Condenar
Posso julgar suas atitudes, mas não posso condenar um caminho que esta traçado pra ti. Por ego ter... E não altruísta ser.
Para quem se acostumou a julgar o outro, sua consciência sempre encontra a quem condenar, ainda que pela própria consciência, o tal condenado se sinta livre. Em outras palavras, consciência é igual roupa curta: depende do manequim de cada um, e o que é apertado para alguém, pode ficar largo em outra pessoa.
Não vou condenar ato impensado de um ser chamado bicho homem, mas, não admito tentar compreender como pode achar que sou um ser tolo.
Somos nós mesmos que criamos nossos próprios caminhos... E nunca adiantará condenar e crucificar alguém, por decisões erradas que veio de se mesmo. Somos nós que damos o veredito, de nossas decisões!
Refletindo conclui que não posso condenar e ridicularizar uma parcela de nossa população na qual enxerga como única realidade e prazer, o próximo show ou festa da moda!
O passado condena e me vangloria, o futuro que me condenar e me vangloriar, mas só o presente decidirá se vou ser maior que o ontem e se tenho condições de ser ainda maior amanhã.
Meu passado pode até me condenar. Meu futuro pode até me surpreender...
Mas o meu presente está sendo vivido um dia de cada vez.
É-nos fácil apregoar a liberdade da mesma forma que fácil nos é condenar os extremismos político-sociais, emancipando o que a liberdade tem de bom e condenando o que o extremismo tem de mau, sem nos apercebermos muitas vezes dos muitos pequenos extremismos que praticamos, no amplo espaço que dedicamos aos desígnios consagrados ao espaço da liberdade humana. Ser-nos-á ainda mais fácil compreender esta importante questão, se compararmos o espaço que dista entre a liberdade e o extremismo com a distância que difere entre a ditadura e a democracia, e mais fácil se torna a comparação se confrontarmos o “bem” com o “mal”, pois, quer numa extensão quer na outra, existem microrganismos do “mal” no lado bom sem que o “bom” consiga penetrar um microzoário que seja no lado mau. Ou seja, há células do extremismo que invadem o que chamamos de liberdade, da mesma forma que existem células da ditadura que se apossam dos ideais democráticos. Mais uma vez, com a conivência dos homens, o mal consegue prevalecer sobre o bem.
E baseando-me um pouco nas Redes Sociais, buscando exemplos do nosso quotidiano e exemplos recentes, faço uma pequena alusão a alguns exemplos concretos:
O futebol – além das clubites relativas ao Vendaval de Baixo, aos Craques do Centro ou ao Cascalheira de Cima, existe esse fundamentalismo quase doentio na comparação que fazemos entre os jogadores do nosso clube e de outro clube qualquer, ou da confrontação que fazemos entre o Ronaldo e o Messi, fazendo-nos, quase inconscientemente, deixar de parte a verdadeira essência do desporto, e neste caso concreto da arte do futebol, para defendermos, de forma intransigente, o nosso clube apenas por ser o nosso clube, ou o atleta em questão apenas por ser português, - e isso, na minha maneira de ver, é extremismo!
A religião – para muitas pessoas, mesmo em países onde a liberdade reina com uma estátua do tamanho do mundo, a religião é apenas uma forma de as pessoas se juntarem a muitas outras pessoas, com o intuito de uma sociabilidade protectora, mesmo sem conhecerem devidamente os preceitos dessa mesma religião que aparentam praticar, - e isso, mais uma vez, na minha maneira de ver, é extremismo!
A política – vivemos actualmente num país democrático, onde a liberdade aparenta ser de todos e para todos, mas, se olharmos com alguma atenção, cada força partidária tem tendência a se tornar intransigente na obediência dos seus princípios e das suas regras, sobretudo se estiver no poder, - e como não podia deixar de ser, isso também fomenta o extremismo!
