Coleção pessoal de swamipaatrashankara

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A paciência é a maior defesa que alguém pode desenvolver. Ela serve para que tudo seja colocado no seu devido lugar antes de se tirar conclusões ou fazer julgamentos. Às vezes é preciso ficar em silêncio, recuar antes de voltar à cena e dar um passo adiante. Paciência, no entanto, não é omissão e sim a determinação do tempo ideal para cada coisa. É a pessoa saber tratar do seu inimigo interior antes de lidar com as adversidades externas. Trata-se de um conceito difícil de entender pois a cultura capitalista cultua a pressa. É fato que as pessoas vivem cada vez em maior velocidade, comem cada vez mais rápido, fazem mais coisas ao mesmo tempo e dormem menos. É como se estivéssemos todos em busca de algo que nunca vem e pressa virou sinônimo de eficiência. Pessoas entre nós que se mostrem tranquilas e pacientes são considerados omissas e passivas. No entanto, paciência é compreender que as melhorias gradativas são as verdadeiras e que as mudanças rápidas não passam de fachada.

Uma coisa é observar as pessoas executando gestos estilizados e cantando canções enigmáticas que fazem parte da prática dos seus rituais, e outra é tentar alcançar a adequada compreensão do que os movimentos e as palavras significam para elas.

A melhor e mais eficaz oração é aquela que falamos ou dizemos através de nossos pensamentos, sentimentos e, por consequência, de nossas ações. Se uma imagem representa mil palavras, uma boa ação em relação ao nosso ambiente, envolvendo pessoas e coisas, representará mil orações.

Acredito que a maior falta de respeito seja a fuga ao diálogo. É óbvio que as divergências existem, mas o debate serve para isto, para colocar o limite das aceitações próximas da fronteira, sem ultrapassar. É como ter medo do mar sem nunca o ter conhecido. Só saberemos a diferença entre terra e mar, quando chegamos ao limite da areia com a primeira onda.

No nosso atual estágio evolutivo, a forma (físico, tangível, concreto), que por necessidade ou simples desleixo em procurar e realizar a verdadeira espiritualidade e que por infeliz consequência, torna-se mais importante do que a essência (sutil, intangível, abstrato), por exemplo, quando rezamos o "Pai Nosso", no trecho: "perdoai as nossas ofensas/dívidas, assim como nós perdoamos os que nos tenha ofendido/devedores", acho mais prudente e sincero dizer "perdoai as nossas ofensas/dívidas, assim como me esforço em perdoar os que me tenham me ofendido/aqueles que me devem". Pelo menos estaremos sendo mais honestos conosco, pois de resto, o astral percebe quando a ação não comunga com a intenção.

A palavra "respeito" significa "olhar novamente”, ou do latim respicere que significa “olhar para trás”, olhar além da primeira impressão e estar disposto a ver o que não está óbvio. Nós mesmos precisamos de respeito para limpar nossos egos. Quando estamos dispostos a olhar para uma nova luz, sem julgamento, adquirimos uma maior confiança e coragem em nossas vidas. Aprendemos a aceitar nossas limitações e ficamos dispostos a ampliar nossos horizontes e limites para viver a vida mais completamente. Respeito para com os outros no aprendizado é fundamental. Quando vemos as pessoas sob uma nova luz, damos a elas o espaço que precisam para crescer e não as limitamos pelas nossas expectativas ou julgamentos.

Viver cada momento como sagrado, é reconhecer que todas as coisas são interligadas numa grande teia cósmica. O aprendizado é viver completamente agora mesmo: carpe diem. O aqui e agora é o ponto no qual o poder existe; é o único ponto do qual se pode fazer escolhas e mudar seu mundo.

Sentimento pleno de gratidão por todas as coisas seria o ideal para todas as criaturas. O sentimento de gratidão é que possibilita o fechamento dos ciclos de prosperidade e recebimento, sem este sentimento o ciclo fica interrompido e a energia se perde ao invés de se renovar.

Imaginamos que pessoas mudam, queremos isso até. Será que mudam mesmo ou nós que ficando mais velhos, mais sapientes, sabedores que o tempo corre e a vida vai se esvaindo aos poucos, simplesmente aceitamos as coisas como elas são?

Aqueles que estão no mundo dos vivos não podem esquecer que tem muito que aprender, mas não deixar de fazer aquilo que já sabem. Enquanto aprendemos, trabalhamos para não esquecer o que já foi aprendido.

A compreensão de quem somos dependerá, única e exclusivamente, de uma decisão íntima, pois todos os seres são diferentes em seu pensar, sentir e agir. Portanto, se o que somos contribuir para que através da fortaleza, transforme a ira em paciência; através do respeito, transforme a leviandade em firmeza; através do entendimento, transforme o receio em esperança; através da sabedoria, transforme a soberba em humildade; através da pureza, transforme a luxúria em castidade; através do conselho, transforme o arrebatamento em prudência; e, através da justiça, transforme o egoísmo em generosidade; dar-nos-emos por felizes.

