Coleção pessoal de pensandogrande

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ARREPENDIMENTO

Em hebraico, o termo utilizado é “teshuváh”, que procede de uma raiz verbal que significa voltar ou retornar. No Antigo Testamento, é um chamado constante dos profetas para afastar-se do mau caminho e viver de acordo com a Aliança. Em nenhum caso, indica a obtenção do perdão mediante o esforço humano, mas receber o perdão misericordioso de Deus para seguir uma vida nova de obediência a seus mandamentos.

Nos evangelhos, o conceito de arrependimento (“metanoia” ou mudança de mentalidade) é um conceito essencial, equivalente à *conversão, que se liga ao profetismo do Antigo Testamento, mostrando-se distanciado do desenvolvimento do judaísmo posterior. Jesus insiste na necessidade de arrepender-se porque chegou o *Reino de Deus (Mc 1,14-15) e afirma que se perecerá se não houver arrependimento (Lc 13,1-5). O arrependimento jamais é uma obra meritória, mas uma resposta ao chamado amoroso e imerecido de Deus (Lc 15,1-32). O arrependimento é, portanto, voltar-se à graça de Deus, recebê-la humilde e agradecidamente e, então, levar uma vida conforme os princípios do Reino. E até mesmo àquele que se arrepende e já não tem possibilidade de mudar de vida, porque está prestes a morrer, Deus mostra seu amor, acolhendo-o no *paraíso (Lc 23,39-43).
(Dicionário do Novo Testamento)

“Os discípulos de Jesus que relataram as palavras e as ações do mestre... não podiam deixar de aspirar à máxima veracidade e exatidão, já que para eles tratava-se da fidelidade a um imperativo religioso e não lhes era lícito afastarem-se do que realmente aconteceu; deveriam
transmitir, com a maior exatidão, as palavras do mestre... pois se não se ativessem fielmente aos fatos teriam colocado em perigo sua salvação eterna. Não lhes era lícito mentir”
[professor David Flusser - judeu]

Certamente, sem a crença
na ressurreição, é inexplicável a expansão do cristianismo
após a morte de Jesus e, por sua vez, é
evidente que não foi a fé que produziu a crença
na ressurreição, mas foi a convicção nessa crença
que dissipou a incredulidade e o desânimo dos
discípulos e gerou a fé.

Sobre o Gênesis:
"A narração é tão simples, tão semelhante à verdade, tão consistente nos mínimos detalhes, tão correta nas suas datas, tão imparcial nas biografias, tão segura nos pontos filosóficos, tão pura em sua moralidade, tão benévola em seus desígnios que não deixa campo para a menor dúvida quando se afirma que jamais poderia ter origem humana".

"Gênesis é o germe de toda a Bíblia e é essencial para um compreensão real de cada parte. É o alicerce onde se apoia e sobre o qual se edifica a revelação divina. Gênesis não somente é o fundamento de toda a Verdade, como é, também, o livro da origem e forma parte de toda a inspiração subseqüente. Por isso, é o livro dos inícios nas Sagradas Escrituras."

A vista não se cansa de ver,
nem o ouvido se farta de ouvir.

“Vaidade das vaidades – diz o Eclesiastes –,
vaidade das vaidades, tudo é vaidade!”/
Que proveito tira o ser humano de todo o trabalho
com o qual se afadiga debaixo do sol?/
Uma geração passa, outra vem,
e a terra continua sempre a mesma./
O sol se levanta, o sol se põe
e se apressa para voltar a seu lugar, onde renasce./
O vento gira para o sul e dobra para o norte;
passando ao redor de todas as coisas,
ele prossegue e volta aos seus rodeios./
Todos os rios correm para o mar,
e o mar contudo não transborda;
para o lugar de onde saíram
voltam os rios, no seu percurso./
Todas as coisas são difíceis
e não se pode explicá-las com palavras.
A vista não se cansa de ver,
nem o ouvido se farta de ouvir./
O que foi, é isto mesmo que será.
E o que foi feito, é isto mesmo que vai ser feito:/
não há nada de novo debaixo do sol.
Uma coisa da qual se diz: “Eis aqui algo de novo”,
ela já nos precedeu, nos séculos que houve antes de nós./
Não há memória dos tempos antigos.
E, quanto àqueles que vierem depois,
tampouco deles haverá memória junto
aos que vierem por último.

