Concreto
O CONCRETO E O VERDE
Dá pra ver pela janela
Que ainda é pouca a esperança,
Mas, tão vibrante a música,
Que sem compreender se canta.
E o verde ignora o concreto,
Confunde sua arrogância.
Tenho muito orgulho dessa menina, moço. Cresceu num castelo, aqueles do concreto mais forte, sabe? Mais altos, aquele castelo que aparentemente ninguém pode tentar entrar para ferir a princesinha, pois seria uma tentativa inútil. Era o castelo mais forte e mais resistente mas não era indestrutível. E à medida em que a princesinha crescia ela percebia isso. E moço, só de contar essa história pra você meus olhos já se enchem de lágrimas, porque ela é linda demais. Eu sei porque vi tudo de perto, vi tudo aqui de cima, o melhor lugar para se ver. As vezes eu aparecia, quando ela estava muito feliz, porque me fazia tão bem ver aquele sorriso, e sentir aquela felicidade toda, mas assim, aparecia sem ela perceber, bem quietinho, mas como menina esperta que é, ela me sentia, acredita? E ainda sorria pra mim! Que linda essa menina, que doce. Mas então moço, como te contava, um belo dia o desastre aconteceu, o castelo desmoronou e a princesinha ficou sem chão, e nunca se sentiu tão só, tão sem vida... Eu coloquei algumas pessoas no caminho dela que fizeram muito bem o meu papel, abraçaram minha pequena, cuidaram dela, mas assim, ela fez tudo sozinha, se levantou e reconstruiu tudo no braço. E enfrentou tudo com força. Só não tem tamanho essa menina, porque vai enfrentar ela pra você ver, nem tenta. E hoje moço, eu olho para aquela princesinha de outrora, aquela tão pequenina que ria feito criança um dia, o riso mais inocente que já vi... Olho pra ela hoje e vejo que o sorriso continua o mesmo, percebo os gestos de antes, agia feito boneca aquela menina, e hoje moço? Permanece a mesma, tão doce nas palavras... Ah moço, eu fiz um bom trabalho, diz aí? Cuidei e continuo cuidando aqui de cima. E sei que ela sai dos trilhos as vezes, mas eu nunca vou deixar que ela se perca, nunca! (...) Se eu encontrasse ela moço, eu ia dizer, que desejo que ela continue sendo essa pequena guerreira, que hora é mulher, e que mulher! Mas que não deixa de ser meiga e doce. Desejo que ela permaneça essa menina de sorriso inocente, que tenha fé e que não se perca nunca... de mim, que por trás de toda tempestade eu vou fazer o sol dela radiar, que por trás de toda noite triste vou tratar de arrumar uma constelação de estrelas no céu só pra brilhar para ela e eu vou estar lá, aquela estrela mais brilhante e mais distante... esperando por ela.
O Anjinho da Lizie
Não desista por seu chão ser de terra, os donos do chão de concreto que riem de você não te entendem, pois assim como eles você pula pra alcançar o teto e eles riem de você por que seu chão afunda e o deles não, mais mal sabem eles que a sua terra dará frutos, e quando nela sua árvore você é o que chegara mais alto e os mesmos que hoje riem de você estando ao seu lado, só te enxergaram olhando pra cima.
Gosto das luzes da cidade
Cada luz, é o mundo de alguém aceso
na terra de concreto [...]
Enquanto as luzes da cidade, abraçavam o mundo de alguém
Cada uma delas
Eu, em meu mundo te vendo dormir
Em meu mundo, nem sei ao menos se estava
Mas esteve em meus braços
Você, eu
Alma
Crescemos. Por diversas vezes sentados nessa escada.
Ela é mais feita de passado que de concreto, mais de imagens que de tijolos.
Nela vimos a chuva cair, o inverno passar, o sol chegando em diversas manhãs e a lua surgindo no céu de noites claras. Nessas noites a gente também contava as estrelas com medo de verrugas crescerem na ponta dos nossos narizes.
Vimos a guerra e a Paz, a fé das procissões e a mentira dos políticos que passavam em frente ao portão. Vimos a cidade se transformar, a vida se refazer tantas vezes...
A mãe acenava de lá, pra gente, quando saíamos pra escola e o pai nos aguardava nela pra nos corrigir quando precisava.
Nela sentamos e rimos, nela sentamos e choramos. Por pessoas que chegaram e pessoas que partiram.
Na hora de brincar, a ordem era: "Não saiam da escada." E de tanto não sair dela, ela não saiu de mim.
É a escada da varanda lá casa, é casa simples, mais feita de sonho que de matéria, de gente e boa gente.
Ela foi lugar de muitas emoções e ainda será. A velha casa, a mesma escada e a vida, sempre nova.
Vejo a cidade em seu tom de lamentação,
O cinza escuro do tempo e do concreto que ofusca minha visão,
Vejo um pouco do princípio, mas a cada dia mais e mais edifício,
Tudo em que piso foi reconstruído, não sei como era antes disso, mas já sinto saudades das cores tapadas pelo consumismo.
Eu quero espaço, sem mato, terra seca sem vida, se levantaram vigas, construimos muros em cima e por cima do campo, se levantará mais um edifício, tirando a visão do meu encanto.
V.H.B
Na minha vida apenas o que é concreto; é o rosa do meu batom.
