Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar

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O que realmente importa é ser feliz. Não importa como, com quem ou em que lugar!

As verdadeiras amizades não utilizam pessoas como se fossem capachos e isso é extensivo aos membros familiares.

Construir uma carreira no mundo atual é como montar um prato em um restaurante self-service.


Há muitas opções de áreas para seguir, mas se não escolhermos a combinação certa, ou se colocarmos muita coisa, vamos acabar pagando muito caro por algo que não faz sentido.


Escolha com sabedoria, o simples bem feito é como o feijão com arroz, dá o sustento a todo o prato. Mas de vez em quando também é preciso ter algo diferente como uma parmegiana, para não ficar entediado.


No fim, equilíbrio é tudo! 🍲

Acredito que as coisas podem ser diferentes, quando escolhemos agir de forma diferente. Assim como 2+2=4, e 2+3=5.

Muitas vezes sentimos que estamos parados na vida.


Porém, algumas fases são como fazer uma bicicleta na academia. Apesar de parecer parados, estamos em movimento. É um movimento que nos faz crescer, nos faz mais fortes.


E quando for o tempo de andar de bicicleta ao ar livre, estaremos bem mais preparados.

Não há como viver nesse mundo,sem Deus na nossa Vida que Deus é mais que tudo na nossa vida só nele nós podemos passa pelo mal que existe nesse mundo...⁠

Palavras podem até impressionar, mas o que marca mesmo são os bons exemplos. A estes, não há como refutar.

⁠Noites vem e dias se vão, como o entoar de uma linda canção, ou daquelas que muito incomodam a audição. A vida é ligeira, não para, salvo quando encerra seu mister.

⁠Tenho a impressão que meu celular está grampeado. Como estou preocupado. Vão descobrir que faço parte do crime organizado. Não devo nada a ninguém, procuro viver dignamente, mas no Brasil é preciso ser ladrão para ser honrado.
Ouse roubar um pote de margarina e serás velozmente preso e condenado. Se aventure na politica e roube o erário, e terás grande chance de roubar os impostos dos que muito tem trabalhado.
Brasil, terra onde os ladrões seguem venerado, se sucedem no poder e chamam seus eleitores de gado.
E para concluir, apenas mais duas palavras: estamos ferrados.

A Máquina do Mundo

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,

assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,

a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de

teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,

olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,

essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo

se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”

As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge

distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos

e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber

no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,

e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:

e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,

tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.

Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,

a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;

como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face

que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,

passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes

em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,

baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.

A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,

se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.

(Texto foi extraído do livro “Nova Reunião”, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1985, pág. 300. Fonte: Projeto Releituras)

Quando teus olhos azuis surgem na memória
minha mente cede, entra em colapso suave
como se o mundo pausasse só pra te olhar

Quando te vejo, é filme sem cortes
rodando na minha cabeça
me convencendo, cena após cena
de que não existe
nem existirá
alguém tão perfeito quanto você

E quando durmo…
ah, quando durmo
até os pesadelos se rendem
porque neles tu apareces
herói improvável
salvando meus medos
e ficando, a cada sonho,
ainda mais impressionante

Tu és presença
mesmo quando ausente
és certeza
mesmo no caos
e és silêncio bonito
que bagunça tudo dentro de mim

Há dias em que o silêncio pesa
como se a casa estivesse cheia de ausências

O tempo passa
mas não passa por mim
ele apenas me atravessa
sem pedir licença

Carrego sorrisos que não uso
palavras que nunca disse
e sonhos que ficaram
encostados no canto da alma

Não é tristeza gritante
é esse cansaço manso
de existir sentindo demais
e sendo pouco sentida

Algumas noites
eu não choro
apenas fico
olhando o escuro
esperando que ele me entenda

A insanidade raramente se anuncia.
Ela se infiltra.

Começa como um pensamento a mais,
uma lucidez excessiva,
uma sensibilidade fora de medida.

Há mentes que não quebram
apenas sustentam demais.
Elas funcionam, respondem,
cumprem horários,
enquanto por dentro tudo oscila.

A linha entre sanidade e desvio
não é um abismo.
É um fio.
E muitos caminham sobre ele
sem que ninguém perceba.

A insanidade não é caos explícito.
Às vezes é ordem demais.
Controle demais.
Consciência demais.

Ela se disfarça de normalidade,
aprende a conviver,
a sorrir no momento certo,
a calar no momento errado.

E talvez o mais perturbador
não seja perder a razão,
mas mantê-la
enquanto algo, silenciosamente,
se desloca por dentro.

