Coleção pessoal de RosangelaCalza

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Aprendi a esquecer.
Esqueço tudo a cada amanhecer.
Melhor maneira de não mais sofrer.

Olvido indiferentemente
passado... futuro
inclusive o presente.

Todo o mar para atravessar...

Jogo os dados quando termina o dia.
Me dirão eles de uma nova travessia?

Caminho sem avançar.
É longa a noite.
Escuras trevas.
Fria a escuridão no meu coração.

Longa estrada.
Passado que não se tem mais.
Presente que tanto faz.
Futuro que não teremos jamais.

Nunca estaremos onde deveríamos estar.
Um eterno presente a eternamente acabar.

Vaidade que incomoda.
Desfoca.
Choca.

Até onde você pode escolher?
Até onde quiser...
ou...
até onde não se pode mais.

Vaidade...
asas engaioladas...
infecção
aperto no próprio coração.

Sou eu
minha melhor versão...
invenção
de valores inversão.
Não tenho tradução
nem explicação...
muito menos sou solução.

Voilà...

Sou eu
de dentro pra fora...

Gostou? Gostou!
Não gostou? Pode ir embora.

Do amor

Amor é coração aos saltos.
é salto no escuro
é admirar com cérebro e coração
é companhia
é solidão
é coração apertado
é frio na barriga
é a mais inexplicável explicação
é pregos na estrada
é duelo de espadas
é começo, meio, fim
é solução.

De desculpa em desculpa
descubro que estou certa.

Culpado! Não sei muito sobre ser culpado...
desconheço o significado.
Não conheço sequer sinônimos distanciados.

Em desculpar, ao contrário, conheço os milhares de sentimentos que envolvem cada momento.
Meu vocabulário é imenso.
Não preciso sequer pensar um momento.
Desculpo no momento em que os olhos do culpado pousam em mim.
Desculpo... sempre desculpo, sim!

Fim do dia

Enfim... ontem eu entendi...
entendi o que mais me afligia...
no fim da dia:
a falta de luz me cega como a mais forte luz do dia.

Enfim... ontem eu entendi...
entendi que amar
é pra quem jogos complicados gosta de jogar...

Amar é um mero jogo de dados.
Ganha quem joga sem se importar se vai perder ou ganhar.

Passas pelo meu olhar todo dia...
e eu flutuo.
Tens um aroma de flores.
Tens uma suavidade de notas musicais.
Tu passas pelo meu olhar
... e eu... eu me perco...
e a cada reencontro... eu me encontro.

Passas pelo meu olhar... todo dia <3

Senti o lado amargo do amor.
Veio tão cheio de graça...
me encheu de desgraça.
tão colorido chegou
levou embora todas as cores...
meu mundo em cinza transformou.
E eu o toquei com a alma.
Desnudei minh'alma.
Toquei-o com palavras
as mais belas escolhidas
do meu jardim de versos colhidas.
Eu não conhecia esse lado escuro.
De meias palavras... de ditos não ditos
de máscaras e traição...
coisas que fazem tão mal ao coração...

... de qualquer um... também de quem não é vagalume.

Lá de onde venho,
aprendi que todos os obstáculos são superados...
aprendi que a vida não vem com manual...
e que isso não faz mal...
aprendi que o medo só atrapalha, congela.. não ajuda em nada...
aprendi que as coisas não vêm de mão beijada...
aprendi que as coisas devem ser conquistadas...
aprendi que se deve parar de quando em quando para sentir o perfume das flores...
aprendi que a gente cai... que até o fundo do poço às vezes vai...
aprendi que a vida deve ser vivida a cada minuto...
aprendi que o que vale é o momento presente...
aprendi a me fazer presente.

E de sonho em sonho eu sigo te amando.
Agora estou em teus braços.
Tu estás me beijando.

A tua mão acaricia meu rosto.
Sinto na boca o teu gosto.
O vento bate uma porta.

Sempre há algo ou alguém me acordando.

Nada em mim é pela metade.
Todas as situações, comigo, têm começo, meio e fim.
Em todas estou inteira.
Sou assim.

Comigo também não existe 'talvez'
Não sei viver mais ou menos
Não há começos incertos.
Não há perguntas sem respostas...
Nada em mim que não seja descoberto.

