Conquistar Menina que Ja tem Namorado
Choverá
Essa solidão que, há tanto tempo, venho preenchendo com histórias que já não fazem sentido.
Viver essa mentira de que “não estamos sozinhos” tirando todas essas crenças
Humanamente, somos todos assim: a ânsia, o medo do vazio, e o que ele faz com você.
Certa vez, eu estava sentado em uma praça.
E o que restou foi apenas o fim da tarde.
O sol estava prestes a ir embora, e eu pensava
“Como isso é doloroso. Já não tenho mais por que desviar o olhar do sol.”
As coisas aconteceram tão rápido,
que o tempo que passou já não importava.
Tornaram-se partes no tempo:
momentos, sonhos, esperança, desejo, apreço, culpa, decepções.
O sol, enfim, desapareceu.
Me levantei do banco.
E depois disso, só me restou voltar pra casa,
apreciando cada parte da rua:
o céu já escuro,
pessoas sorrindo,
pensando no outro dia.
E sem que eu percebesse… choveu.
Choveu tanto que precisei me esconder.
Naquele momento, enquanto chovia,
o que passava na minha cabeça é:
“Eu gostaria de ir pra casa.”
Uma vez, uma pessoa me disse:
"Você pode ignorar a realidade, mas não as consequências de ignorá-la."
E, de fato, ignorei.
Vivi na minha bolha de que “tudo bem, não vou ficar sozinho, independente dos meus atos”.
E agora…
lido com as consequências.
Mesmo que eu não queira sentir isso,
eu devo sentir.
E quando não suportar, eu sei que... vai chover
"Quando me olha com esses olhos, eu já sei.
E quando me beija com essa boca, eu sempre sinto.
Quando me toca com esse toque, eu esqueço o mundo.
E quando vai embora por essa porta, eu quase morro."
Nada nasce pronto, mas tudo nasce com uma promessa. A semente já carrega o DNA da árvore, mas precisa do tempo, da terra e da chuva para se tornar floresta. Assim somos nós: nossa essência é o ponto de partida, mas o nosso potencial é um convite diário ao movimento. Não somos um rascunho acabado, somos uma obra que se descobre enquanto se faz. Respeite o que você é, mas nunca pare de florescer o que você pode ser
“O estruturalismo não revela a realidade: ele a constitui com a maior coerência simbólica já alcançada.”
Toda fotografia já nasce passado.
A luz do Sol leva oito minutos para tocar a Terra.
Quando aperto o obturador, o instante já não existe mais.
Nunca fotografo o presente absoluto.
Fotografo aquilo que acabou de deixar de ser.
A fotografia não é captura.
É testemunho.
É memória luminosa.
Fotografar é aceitar que o agora já passou.
A luz sempre chega depois.
E o que chamamos de instante
é apenas passado revelado.
A luz viaja a aproximadamente 299.792 quilômetros por segundo.
Do Sol até a Terra, ela percorre cerca de 150 milhões de quilômetros
em aproximadamente 8 minutos e 20 segundos.
Isso significa que o Sol que vemos agora
é o Sol de mais de oito minutos atrás.
Quando o obturador se fecha,
a cena já percorreu uma distância no tempo.
Não existe presente absoluto na fotografia.
Existe informação luminosa que levou tempo para chegar.
Toda imagem é física aplicada.
É relatividade cotidiana.
É passado transformado em memória visível.
Saudade é o vazio que pulsa, um eco silencioso do que já foi e não volta. Não é mera ausência; é a presença fantasmagórica de momentos que se infiltram na alma como brisa úmida do mar. Ela chega sem aviso, num cheiro de café antigo, numa melodia esquecida ou no contorno de um rosto que o tempo borrou.
No peito brasileiro, saudade é patria: o samba que embala ausências, o carnaval que mascara lutos, o abraço que o oceano separou. É o que nos humaniza, nos faz poetas involuntários. Dor agridoce, ela entrelaça fios invisíveis ligando o agora ao ontem, transformando perdas em relíquias eternas.
Mas cuidado: saudade em demasia paralisa, vira prisão de memórias. Aprenda a dançá-la, como frevo leve, deixando que ela venha e vá, sem raízes profundas. Pois viver é saudade em movimento – do que partiu, do que virá. Ela nos lembra: o amor verdadeiro nunca some; apenas espera, paciente, no limbo do coração.
Livre-pensar é só pensar; livre-cheirar já é estatística.
