Conforto da Morte de um Filho
A solidão é como um alcoólatra, o sentimento de amor é como a bebida, que te faz mal e destrói sua cabeça.
Alegres promessas guardadas em um pote sem tampa
Hora transborda, hora esvazia
Ninguém o acomoda e ninguém o vigia
Aparece e some,
algumas vezes some por dias
Lá dentro tem tudo o que queres
Foi sua decisão o que guardar no que se poderia chamar de pote de promessas
É claro, deixa-lo aberto e acessível lhe traria surpresas, algumas boas...
Uma sugestão inteligente seria trocar-lhe o nome
Não lhe cabe chama-lo de pote de promessas mas de pote da vida.
Como amante do frio, nada eclética e exageradamente exagerada, hoje seria um daqueles dias em que gostaria de ultrapassar meus limites. Seja em falar além do que já falo, andar de bicicleta num bosque onde o verdejar viesse todos a me cumprimentar, num gesto de inclinação nos momentos de ventos mais fortes, sentir a brisa acariciando suavemente minha face... tudo isso sob aquele sol radiante, que com toda sua majestade te convida a dar um mergulho no mar. Ah... que bom seria poder mergulhar naquela água azul e morna. Suavemente emergiria sobre a água e sentiria o sal retirando de mim toda impureza do corpo. O que mais me encanta nos mergulhos em praias, é a sensação de bem estar que não se restringe apenas ao corpo, ela penetra e te purifica a alma. Que alívio sentiria neste momento! Neste mesmo instante, abriria as malas das mágoas, tristezas, insatisfações, doenças que cativei... deixaria também a mala dos sonos em excesso. Quanto tempo perdido! Poderia ter amado mais; mergulhado em águas frias, mornas, tremendamente geladas... andaria mais de bicicleta, daria menos importância à algumas amizades e teria ido de encontro a tantas outras que por um motivo ou outro, foram se afastando. À tardinha, chamaria alguns amigos com suas namoradas e namorados, meus filhos, nora, neto e iríamos ao Espetto Carioca do Park Shopping, aqui de Campo Grande. Que lugar aconchegante!!! Pediríamos todo tipo de bebidas, petiscos... posso contemplar as gargalhadas alucinadas depois de algumas bestagens que uns e outros soltariam, com certeza. As lembranças de quando mais jovens, nos levariam a quase engasgar de tanto sorrir. Os músicos já estariam em seus postos e trariam em seu repertório músicas antigas que nos remeteriam, mais uma vez, a um passado pouco distante, mas que nos deixaram marcas como: os cabelos grisalhos; alguns códigos de barra em torno dos lábios; os pés de galinha que persistem em sorrir junto com a gente; nos joelhos que já impedem que levantemos as pernas como dantes, mas que mesmo assim, nos levariam ao meio do restaurante para dançarmos ao som do ontem, que estava logo alí, mas passou. Como tudo passa. Passou até mesmo toda a doce quimera que seria se hoje tivesse mesmo aquele radiante sol.
No início, nada de tão sério. Até que a intensidade foi se tornando insuportável. Era um dia sem sono e outro, hibernação. O corpo e a mente se mantinham em frequente luta para ver quem conseguiria trabalhar mais. Se num dia não comia nada por total falta de apetite, no outro devoraria qualquer coisa. Paulatinamente a dor no meio do peito parecia se aprofundar até transpassar às costas. Os esquecimentos não eram mais um simples apagar de mente por segundos, passavam-se tempos, até que conseguisse a tão famigerada lembrança de volta. De repente, saber que no dia seguinte teria que ir a algum lugar tornava minha mente e corpo em erupção total, era suor para todo lado, coração acelerava e tudo implorava por socorro. Não era falta de fé, fraqueza, estresse seguido de dor no peito ou loucura diagnosticada, era depressão e síndrome do pânico tratados por psiquiatra e análises com psicólogo.
Se agora tudo está bem?
_ Sim. Até que por qualquer razão, que não seja rotineira, venha me abalar novamente.
O quê que faço quando tudo volta?
_Absurdamente, com uma lança em mãos e vestida de couraça, me levanto e enfrento meus dias.
Por que a analogia quanto à lança e a couraça?
_ Porque é dessa forma que me sinto, como que se vestida estivesse para me deparar com a guerra que não está do lado fora, mas intrinsecamente, em mim mesma.
Se é fácil?
