Comportamento Elegante
Não podemos mudar a realidade dos fatos, mas podemos melhorar a gestão dos nossos pensamentos, desejos e vontades, que de forma indireta, construam uma nova e oportuna realidade em nossas vidas.
A vida que vc quer.
Nesta era, abrenúncio! Nem sei se essa seria a expressão correta para iniciar este texto. Bem, na pós-modernidade em que os fatos e acontecimentos ocorrem simultaneamente tão rápidos como um piscar de olhos, assim são as relações humanas: poucas, raras, inseguras e virtuais...fatos levam a essa comprovação.
Conhecido por todos, nas redes sociais há muita curtição, sem ao menos diferenciarem o sentido de CURTIR; saem clicando, perdendo a noção das relações pessoais, muitas vezes sem nem analisarem o conteúdo, mas sim, quem postou, será merecedor do click, atitudes que se pode observar de total desconhecimento e fingimento, conforme disse Fernando Pessoa “Finge tão completamente”. Assim, são também os relacionamentos familiares, cujas palavras melífluas são digitadas, descritas para leitura dos internautas, (você jura que são sinceras), pode até serem, mas no lar?, relacionamentos conjugais, irmandades, pais e filhos, nem se quer um aperto de mão! Um diálogo, total indiferença! Assim também são as amizades, uma aberração – minha amiga- meu seguidor- no entanto, quando se encontram por um instante, frente a frente, são dois estranhos, aniversário? Banalizou-se!, tem que ter aquela tradicional foto com a legenda: hoje o dia é dele(a) blá, blá, blá... mas como? Se ambos conhecem a vida um do outro, se ambos CURTEM um ao outro; seria mais fingimento?
Enfim, essa vida virtual, a preocupação imediata é a pose, o selfie perfeito, o que vão pensar, quantos gostos terá aquela imagem real ou fictícia, pois rede social é a vida que se quer, mas não a vida que se tem.
Se a sua moral não permite que o seu caráter controle a sua ética... então só resta uma definição para o seu comportamento social: canalhice!
Não, nesta vida não basta bater no peito e dizer "eu sou do bem", não basta abrir a boca de canto a canto e dizer "não me alinho a maldade", não basta baixar a cabeça e mostrar uma humildade que não tem, não basta fazer de tudo para aparecer e no fundo se passar por ninguém. Nesta vida "meu bem", o que vale a pena é o que você faz, são as suas atitudes que revelam quem você é, são as suas palavras proferidas aos ventos que vão tirando a sua maquiagem, são os seus mal feitos que vão decorando a sua personalidade. Ja vi muita gente grande de alma pequena, ja vi muita gente se esquivando do amor pra causar dor, já vi muita gente com a língua ferina espalhando o seu rancor. O que vale é a transparência, é o que você deixa transparecer do outro lado do seu olhar, é o que você carrega no coração, é o que você espalha através de suas ações.
Habitamos em um mundo onde a essência individual do ser humano é rejeitada, ignorada, motivo de repulsa e tentada pelo sistema, a todo momento, ser moldada para a conversão à um comportamento, tanto no plano físico quanto mental, estabelecido como padrão. Nascemos como um ser original e singular e morremos como uma réplica banal.
Escolhas
Porque escolhemos o que somos e não necessariamente o que desejaríamos ser, felizes ou não, insatisfeitos ou resignados, inquietos, buscando incessantemente explicações para o que nos cerca, ou na condição de viver intensamente o hoje, aqui e agora, pouco importando o que e porque fazemos?
Nada em nossas vidas é por acaso, temos muito a aprender diariamente com o que pensamos saber, com nossos familiares, com companheiros de trabalho ou completos desconhecidos.
Ao admitirmos, a cada novo saber sobre nós mesmos, que não sabemos quase nada, ampliamos nossas possibilidades de melhor entender o que nos cerca.
Herdamos de nossos pais, além do conteúdo genético, alguns modelos de comportamento que, na maioria das vezes, inconscientemente, teimamos em repetir, especialmente quando sabemos que não deu certo para eles e nós, protagonistas ou espectadores, ainda pouco dimensionávamos do que estava em curso.
Conhecer mais sobre nossos pais e antepassados é uma rica oportunidade de crescimento e aprendizado, valorizando-os, entendendo suas limitações à época em que viveram, quando nos propiciaram ou não as supostas e desejáveis "boas condições" de vida, dentre elas, educação, moradia, interesse ou indiferença pelo que passávamos e até os excessos no rigor quando no trato, às vezes com palmadas e sermões.
Quantos de nós nutrimos pelos pais um misto de amor e ódio por questões mal resolvidas ou não compreendidas?
Reverenciar, detestar ou sermos indiferentes aos nossos antepassados, seja em sua sabedoria e experiência, seja em sua quase ignorância, pode se tornar menos doloroso se, e só se, com outro olhar.
Importante ao admitir seus erros e acertos, permitir-lhes o benefício da dúvida, porque agiram daquela maneira?
O que os levou a serem infelizes, com ou sem sucesso na vida material, e porque eram tão distantes e indiferentes?
A cada geração podemos aprender com o passado, num contínuo processo de mais conhecer, nos propiciando romper com círculos viciosos de ações que por vezes levam ao sofrimento e à dor, para um círculo virtuoso de atentar para o ontem, entendê-lo, desconstruí-lo e construir para nossas vidas, familiares e amigos uma nova história.
Se optarmos por uma condição de vítimas, condenadas à infelicidade, não nos permitiremos experimentar outras escolhas que podem mudar para melhor nossas vidas.
Passado, presente e futuro, somos uma soma de fragmentos, resultados de nossas opções ao longo desse e de outros tempos.
Construir a nossa biografia é, pois, uma sequência de opções a exigir algum sacrifício e perseverança, com acertos e erros, afinal somos seres falíveis, mas com o tempo necessário para mudar, um pouquinho a cada dia, a cada mês e ano, até a nossa finitude de apenas mais uma vida e uma nova oportunidade que Deus nos concede.
Somos como um grande rio, com força para movimentar uma usina de energia, mas o que geramos é represado pelos padrões de pensamento e velhos hábitos de ser.
"Nos esquecemos grande parte do tempo que sentimentos também são bagagens e daquelas que nos aprisionam, que não nos deixa evoluir. Por isso é preciso leveza para poder seguir em frente. Nem que isso diga respeito a desapegar de coisas, comportamentos e sobretudo pessoas."
Os psicologos de animais e de pessoas costumam chamar isso de reforço intermitente, e se você tem filhos provavelmente sabe que esse tipo de comportamento nunca funciona. Se permitir que seu filho pegue um biscoito do vidro num dia e resolver puni-lo no outro, a criança sempre tentará de novo, na esperança de conseguir se safar. O mesmo acontece com os cães. O reforço intermitente de regras é um modo certeiro de criar um cão instavel e desequilibrado.
Assim como as crianças, os cães precisam de regras, limites e restrições para se socializar corretamente
Nunca é tarde demais para reabilitar um cão. Até mesmo os seres humanos podem mudar de vida aos 50, 60, 70 anos e temos muito mais problemas que os cachorros!
A simplicidade te faz verdadeiro, a frescura te transforma, e a mentira te faz alienado a vida de alegria e o convívio com Deus...
O presente mais precioso que você pode receber só você mesmo pode se dar. É o melhor da vida; aquilo que nenhum dinheiro pode comprar.
Agir através da intelecção divina é vestir-se de Luz para entrar onde ninguém entra nu: na eternidade.