É comum as pessoas se considerarem espiritualizadas por terem religião, terem "fé", terem crenças e acreditarem num poder maior. Mas a coisa não é bem por aí. A espiritualidade consiste em se elevar além do material para vivê-lo de forma que a matéria não suprima o espírito. O que não quer dizer que o espírito deva suprimir a matéria, afinal, estamos num plano material. O ideal é que a espiritualidade ascenda os princípios elevados e a mente superior para que o indivíduo faça um bom uso da matéria, domine-a, mas sem ignorá-la.

Não adianta você fazer dezenas de rezas, rituais, ebós, não adianta ser Papa, Pai de Santo, Grão Mestre, se você não aplica essa espiritualidade no plano físico.

O segredo do espírito não está em raciocinar, mas em sentir. E é assim que aplicamos nosso espírito no mundo material. Sentimos o que o outro sente, compreendemos, nos colocamos no lugar do outro e o aceitamos. Somos cordiais, educados, respeitosos com o próximo. Ajudamos aqueles que necessitam, prezamos pelo bem estar do outro porque a sua dor nos dói.

Não adianta conversar com anjos e demônios se você não é capaz de dar bom dia ao seu porteiro.

Sempre colocamos o provisório, o jeitinho, no lugar do definitivo. A materialidade à frente do sentido espiritual que nos leva e empurra para sermos pessoas melhores. A considerar que ter dinheiro é mais valioso do que ter consciência e o ser ter menos importância que possuir. A tentar nos divertir mais do que cumprir deveres. A falar antes de escutar, quando escutamos. Procure mais pelo que lhe possa dar um sentido de eternidade, de verdade. Deixar-se levar pela confusão dos sentidos que provoca uma distorção da percepção com coisas que hoje existem numa realidade particular e egoísta e que amanhã podem não existir e pelo efêmero, é perda de tempo espiritual. Separe o lúdico da realidade e até nem tanto, mas aprenda a viver sem que um interfira na outra.

Devemos nos preocupar constantemente em fixar conceitos espirituais em nossa essência, mas dentro dos nossos limites externos não podemos - e nem devemos - demonstrar através de um teatro a falsa ideia de quem pensamos ser. É preferível, neste caso, assumir externamente o que se é internamente mesmo latentes em essência. O pouco que temos, para as pessoas sedentas, mas ainda vazias, pode ser muito.

Procura

Às vezes fico procurando você dentro de mim, porque não é possível que somente no meu pensamento você mora.

Presto atenção e começo a perceber: você está presente na batida do meu coração, sempre mais robusta quando penso ou vejo você.

Você está presente na minha pele, que fica a recordar os momentos intensos que viveu junto a sua pele.

Você está presente na minha retina, que sempre insiste para minha alegria, em reter a última e todas as imagens de você.

Você está presente no meu ouvido, que lembra ao cérebro o quanto é doce ouvir sua voz.

Você está presente nas minhas narinas e na minha língua, que em conjunto harmonioso com as lembranças de todo dia, toda hora, todo minuto e todo segundo, faz-me sonhar com teu gosto e teu cheiro. Da tua boca, da tua pele. De toda você.

Você está presente em cada célula do meu corpo e à medida em que penetro mais profundamente dentro de mim, consigo enxergar a centelha da vida criada por Deus: a minha alma. E quem poderia estar amalgamada à minha alma? A sua alma. Duas almas enlaçadas para sempre pelos laços eternos do Amor, pois o que levamos desta experiência na Terra, quando nossos corpos fraquejarem?

O Amor.

Pela eternidade, juntos e unidos pelo Amor, até encontrar a face d’Ele.

Te amo, de corpo para corpo, de mente para mente e de alma para alma.

Nada é tão bom quanto você imagina que vai ser, nem tão ruim como te dizem que é ou será. Na dúvida, siga sempre o seu coração: mais vale ter um pouco do que não ter nada.

Quando retornamos ao nosso “eu”, começamos a perceber os sinais que a vida nos dá. Todos dias temos que fazer escolhas, algumas tão simples que nem percebemos, mas sempre nos é dado a oportunidade de escolhermos. Quando vamos por um caminho que não é o que vai nos proporcionar felicidade é porque não ouvimos nosso coração, então, tudo que fizermos, façamos com ele e com amor, pois isso vai nos retornar na mesma intensidade.

Não é exigido coragem para esconder aquilo que nós sentimos, e é por isso que a maioria das pessoas gosta de falar indiretamente sobre aquilo que elas desejam.E normalmente esse é o tipo de pessoa que mais gosta de passar raiva, pois o medo de se expressar impede que ela seja ouvida e compreendida.Pessoas autoconfiantes não inventam fábulas para que os outros saibam o que elas realmente sentem e querem dizer.

Existe algum problema em você ser direto e sincero consigo mesmo?

Por que você tem a ilusão de que só as outras pessoas precisam mudar e você não?