Viver é sempre um desafio. Uma coisa é viver por viver. Outra coisa é viver em profundidade. As pessoas que visitam seu interior, que procuram perscrutar os cantos do coração, percorrer as alamedas de seu interior vão mergulhando em águas profundas. Não se importam com aparências e não andam catando alegrias fugazes e aplausos ilusórios. São o que são. Examinam tudo.

Optam pelo melhor e mais significativo. Não é necessário muita cultura livresca e acadêmica. O homem que lavra a terra e observa com a alegria os trigais dourados e cantarola vive para além das aparências. A mulher reta e fiel nas coisas mais simples leva para o fundo do coração os que a cercam, os filhos, os trabalhos, as alegria e tristezas do viver cotidiano.

O valor de uma vida humana se mede pela profundidade da pessoa.

O valor de uma vida humana não é determinado pela sua duração, mas antes pela sua profundidade.

Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as tuas criaturas,
especialmente com o senhor irmão Sol
que clareia o dia e com sua luz nos alumia.

E ele é belo e radiante
com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, é a imagem.

Esperar não é sonhar: é um meio de transformar o sonho em realidade. Felizes os que têm a audácia de sonhar e que estão dispostos a pagar seu preço para que o sonho ganhe corpo na história dos homens.

Nada dizer, simplesmente olhar-te:
te pedir com os olhos
te agradecer com os olhos.
Fechar os olhos porque estás perto,
abri-los para ver teu sorriso.
Cada vez tornar-me mais imagem tua
de tanto te olhar.

Em todo ser humano há uma parte de solidão que nenhuma intimidade humana pode preencher. É lá que Deus nos encontra. É lá nesta profundidade que se situa a festa íntima do Cristo ressuscitado.

O Senhor me deu e me dá tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da Santa Igreja Romana – por causa da ordem deles – que, se me perseguirem quero recorrer a eles (…) Não quero considerar neles o pecado, porque vejo neles o Filho de Deus e eles são meus senhores

Proclamar aquilo que o coração acredita:

O clamor de Cristo fica sufocado em nós se a língua não proclama aquilo que o coração acredita. Para que esse clamor não fique sufocado em nós, é preciso que, na medida de suas possibilidades, cada um manifeste aos outros o mistério de sua vida nova.

Aceitar que o outro seja habitado por outras presenças diferentes da nossa, não ter a pretensão de responder todas as suas necessidades, todas as suas expectativas não vem a ser infidelidade de nossa parte: ao contrário, é querer, como mais alta prova de amor que o outro seja fiel a si mesmo.

O amor começa quando se prefere o outro a nós mesmos, quando se aceita sua diferença e sua liberdade.
Aceitar que o outro seja habitado por outras presenças diferentes da nossa, não ter a pretensão de responder todas as suas necessidades, todas as suas expectativas não vem a ser infidelidade de nossa parte: ao contrário, é querer, como mais alta prova de amor que o outro seja fiel a si mesmo.
Aparentemente parece que sofremos com isso, mas trata-se de um sofrimento fecundo porque nos força a nos desprender de nós mesmos, a viver intensamente um espoliamento enriquecedor: no amplexo mais íntimo é a um ser livre que abraçamos, com todas as suas possibilidades, mesmo aquelas que nos escapam.

Segure firmemente na mão de Deus, faça como o pássaro, que não para de cantar, mesmo quando o galho se quebra porque sabe que tem asas!

A casa respira na intensa luz da manhã.
A poeira canta em raios oblíquos nessa manhã tão leve.
O Senhor se introduziu em minha casa e se assentou.
E ele me disse: ‘Como é bom estar em tua casa!’
Eu estava trabalhando e não me tinha conta que ele havia entrado.
Coloquei meu trabalho de lado
e me sentei a seu lado.
Com ele fiquei admirando o esplendor daquela manhã.

Somente podemos dizer que estamos vivos naqueles momentos em que nossos corações estão conscientes de nossos tesouros."