Compreendo
Compreendo que o teu coração é uma terra fértil, um lugar grandioso, que carrega a viveza de um paraíso, detentor de um amor tremendo, caloroso, revestido ricamente por emoções sinceras e intensas por todos os cantos, que impulsionam seus batimentos, restabelecem as tuas forças, também são responsáveis por alguns desconfortos, mas ainda continua batendo num ritmo amável da tua essencialidade.
Acelerando em certos momentos únicos, que valem a pena, daqueles que alimentam a tua intensidade, motivam os teus desejos, aguçam teus instintos, que contribuem para tua felicidade, fazem bons sentimentos florescerem como um lindo jardim, brilharem semelhante a belas constelações, fluirem à semelhança das águas de um rio, de um mar emotivo, ondas constantes, tocando as margens, resultado quando são correspondidos.
Compensando as vezes que foi mal tratado, que teve que sentir o gosto da angústia, de não ser amado de volta verdadeiramente, então, está contrariando as tuas experiências amargas, matendo a tua doçura, preservando o teu ânimo pela vida, amando mais a tua existência, uma mudança nítida para o teu mundo, de autocuidado, início do teu reencontro consigo, que se Deus quiser, está cada dia mais próximo em um futuro não muito distante e será incrível.
Levando tudo isso em conta, sem dúvida, para mim, é uma honra ser bem recebido pelo teu coração, um dos melhores lugares para se estar, onde o verbo amar é predominante, alegra-se com a simplicidade, tem a vivacidade de uma emoção fervorosa, causa uma inspiração pulsante, paixão avassaladora, o ímpeto incessante de um fogo abrasador, que renova todas as noites a sua imponência, assim, espero continuar sendo merecedor desta tamanha bênção.
Paradoxo: quando mais eu penso menos entendo; quando eu mais entendo menos compreendo; e quando eu mais compreendo mais alienado fico e, pasmem, feliz!!
Eu tento, não entendo, teus sinais não compreendo.
Não sei o que quer dizer quando me toca.
Não sei o que pensa quando me olha.
Não sei o que sente quando vou embora.
Me perco no tempo e confundo o que se foi com o agora... Foi-se embora?
Está de volta?
Saudades te trouxe à minha porta?
Na lama me joga e na ausência se joga, o que faço?
E agora? Entendo teus sinais, agora, foi-se embora...
Confiança no Invisível
Não compreendo. E, mesmo assim… aceito. A vida não exige explicações. Ela sugere transformações. Tudo vem e vai, como as estações. Como quem ama sem querer prender. Desapego não é frieza. É confiança no fluxo. O fim não é falha. É recomeço.
Não há âncora. Não há margem. Só o rio. E eu, rendida, deixando a sabedoria me guiar, digo “sim” ao que é, mesmo sem entender o porquê.
A impermanência é a mão invisível que desfaz a forma para revelar o espaço. E, nessa dança silenciosa, encontro liberdade. Me rendo ao nada. Tudo chega. Tudo parte. Nada me prende. Nada me falta. Sou o espaço onde tudo passa.
Sou o silêncio do zen, a clareza do budismo, a leveza do Tao e o amor compassivo de Jesus, que me ensina a confiar até no invisível e a me entregar, inteira, ao que não sei, mas sinto.
Compreendo que em teu sorriso é de boa intenção, pois também sinto o veneno que exala de seu coração;
Fora dessa história me vejo eu perdido em tentar resolver coisas que nem eu mesmo compreendo e ainda quando fico sem saída, ensaio tal despedida para apagar mesmo sem querer o meu amor;
Mas ainda não é tempo de lamentar um perder ou se atrasar em um problema desconfortável para conosco;
No entanto entendo que é de seus beijos que acho o sentido de viver
Porém compreendo que o teu corpo me completa e até me satisfaz
Apesar de seus olhos tão maliciosos a mim...
Não sinta constrangimentos de nossa intimidade, pois o melhor que temos é a nossa inocência pela nudez;
Admito que a vida não seja tão fácil como pareça
Mas compreendo também que existir
E não viver não seja do meu feitio
Mas existir sem viver...
É alienar a vontade da vida
As dificuldades existem para enfrentarmos
E as provas para serem superadas;
No entanto quanto mais difícil for
Mais saboroso será a vitoria!
Então nunca deixe de lutar... Nunca!
Compreendo que desaprendi tudo que se faz inocente
A ignorância de ser adulto, para criança é ineficiente;
Te compreendo em não me ter em teus planos... Imaginei que você não conseguiria sonhar com o impossível...
Eu compreendo que a paixão nunca exigiu
que as atitudes fizesse sentido, mas eu sempre
fiz questão de explicar com palavras lúcidas;
Espere ai, pois não compreendo esse amor sem direção que não me percebe querendo viver outra vida;
Conte-me tudo devagar e não me faça suportar o obvio de minha vida que ficou em lágrimas;
Como faço para conseguir viver sem compartilhar tamanho sentimento que em mim transborda todo o meu coração;
E eu sei que sempre irei lembrar você e eu não quero ler o poema que fiz pra você para que ninguém me diga que você não voltará;
Desvendo-me, me afirmo, me contenho, me apaixono... Exagero... Compreendo... Choro e não entendo qual o sentido dos meus sentimentos;
