Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar
UMA SÓ VIDA!
Uma só vida para viver
Uma só vida para amar
Uma só vida para sonhar
Para sorrir ou chorar!
Uma só vida
Para sermos criança, jovem, adulto
E a certeza maior da partida...
Uma só vida para acreditar
Escolher entre o bem e o mal!
Uma só vida pela salvação
Que far-se-á somente
Através da mais poderosa força
Que Deus gerou entre céus e terra:
a força eterna do AMOR!
JOÃO BATISTA BARBOSA
TOLO EU?
Tolo seria eu por te amar?
Tolo seria eu por acreditar
que mesmo não sendo amado
posso compartilhar sua presença
posso admirar cada palavra sua
posso assim mesmo ser feliz?
Tolo seria eu se naõ a conhecesse
Se através de cada dia que passa
eu não enxergasse o seu valor...
Tolo seria eu se não te amasse
mesmo sabendo que jamais serei amado.
Enquanto passa o tempo assim
Vou levando os meus pensamentos
Nesse amor que me satisfaz
Pelas veredas dos sentimentos
que me fazem cada vez mais
amar você...
Tolo?
Isto sei que não sou
pois amor não é para qualquer pessoa.
Por isso é que amo você
Mesmo que para alguns
Seja tolo te amar assim!
DESPERTAR
Chuva para refrescar
Sol para esquentar
Alguém para se amar
E a vida assim passar
Buscando paz para acalmar
Faço planos a sonhar
Cada segundo realizar!
Alma pura a brilhar
Chuva e Sol
Noite e dia
Risos e lagrimas
Partes dos momentos
Onde os sentimentos
Rolam nos pensamentos
Nos fazem perder ou ganhar
A formula para encontrar
Partes de uma felicidade
Que existe com certeza
Na vida sempre a despertar !
JOAO BATISTA BARBOSA
POESIAS E PENSAMENTOS
Viver é amar
Mas amar a quê?
Amar a verdade
Não somente
O conhecimento da verdade
Amar a verdade sobre você
E ter a consciência leve
Compreenda que nem tudo é permitido
A maior verdade da vida
É que a vida é muito breve
Amar ao silêncio
Ouvir a voz do vento entre as folhas
O suave movimento
da aranha que tece a teia
Amar ao emaranhado
da história da sua vida
Enquanto vai sendo tecida
Amar a solidão
Que te faz amar a cada companhia
Amar a luz e a escuridão
Pois cada coisa tem tempo e lugar
Amar ao amor de Deus
Pois só assim se pode ouvir a Deus
Na luz
Na solidão
Na teia que foi tecida
Amar ao tempo que passou
E aprender a não mais lamentar-se
Amar a paz
Aguardar com serenidade
A surpresa que haverá
Ela vem na certeza que há
de um dia, um desenlace
Feliz ou não
Eis aqui toda a importância
de saber amar
A essa vida que não nos pertence
E que há de se apagar como uma vela
Pois um dia
Todo mundo vai ter que prestar as contas
Sobre ela.
Edson Ricardo Paiva.
O AMOR QUE NÃO DÓI, MAS ESCLARECE.
Há uma concepção amplamente difundida de que amar é, inevitavelmente, sofrer. Tal ideia, reiterada por tradições literárias e por experiências humanas mal compreendidas, cristalizou-se como uma espécie de dogma emocional. Contudo, sob uma análise mais rigorosa, percebe-se que aquilo que fere não é o amor em si, mas as projeções, os apegos e as ilusões que o indivíduo deposita sobre o outro.
O amor autêntico não obscurece a razão, tampouco aprisiona a consciência. Ao contrário, ele a amplia. Trata-se de uma força que ilumina zonas antes ignoradas da própria interioridade, promovendo um processo de esclarecimento que, embora por vezes exigente, não é destrutivo. O que há de desconforto nesse percurso não advém do amor, mas do confronto com as próprias imperfeições.
Sob a ótica da filosofia moral, o amor elevado não se confunde com posse, dependência ou carência afetiva. Ele se estabelece como reconhecimento da dignidade do outro enquanto ser autônomo. Amar, nesse sentido, é desejar o bem do outro sem subjugá-lo às próprias necessidades emocionais. É um exercício de liberdade compartilhada.
