Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar
Contra a Corrente
No tempo em que tudo escorre,
em que laços se desfazem como névoa
e palavras duram menos que um clique,
há quem fique.
O mundo ensina a ir embora.
Ensina a trocar,
a substituir,
a não insistir.
Mas dois passos seguem no mesmo ritmo
sobre a calçada da realidade.
Sem espetáculo.
Sem promessas gritadas ao vento.
Apenas presença.
Braço que envolve.
Mão que permanece.
Silêncio que entende.
O amor, quando amadurece,
deixa de ser chama inquieta
e vira brasa firme,
aquecendo sem alarde.
Num mundo líquido,
permanecer é rebeldia.
Caminhar junto é resistência.
E enquanto tudo ao redor se dissolve,
há quem transforme o tempo
não em desgaste,
mas em raiz.
A pele negra é quente…
quente como a terra que guarda o sol mesmo depois do entardecer.
É quente de história, de resistência, de memória que pulsa.
Carrega a ancestralidade de um continente que ensinou o mundo a dançar, a lutar, a sobreviver.
É quente porque não é ausência de luz,
é excesso de vida.
É cor que abraça, que envolve, que acolhe.
A pele negra é quente como abraço demorado,
como tambor que vibra no peito,
como raiz que não se curva ao vento.
E quem aprende a enxergar além da superfície
descobre que essa temperatura não queima,
aquece.
Quem ama no espírito não precisa de pressa para provar o que é; assim como Pedro, descanso na certeza de que 'Tu sabes tudo'. O amor verdadeiro apenas 'é', e o que nasce de Deus floresce na calmaria de quem conhece o coração do outro
A política é como uma peça de teatro... Os políticos são um conjunto de atores que interpretam, falam e agem conforme os diretores e roteiristas querem. E os diretores e roteiristas são os banqueiros, investidores, megaempresários, financiadores de campanha, que não se expõem ao público, que estão atrás da cortina, nas sombras, no escuro, apenas escrevendo, ditando e orientando o que os políticos, os atores, devem fazer para entreter e fantasiar a peça para o público. E o público somos nós, que pagamos para ver essa peça diariamente, influenciados pelos cartazes que divulgam essa peça: a mídia. Uma peça que nos distrai, distorce e muda a realidade, para que fiquemos abobalhados, assistindo ao teatro e comentando, intelectualizando apenas o que estamos vendo, que são os atores, esquecendo que quem escreveu, ditou e orientou esses atores, está atrás das cortinas, planejando, investindo, financiando, chantageando e criando novas peças para fantasiar, iludir, enganar, superficializar e imbecilizar o público cada vez mais com um teatro barato, visando o lucro à custa dos seus espectadores.
O amor verdadeiro não precisa de palco ou de provas; ele descansa no 'ser'. Assim como Pedro disse ao Senhor, eu descanso na certeza de que o que é real não precisa de pressa para se mostrar, pois quem conhece o coração dispensa o excesso das palavras.
Seja independente no mundo onde os homens só veem as mulheres como uma figura materna.
Seja paz onde a maldade predomina.
Seja luz onde a escuridão é lá no fundo do túnel.
Seja paciência onde o ignorante levanta a voz.
Seja esperança no mundo em que os sonhos são destruídos.
Seja amor onde o ódio tem domínio.
Seja você.
Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.
Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.
Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta
AZUL
Seu cabelo caia sobre os olhos
Como se sua juventude,
Fosse a franja sobre testa,
A cortina caia na minha frente
Como se o show
Fosse de um mamulengo
Ou um ser teatral qualquer,
Como marionetes sádicas e sarcásticas...
Seu olhar se perdia na janela
Como se convidasse as estrelas...
Eu sou mais que um olhar no passado
Quando eu passo a olhar para o mar
Mas o que é o azul além do azul
Alem da vela encardida da jangada...
A imensidão que tenho em mim tem mil navios,
O meu pacífico tem mais que calmarias
Tem continentes a desbravar...
E o nativo que eu tenho em mim
É uma espécie de indio , de escravo e de ave
Que se catequiza, escraviza, e faz voar...
Tenho a solidão de velhos ancestrais,
que tinham o fogo como um deus,
tenho a paixão dos que se entregaram
insensatamente como ateus...
Demorei bastante para perceber que todos os problemas que eu enfrentava, como angústias, preocupações excessivas, sentimentos de tristeza profunda e tantos outros, eram consequências de algo que eu mesmo criei na minha mente, sem perceber.
Aos poucos, fui acumulando problemas, inventando mais e mais na minha cabeça, até que cheguei ao ponto de não saber mais o que era real e o que eu tinha imaginado. Aqueles problemas estavam afetando minha mente, meu corpo e minhas emoções. Eu via tudo de forma negativa, me cobrava demais, me julgava, me limitava, e me prendia aos meus medos. Isso só foi piorando até que eu comecei a descartar as coisas que via como problemas.
Antes, eu sentia uma pressão enorme para agradar aos meus familiares, amigos e a sociedade, tentando ser aquilo que o mundo esperava de mim. Mas isso não estava em sintonia com meu verdadeiro eu, com o que eu sentia no fundo de mim. Eu me sentia sufocado, preso, escravo da minha própria mente. Foi então que, em um momento de decisão, simplesmente deixei de lado a ideia de agradar a todos e comecei a viver para mim mesmo. Passei a ouvir o que eu ignorava: o meu sentimento, minha essência.
Aos poucos, os problemas foram desaparecendo, porque eu deixei de vê-los como tais. Hoje, qualquer coisa que possa surgir, eu não vejo mais como um problema. E se algum aparecer, sei que é eu criando, mais uma vez, algo na minha cabeça.
