Conquistar Menina que Ja tem Namorado
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Você já teve dúvida? Um milhão delas? Todos temos dúvidas? Todos nós não sabemos? E por qual razão ou motivo deveríamos saber?
Ser, existir, estar aqui... Tudo o que vemos e o que somos nos trazem dúvidas ao percorrer do tempo e de seus acontecimentos.
É tão desejado por nós a tal "certeza" que aniquila a famosa duvida... Por que querermos saber? Porque querermos estar certos! E a única maneira para isso é tendo a tal certeza assassina da dúvida;
Matar pode ser algo bom, desde que matemos o que nos impede de viver... E sabemos que o que nos impede de viver são nossas próprias bagunças, conteúdos, acúmulos de dentro que nos transbordam para fora.
Eu queria saber de um tanto de coisas, ma será que eu preciso delas? Será que é tempo? Até mesmo da dúvida há dúvida... Será? Saber pode ser um tanto arriscado, não sabemos o que faremos com esse tal "saber", e então, de uma dúvida morta nasce outra em seguida...
Acredito que é necessário estar pronto para o tal "saber", para o que era útil não se tornar inútil, ou o que era libertador não se tornar uma prisão...
Precisamos estar preparados, e a dúvida em alguns momentos nos salva do nosso próprio despreparo...
Há motivo, há razão... Mas nada existe completamente do nada em nossas vidas, para nascer precisa ser gerado, para ser gerado é preciso ser feito, e para fazer é preciso saber como... E assim quando algo como a "certeza" nasce sabemos exatamente o porque, como e quando ocorreu... Mas talvez a semente de tudo isso foi de inicio a nossa "dúvida".
Todos os tempos já foram,são, serão, presente,passado e futuro por isso viva sempre o agora, que já foi antes e se tornará depois...
Se um dia já queimastes a tua mão por tê-la colocado no fogo, só tornarás a repetir esse ato se na primeira vez não sentiste dor alguma...
As pessoas partem, e isso já não me assusta. Mal consigo prender um lápis atrás da orelha: quem dirá alguém no coração.
Estava cansado de perguntas que me rodeavam há mais de um mês. Nada perdura tanto em minha mente, já que me conhecem por meu aparecido esquecimento. Afinal, quem sou eu? Ora alguém que desperta. Menino, poeta, outras vezes, ninguém. Se contar com a mesma mente, sou gente. Momentâneo, mas sou. Olho à porta alta, penso ser astronauta, mas findo como o Zé que cansou do codinome. Cansado do farto de escrever como poeta. Miro a janela incerta. Corro e me jogo como um pássaro deve ser. Não me restou tempo nem para gritar. Caí na grama, não fraturei uma perna! Me atirei do primeiro andar.
Já tentei, mas não entendo a ideia de ser livre para beijar outras bocas, sentir outros perfumes, e trocar dia após dia o entrelaçar de muitas mãos. A pessoa se confunde com tamanha informação e não sabe mais de quem é que cheiro, quem é a dona de tal toque, ou qual a boca que só usa vermelho. Não aprende de ninguém tais manias. Não sabe que Carmem ama piano, e Joana faz balé. E que Anita se remexe, embora não saiba dançar. Não sabe! Não sabe que Amanda é a que encaixa perfeitamente em seu peito. E que Clarisse chora fácil quando acaba um livro. Estufa o peito e branda: “Desapego é prática, é prático, uma brincadeira!” Uma brincadeira que logo perderá a graça quando tudo estiver vago e com tempo de sobra para pensar e se lembrar de Carmem, Joana, Anita, Amanda, e muitas outras que por suas mãos passaram. E então descobrir por que findaste só.
Arranha-céu,
O céu arranha. Quem me dera ser criança, olhar para cima e sorrir. Se ainda rio já não sei. E se sei esqueço. E se esqueço já não lembro como fui ao ser criança. Quem pudera a infância visitasse sequer uma única vez o meu ser: esse pobre calejado, avançado
e ainda assim paralisado em primícias das quais não sabia e confesso que ainda não sei o que aconteceu que fui olhar para aquele arranha-céu e não sorri.
