Coleção pessoal de tham
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E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração.
Há horas em que não se quer ter sentimentos.
Eu sou o antes, eu sou o quase, eu sou o nunca. E tudo isso ganhei ao deixar de te amar.
Por enquanto há diálogo contigo. Depois será monólogo. Depois o silêncio. Sei que haverá uma ordem.
Levantei-me. O tiro de misericórdia. Porque estou cansada de me defender. Sou inocente. Até ingênua porque me entrego sem garantias.
É um filme de pessoas automáticas que sabe aguda e gravemente que são automáticas e que não há escapatória.
As coisas muito claras me noturnam.
Diálogo bobo
– Abandonou-te?
– Pior ainda: esqueceu-me...
Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniÃES...
Coração da gente – o escuro, escuros.
Quem muito se evita, se convive.
Sorte é isto. Merecer e ter.
Ninguém é doido. Ou, então, todos.
Mente é casa que não tem paredes, mas nos acostumamos a viver como se tivesse. E, não é raro, passamos temporadas no cômodo mais apertado.
As muitas fomes é o que impulsiona o sonho. Fome de nos sentirmos bem na nossa pele de espécie pensante.
Podemos tirar o nariz de palhaço e construir algo real com nossas escolhas.
Até o último suspiro a vida é um processo.
Teu corpo seja brasa. E o meu a casa que se consome no fogo.
Atenção: Essa vida contém cenas explícitas de tédio. Nos intervalos da emoção.
Ser feliz ou não, questão de talento.