É preto no branco.
Não há tiro no escuro.
Comigo é tudo certeiro.
Não existe fins com gosto amargo na boca.
Tudo comigo é muito franco...

... mas com leveza

Nossa história
guardo na memória.
Começou num momento tão pequeno...
Insignificante.

Tudo foi cambiado.
O acaso... amor destransformado.
O amor jurado olvidado.

Quem nos roubou a esperança?

Um bater de asas de borboleta...
Um tsunami gigante.

Aquieta-se o silêncio na tarde.
A noite, às portas, chega sem alarde.
O entardecer suave de mais um dia...
Calmaria... calmaria.

Dia feito!
Perfeito.
Desabita-me.
Apaga-se...
Foi-se mais um dia.

“O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)”
É mágico ver o dia nos braços da noite morrer.

Não viva de braços cruzados...
Não cruze os braços...
O mundo está tão carente de abraços...
O mundo precisa de braços abertos...
Precisa que alguém se esforce para fazer o certo.
Precisa de amor, honestidade, bondade, empatia por perto.

E você!? Você é honesto?
Use o palco!
Transborde de mansidão.
Deixe falar o coração.
Passe uma borracha nessa tristeza das incertezas...
Pinte o mundo colorido...deixe transbordar o melhor que está em si... tire lá do fundo todo o amor que um medo passada passageiro teima em deixar escondido...

Viva... viva uma vida verdadeira... não viva apenas como se tivesse vivido.

A vida seu papel cumpriu...
me lapidou, me mudou, me transformou.
Sentimentos confusos
ajeitaram-se no coração...
tomaram seus lugares.
A vida guerreira incansável
por mim lutou...
até me ver despertada...
não descansou.
Um brinde à vida!
Nada no mundo é por mim mais querida...
Mostra-me a porta de entrada... abre a porta... estende o tapete... aponta suavemente, na hora certa, a saída.

Um brinde à vida!!!

Meu abismo interno
... um inferno...
é eterno.
um vácuo... um vazio
não há eco.
Oco... tudo em mim é oco... louco.
Insano esse nada interminável... sem planos...
esse vazio intragável
essa dor insuportável...
meu abismo interno...
tamanha falta de ar...
pode o vácuo me fazer chorar?
Diga-me quando essa madrugada fria, vazia vai terminar.
Vou eu quando de novo calmamente poder respirar?

A minha sombra...
sempre comigo tão solitária...
indiscreta... em alerta...
sombra sombria em dias frios...
desaparece, aparece quando menos se espera...
solidária
silenciosa
a mim mesma reproduz
sempre que aparece uma luz.
Corre na chuva
não se molha...
pra trás nunca olha...
não há chuva que a apague,
não a vento que a leve...
não há tempo que a mude
não há lama que a suje...
Minha sombra aventureira, eterna companheira
me acompanha noite e dia...
tão arteira...
tão verdadeira.

Madruguei...
Abri os olhos o mais devagar possível...
Olhei pela janela que me vi ontem:
uma nítida imagem do mais possível impossível.

Assim, você perto de mim!
Não tão assim... você longe de mim...
A imagem do possível: esse amor tão secreto... tão (in)visível... amor invencível...

Incrível...

... essa minha imagem sempre tão poética ❤️

Fechei a janela... fechei meus olhos não tão devagar...

... vou continuar a sonhar

E ele me disse: “eu quero consertar as coisas”.

Consertar as coisas... coisas são apenas coisas... são quebradas, são largadas por aí, são esquecidas num canto, enchem-se de poeira... são envoltas por teias de aranha 🕷

Coisa são apenas coisas... não têm coração 💓 ... não tem sentimentos... não perdem o sono... não criam rugas... não branqueiam cabelos... não se enchem de cicatrizes...

Então é fácil consertar as coisas...

O problema é: quando se desconsertam coisas machucam-se corações 💔

... e como se concertam corações 💕?

Só pra pensar em quanto cuidado devemos ter com pessoas... porque pessoas não são coisas... e pessoas têm coração ❤️ e coração machucado e bem difícil de ser consertado 😉