Na tradição espiritualista, especialmente à luz da O Evangelho segundo o Espiritismo, o amor é compreendido como a mais alta expressão da lei divina. Não se trata de um sentimento passivo, mas de uma prática ativa de benevolência, indulgência e caridade. Quando vivenciado dessa forma, ele não dilacera, pois não nasce do ego, mas da consciência expandida.
Do ponto de vista psicológico, relações que geram sofrimento constante costumam estar ancoradas em vínculos de dependência emocional. Nesses casos, o indivíduo não ama o outro, mas aquilo que o outro supostamente preenche em si. O amor esclarecedor, por sua vez, não busca preencher lacunas, mas compartilhar plenitudes. Ele não exige completude do outro, pois já parte de um estado interno mais equilibrado.
Esse tipo de amor tem uma característica singular. Ele revela. Ao invés de cegar, como frequentemente se afirma, ele permite ver com maior nitidez. Mostra virtudes e limitações, tanto do outro quanto de si mesmo, sem que isso gere desespero ou negação. Há aceitação lúcida, não idealização.
Além disso, o amor que esclarece educa. Ele conduz ao aperfeiçoamento moral não por imposição, mas por inspiração. A convivência com alguém que ama de forma elevada desperta no outro o desejo de também elevar-se. Não há coerção, há exemplo.
Importa destacar que esse amor não é frio nem distante. Ele é profundamente sensível, porém não se deixa governar por impulsos desordenados. Há nele uma harmonia entre sentimento e razão, o que impede que se converta em fonte de sofrimento contínuo.
Em termos antropológicos, sociedades que valorizam vínculos mais conscientes tendem a produzir relações mais estáveis e menos conflituosas. Isso não elimina desafios, mas modifica a forma como são enfrentados. O amor deixa de ser campo de batalha emocional e passa a ser espaço de construção mútua.
Assim, ao contrário do que muitas narrativas sugerem, o amor não precisa ser sinônimo de dor. Quando alinhado à lucidez, à ética e à maturidade espiritual, ele se torna um instrumento de esclarecimento profundo.
Amar, então, não é perder-se no outro, mas encontrar-se com mais verdade dentro de si mesmo, à medida que se aprende a ver, compreender e respeitar o outro em sua essência. E é nesse encontro lúcido que o amor deixa de ferir e passa a revelar, com serenidade, aquilo que o espírito sempre esteve destinado a compreender.
AMAR COM LUCIDEZ: QUANDO O CORAÇÃO CAMINHA AO LADO DA RAZÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo."
— O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5. Tradução de José Herculano Pires.
A recomendação do Espírito de Verdade, dirigida especificamente aos espíritas, está longe de ser uma exortação meramente afetiva. Ela constitui uma síntese admirável da pedagogia espírita, revelando que a verdadeira transformação moral nasce da união entre o sentimento e a inteligência. Não se trata de escolher entre amar ou instruir-se, mas de compreender que ambos são inseparáveis.
Entretanto, é comum observarmos que esses dois imperativos são vividos de forma fragmentada. Há quem exalte o amor, mas relegue o estudo a um plano secundário; há também quem cultive o conhecimento, porém se esqueça da ternura, da humildade e da fraternidade. Em ambos os extremos, perde-se o equilíbrio proposto pela Codificação.
O amor, quando desprovido de discernimento, pode transformar-se em sentimentalismo inconsequente. Sob a aparência da bondade, acaba tolerando o erro sem esclarecê-lo, confundindo indulgência com conivência e misericórdia com omissão. Nesse estado, a caridade deixa de educar para apenas consolar, esquecendo que o verdadeiro bem também orienta, desperta e corrige.
José Herculano Pires, um dos mais lúcidos intérpretes de Allan Kardec, advertiu com admirável precisão:
"Não basta amar. É preciso saber amar."
— Curso Dinâmico de Espiritismo.
E, aprofundando ainda mais essa reflexão, acrescenta:
"Não se pode confundir Espiritismo com sentimentalismo barato. A emoção sem inteligência é o caminho mais curto para a mistificação."
— Introdução à Filosofia Espírita, cap. 4.
Essas palavras permanecem profundamente atuais. Quando o amor abandona a razão, abre espaço para interpretações personalistas da Doutrina, para concessões injustificáveis e para atitudes que, embora revestidas de aparente bondade, acabam obscurecendo os princípios espíritas.
Foi justamente para impedir tais desvios que Allan Kardec estabeleceu uma das maiores salvaguardas da Doutrina:
"Fé inabalável é somente a que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade."