O restante é incertezas, vou vivendo o que a vida me oferece no momento. Abraço o que chega com delicadezas, porque o amanhã tá muito longe; já o hoje está a um passo.Por tanto é o hoje que vale a pena!
Por mais incerto que tudo seja, sei que com fé, fico de pé.
"Ora, vivo o agora, o amanhã só a Deus pertence."
#Autora #Andrea_Domingues ©
Todos direitos autorais reservados 03/11/2018 às 12:00
Construa á sua frente,
Use concreto de dedicação
E uma boa massa de esforço,
Para sua base de respeito,
Levante com a sua força de vontade,
E cubra simplesmente com o seu jeito,
O que você imagina não é seu,
O que você realiza sim, depois de feito.
Que construir o futuro?
Transforme seus sonhos presente em algo concreto e esquece do passado ele não faz parte do seu presente e nem tão pouco do seu futuro!
Shirlei Miriam de Souza
Para mim, a iamodernidade é o último estágio da modernidade. O estágio final e concreto da cultura líquida. É a cultura perene da inteligência artificial.
"Aprendemos a mercantilizar o concreto e os mais puros dos sentimentos. Prazer : Somos a humanidade.
Somos escambos a céu aberto!"
#Despe #do #corpo #a #alma...
No frio concreto molhado...
O fato está feito, silenciosamente...
Diante do tempo que não pára...
Sonhos talvez tivesse...
Louvores sairiam em trinados...
Asas seriam estendidas aos céus...
Mas está tudo acabado...
A vida continua...
Mas não para o anjo caído...
Saiu de seu abrigo...
Tudo está perdido...
Aos céus já não mais irá alçar...
Em jardins não brincará...
Em silêncio a morte diz...
O que na vida não queremos ver...
Se você não sabe o que é a vida...
Nunca irá entender a morte...
A vida sempre é um encontro...
Um desejo...
Um alento...
Todo dia é uma festa...
Sempre é hora de florescer...
Sonhe sempre...
Seja feliz e faça acontecer...
Escutar
Erro em não silenciar
concreto
uma tendencia de apenas falar
agir empoderando a vez soberana
repreander a melhor forma
Reciprocidade.
SELVAS DE LATAS
Um manto de concreto avança mata adentro,
devastando rios, lagos e cachoeiras nativas;
animais, pássaros, bosques e florestas vivas
já não existem mais; raras plantas no centro
das praças lembram o extermínio das matas,
ora convertidas em cidades – selvas de latas!
Ao visualizar tais cenas tristes e deprimentes,
um dilúvio de revolta me traspassa o coração,
só vejo frotas de veículos e cimento pelo chão,
canteiros de obras com guindastes insolentes,
máquinas e betoneiras, edifícios e habitações.
Deus! Cadê as selvas, os bosques e ribeirões?
Ouvindo-me indagar da sua majestosa criação,
o Senhor replicou-me com a magna sabedoria:
Das selvas o homem tira a relva e faz moradia;
dos bosques abate as árvores para construção;
dos ribeirões, expele os peixes, polui as águas
e de si próprio, extirpa a natureza sem tréguas;...
As selvas são hoje pilhas de latas barulhentas;
indústrias, carros e caminhões, fluem fumaças
ao ambiente; nas matas não existe mais caças;
com tanto dióxido no ar, já não chove ou venta
mais o zéfiro na planície; esvai-se toda beleza
do planeta azul no irracional açoite à natureza!...
Mas ai dos filhos de agora e gerações futuras!
O que semearem não ceifarão em abundância;
no desmatamento, obterão frutos da ganância;
e na maléfica poluição sucumbirão as criaturas
inocentes; a fauna e flora, outrora exuberantes,
serão miragens pela selva de latas sufocantes!
Indignado com tanta devastação, a Deus roguei:
divino Rei da Glória: – Que faremos à salvação
do habitat azul e toda sua encantadora criação?
A voz Onipotente num lépido favônio eu escutei:
com boa consciência a Terra não ficará perdida;
no reino dos mares e oceanos ainda existe vida;...
Será preciso considerar, preservar os recursos
ainda disponíveis no planeta; dispor sacrifícios
ao consumo sem dissipar água e desperdícios
de alimentos; recuperar todo bioma nos cursos
dos rios e mares; refrear a emissão dos gases;
e reflorestar a gentil floresta através das bases;...
Porém, acorde o ser humano do entorpecimento
fatalista; saiba que a Terra é o seu único destino;
mire os agravos contra ela, o seu berço genuíno;
seja realista e ajude toda a natureza com talento;
haja estima ao ecossistema e o torne condizente,
pois faz parte dele sendo seu térreo dependente!...
Se o homem exterminar toda sua natural riqueza,
eis que pouco restará à sua pobre sobrevivência;
os desertos predominarão e não haverá a ciência
que possa reaver às matas a sua original beleza!
Prevaricando a humanidade, todo o pavor advirá
ao planeta, assim a fúria da biosfera extravasará!...
Rastejará o homo sapiens, igual réptil pela Terra?
Sorverá o ar imundo pelas cidades, eternamente?
Dizimará todos os espécimens vivos, consciente?
Se assim insistir eis que lhe rondará a besta fera
do genocídio para tragá-lo à infernal aniquilação;
pois a terra dos viventes é única e sem exceção!
Do seu Livro "Cascata de Versos" - 2019