Entre a Direita que não cheira e a Esquerda que não fede, o Brasil só se equilibra com o Partido do Suvaco (PSuv): a única via que assume o próprio odor.
Carlos Alberto Blanc
A esperança de um homem perdido é a última arma de quem já não tem mais nada a perder.
Carlos Alberto Blanc
O mestre que acredita já saber de tudo tornou-se um copo cheio: incapaz de receber novas águas e fadado a estagnar na própria arrogância. A verdadeira maestria é a capacidade de olhar para o que você faz há mil dias com o espanto e a curiosidade do primeiro encontro. Quem guarda o coração de um aprendiz é o único que nunca para de crescer.
Eu amei você
Mas me amei de menos
Aquele pedestal que te
coloquei, já não era mais amor
Era dependência
Eu dependia de você
E você dependia de tempo pra mim
Grande enrascada
Na verdade tu só era ser humano
Como eu
Eu era e já fui como você também
Dois iguais extremamente opostos
Quem disse que os opostos se
atraem não conhece o que vivemos
Ou o que deveríamos ter vivido
Deveríamos?
Não sei te dizer
Porque cortei nossa raiz antes
Precisava de mim
Precisava de tempo pra mim
Tu dependia de mim
Mas eu dependia de um tempo pra mim
E aí então o jogo virou
Nossas dores sendo expostas
em música
Nossa história sendo jogada
fora, por quem menos queria
Por mim
Você estava cansado e eu cansada
Nossas bocas secas, nossos
olhos cheios de lágrimas
Diversas dores do presente e do
passado e uma certeza
Não dávamos mais certo
Queria ter lhe dito
Lhe contado o que planejava
Mas o contato havia de tornado escasso
Ora, não era você que precisava
de um tempo para si
Mesmo que não tenha me dito
O fez
Tinha me cansado da espera
Tinha me tratado como miséria
Eu era tão infeliz assim
Dependia de tão pouco para
alcançar a paz
Talvez sim
Talvez não
Você era muito
Ou eu que não o via?
Jamais saberemos
Porque não nos convencemos no mesmo dia
- Falta 09 dias para o seu aniversário
O Cansaço da Alma Leal
A brisa da retidão já não me alcança. Minha lealdade se tornou uma veste rasgada pelo atrito incessante. Eu vos suplico, com a voz que mal me resta: a luta contra a escuridão dos algozes não me destruiu por fora, mas está prestes a encher de ervas daninhas meu jardim interno.
Por Deus, está pesado o fardo de buscar manter acesas luzes em um mundo que prefere a sombra! O meu maior medo é que, de tanto lutar contra a crueldade, eu perca a memória do meu próprio rosto e, no derradeiro ato de cansaço, espelhe na face os traços de quem me fere.
Preciso de vossa intervenção, não de vossa força. Preciso que o senhor me resgate antes que a fúria e o desespero me transformem naquilo que me faz chorar e combater.Por favor, salve a última flor da minha ética, antes que ela queime e se torne a cinza fria da desesperança.
Nunca fale seu próximo passo para ninguém. O dito faz o cérebro entender como já concluído, dissipando assim a ação.
Já ouvi falar muito mal de certas coisas. Talvez o correto era ter "conhecido" primeiro. É aquela coisa... de repente o que é ruim para o outro é bom para mim.... vivendo e aprendendo...
Há diferença entre ser pobre e ostentar o minimalismo. Este é escolha com gosto de lucro, já o outro primazia da falta que não se sacia.
Tempos Fúteis
Demétrio Sena - Magé
Você já teve a impressão de que alguém mandou para você um recado ameaçador, através de você mesmo? É como se a pessoa dissesse, para você entender sem ter certeza, e tudo ficar por isso mesmo: "Diga para você que mandei lhe dizer que tenho ranço de você e vou lhe pegar lá fora".
Trata-se de um esforço para fugir dos olhos nos olhos. Da conversa franca e pessoal, que se torna mesmo impossível, por excesso de véus. De truques e dissimulações que ajudem a fugir da elucidação de alguma celeuma que provavelmente nasceu de um fuxico secreto, à base do "não conte que te contei". São coisas de rede social. Ainda não passei por situação semelhante, mas ouço narrações diárias a respeito.
Minha reflexão gira em torno de, se não cuidarmos de nossa estrutura emocional nestes tempos de futilidades raivosas, ficaremos temerosos de atravessar uma rua... de passar por um beco mais deserto... circular à noite ou ser, em algum lugar, aquela presença que ameaça o ego de alguém
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Respeite autorias. É lei
