Coleção pessoal de TiagoScheimann
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No fim, resta a calma glacial de quem já aprendeu a perder.
Olhe para a luz que nasce de uma entrega, ali se refaz o coração.
Há cura no silêncio de quem confia além do próprio medo.
Abrace a manhã após a tempestade: cada gota rega um novo nascer.
As luzes distantes parecem faróis para barcos que já naufragaram.
Os segredos me assam como pedras, quentes e impossíveis de segurar.
Cada passo ecoa como se eu caminhasse sobre ossos antigos.
Preferi as sombras ao brilho falso das expectativas alheias.
Há um tom de fim em tudo que me olha com curiosidade.
A misericórdia aqui chegou tarde, e trouxe uma mala vazia.
Meu riso foi recolhido por mãos que nunca souberam o calor.
Não há trilha de volta para quem já perdeu até o caminho.
O futuro me deve respostas, não pago juros por promessas.
A solidão é uma arquitetura prática, não reclama, apenas ocupa.
Os desejos envelhecem com rancor quando não se realizam.
Sou obra inacabada, e essa incompletude me permite renascer.
Há vozes nos cantos que ensinam a aceitar o vazio.
O sorriso é só um crédito que o abismo cobra depois.
Quando acabo de contar minhas perdas, sobra apenas silêncio.
As promessas se tornam pedras que eu carrego até afogar-me.