— O Evangelho segundo o Espiritismo.
No Espiritismo, a razão não limita o amor; ela o ilumina. A inteligência não esfria a caridade; ela lhe oferece direção. O verdadeiro amor jamais contradiz a justiça divina, porque nasce dela e para ela converge.
Por isso, o espírita que busca apenas ser "amoroso", sem estudar, sem refletir e sem vigiar as próprias tendências, corre o risco de substituir o Evangelho pela emoção. Em vez de auxiliar o próximo em seu crescimento moral, pode apenas alimentar ilusões, evitando confrontar o erro quando a consciência exige esclarecimento.
Ao mesmo tempo, o conhecimento sem humildade converte-se em orgulho intelectual. A instrução que não sensibiliza o coração produz rigidez, vaidade e espírito de superioridade. Saber muito sobre a Doutrina não significa vivê-la.
É precisamente nesse ponto que a máxima do Espírito de Verdade revela toda a sua profundidade. "Amai-vos" e "instruí-vos" não representam duas etapas sucessivas, mas duas forças simultâneas que se sustentam mutuamente. O amor preserva o conhecimento da frieza; a instrução preserva o amor da ingenuidade.
O próprio Allan Kardec recorda que:
"O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas o que se reforma moralmente, esforçando-se por dominar suas más inclinações."
— O Evangelho segundo o Espiritismo.
Essa reforma íntima exige constante vigilância sobre nós mesmos. Ainda estamos longe da perfeição. Muitas vezes, defendemos o amor enquanto nos irritamos diante da menor contrariedade; pregamos humildade, mas desejamos que tudo se faça conforme nossas ideias; falamos de fraternidade, porém resistimos às críticas e aos limites que a própria consciência nos apresenta.
O verdadeiro amor não elimina a responsabilidade moral; antes, fortalece-a. Amar não é aprovar indiscriminadamente. Amar é desejar sinceramente o progresso do outro, ainda que isso exija orientação, firmeza e exemplo. A caridade autêntica jamais abandona a verdade, porque sabe que somente ela conduz à libertação espiritual.
Assim, algumas responsabilidades permanecem inadiáveis para todo aquele que deseja viver autenticamente o Espiritismo:
Amar é unir misericórdia e justiça, jamais fraqueza moral.
Instruir-se é dever permanente da consciência, e não simples ornamento intelectual.
Evangelizar-se significa vigiar a si mesmo antes de corrigir os outros.
Preservar a Doutrina exige fidelidade aos princípios codificados por Allan Kardec.
Reconhecer as próprias imperfeições é o primeiro passo da verdadeira humildade.
Compreender que o amor sem esclarecimento pode transformar-se em indulgência equivocada, enquanto o conhecimento sem amor converte-se em orgulho.
No Espiritismo, não basta possuir um coração sensível; é necessário possuir também uma consciência esclarecida. A luz da inteligência e o calor da caridade não competem entre si: completam-se. Quando uma delas falta, a outra perde sua plenitude.
O Cristo jamais separou a verdade do amor. Kardec jamais separou a razão da fé. O Espírito de Verdade jamais separou o estudo da fraternidade. Eis por que amar com lucidez é amar de verdade.
Frase final.
" Quanto mais a consciência se ilumina pela verdade, mais o coração aprende que o amor não consiste apenas em sentir, mas em servir, educar e transformar, começando sempre por si mesmo. "
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Amar não é só sentir, é construir. E nenhum relacionamento se constrói onde não há diálogo. Quando um casal para de conversar com o coração, começa a falar apenas com mágoas ou silêncios. É no ouvir verdadeiro que se entende a dor do outro, e é na disposição de mudar que o amor amadurece. Ficar juntos é uma escolha diária, e essa escolha exige empatia, paciência e a coragem de reconhecer que às vezes, o amor mais forte é o que se transforma para não perder o outro.
“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.
Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.
Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.
Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.
Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.
“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.
E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”
" Triunfar sobre o orgulho é aprender a amar em silêncio, onde a palavra não chega e onde o gesto simples de fraternidade se torna um evangelho vivo. "
"É mais fácil amar o mundo do que amar o seu vizinho."
— Inspirado no pensamento de G. K. Chesterton
📖 1 João 3:16
As pessoas podem até amar seu jeito de falar, mas é pelo seu jeito de escutar que elas vão amar falar com você.
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