O drama que minha mente criava só me prejudicava, então deixei esse drama de lado. Eliminei tudo o que era negativo e passei a olhar a vida de uma forma diferente, mais bela e divertida, como um aprendizado constante.
Agora, não me vejo mais como uma vítima ou injustiçado. Abandonei o drama, deixei a negatividade para trás e passei a viver de forma simples, para mim e para minha alma, aproveitando todos os momentos.
A mídia, ao colocar os holofotes sobre a política, funciona como a mão visível de uma distração cuidadosamente orquestrada. Enquanto isso, a outra mão, invisível aos olhos da maioria, pertence aos verdadeiros dominantes: banqueiros, filantropos, mega-empresários, grandes investidores e financiadores. São eles que movem as peças nos bastidores, longe das câmeras e do debate público, moldando decisões que lentamente esvaziam nossos direitos e conquistas.
Esse jogo é como um truque de mágica: somos levados a focar na mão que está à vista — debates políticos, brigas partidárias, escândalos e promessas — enquanto a verdadeira ação acontece fora do nosso campo de visão. É nesse movimento escondido, silencioso e estratégico, que os direitos desaparecem, que as leis mudam, que as condições se tornam cada vez mais desfavoráveis ao povo.
Quando finalmente percebemos o que foi feito, o truque já está completo, e os danos já foram causados. Mas poucos se perguntam como aconteceu. Por que não notamos? Porque estávamos distraídos, mirando a mão que gesticulava para chamar nossa atenção, enquanto ignorávamos a mão que realmente conduzia o espetáculo.
A questão é: quando vamos parar de nos deixar distrair por esses movimentos óbvios e começar a observar o que realmente importa — os bastidores, as conexões, os interesses maiores? Afinal, a mágica só funciona enquanto acreditarmos no que nos é mostrado e não olharmos além do que nos é permitido ver.
Às vezes, o mundo espera que a gente simplesmente "siga em frente", como se o tempo fosse uma borracha capaz de apagar o que foi gravado na alma. Mas, para mim, o tempo decidiu parar.
Eu tomei uma decisão. Já que não posso mais caminhar ao seu lado, decidi viver com as memórias dos nossos momentos. Muita gente diz que o tempo cura um coração partido, mas a verdade é que, desde o instante em que nos separamos, o meu relógio não andou mais nem um segundo. Para mim, ainda é aquele ontem onde éramos felizes.
É inútil tentar dizer o contrário ou fingir que o desejo de te ter por perto diminuiu. Eu não consigo parar de amar você. Por isso, escolhi transformar minhas lembranças em um refúgio. Vou viver minha vida nos "sonhos de ontem", naquelas horas felizes que conhecemos há tanto tempo, mas que ainda brilham com a mesma intensidade na minha mente.
Sei que o azul da saudade ainda me acompanha, mas prefiro essa tristeza acompanhada da sua lembrança do que o vazio de tentar te esquecer. Você permanece sendo o meu primeiro e eterno amor.
Com todo o amor que o tempo não pôde levar.
"Como o ferro afia o ferro, assim o homem afia o rosto do seu amigo." (Provérbios 27:17)
Essa passagem diz exatamente isso: ninguém se aperfeiçoa sozinho. É no encontro com o outro, na troca, no atrito construtivo da convivência, que nos tornamos melhores.
Cada reunião, cada palavra ouvida com atenção, é uma pedra a mais no Templo que construímos juntos.
A gratidão por aprender com os Irmãos é, no fundo, o reconhecimento de que a sabedoria não mora em um só homem.
Ela circula entre aqueles que têm humildade para ouvir.
Todas as coisas agora me lembram de como o amor costumava ser. Taboas dilatadas em lugares
solitários. Condicionador viscoso em meus cabelos. Sólidos livros. Suas variegadas lombadas.
Turbilhão de palavras como um coquetel agitado, umbigo em torvelinho, pulsante asterisco.
O passado é isto: ter sido jovem e desejosa e não ser mais.
No futuro, as taboas explodirão sem mim. Oro para que elas
não passem despercebidas. Quem irá cavalgar os cavalos do cemitério? Loiras e incorrigíveis madeixas
soprando em seus olhos. Quando eu caminhava pelos cemitérios comentando
sobre os nomes estranhos. O presente: seguir um caminho sem amor é cortejar
um vazio roxo azulado, como uma gruta ou uma boate. Ou a caverna onde cadáveres
são armazenados no inverno, quando uma pá não consegue romper o solo congelado.
Eu já vi tais lugares. Já estive sozinha neles. Som de água marulhando.
Animais chamando uns aos outros. Eco da minha própria respiração. Fumaça saindo
da minha boca no frio. Memória, um intruso em um canto que quer matar,
pedra pesada na mão. E a poesia. Este poema agora. Este caso de uma noite.
Trad.: Nelson Santander
DESABAFO
Ela, uma pessoa pouco meiga, delicada, não como uma flor, mas como uma bomba, à comparo até com o mais letal veneno, ela és linda, casta e pura, as vezes fases algo que nos aborrece e o mais chato é que nas maioria das vezes ela nem se toca que errou, a amo como nunca amei ninguém, e é exatamente por esse motivo que dói muito, as vezes penso se fiz a escolha certa, mas quando tenho dúvida, lembro-me de quando a conheci e lembro também daquele lindo sorriso. Sou bem passivo com ela, tento da melhor forma compreendê-la, mas não sei por quanto tempo irá durar minha compreensão e minha passividade. TODOS TEMOS LIMITES!
Obedeça aos princípios básicos da Educação Divina para ser depois reconhecido como mestre entre os homens.
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