É preciso ter maturidade e consciência de lidar com pessoas, pois se você não tiver disciplina de si, tende a enlouquecer seu subconsciente.
Vendo tanta divisão e brigas, percebo que, infelizmente, o nível de consciência da grande maioria é bastante limitado. Na prática, explicar muitas vezes é cansativo demais. Não podemos exigir compreensão de quem não experimentou múltiplas realizações ou vivências que ampliam a percepção e a sensibilidade. Sem esse amadurecimento e aprofundamento, é natural que a compreensão seja restrita, pois falta uma vivência concreta que permita uma conexão mais profunda com ideias, emoções ou conceitos complexos. Assim, exigir uma compreensão plena de quem ainda não passou por diferentes níveis de aprendizado e evolução é, muitas vezes, uma expectativa incompatível com o estágio de desenvolvimento individual de cada um.
Consciência crítica e liberdade de expressão são privilégios de poucos; a maioria batalha para assegurar o pão nosso de cada dia.
Mataram a consciência a tanto tempo, que o ser humano que aprendeu a ter-la pode se auto-titular rico da moral.
A consciência é a nossa melhor companhia, através dela nos decidimos se devemos prosseguir ou recuar quando não estamos corretos.
A“VOZ” DA CONSCIÊNCIA E OS “OLHOS” DO CORAÇÃO
Autora: Profª Lourdes Duarte
Na vida, tem muitas maravilhas, que podem ser valorizadas. Mas se não acreditarmos naquilo que somos capaz de fazer; quem vai acreditar? Procuremos olhar com o coração e oferecer gestos de carinho e atenção a quem nos rodeia e nos valoriza, pois a felicidade é algo que conquistamos e pode ser espalhada para outros.
Não existe maior bem do que ser feliz e fazer alguém feliz.
Aprender a escutar a consciência e a olhar com o coração, é um dos caminhos para proporcionar tamanha dádiva a alguém e a si própria.
Agir com calma e prudência para não ferir ninguém, ter respeito é algo que também se aprende, assim como, ter cuidado com as palavras pois elas muitas vezes ferem como laminas afiadas. O silêncio, muitas vezes, fala mais e diz coisas vindas do coração, que jamais as palavras poderiam dizer.
Quando visualizamos nossos objetivos e criamos expectativas e coragem para lutar e seguir em frente, não esperamos ser felizes nos outros.
A coragem e a perseverança são necessárias para realização dos nossos sonhos. Tenhamos em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na nossa cabeça, ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acreditarmos que podemos fazer, conseguiremos, sem ter que esperar no outro para sermos feliz, mesmo que este, esteja sempre ao teu lado. Ao contrário, nos sentiremos realizados e felizes e este estado de bem estar pleno,nada mais é se não, a valorização da vida e das coisas que nos rodeiam.
A prender a olhar com o coração e a ouvir a voz da consciência, nos faz ver a vida tal qual ela é e aceitar os altos e baixos sem que sejamos infelizes. Ao contrário, aprenderemos a valorizar a vida e as coisas simples que ela nos oferece. O amor se fará presente pois usaremos o bom senso e a maturidade obtida com experiências passadas, mesmo que estas nos causaram sofrimentos, servirão como aprendizagens .
Quando se está feliz a “alma fica mais fina e elegante”. Deixamos de ser vitimas dos problemas e nos tornamos autores da própria história.Não reservamos no coração lugar para rancor nem raiva e as mágoas que nos roubaram noites de sono, em nada afetarão na nossa felicidade.Desta forma, compartilharemos a felicidade com outros, seremos felizes e faremos outros felizes.
Não perca seu tempo procurando respostas no vento, examine sua consciência, as respostas estão dentro de você, só você poderá identificar o que é bom ou ruim,a vida é sua e de mais ninguém. ( Profª Lourdes Duarte)
Haja com consciência naquilo que fazes, procuras tomar decisões coerentes com tua consciência. Henri Louis diz que: “Se consciência significa memória e antecipação, é porque consciência é sinônimo de escolha. " Podemos tentar evitar de fazer escolhas com medo de errar, mas mesmo isso é uma decisão, é uma escolha.
Profª Lourdes Duarte
VALORIZE SUA VIDA
Autora: Profª Lourdes Duarte
Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez, valorizássemos mais. Muitas vezes o tempo passa... Passamos pela vida e não vivemos.
Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Lembrem-se, a cada dia Deus nos da uma chance de reconstruirmos nossas vidas. Não olhe para trás, o que passou, passou, o que perdemos, perdemos. Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciarmos as flores dos campos, sentirmos o orvalho da manhã molhando nossos rostos, ouvirmos o canto dos passarinhos, andarmos descalços, sentindo a natureza em volta... Sorrirmos para os colegas de trabalho, abraçarmos um amigo, dizer eu te amo a quem amamos e não expressamos nossos sentimentos.
Ainda há tempo para olharmos no fundo da nossa alma e nos encontrar e percebermos que a felicidade que tanto sonhamos está na simplicidade das coisas e que é preciso descomplicarmos a vida para que possamos viver plenamente e sermos felizes.
Não sejam como as sementes que nunca brotam, sejam como as flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranquilas, vividas, se entregam ao vento.