Eu estive reparando a lua e pensando nos muitos olhares que já percorreram por ela. A lua é a junção dos separados, dos apaixonados, dos desesperados… Numa noite há tantos que se amam e a convidam ao compartilhamento. E a lua, sempre educada, se doa, e se divide com os demais olhares de casais de namorados que antes nunca aperceberam-se do quão bonita é! A lua sempre desculpa os dispersos. Às vezes se exibe com confiança, em outras, acanhada. A lua pela manhã se despede com saudade. Há os que não se contentaram em admirá-la apenas de longe; e por isso as pegadas nela. Ontem eu olhei no céu a mesma lua que Cecília, que Machado, que Drummond contemplaram e a que o moço que conserta os meus sapatos ainda observa. Pensei no meu amor por ti e então descobri que certas coisas Deus fez para serem eternas.
Renúncia
Acabou-se a vocação para poeta
Não me chame Poesia! Estou ausente
O “volto já” à maçaneta é puro engano
E frustra os planos de quem só quer chegar
Pois eu tão fui como ainda sou dele
A tevê que me assiste bem sabe
e quem me espia da janela também sabe:
Há dias que não me encontro mais em mim.
Às vezes penso que deveria ser mais velha. Talvez para ver a vida acontecer como desde já suponho. Mas ao mesmo tempo que penso nisso, também penso em quem sou. No meu eu, no meu âmago, na minha parte intangível, e que forma o meu caráter. Não que eu desconsidere a experiência contida nos anos. Sei que ela existe! Mas quando olho para mim, não é para vigiar a aspereza em minha pele, e sim os valores que me dão peso por dentro. Sendo assim a idade não vem ao caso; desde que eu me esforce em ser um problema a menos no mundo.
Pensamentos
Já me peguei em meus pensamentos, vagando junto ao vento, pelos campos e pradarias deste vasto rincão fronteiriço, sem muro, cerca ou portão, dentro deste lamento de perseguir os meus pensamentos, percebi que de nada adianta tanto sofrimento, guardado no peito e nos pensamentos, se o passado e um tormento, sigo sem rumo junto ao vento, tentando entender esses pensamentos, que ficaram guardados dentro do meu peito e coração.
Se quero casar? Quero. Se não der, tudo bem. Não porque eu não queira ser de ninguém, porque já sou de mim mesma, mas porque não sei se quero mesmo abrir mão do que tenho hoje, que são essas asas abertas e prontas para voar. Mas uma hora posso querer um ninho, sim. Só não vamos também chegar ao ponto de achar que quero procriar…rs
É necessário sofrer de amor...
Sofrer de amor é algo que todos já passamos, não tem jeito.
Alguns sofrem mais intensamente, outros mais alcoolicamente. Tem até os que mudam de religião, de time, de casa. E cada um faz o que faz, como atitude desesperada pela dor latente, pela confusão entre querer de volta e não querer nunca mais.
As postagens provocativas, filosóficas e reflexivas das redes sociais são retratos de esperança de que o outro leia e tenha um lampejo onde perceba que é melhor voltar e, mais, voltar consertado, sem os defeitos que tinha e que faziam a relação ficar complicada.
Também tem os que postam inúmeras provas de que mudaram e estão melhores, para que o outro veja e pense: “Agora sim, vou voltar, porque ele mudou mesmo”.
Ah, se pudéssemos ter um spoiler da vida…
Íamos saber que não há nada melhor do que seguir em frente. E que se acabou, que acabe logo toda dor, sentimento e rancor. Porque sempre vem um depois. Sempre vem alguém depois.
Se tem algo que eu aprendi nesta vida é que sofrer de amor é ok, uma hora essa dor passa e o que ficam são os rastros exagerados do que a gente fez tentando fingir que não doía. Então é melhor sentir tudo e não mascarar nada.
Sofrer de amor, no fim das contas, é necessário. Nos faz amar melhor, escolher melhor, evoluir. Quem nunca sofreu de amor, provavelmente nunca saberá o que é encontrar um amor melhor e olhar para trás e pensar como era tolo.
E cá entre nós? Nada como ver como éramos tolos e hoje estamos bem melhores.
