Coleção pessoal de pensandogrande

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O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma.

Quão desesperadamente difícil é ser honesto consigo mesmo. É muito mais fácil ser honesto com as outras pessoas."

Em nossa vida humana e em nossa vida espiritual importa estar presente ao presente. Muitas vezes fixamo-nos no passado ou nos projetamos para o futuro. Permanecer presente no presente demanda ascese. E importa saber que é somente no presente que Deus vem ao nosso encontro.

Os que temem o que não se deve temer e não temem o que se deve temer, envolvem-se em falsas ideias e enveredam por esconsos caminhos.

A prática da tolerância ajuda-nos a controlar a mente temerosa e irada.
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A tempestade arranca a árvore solitária.
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As tarefas adiadas com alegria são por fim feitas com lágrimas.

Nem no ar, nem nas profundezas do oceano, nem nas cavernas das montanhas, em nenhum lugar do mundo nos podemos abrigar do resultado do mal praticado.

Não há, nunca houve, nem nunca haverá um homem que seja sempre censurado, ou um homem que seja sempre louvado.

Não são os cabelos brancos que fazem o ancião; de qualquer velho que só tenha idade, pode-se dizer que envelheceu em vão.

Quem vence a si mesmo é um herói maior do que quem enfrenta mil batalhas contra muitos milhares de inimigos.

Esforça-te para entrar na morada do tesouro que se encontra dentro de ti e assim poderás ver céu! De fato, uma e outra coisa são o mesmo. Se entrares em teu interior, verás ambas! A escada para chegares ao reino dos céus está escondida em tua alma. Mergulha para dentro de ti mesmo afastando-te dos teus pecados, pois assim encontrarás ali os degraus pelos quais poderás ascender.

Senhor,
ensina-me a discernir
as coisas que posso mudar,
daquelas que não posso mudar.
Dá-me a coragem de mudar
as primeiras
e a força para suportar
as segundas.

/Conforme oração de São Francisco de Sales/

O que me impressiona em Jesus é este apelo a ir sempre adiante. Pode-se dizer que o elemento estável do cristianismo seja precisamente essa ordem de nunca parar.

A primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por ele, que nos impele a amá-Lo cada vez mais. Um amor que não sentisse a necessidade de falar da pessoa amada, de apresentá-la, de torná-la conhecida, que amor seria? Se não sentimos o desejo de comunicar Jesus precisamos pedir que volte a cativar-nos. Precisamos implorar cada dia, pedir a sua graça para que abra nosso coração frio e sacuda nossa vida tíbia e superficial.
/ A alegria do Evangelho, n. 264 /

Um homem não é apenas sua pele e sua alma, mas também amizades e relacionamentos.

Pode acontecer que alguém se esqueça daqueles com os quais riu, nunca esquecerá porém daqueles com quem chorou.

Necessário que abandoneis vosso primeiro gênero de vida e vos despojeis do homem velho, que vai se corrompendo por paixões enganosas para uma transformação espiritual de vossa mentalidade e revestir-vos da nova natureza, criada segundo Deus em justiça e verdadeira santidade.
Efésios 4, 22-14

É no silêncio que tomamos consciência de nosso ser e de todos os seres. É fundamental o silêncio para que possamos ouvir a palavra das criaturas e a Palavra de Deus. O silêncio é o substrato necessário da palavra, a condição de sua existência e de sua integridade. O homem que não vive só de pão, mas da palavra, tem necessidade do silêncio para viver.

Viver não é percorrer durante longos e longos anos os caminhos desta terra monótona e preguiçosamente. Não fomos feitos para a mediocridade e a rotina. Nosso coração busca as estrelas. Sentimos necessidade de viver transparentemente. Somos convidados à santidade. Há o chamado para sermos santos como o Pai é santo. Santo é aquele que nasce de novo, que morre a si mesmo, que deixa o Santo renová-lo interiormente, que nasce para uma nova ordem de coisas. Alguém é santo e pode crescer em santidade porque foi santificado pelo amor sem limites desse Deus que se fez entrega, oferta, presente, dom na pessoa de Jesus que morre abandonado na cruz e é arrancado da morte por nós. Viver e buscar a santidade é deixar-se possuir por aquele que nos amou primeiro. A santidade não é apenas para Madre Teresa. Ela tem razão de responder ao seu entrevistador: “Este é meu dever, e também o seu”.
“Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós em todo o vosso proceder. Pois, está na Escritura. Sede santos, porque eu sou santo (1Pedro 1, 15-16)
Somos convocados a ter os traços de Cristo em nós.

Um jornalista perguntou a Madre Teresa: “A senhora não experimenta um certo constrangimento quando as pessoas dizem à queima-roupa que a senhora é santa? “ – Este é meu dever, e também o seu.

“A figura do samaritano na parábola narrada por Jesus é o modelo de quem vive imitando a compaixão do Pai do céu. O “samaritano” vê o ferido no caminho, comove-se e se aproxima dele. É esta a primeira coisa a fazer: olhar atentamente os que sofrem, comover-nos e aproximar-nos. Em seguida, o samaritano inventa todo tipo de gestos: venda suas feridas, trata-as com azeite e vinho, coloca-o sobre a própria cavalgadura, leva-o a uma hospedaria, cuida dele, se compromete a pagar suas despesas. Este não se pergunta se o ferido é próximo seu ou não. Não age movido pela obrigação de cumprir um código religioso. A compaixão não brota da atenção à lei ou de respeito aos direitos humanos. Ela desperta a partir do olhar atento aos que sofrem”.