As crianças – as crianças são o expoente máximo daquilo que conhecemos da liberdade humana; às crianças tudo é desculpado, até estarem mais ou menos formatadas para aquilo que nós queremos que elas sejam, mas ainda que compreenda e esteja de acordo com muitas das normas sociais que exigimos às crianças, causa-me alguma confusão e algum constrangimento o facto de impingirmos contratos às crianças em idade prematura e o facto de vestirmos as crianças todas de igual em muitos eventos e cerimónias que realizamos, - e isso, meus amigos, além de fomentar a exclusão social, é o princípio dos nossos extremismos!
Quanto à liberdade, quem a pratica? Quem a defende? Que espaço de tem?
Quanta injustiça e quanta maldade não fazemos por hábito!
Julgar e condenar a maldade Alheia é bem fácil!
Difícil e reconhecer e corrigir a MALDADE que Abita em nós!
Um passado
Um passado pode condenar.
Um passado pode alegrar.
Mais por mais que seja passado
Aproveite cada minuto
Porque não sabemos o que
Pode acontecer.
O passado não volta mais,apenas lembranças.
Mais lembranças boas
Lembranças ruins, não são
Lembranças, são apenas momentos
Que pessoas queriam não ter vivido
Por isso aproveite cada momento
Com amigos, famílias, professores ou até crush.
Pode ter certeza que é melhor aproveita
Do que olhar pra trás e falar que queria ter aproveitado e enquanto poderia e soube não aproveitaram.
VIVA INTENSAMENTE APROVEITA CADA SEGUNDO, MINUTO, HORA, ANOS, SÉCULOS, MÊS, APENAS APROVEITE, LEMBRE-SE COISAS BOAS NÃO VOLTAM, MAIS A SAUDADE FICA.
Julgar é inerente ao ser humano. Mas condenar por antecipação é compactuar com a injustiça, mesmo que seja somente em pensamento.
Ser poeta, é se condenar a própria prisão, é viver se machucando na ferida que jamais sarou. É alimentar-se da fome, é hidratar-se da sede, é tentar enxergar alegria, onde só existiu a dor. Ser poeta é reinventar aquilo que sempre existiu, e que ninguém nunca pensou.
É mais fácil julgar e condenar alguém, do que parar e se autoanalisar, muitas vezes o que criticamos nos outros é o que precisamos modificar em nós mesmos. Então diante do que lhe incomoda em alguém, se pergunte se o que você está reparando no outro não é o “retrato” daquilo que precisa ser melhorado em você. Se cada um focasse nas suas próprias falhas, tomando-as como aprendizado, corrigindo-as em vez de cuidar da vida do outro, o mundo seria mais agradável. Não temos o direito de julgar o que conhecemos, muito menos o que não conhecemos, somos todos falhos e imperfeitos. Se ocupe com a sua própria evolução.
SONETO ROMÂNTICO
Ah! quem há de condenar, o amor certo
Aquele que a emoção aprecia e suspira
Que no abraço e olhar, não tem mentira
E o hálito do beijo, fica então, tão perto
A paixão ferve, sem desventura com ira
Tem querer! e alma com sonho inserto
E no peito, ideia leve, e coração aberto
Ah! como é bom o afeto doce e caipira
E neste molde pra expressão de tudo
Saúdo o bem querer que se faz infinito
Que é rito na poesia e ali se agiganta
Na fortuna tanta, tanto ter, e nada mudo
Tudo canta, levanta, e se do amor é dito:
- eu te amo! É romantismo que encanta.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Antes de condenar atitudes alheias, certifique-se de que elas não são advindas de sua falta de caráter, pois não se agita o mar com pequenos sopros.
Não vamos ignorar o nosso passado, as nossas experiências, condenar os nossos erros, devemos olhar para o passado como um professor, como algo que nos trouxe muitas lições ao longo da nossa vida. Que a gente possa utilizar da sabedoria adquirida ao longo do tempo para construir um futuro melhor para nós.
