Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar
Dizer “não sei” diante daquilo que ignoramos exige mais inteligência do que construir uma certeza sobre aquilo que desconhecemos.
O discurso determina parcialmente aquilo que uma sociedade consegue pensar, dizer e transformar em norma.
O indivíduo que não consegue dizer “basta” transforma qualquer vínculo em contrato de servidão voluntária.
Dizer que a indenização é irrisória não seria relativizar o crime — descaradamente — continuado
pelo Estado?
Pois há indenizações tão ínfimas que acabam se tornando outro crime.
Há algo de profundamente perturbador quando o reconhecimento de uma injustiça vem acompanhado de uma reparação que mal arranha a superfície do dano causado.
É como se o Estado, ao mesmo tempo em que admite a falha, tentasse reduzi-la a uma formalidade contábil — um número lançado para encerrar um processo, não para restaurar uma dignidade.
Indenizar não é apenas pagar.
É reconhecer a extensão de uma violação, é dar peso concreto àquilo que foi abstratamente destruído: o tempo perdido, a dor acumulada, as oportunidades interrompidas, a confiança dilacerada.
Quando o valor é irrisório, a mensagem implícita é cruel: o sofrimento cabe em cifras pequenas; a injustiça, afinal, não foi tão grave assim.
E nesse gesto aparentemente técnico, instala-se uma perversidade silenciosa.
O Estado deixa de ser apenas autor do erro inicial e passa a ser também agente de sua banalização.
A indenização insuficiente não repara — ela reitera.
Não encerra o crime — prolonga-o em outra forma, mais sutil, porém igualmente ofensiva.
Talvez o mais grave não seja o valor em si, mas o que ele revela: uma régua moral distorcida, incapaz de medir o impacto real de suas próprias falhas.
Porque quando a reparação não corresponde ao dano, o que se perpetua não é apenas a injustiça passada, mas a certeza de que ela pode — e talvez vá — se repetir.
E assim, entre números gélidos e decisões protocoladas, o que deveria ser justiça se aproxima perigosamente de um novo tipo de violação: aquela que, sob o pretexto de reparar, ensina que certos crimes são, na prática, precificáveis e toleráveis.
Quem diz defender a Liberdade, mas relativiza Direitos, só consegue dizer que a Liberdade não é um Direito de Todos.
A palavra “liberdade” tem sido repetida à exaustão em discursos inflamados, slogans sedutores e promessas simplificadas.
Mas, quanto mais ela é invocada, mais parece perder densidade.
Afinal, de que liberdade estamos falando tanto?
Da liberdade concreta, que se materializa na vida das pessoas, ou de uma abstração conveniente que ignora as condições reais de existência?
Não há liberdade onde direitos são tratados como obstáculos.
Quando direitos trabalhistas são vistos como entraves ao progresso, o que se revela não é uma defesa genuína da liberdade, mas uma escolha: a de privilegiar a liberdade de alguns em detrimento da segurança e dignidade de muitos.
A liberdade, quando desvinculada de direitos, torna-se um privilégio — e privilégio, por definição, não é universal.
A história mostra que direitos não surgem espontaneamente.
Eles são fruto de lutas, de enfrentamentos e de consensos construídos com dificuldade.
Reduzi-los a “excessos” ou “amarras” é desconsiderar o custo humano que permitiu que existissem.
É também ignorar que, sem esses marcos, a liberdade tende a se concentrar nas mãos de quem já detém poder.
Há uma contradição muito evidente em quem clama por liberdade enquanto relativiza direitos fundamentais.
Porque direitos não limitam a liberdade — eles a tornam possível.
São o chão mínimo que impede que a liberdade de uns se transforme na opressão de outros.
Sem esse equilíbrio, a liberdade deixa de ser um valor coletivo e passa a ser uma ferramenta de exclusão.
Defender a liberdade, portanto, exige mais do que palavras de efeito.
Exige compromisso com a igualdade de condições, com a proteção dos mais vulneráveis e com a garantia de que ninguém ficará à margem.
Liberdade que não alcança a todos não é liberdade: é apenas um discurso conveniente.
