Condenação
Hoje a humanidade só quer ver o mau senso, a imoralidade e a má educação, fazendo opção como se fossem corretas; porém, há de ver também a condenação pela escolha errada.
Prestarão contas a Deus todas as almas que morreram, adorando outros gurus, profetas falsos, médiuns, espíritos, pai-de-santo, deuses e espíritos enganadores e serão condenadas ao fogo eterno com as almas dos seus seguidores, os quais não poderão salvá-las.
Peço a Deus sempre perdão pelos meus pecados, porque se não pedir, outro pedirá a minha alma para ser condenada com os demais.
Premidos de sono espiritual muitos serão acordados pela vergonha da alma durante a vida ou julgados pela condenação dos seus pecados após a morte.
Os grandes líderes dominadores e sanguinários do mundo serão levantados de suas sepulturas para a condenação eterna de suas almas ao Fogo Eterno, assim que Jesus voltar como o Rei dos reis, o Senhor dos senhores e o Cavaleiro Branco de Apocalipse.
A culpa petrifica mas a responsabilidade mobiliza a se reparar o erro. A culpa pode ser considerada uma auto-condenação sem perdão que justifica e muitas vezes reafirma que não existe nada mais a fazer mas enquanto não nos movimentarmos para amenizar o erro, não haverá diminuição da pena e muito menos absorvição. O inferno começa em vida para todo aquele que erra e não reconhece a culpa.
Aqueles que passivamente se humilham perante um erro, conseqüentemente perdem a liberdade e serão condenados pelo que não fizeram.
Não tolerar, julgar e condenar. A cada dia que passa eu descubro que esse é o jeito mais errado de fazer o que é certo, e o jeito mais certo de fazer o que é errado.
Se formos avaliar o nível de heresias por condenações em concílios, o calvinismo é mais herético do que o pelagianismo, pois houve mais concílios que condenaram as doutrinas propostas pelo calvinismo do que condenaram o pelagianismo. As doutrinas calvinistas da predestinação, expiação limitada e graça irresistível foram condenadas ao longo da história.
Lucidio foi condenado pelo Concílio de Orange em 473, Concílio de Arles em 475 e Concílio de Orange II em 529.
Gottschalk (Gotteschalcus) foi condenado pelo Concílio em Mentz em 848 e no Concílio de Chiersey (Quiercy) em 849...
Esses concílios também são a voz da Ortodoxia, assim como foi Éfeso e Cartago, que condenaram o pelagianismo.
Em sua insanidade teológica o calvinismo afirma que o decreto de reprovação aconteceu na eternidade passada, ou seja, antes do pecado cometido ou qualquer ser humano ter nascido! Em outras palavras, foi condenação sumária e arbitrária para com os nãos eleitos.
A preocupação do cristão não seria “como” morrer no sentido biológico de sua morte, mas no sentido espiritual, isto é, com “salvação”, pois sem “salvação” seremos levados à condenação eterna.
“Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; porque não crê no nome do Filho único de Deus”.
Mas como resistir a um verdadeiro amor? Como resistir a um sentimento tão puro que nos devolve a dignidade, que ilumina o que somos, que restitui o que perdemos e oferece o que precisamos? Muitas vezes o que nos fortalece não é a resistência e sim o abandono que se encontra na desistência em lutar contra a verdade.
Não há pior condenação do que desistir de nós mesmos, da nossa felicidade e dignidade.
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