Coleção pessoal de Poliana16
É melhor tentar e falhar que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão, que sentar-se fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver.
Não fiz o melhor, mas fiz tudo para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas não sou o que era antes.
Embora a consciência nos pese e diga que Deus está zangado, mesmo assim, Deus é muito maior do que o nosso coração. A consciência é apenas uma gota; Deus reconciliado é um oceano de consolação.
No momento em que eu faço de mim e Cristo dois, eu estou totalmente errado. Mas quando eu vejo que nós somos um, tudo é tranquilidade e paz.
Se há algum tempo, Deus tivesse me dito que me
tornaria tão feliz quanto eu poderia ser neste mundo
e também tivesse dito que começaria por mutilar to-
dos os membros de meu corpo e privar-me de todas
as minhas fontes habituais de prazer, provavelmente
eu teria considerado esta uma maneira estranha de
Ele realizar o seu propósito. Mas, como a sua sabe-
doria se manifesta até nisso! Pois, se você visse um
homem fechado em um quarto, idolatrando um con-
junto de lampiões e se regozijando na luz deles, e
desejasse fazê-lo verdadeiramente feliz, você come-
çaria por apagar todas as suas luzes; e depois abriria
as janelas, para que entrasse a luz do céu.
Nunca ouvi alguém dizer: “As lições mais profundas da minha
vida vieram por meio de tempos de conforto e tranqüilidade”.
Mas já ouvi santos fortes dizerem: “Todo avanço significativo que fiz em assimilar as profundezas do amor de Deus e em crescer na comunhão com Ele veio por meio do sofrimento.”
Mateus 22.2, 10-14: “O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho... E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Entrando, porém, o rei para
ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger
de dentes”. Esta situação é semelhante à dos peixes ruins apanhados na rede do reino. A falta da veste nupcial provavelmente representa a falta de justiça que excede à dos escribas e fariseus. O homem mal vestido foi atraído pelo poder do reino, atraído do mundo para a sala
do banquete, tal como o peixe apanhado pela rede, mas esse homem não estava preparado para o reino e, por isso, foi lançado fora.
Mateus 13.20-21: “O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza”. A alegria que se evapora no calor da aflição não é a alegria em Deus, e sim
alegria no conforto. Paulo disse saber que Deus havia escolhido os tessalonicenses porque eles tinham “recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo” (1 Ts 1.6). Alegria na tribulação é a evidência da alegria em Deus, e não
alegria na tranqüilidade.
Quando diz: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido” (v. 7), Deus pretende que entendamos esta qualificação não proferida: “A morte não o atingirá, sem a minha permissão e desígnio. Meu desígnio para aqueles sob o meu cuidado é sempre bom, ainda que eu permita a morte tirar-lhes a vida”. Por
isso, Derek Kidner afirma: “Esta é uma afirmação de providência abrangente e exata; não é um amuleto contra a adversidade... A promessa nos garante que nada pode tocar o servo de Deus sem a permissão dEle”
Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra. ... Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti” ( Salmo 119:9, 11). Paulo disse que devemos “pelo Espírito ... fazer morrer os atos [pecaminosos] do corpo” (Romanos 8:13). O único item da armadura usado para atacar é a “espada do Espírito” que é a palavra de Deus (Efésios 6:17). Como o pecado seduz o corpo à uma ação pecaminosa, trazemos à mente a uma palavra reveladora de Cristo das Escrituras e acabamos com a tentação com o valor e a beleza de Cristo que são superiores às ofertas do pecado.
Martinho Lutero disse que há três regras para se entender as Escrituras: orar, meditar e passar por provações. As "provações", ele disse, são extremamente valiosas: elas "te ensinam não apenas a conhecer e entender mas também a experimentar quão correta, quão verdadeira, quão doce, quão amável, quão poderosa e quão consoladora a Palavra de Deus é: ela é sabedoria suprema." Portanto o próprio diabo se torna um professor involuntário da Palavra de Deus: "o diabo o afligirá [e] fará de você um autêntico doutor, e o ensinará, por meio de suas tentações, a buscar e a amar a Palavra de Deus. Quanto a mim mesmo (...) devo aos papistas muitos agradecimentos por tanto me espancarem, pressionarem e ameaçarem, motivados pela fúria de Satanás, de tal modo que me tornaram um teólogo razoavelmente bom, levando-me a um objetivo que eu nunca teria atingido." (What Luther Says, Vol. 3, Concordia Publishing House, 1959, p. 1360).