Porque há estados mentais
que não pedem ajuda,
não fazem barulho,
apenas continuam.

E continuar,
nesse caso,
já é um sintoma.

Não há como falar de flores onde se rega e persiste a erva daninha...
nene policia

⁠Prefiro interpretar a dor como algo da minha cabeça.
Não sei, parece mais simples

A saudade é como um moinho que gira lentamente dentro do peito, movido pelo tempo que insiste em passar, enquanto a chuva fina lá fora derrama gotas serenas sobre as flores do jardim que antes vimos juntos. Cada instante agora é um suspiro, uma recordação suave e persistente, como o som cadenciado da água que bate nas pedras, chamando-me de volta para o silêncio dos dias em que sua presença preenchia o ar.No ritmado murmúrio do moinho, sinto o tempo corroer a distância, mas não o espaço que você ocupa em mim. A chuva, serena e constante, é o abraço frio que lembra a ausência e ao mesmo tempo rega as flores da memória, fazendo brotar esperança em meio à espera. Saudade não é só dor; é o perfume das flores que você deixou e que nunca deixarei de sentir.

No silêncio onde o medo floresce, vivem os loucos; como o Cazuza exagerado, que rompeu limites em busca de verdades maiores. Essas flores não são fraqueza, mas pontes para a profundidade do ser. Jonas, engolido pela grande baleia, simboliza o mergulho no abismo necessário para a transformação. A esperança de um amanhã melhor é mais que desejo; é a coragem de enfrentar o medo e deixar que as flores da alma cresçam. A verdadeira libertação nasce quando a loucura do exagero encontra o amor e a consciência.

Flores, Espinhos e a Luz de Tutancâmon


A saúde mental floresce como lótus no Nilo antigo, mas carrega espinhos que ferem a alma. Tutancâmon, menino-faraó de ouro e maldições, viveu frágil e real ossos tortos, intrigas palacianas, provando que viver é melhor que sonhar; Sonhos são vapores, de névoa; a vida, com espinhos, corta fundo, mas liberta.
Liberdade não é palácio vazio, ecoando ausências. É escolher espinhos para colher flores: enfrentar ansiedade, restaurar a mente com coragem cotidiana. Neste Natal, sob luzes como estrelas do deserto, celebramos a vida palpável, dor e graça, onde esperança brota entre provações. Viver é erguer-se, livre e inteiro.
Cuide da mente como uma coroa, colha flores sem temer espinhos.

Sob o céu azul que se estendia como um véu esquecido, as laranjeiras sussurravam segredos ao vento, suas frutas maduras pingando sumo dourado sobre a terra seca. A tristeza pairava, invisível, entre os pinheiros altos e sombrios, cujas sombras alongadas devoravam o chão como dedos de um gigante adormecido. Eu carregava um cesto de trigo vazio, colhido de memórias que o tempo ceifou, e seguia vivo aonde ninguém mora e um ermo de silêncios eternos, onde o eco de risos antigos ainda tremia no ar. Ali, no coração desse nada povoado apenas por fantasmas de folhas, brotou uma planta que nasceu hoje, frágil e teimosa, suas raízes finas rompendo a crosta do solo. Sua semente, no entanto, será plantada amanhã um mistério cíclico, onde o fim precede o começo, e a vida dança no limiar do impossível.

No riacho cantarolante, um beija-flor gira no ar leve e fino como um suspiro. Ramsés projeta pirâmides de espuma, enquanto George Floyd murmura ao Curupira, pés virados no Oceano Pacífico. Ondas de concreto devoram gritos antigos; pele vira névoa, o rei ri com os dentes afiado, o guardião costura ruas sobre o peito ofegante, afinando o ar até pulsar vazio. Mas esse caos esconde um riacho real: do Nilo às ruas de Minneapolis, onde um joelho de um tirano ceifou a vida de Floyd no pescoço, sem ar, ecoando opressões antigas. Ramsés, construtor de impérios, reflete Floyd, vítima do poder que sufoca a dignidade. O Curupira inverte caminhos, guiando o beija-flor a polinizar justiça em dores coletivas. O Pacífico engole monumentos e protestos, mas o riacho persiste, fluxo de resistência que afina o ar dos opressores. Do faraó ao homem comum, mito e rua se unem no pulso vivo: beija-flor voa livre, Curupira ri nas matas, Ramsés cai em pó, Floyd inspira mudança, e o mar pulsa e o rarefeito só para tiranos.