E talvez a pergunta que reste seja bastante incômoda, mas necessária: quem realmente se beneficia quando direitos são relativizados a pretexto da liberdade?
Na noite que antecede
esta Superlua de Neve,
a minh'alma se atreve
a dizer que já és meu.
É por causa desta alvura
tão linda que inspira
a nunca desistir:
já saberemos onde ir.
Só basta você querer,
que não farei resistência,
em busca assim estou
é de malemolência.
É com esse entusiasmo
que me preparo
para receber este amor
em total desembaraço.
Perto do tempo da Inuíba
florescer existem razões
imperiosas para te dizer
porque é preciso crescer.
Sempre que deixo alguém
é porque foi dado motivo,
Não caminho junto com
quem faz o outro diminuído.
Longe de ser narcísica
a visão e o autovalor
os mantenho refinados,
para ser sempre preservados.
Diante de ações e palavras
pelas quais não as procurei,
ao lado de quem as elegeu, não fico;
para não abalar a beleza do caminho.
Costumo dizer que a Língua Portuguesa é o idioma mais poético do mundo. Em especial, o Português Brasileiro, é o mais enriquecido.
Sem dizer uma palavra
és meu continente austral,
a Via Láctea, a respiração,
a inspiração e a silenciação.
Sem dizer uma palavra,
és meu continente austral,
a Via Láctea, a respiração,
a inspiração e a contemplação.
És a verdadeira significação
existencial do que é o amor
plenamente na imensidão.
Seja no Médio Vale do Itajaí
ou na adorada Ilha da Magia,
em tempos de agosto
e da florada do araçazeiro,
Tu me deixas devotada
com o teu doce e amoroso jeito.
Íntegra mesmo sem estar
sob a tua amorosa presença,
sempre vejo beleza, mágica
e luz até nos dias sombrios,
Porque não impedem de traçar
rotas entre os beijos e os arrepios
que haverão de ser bem recebidos.
Porque a semente para encontrar
o Sol conhece primeiro a sombra,
E há tempos de mim tomaste conta
aqui em Rodeio, da onde a minh'alma
encanta inteira quando te encontra.
O Ipê-amarelo romântico
beija o céu de setembro
e o olhar com ele floresce,
Para dizer que sou o teu
amor que não se esquece.
...
O Ipê-amarelo-da-serra
efloresce e beija o céu,
Nunca deixei de ser poeta
para dizer com mel
que nasceste para ser meu.
...
Quaresmeira-roxa
unida com o céu
parece uma colcha,
Com o meu charme
amaciarei o seu
coração feito de rocha.
...
Quaresmeira-branca
efloração tão rara,
parece até com o meu
coração que dispara
quando vê por perto o teu.
...
Araucária em florada
é declaração de amor
em setembro de desejos,
Assumo que sonho o dia
todo com os seu beijos.
...
Ingá-feijão em flor
traz toda uma poesia
de setembro e amor.
...
Ingá-cipó em floração
balançado pelo vento
na poética madrugada
plena em setembro,
Toca a percussão
para o sentimento.
...
Corticeira-da-serra
sob a Lua poética
que não se encena,
No coração há uma
vontade de amar
que nada encerra.
...
Açoita-cavalo em flor
na Mata Atlântica sob
estrelas de setembro,
Não existe poesia maior
declamada para o olhar
diante da vida ao redor.
...
Canafistula bailarina
embalada pela ventania,
Floração setembrina
que ao coração brinda,
Da vida só peço agora
alguém que me traga
inspiração e toda a poesia.
“Ouço todo tempo algumas pessoas dizer. "SÓ DEUS PODE ME JULGAR." Daí eu pergunto: "E ISSO NÃO É O SUFICIENTE PARA TE ATEMORIZAR?".”
—By Coelhinha
"Saiba impor limites e lembre-se: dizer "não" para os outros, às vezes, é dizer "sim" para o seu próprio bem-estar."
—By Coelhinha
Maresia
"Tanta coisa tinha pra dizer-te em vida e versos, mas não percebi que a poesia que vivíamos era escrita na areia molhada - o mar levou."
Jorge B Silva
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