Conforto da Morte de um Filho
O urso entra numa caverna e hiberna, digerindo as experiências que vivenciou. Ele se reconecta com a Mãe Terra, numa introspecção intensa, para depois ressurgir na primavera da alma, num renascimento, quando tudo está brotando novamente. Nesse período nada do que está lá fora importa, apenas o refazimento, o ato de pensar sobre as atitudes tomadas, acreditando que as respostas estão dentro de nós mesmos.
A escada sempre mostrou o caminho,
mas quem queria seguir?
Só o tempo seguia.
Sempre correndo demais.
E correram rios, automóveis e touros.
Estourou a epidemia.
O mundo parou!
A bolsa caiu!
Os esquilos pularam feito loucos.
O ar enfim, respirou!
O barulho era de silêncio.
As baleias dançavam com graça e liberdade.
As horas passaram a cair feito chuva.
Era tanta hora que ninguém mais sabia o que fazer nas horas livres.
Onde não chovia, as horas ficaram curtas demais.
Ninguém mais respirava
Faltavam horas...
Naqueles dias todos choraram.
Tanta gente morreu... não havia mais hora para viver.
Escassez das Horas
Palavras em Pedaços
Revinda
Vim morrer em Araguari
Cidade sorriso, eterna
Que a mocidade é daqui
E o meu berço governa
Em uma banda a revinda
Na outra a fonte fraterna
Entre ambas a falta ainda
De a história que hiberna
E sinto, sinto: ganas nuas
O sentimento na berlinda
A ternura vagar pelas ruas
E rir. Antes que tudo finda
Vim morrer, no aceitar vim
Cá para as bandas das gerais
Vim. Outrora chama por mim
E, e por fim, não chama mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/04/2020, 08’01” – Cerrado mineiro
Em uma noite tão fria venho a te olhar ,entro em seus aposentos subo as escadas olho para o relógio 22:00 fico em sua porta te olhando com tanto desejo olho para o relógio já são 00:00 sinto sua vida se esvaindo de sua matéria entro em seu quarto já não a mas vida aqui olho pra o relógio 06:00 eu lhe acordo pra ver o sol vai ser a última vez que vera a luz os ponteiros do relógio Marcaram seus suspiro e em três tic te levarei e vc tão inocente me pegunta , pra onde me levará quem e você e com toda elegância te respondo eu sou oq você mas teme e temeu eu só o veredito pro bem e pro mau ninguém foge de mim prazer eu sou sua morte 7:00 da manhã desliguem os aparelhos ele está morto .
Foi de tanto acreditar que perdeu a fé
Foi de tanto esperar que perdeu a esperança
Foi de tanto querer ver que pensou estar cego
E assim vai indo em há decepção
É hora de mudar seu rumo
Escolha outra direção
Não existo futuro certo
Tudo é um talvez
Se entregue arrisque-se e se não der certo
Comece tudo outra vez...
Estou plenamente ciente do que está acontecendo com o mundo.
Saber o que estar por vir é uma espada pesada e esperar com fé ainda é o melhor escudo.
Se preparar para luta é preciso.
Mesmo sabendo que não haverá surpresas. O desfecho é muito confortante.
Sem dor, sem calos, sem sangue.
Só uma nova vida onde antes só havia morte.
Quem tem a mãe viva, valorize. Depois que a tampa do caixão for fechada, a única coisa que você terá será a lembrança, talvez poucas, pois quando ela estava aqui, você não abraçou, beijou, sorriu ou disse "mãe, eu te amo!". O maior presente para uma mãe é o amor dos filhos, que em muitos casos só dizem de verdade que amam quando se inicia o cortejo fúnebre. Pense nisso hoje para não se arrepender amanhã, em um tempo que não voltará mais...
Aprendemos que esse mundo não é como a Mãe e o Pai. Ele não se importa se estamos felizes, e não fica triste quando morremos. Não somos importantes para ele.
Esperar impacientemente a paciência, deixar no passado todo o presente.
Existir, sem ao menos ter sua existência.
Poder ser igualmente diferente.
Essa é a lógica da contradição, completamente incompleta,
Sem sentido, mais tendo razão,
em um mundo de pensamentos onde só os fortes entenderão.
O dilema da galinha e o ovo,
Dividindo opiniões por terras, mares, nações...
Aqui o novo se faz velho e o velho se faz novo.
Um lugar onde fraco se faz forte, e o azar da lugar a sorte.
Onde a opinião é dividida.
Vida... Morte.
O Invisível
O invisível sentimento de impotência
Carência, demência, sub-existência
Gosto amargo na boca, pena e dó
Que coça a garganta, corda e nó
O invisível está lhe observando
Abençoando, julgando e devorando
Eviscerado no conforto da nostalgia
No deja-vu singular d´outro dia
O invisível é a mascara do doente
Quente, indiferente, inconsequente
Asfixiado na verdade ou na mentira
É a hora do óbito que alimenta planilha
O invisível no caos da sua vida é pressão
Ação, reação, frustração e obsessão
Na sua partida inesperada e imprevisível
Aponto meu olhos para você, O invisível
As claras diferenças entre aqueles homens e nós não reside no conhecimento, na tecnologia nem na cultura, mas sim em suas perspectivas sobre a vida e a morte.
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