Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov

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A anedonia é como um apagão silencioso dentro de mim.
Não leva embora apenas a alegria — ela leva o brilho, o impulso, o gosto das coisas que antes me moviam.

É estranho existir assim: lembrar do que um dia me fez sorrir e, ao mesmo tempo, não sentir mais nada.
É como tocar uma memória com as mãos, mas não conseguir alcançar o sentimento que deveria acompanhá-la.

Por fora, tudo parece igual.
Por dentro, é como se alguém tivesse apertado um botão e desligado a parte da alma que reage, vibra, celebra.

Não é falta de vontade.
Não é frescura.
É não conseguir sentir.

É olhar para momentos que deveriam me encantar… e não sentir absolutamente nada.
É querer participar da vida e, ao mesmo tempo, se perceber distante, apagada, desligada do próprio corpo.

A anedonia não rouba só o sorriso.
Ela rouba o caminho que leva até ele.

E é dessa prisão silenciosa que, todos os dias, eu tento me libertar.

Yôga é como música: o ritmo do corpo, a melodia da mente e a harmonia da alma criam a sinfonia da vida.

O Amor agita meu espírito
como se fosse um vendaval
a desabar sobre os carvalhos.

Como voce é sinica, depois de ter abandonado o meu irmão e eu naquele maldito, orfanato voce volta dizendo que não foi porque quiz.Han até parece que eu acredito em você.Se paçaram 3 anos mãe, quer dizer... se é que eu posso chamar voce de mãe, porque uma mãe de verdade não faz isso com os próprios filhos.Você não sabe oque a gente passou nesse inferno, comendo essa comida nojenta, e convivendo com essas crianças.Olha quer saber vai embora! a gente ja passou tanto tempo aqui... que não vai fazer diferença nenhuma ficarmos aqui por mais anos até eu completar 18 pra sair desse maldito orfanato, e não precisa ficar mandando dinheiro pra nada não.A gente sempre teve comida aqui ruim... mas mesmo assim comida quer saber? tanto faz ter uma mãe ou não.

⁠⁠Que pecado cometeste para nascer, que crime para existir? Tua dor, como teu destino, não tem motivo.

Emil Cioran
Breviário de decomposição. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.

Como um jardineiro que prepara o canteiro,
à espera da semente oportuna,
em meu coração resiliente,
faz brotar a mais bela flor de maio,
perdurando por todas as estações da minha vida.

Homens só pensam em seu passado quando estão para morrer, como se estivessem procurando freneticamente uma prova de que estavam vivos.

"A religião é o reconhecimento de todos os nossos deveres como preceitos divinos."

O amor é como flor, deve ser regado e cuidado todos os dias, quem muito se ausenta de seu jardim, quando volta nao encontra mais suas cores, seu cheiro, mas apenas os restos e a lembrança do que um dia foi lindo.

Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes – aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem na alegria nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível

Sinto-me renascida das cinzas como a fênix, renovada a cada instante como a libélula e livre pra poder voar feito as borboletas.

Chuva a compor
A poesia
Dança na rua como bailarina.

Valter Bitencourt Júnior
Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos, 2021.

A amizade verdadeira é aquela que, mesmo distante, você sabe que pode contar. É como um apoio que, mesmo que você não use, fica lá... guardadinho!

A segunda chance numca é como a primeira, a não ser se ouver mudanças radicais.

Poesia é... brincar com as palavras
como se brinca com bola,
papagaio, pião.
Só que bola, papagaio, pião
de tanto brincar se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca com elas,
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?

Mas perdas machucam como
balas, e eu estou começando a
sangrar.

"Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinteressada delas. Eu sou ao contrário: o tempo passa e a afeição vai crescendo, morrendo apenas quando a ingratidão e a maldade a fizerem morrer."

Se você soubesse como ando escuro, como ando perdido, como me distanciei de mim e das coisas em que acreditava.

Não sou tão bobo como você pensa,
nem tão passivo como você diz.
Faço o bem sem cobrar recompensa,
você é o esperto e eu o feliz.

⁠O Peso do Esquecimento

Dói. Dói ver as promessas se desfazendo no ar, como se nunca tivessem sido ditas. Dói perceber que o olhar que antes brilhava ao me encontrar agora desliza por mim sem se deter. Como se eu tivesse deixado de ser alguém e me tornado apenas um detalhe no fundo da cena.

Dói a fuga silenciosa de quem não quer mais ouvir, de quem se esconde atrás da indiferença como quem diz, sem palavras, que o amor acabou. Porque se ainda existisse amor, se ainda existisse um mínimo de cuidado, não haveria esse machucar consciente, essa escolha fria de ignorar o que fere.

O que mais pesa não é a ausência, mas a lembrança do que já foi. Porque eu fui transparente. Desnudei minha alma, mostrei minhas cicatrizes, confiei o mapa das minhas dores e ensinei como não me ferir. Você ouviu, aprendeu, cuidou. E agora, usa tudo isso contra mim.

Como alguém que um dia foi tão gentil se torna esse estranho indiferente? Como a mão que um dia segurou a minha com tanto carinho agora apenas solta, sem sequer hesitar?

O amor foi abrigo, foi promessa, foi cuidado. Hoje é ausência, frieza, silêncio. E nesse vácuo, só restam saudades e dúvidas ocupando um espaço que antes era cheio de nós.

Será que, um dia, você vai lembrar? Será que vai sentir falta daquilo que deixou para trás?

Ou sou eu quem precisa aceitar que, para alguns, o amor nunca foi casa, apenas passagem?