Coleção pessoal de TiagoScheimann

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A simplicidade é a única forma de paz em um mundo que te obriga a complicar para parecer importante.

O coração que ameaçava explodir no peito era o alarme sísmico do teu limite, o grito final de um corpo que não suportava mais o peso da mentira social de que "estava tudo bem", esse terremoto interno foi o que pavimentou a estrada para o Encontro, pois a rendição total é o único passaporte válido para a intervenção divina, não foi a tua força que o trouxe, mas sim a qualidade devastadora da tua fraqueza, um paradoxo sagrado onde a perda completa de controle se torna o portal de entrada para a Graça reordenadora.

A melhor defesa contra o mundo é o seu trabalho silencioso e persistente na sua própria evolução.

A humildade é o único luxo que o ego barulhento jamais conseguirá comprar.

O crescimento dói porque exige que a casca limitante se rompa para a expansão da alma.

A esperança é o ato teimoso de acreditar no sol mesmo em dias de chuva torrencial.

O destino é construído no exato momento em que você assina o decreto de não ser mais vítima.

O tempo cura, mas só depois de exigir a sua paciência bruta e a sua reconstrução ativa e dolorosa.

No espelho dá para ver ele corroer e deixar feridas, pois o tempo não cura tudo, apenas registra as batalhas que perdemos.

Uma face enrugada marca a jornada já percorrida, sendo o nosso mapa de lutas e de sabedoria.

Os sonhos irão ficando e a gente chegando para despedida, não deixe que seus desejos morram antes de você.

Quando eu tinha pouca idade a vaidade me dominou, e só na maturidade percebi que a simplicidade é a maior riqueza.

Eu não pensei no agora e joguei fora quem me amou, e o peso desse arrependimento é o mais difícil de carregar.

Neste mundo de ilusão, o meu coração de tudo cansou, ansiando por um refúgio de paz em meio à falsidade.

A velhice hoje me invade e a felicidade para trás ficou, provando que a alegria não é um destino, mas a forma como se viaja.

Quem perde um grande amor não encontra flor nesta caminhada, pois o luto transforma o jardim da vida em um deserto gelado.

No chicote das lembranças, a gente avança para o fim da estrada, impulsionado pela dor dos erros que não podemos mais corrigir.

É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.

Em vão eu vou carregando o peso dos anos acumulados, se não transformarmos a experiência em aprendizado para os outros.

Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.