Coleção pessoal de TiagoScheimann
A morte vem rir do meu passado, mas o que ela não sabe é que as cicatrizes contam a história de um guerreiro que não se rendeu.
Nossa vida é comparada a uma estrada para caminhar, e cada passo dado hoje define a paisagem de amanhã.
Mas quem lá no fim chegou, jamais voltou e nem voltará, valorize a jornada, pois o destino é uma viagem só de ida.
Aquele que não tem nada tem cruz pesada pra carregar, ensinando na dor o valor da resiliência e da humildade.
O tempo é uma serpente que leva a gente pro fim da vida, rastejando silenciosamente e devorando todos os nossos dias.
Quem te observa hoje, sob a luz plena de um palco que você custou a montar, nunca terá a dimensão exata dos escombros internos que você precisou varrer com as próprias mãos antes de se permitir respirar fundo, eles aplaudem a chegada, mas ignoram a escalada vertical dos teus dias mais sombrios, onde a única plateia era o silêncio corrosivo das madrugadas sem propósito, aquelas em que o corpo seguia em frente por um impulso meramente biológico, enquanto a alma já havia decretado a própria falência, um atestado de óbito emocional assinado em lágrimas frias no travesseiro da desistência.
O passo mais importante é o primeiro, mas o mais difícil é o de não olhar para trás para duvidar da rota.
A sabedoria não reside em não errar, mas em nunca honrar o mesmo erro duas vezes com a sua reincidência.
A tristeza e a carência que te definiam eram mais do que falta de afeto, era um buraco negro existencial que sugava toda a tua luz própria, te deixando dependente da migalha emocional que o mundo te oferecia, a verdadeira dependência, porém, veio com a força que bateu à porta, um Amor que não mendiga espaço, mas que instala o reino onde antes havia apenas ruína e desespero, reconfigurando a arquitetura da tua necessidade, você era um poço seco ansiando por uma gota, e Ele chegou como uma enchente de sentido, lavando toda a poeira da autocomiseração.
O melhor momento para recomeçar é sempre aquele em que a dor da permanência é visceralmente maior que o medo da mudança.
O coração só se acalma quando a mente aprende a delegar as preocupações para a autoridade superior da Fé.
A leveza não está na ausência de peso, mas na força inquebrável da coluna que aprendeu a suportá-lo.