_Não, não é fácil. É uma batalha enfrentada cara a cara todos os dias.
vts
tem uma dor presa aqui, fazendo um buraco que rasga com unhas afiadas e cara de quem quer ver a dor agonizante
tem um grito que não sai, está entalado; em quarentena, ele aguarda pela prisão perpétua
há mãos atadas, calejadas pelos carinhos distribuídos em peles com queratose pilar, não pelo excesso de queratina, mas por não conhecerem a reciprocidade
há olhos vendados por não suportarem a luz do dia
há corpos estendidos sobre camas, corta-luz nas janelas e portas trancadas
há alguém a implorar por socorro através de códigos, por não suportar o desacreditar no amor
mandem mensagens, liguem, façam-se presentes, quando souberem o que realmente querem
pessoas não são descartáveis, amor não é banal e palavras deveriam ser sempre verdadeiras.
vts
O que restou de sua ausência...
(Múcio Bruck)
Professo a fé em um amor que sabe amar
Imploro, pela remissão de meus descuidos
Agradeço aportar-me em sonhos desejados
Alimentado de puros momentos passados
Lá, naquele momento, estância de toda alegria
Caminhei por sobre solos que esperança imprimia
Minha emoção, intensa, quase feliz, ansiava-te
Silente, olhar viúvo de ti, inda captava sua sintonia
Meus passos se faziam curtos, afastando chegadas
Temiam o rodar e o correr dos ponteiros, horas vazias
Os segundos, ganhavam asas, pospunham a passada
Apaixonado, ouvia-te, distante, com a alma embriagada
Sentia-a viva em mim, tão plena, luminosa, sã e forte
No calor, em suave odor, com certezas de sorte prescrita
Julguei, perdido, meu seguro porto...meu norte
Despido de certeza de querências, avidez e ode
Sem desejos da partida, que breve se achegava
Machucava o incerto por vir, sem sabores, sem quereres
Restando de certo, desejos de beijos e abraços cobiçados
Magias, em esscências do penhor de quistos reencontros
Um dia você acorda e percebe que tudo não passou de ilusão.
Foi apenas mais um vez, o destino brincando com você.
Eu, enquanto primeira pessoa, sou o melhor sujeito oculto da minha terceira pessoa. Quando por um lado, a terceira pessoa do plural, me tira o brilho dos olhos, por outro, a segunda pessoa, me despertam um brilho diferente. Desperta, porque o brilho é sempre da primeira pessoa. Ninguém tira, nem coloca brilho nos olhos de ninguém.
Após esta ser marginal, jamais alguém vai te excluir de um grupo, de um partido, do poder, de colocá-lo à margem. Ostracismo será abolido.
DIAS DA VIDA
Cada dia da vida
Sempre um Crick. Em dezembro
Tudo é chique. Brinde.
Os janeiros que se passam
Juntam algumas fotos Vividas a cada copo.
CAATINGA
Há um tempo.
Em que o tempo.
Não ajuda.
A chuva não pinga.
As nuvens não carregam.
E também secam.
Seco é o ar.
Céu parado.
Acabaram as farturas.
Semear o que,
Se o tempo já se fez.
Nada que vai nascer.
Terra que vai padecer.
Esperança de um tempo.
De uma renovada vegetação.
Para a vida no sertão.
O vento sopra na tarde de mais um dia.
No portão, deitar ao chão, nuvens no céu.
Figuram-se nas mentes de quem for capaz.
A garota e o rapaz sentados na praça a olhar
A rua calma, as pessoas passam.
O vento sopra o tempo.
Tardes pra andar.
Tardes pra pensar.
Tardes pra descansar.
Sou inexplicável, normal, confuso, sincero, transparente, sonhador, amoroso, é um mix de sentimentos que levam a minha personalidade, a simplesmente a minha essência.
Um olhar que penetra e encanta
Como um facho de luz que o dia abrilhanta
Um suspiro tão forte que empolga e anima
Como o vento que sopra os galhos lá em cima
O falar impactante tão firme e ameno
Que se confunde com o tom de um acorde sereno
Seus lábios macios e sempre molhados
Sua pele morena que instiga ao pecado
Carícias que ditam o sentido do prazer
Que arrepia o corpo e me faz enlouquecer
Um abraço acanhado com a mais pura magia
Que transforma o receio em paz e calmaria
E um saber diferente que norteia minha mente
Tão sábia, tão bela e tão inteligente
Cada palavra penetra o ouvido
Tão clara, marcante sem nenhum ruído
O ritmo com o qual ela dita
Envolve a alma, permite-se à vida
Vida de alegria, vida de viver
De se envolver sem pensar no que vai acontecer
É querer, é sentir, é gostar, é unir
E as lembranças ficam com um desejo de um dia se repetir...
Temos um testemunho a zelar principalmente em nosso lar, dentro de casa temos muita liberdade, talvez não nos restringirmos no falar, no pensar, e no agir.
Pr Erivaldo Lucena
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