Devemos memorizar as Escrituras, todos os dias, de modo que possamos alimentar nossa fé, hora após hora, durante todo o dia. Somente algumas pessoas têm o privilégio de abrir a Bíblia a cada hora. Mas todos nós podemos consultar nossa memória a cada hora. De fato, nós precisamos disto.
Portanto, com todo o meu coração, encorajo-o a fazer isto. Quando você tiver seus momentos de devoção na Palavra de Deus, encontre uma frase ou um versículo — um bocado para a sua alma — e memorize-o. Isto é semelhante a colocar o alimento da fé na despensa de sua mente. Durante todo o dia, você pode ir lá e comer uma porção daquele bocado. Pode ser algo tão simples como: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hebreus 13.5). Pegue-o e mastigue-o a cada hora. A nutrição alimentará a sua fé, e esta se tornará forte. Você orará por frutos, e estes surgirão.
Que, em sua misericórdia, Deus nos liberte do espírito de orgulho que agora corrompe o ambiente do evangelicalismo moderno e nos conceda um humilde ponto de vista a respeito de nossa própria impureza; fazendo-o de tal modo que nos unamos ao apóstolo Paulo em clamar com um fervor cada vez mais profundo: “Desventurado homem que sou!” Sim, que Deus outorgue tanto ao autor dessas linhas quanto ao seu leitor uma tão grande percepção de sua própria depravação e indignidade, que eles realmente se prostrem no pó, diante de Deus, e O adorem por sua maravilhosa graça para com esses pecadores que merecem o inferno.
Mesmo no crente que está mais próximo do céu existe combustível suficiente para acender outro inferno, se Deus tão somente permitisse que uma chama caísse sobre ele. Alguns crentes parecem que nunca descobrem isto. Eu quase desejo que eles nunca o descubram, pois esta é uma descoberta dolorosa para qualquer um fazer; mas ela tem o efeito benéfico de fazer que paremos de confiar em nós mesmos e de nos levar a nos gloriarmos somente no Senhor.
John Newton, o escritor do bendito hino “Graça Admirável” (que afirma: “Graça admirável, quão doce é o som que salvou um ímpio como eu; estava perdido, mas fui achado; era cego, agora vejo”), quando se referia às expectativas que ele nutria no final de sua vida cristã, escreveu o seguinte: “Infelizmente, essas minhas preciosas expectativas se tornaram como sonhos dos mares do Sul. Vivi neste mundo como um pecador e creio que assim morrerei. Eu ganhei alguma coisa? Sim, ganhei aquilo com o que antes eu preferia não viver! Essas provas acumuladas do engano e da terrível impiedade do meu coração me ensinaram, pela bênção do Senhor, a compreender o que significa dizer: vejam, eu sou um homem vil… Eu me envergonhava de mim mesmo, quando comecei a procurar a bênção do Senhor; agora, eu me envergonho mais ainda.
Não posso orar, mas cometo pecados. Não posso pregar, mas cometo pecados. Não posso ministrar, nem receber a Ceia do Senhor, mas cometo pecados. Preciso arrepender-me de meu próprio arrependimento; e as lágrimas que derramei necessitam da lavagem do sangue de Cristo.
Este corpo de pecado e de corrupção torna amargo e envenena nosso regozijo. Oh! Se eu estivesse onde nunca mais pecarei!
Senhor, pega no meu coração e tranca-o com uma corrente e super-cola para que eu não salte fora nos meus momentos de fraqueza, Tu, é a minha única esperança.
Esperar no Senhor significa recorrer a Ele em vez de recorrer antes ao homem. Então, pacientemente, confiar que Deus agirá em Seu tempo.
